Lira diz que deputados não vão se sacrificar pelo governo, que “terá que andar com as próprias pernas”
Por Edu Mota, de Brasília
Já na madrugada desta quinta-feira (1º), ao sair da sessão na qual 337 deputados aprovaram a medida provisória que reorganizou a estrutura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em rápida entrevista que a votação expressiva representou um voto de confiança da maioria dos partidos, mas não significa que haja uma base organizada. Lira deixou claro que a aprovação da MP só foi possível porque partidos e parlamentares com atuação independente decidiram dar mais uma oportunidade para o governo se organizar e melhorar a articulação com o Congresso Nacional.
"Estamos longe de estarmos comemorando uma base, como alguns tentam perpassar. Amanhã será um novo dia. Dia de Senado apreciar a matéria. O presidente Lula precisa sim entrar de forma mais efetiva, junto com os seus ministros, em uma articulação mais permanente e mais correta, para que o governo, em matérias que virão, tenha uma condição de ter dias mais tranquilos”, afirmou Lira.
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O presidente da Câmara ratificou ainda que a maioria dos deputados não irá se sacrificar no apoio ao governo se não houver um ajuste na articulação política. “É importante que se diga, deixar claro, que daqui pra frente, o governo vai ter que andar com suas pernas. Não haverá nenhum tipo de sacrifício", concluiu Lira.
A medida provisória 1154, aprovada na noite desta quarta, criou novos ministérios e redistribuiu órgãos e atribuições entre as pastas. A MP precisa agora ser aprovada pelos senadores ainda nesta quinta (1º), para que não perca a validade. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou para esta quinta a sessão em que será votado o texto da MP. Se aprovada, seguirá hoje mesmo para sanção presidencial.
