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Caso Banco Master deve ser apurado sem interferências, afirma Hugo Motta

Por Redação

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), comentou na manhã desta segunda-feira (9) as investigações relacionadas ao Banco Master e as recentes decisões judiciais envolvendo o caso. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Metrópole.

 

O parlamentar está cumprindo agenda em Salvador, e participa da cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Luís Eduardo Magalhães, realizada entre 10h e 12h no plenário do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA).

 

Ao abordar o tema, Motta defendeu a continuidade das apurações conduzidas pelas instituições responsáveis. Segundo ele, a investigação deve ocorrer sem interferências externas.

 

“Nós temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso país. Esse problema do Banco Master, nós temos analisado que o próprio Supremo Tribunal Federal tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como a que tomou na semana passada, inclusive decidindo por prisões preventivas, quebra de sigilo, busca e apreensão, justamente permitindo que a investigação possa acontecer. E não só o trabalho do Supremo Tribunal Federal, como também da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, que são as instituições que estão acompanhando e investigando, devem funcionar sem nenhum tipo de interferência e buscando, de maneira correta, buscar a punição eventual de quem cometeu algum tipo de ilícito”, afirmou.

 

Durante a entrevista, o presidente da Câmara também comentou sobre possíveis repercussões do caso no cenário político e eleitoral. Para ele, investigações e operações costumam ser incorporadas ao debate político em períodos de disputa.

 

“Com relação à influência desse problema no período eleitoral, nós já assistimos aqui no Brasil em passado recente que sempre esse tipo de operação, esse tipo de problema, ele vem sempre a ser um assunto da eleição. As narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento. Eu não vejo que o assunto será só isso. Nós temos outras alterações também acontecendo em nosso país, em torno de outros assuntos que também podem vir a se tornar problemas na eleição, bandeiras políticas a serem defendidas na eleição. E que de fato eu espero que o debate ele possa se dar não nesse âmbito policialesco, mas no âmbito dos problemas reais da vida do povo brasileiro, como segurança pública, que acabamos de falar, como a geração de emprego e renda”, disse.

 

Motta também mencionou pautas que, segundo ele, devem ser discutidas pela Câmara dos Deputados nos próximos dias, entre elas a chamada PEC 6x1 e projetos relacionados ao mercado de trabalho.

 

“Nós vamos debater na Câmara PEC 6x1, que é uma PEC que conversa diretamente com a classe trabalhadora, com o setor produtivo do país, nós temos assuntos importantes na área da educação, da saúde, da infraestrutura, da política social do Brasil. Então, nós temos procurado, na frente da Câmara dos Deputados, sair um pouco dessa agenda de tanta turbulência para trazer para uma agenda produtiva de entregas concretas e ajuda real ao Brasil, principalmente à nossa população”, afirmou.

 

Ele citou discussões previstas sobre a regulamentação do vínculo entre trabalhadores e plataformas digitais.

 

“Então vamos essa semana discutir o projeto da legalização do vínculo dos trabalhadores de aplicativos, das plataformas que hoje estão já consolidadas em nosso país. Não há uma regulamentação desse vínculo entre essas pessoas que trabalham para essas plataformas, sejam elas plataformas de transporte, plataformas de serviços de entrega”, declarou.

 

Ao final, o presidente da Câmara afirmou esperar que o debate eleitoral seja pautado por temas considerados prioritários para a população.

 

“Vamos avançar nessa agenda que é uma agenda que dialoga com milhões de brasileiros e brasileiras que estão nessa realidade. Eu vejo que o debate eleitoral vai sim ter a participação desses ingredientes envolvendo alterações policiais, mas que de fato o debate, espero eu, possa ser um debate de alto nível e que trate realmente daquilo que importa para melhorar a vida dos milhões de brasileiros”, concluiu.