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Vovô do Ilê exalta reconhecimento internacional de blocos afro: "Revolução dos tambores está no mundo"

Por Eduarda Pinto / Rebeca Menezes

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O Ilê Aiyê, que já retratou regiões além da Bahia, como Maranhão, Pernambuco e o Sul do Brasil, escolheu neste ano falar da influência afro-indígena de Maricá, no Rio de Janeiro, como os primeiros habitantes da terra. Mas reconhecer as origens também fala muito sobre o bloco do Curuzu. 

 

Fundador e presidente do bloco afro, Vovô do Ilê aproveitou o movimento de saída do grupo neste sábado (14) para comemorar a projeção internacional que eles têm recebido, e o reconhecimento de um trabalho que hoje se espalhou pelo mundo. "Hoje a Liberdade é reconhecida nacionalmente e internacionalmente, representando a cara da Bahia, de Salvador. Está em vários Outdoors na cidade, 'terra de negros', e os negros sempre coadjuvantes - só servem pra fazer coeficiente de eleição. Então fico muito gratificado de ver esse projeto se proliferar pelo Brasil. Hoje você tem blocos afro pelo país inteiro, e essa revolução dos tambores tá no mundo", defendeu.

 

Mas se o número de turistas cresceu, segundo Vovô o apoio ainda está aquém do necessário. "Hoje pra você colocar um bloco desse tamanho na rua... hoje o Carnaval se chama 'Carna Negócio'. Acabou o tempo em que você reunia uma turma aqui, hoje é tudo profissionalizado", explicou.

 

Vovô ainda exaltou o ritual criado por sua mãe em 1975, e que hoje atrai gentes "de todas as tribos" para o Curuzu, além de fortalecer a comunidade, com ambulantes e camarotes montados nas casas. Segundo ele, por isso há um trabalho de resgatar o Carnaval da Liberdade. "A gente vem tentando recuperar. Mas pra recuperar, você não precisa trazer atrações de fora, não. Os artistas da comunidade fazem a festa, e prendem o povo, e ajudam a circular a moeda".

 

A edição deste ano é uma realização do Ilê Aiyê e do Ministério da Cultura, em parceria com a Caderno 2 Produções, patrocínio do Grupo Belov, como mantenedor do Plano Anual do Ilê Aiyê através da Lei Rouanet, do IFood, da CAIXA, da Prefeitura de Salvador e da Prefeitura de Maricá. Conta ainda com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Programa Ouro Negro.