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Da música de Caetano ao sonho: Foliões falam sobre noite emblemática na saída do Ilê Aiyê

Por Eduarda Pinto / Rebeca Menezes

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Quem se preparou para subir a ladeira do Curuzu neste sábado (14) veio com muito mais em mente do que apenas curtir o Carnaval. A tradicional saída do bloco Ilê Aiyê, que marca oficialmente a abertura do Carnaval do Mais Belo dos Belos, reuniu foliões, fãs e autoridades no início da noite, ansiosos para acompanhar a cerimônia que une fé e folia. Após a cerimônia tradicional, o bloco inicia seu desfile no Circuito Mãe Hilda e depois no Campo Grande, a partir das 2h.

 

Este ano, o tema escolhido foi “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”. O enredo propõe um diálogo entre Bahia e Rio de Janeiro, exaltando a luta conjunta de negros e indígenas na formação da identidade brasileira.


Mas o evento também atraiu pessoas de outros cantos do país. É o caso de Julia Fortes, que vinha do Sul com excursões para a Bahia, e nesta noite valoriza a exaltação "da consciência, de resgate da nossa ancestralidade": "Hoje eu tenho 66 anos e vou realizar meu sonho".

 

 

Já Fernando Salgado, que também é do Sul, está pela primeira vez em Salvador, junto a amigos que vieram de Paris, na França, onde mora atualmente. Fernando disse que sempre ouviu falar do Ilê pelas músicas de Gil e Caetano. "Todo mundo canta essa importância do bloco pro movimento afro-brasileiro no Brasil e no mundo. É um ícone, por isso que a gente resolveu escolher esse lugar emblemático".

 

 

Mas não só turistas terão a primeira oportunidade de ver a saída do Ilê. Cria da Liberdade, Carol Pires, acompanhada da amiga Leilane Telles, disse que sempre quis participar da saída do Ilê, mas que sempre havia algo que a impedia. "Pra qualquer pessoa negra de Salvador o Ilê é uma entidade, uma referência. Só conseguia ver já na rua, e aqui é a primeira vez. Eu estou muito feliz"

 

 

E até mesmo quem já conhece de perto a tradição ainda se emociona. Músico do Ilê há 21 anos, Carlos Ivan levou a esposa, Roquelina Marques, para conhecer o evento que o marcou tantas vezes. "Esse ritual é único. Isso faz a diferença de tudo, é o mais belo dos belos, e muito importante pra nossa comunidade".

 


A edição deste ano é uma realização do Ilê Aiyê e do Ministério da Cultura, em parceria com a Caderno 2 Produções, patrocínio do Grupo Belov, como mantenedor do Plano Anual do Ilê Aiyê através da Lei Rouanet, do IFood, da CAIXA, da Prefeitura de Salvador e da Prefeitura de Maricá. Conta ainda com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Programa Ouro Negro.