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Governo da Bahia participa de audiência pública sobre concessão da Ferrovia Centro Atlântica

Por Redação

Foto: Lucas Pondé / Ascom

Secretários do Governo da Bahia participaram da audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres sobre a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro Atlântica S.A., que ocorreu nesta sexta-feira (18) no auditório do Hotel Mercure.

 

Estavam presentes Afonso Florence (Casa Civil), Cláudio Peixoto (Planejamento), Jusmari Oliveira (Desenvolvimento Urbano) e Davidson Magalhães (Trabalho, Emprego, Renda e Esporte). 

 

Realizada em várias capitais brasileiras, a reunião visa coletar sugestões da sociedade para aprimorar o projeto de prorrogação do contrato por mais 30 anos. A proposta da ANTT prevê investimentos de aproximadamente R$ 24 bilhões na infraestrutura ferroviária dos Corredores Leste e Sudeste, que abrangem Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

 

O secretário da Casa Civil ressaltou os prejuízos à economia baiana nas últimas décadas devido à falta de atenção e investimentos por parte da concessionária VLI no Corredor Minas-Bahia, atualmente sob análise na proposta da ANTT.

 

“Nós queremos apoiar a renovação antecipada, mas as condições precisam ser revistas. É essencial que os agentes econômicos, clientes da concessionária, tenham condições de competir no mercado global. Deve ser garantido investimento imediato na malha ferroviária da Bahia como condição para a renovação antecipada. Essa malha precisa ser requalificada. O orçamento previsto é insuficiente para reparar os danos econômicos, sociais e políticos enfrentados pelas empresas”, declarou Florence.

 

O deputado estadual Eduardo Sales, representando a Assembleia Legislativa, enfatizou o potencial do setor portuário da Bahia. “A Bahia possui a maior produtividade de soja, algodão e milho do mundo, além de um polo industrial diversificado e um centro tecnológico, o Cimatec, reconhecido globalmente. Com essa base, podemos nos tornar a locomotiva do Brasil, mas precisamos conectar a produção às oportunidades de exportação”, defendeu.