Caso Alden: Adolfo garante ação 'democrática', mas adverte: 'Tudo tem limite'
Por Mari Leal
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), garantiu que irá agir de forma "democrática" caso seja protocolado algum pedido de investigação junto ao Conselho de Ética da Casa sobre a acusação feita pelo deputado Capitão Alden (PSL), de que os parlamentares do bloco de oposição recebem R$1,6 mi mensalmente da prefeitura de Salvador (reveja). Durante sessão extraordinária na tarde desta quarta-feira (28), Alden antecipou uma defesa, afirmando que, apesar de ele ter se retratado das palavras “equivocadas”, o caso continua “repercutindo de forma negativa”.
Segundo Alden, os rumores de cassação do seu mandato representa uma antecipação de pena e violação de suas imunidades parlamentares. “Estamos diante de uma superação de garantias parlamentares. Penso que se usarem um equívoco de opinião para fazer justiça com as próprias mãos, não estarão a prejudicar apenas a minha vida política, mas mancharão a imagem do Poder Legislativo da Bahia, com a percepção de que ninguém pode errar dentro desta Casa. Estaremos diante de uma ditadura do decoro e trará vergonha para a representatividade”, disse o deputado. Ele garantiu ainda que nesta quarta será encaminhado ao gabinete do prefeito da capital, Bruno Reis (DEM), um ofício com pedidos de desculpas.
Em resposta, Adolfo Menezes reconheceu que todos os deputados possuem o direito de manifestação e livre expressão, porém “tudo tem limite”. De acordo com o presidente, as acusações feitas por Alden são “uma loucura muito grande”.
“Ainda bem que vossa excelência se retrata . Aqui, qualquer deputado, independente da quantidade de votos que tiver, se errar e os colegas acharem que penalidades são necessárias, essa Presidência vai fazer. Então, é bom que cada um saiba o que tá fazendo para que não atente contra a honra de ninguém e nem dos colegas, senão essa Presidência fará cumprir para que não aconteça mais. Se chegar esse processo, todas as devidas defesas previstas no regimento dessa Casa vão ser acionados”, garantiu o presidente.
O presidente afirmou que, até o momento, não há nenhum pedido oficial na Casa. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo presidente do Conselho de Ética, Marquinho Viana (PSB).
