Após rusga em Salvador, Rui ainda não conversou com lideranças do MST, revela Valmir Assunção
Por Redação
O deputado federal Valmir Assunção (PT) revelou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ainda não conversou com as lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) após barrar o grupo no lançamento da primeira plenária estadual do Plano Plurianual (PPA), no dia 11 de maio, em Salvador.
O pronunciamento do parlamentar ocorreu nesta terça-feira (27), em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
Valmir apontou que, mesmo depois do episódio, o ministro da Casa Civil ainda não se reuniu com o movimento. Na ocasião, Valmir desistiu de participar do encontro e fez desabafos nas redes sociais.
“Foi um episódio que aconteceu naquele momento e eu acredito que até agora Rui Costa não se reuniu com a direção do movimento para poder falar e explicar sobre o que aconteceu. Mas acho que ele não vai se explicar ou falar algo. Mas naquele episódio quando disse que era constrangedor o Movimento Sem Terra ir pra mesa e participar das atividades, fiz um Twitter e coloquei minha posição e tive solidariedade do presidente do PT, deputado, ministros e um conjunto de pessoas do segmento da sociedade”, disse.
Em seguida, Valmir pontuou que o movimento merecia “um certo respeito” do ministro, pela atuação do grupo na defesa do Partido dos Trabalhadores e do grupo da esquerda.
“Ao longo de nossa história nós sempre defendemos o PT e a esquerda. Uma atividade igualmente aquela que vai debater com a sociedade organizada e o movimento sem terra é uma dessas organizações, acho que no mínimo merecia um certo respeito, o que não houve naquele episódio”.
O deputado apontou ainda que não tinha se sentido surpreso com a atitude do ex-governador da Bahia, já que o mesmo ficou um grande tempo sem se reunir com os movimentos sociais no Governo do Estado.
“Mas para mim isso não foi surpresa, pois quando Rui foi governador passou um bom período aqui governando a Bahia sem receber os movimentos populares nem sindicais, nem sem terra, nem pequeno agricultor. Era só relação com prefeitos. Acho importante, mas eles não são os únicos de uma sociedade, era preciso também receber as organizações populares”, completou.
Outra questão pontuada por Valmir foi acerca da defesa que ele fazia para o ministro em Brasília.
“Tinha um requerimento na última sessão da CPI de convocação dele, eu fiquei o dia todo discutindo com Ricardo Salles que não tinha condições de convocar um ministro, pois isso era mostrar perseguição ao governo, ser contra o governo, não tinha sentido, já que ele não era da pasta”, explicou.
