Varejo baiano tem em 2025 o melhor desempenho em 10 anos, diz Fecomércio
Por Redação
O ano de 2025 foi marcado pelo maior faturamento do varejo baiano em 10 anos, de acordo com a Fecomércio BA. Segundo o relatório, elaborado com base em dados do IBGE, o volume movimentado pelo setor no estado foi de R$ 234,1 bilhões, o mais elevado desde 2015, com os valores já atualizados pela inflação. O montante representa um aumento de 1,4% na comparação com 2024.
O segmento que mais contribuiu para o resultado do varejo no ano passado foi o de supermercados, com alta de 2,6%. Devido ao seu elevado faturamento, de R$ 90 bilhões — ou quase 40% do comércio do estado —, gerou um ganho de R$ 2,27 bilhões para o setor. Observa-se, ainda, uma aceleração no crescimento do primeiro para o segundo semestre, de 1,6% para 3,6%, indicando maior disponibilidade financeira das famílias para a aquisição de bens essenciais.
Na mesma linha, as farmácias e perfumarias registraram faturamento de R$ 17,8 bilhões, o mais elevado de toda a série histórica, iniciada em 2011. O segmento apresentou a maior variação do ano, de 7,7%, gerando um adicional de R$ 1,27 bilhão para o varejo em 2025. O resultado foi praticamente igual ao do setor de veículos, motos, partes e peças, que também adicionou R$ 1,27 bilhão, embora com variação um pouco menor, de 2,9%.
Mesmo diante de um cenário de juros elevados, em torno de 15% ao longo do ano, famílias com maior segurança no emprego mantiveram forte presença no mercado de crédito. Nesse segmento, entretanto, a desaceleração foi nítida: o crescimento saiu de quase 7% na primeira parte do ano para estabilidade no segundo semestre, evidenciando perda de fôlego.
Essas três atividades sustentaram o avanço de 1,4% do varejo no ano, já que os demais setores apresentaram retração nas vendas. A maior variação negativa e a maior contribuição para a queda vieram do setor de vestuário, tecidos e calçados, com recuo de 5,6% e perda de R$ 486,5 milhões no ano.
A mesma variação negativa, de 5,6%, foi observada nas lojas de móveis e decoração, que registraram faturamento de R$ 4,3 bilhões, quase R$ 260 milhões a menos do que em 2024. As demais quedas foram registradas em materiais de construção (-2,1%), lojas de eletroeletrônicos (-1,6%) e no grupo outras atividades (-0,6%).
