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Espécie de 'seguro', app 'Monitora Covid' deve ser baixado por todos na Bahia; entenda

Foto: Divulgação

O aplicativo “Monitora Covid-19”, criado pelo Consórcio Nordeste com a liderança da Bahia (saiba mais aqui), funciona como uma espécie de “seguro” para quem não tem sintomas do novo coronavírus, assim como é uma plataforma de atendimento online para quem acredita estar com a doença. Por isso, a orientação é que todos os baianos façam o download da ferramenta, que é gratuita.

 

O “Monitora” tem diversas funcionalidades. Para se cadastrar, basta fornecer informações simples como nome, CPF, nome da mãe e número do cartão SUS. A partir dessas informações, o sistema vai conseguir reconhecer também se você possui algum outro fator de risco para um eventual agravamento da doença.

 

Para quem não tiver se sentindo mal, a ferramenta traz informações sobre como se proteger, etiqueta de tosse e quais são os sinais que devem ser observados. Há também um guia de isolamento residencial, caso alguém da família seja diagnosticado. Já quem estiver com algum sintoma deverá atualizar a parte “Como você está se sentindo agora”? O espaço tem perguntas sobre há quanto tempo a pessoa se sente mal, se tem alguma doença pré-existente e medicamentos que utiliza regularmente.

 

SISTEMA DE CORES
Como detalhado pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro (veja aqui), a ferramenta considera um sistema de cores para identificar os pacientes que compartilharem as informações. Se a pessoa cadastrar sintomas que não estejam relacionados ao coronavírus, ela será classificada como verde. Nesse primeiro momento, os pacientes desse grupo recebem orientações gerais sobre saúde e cuidados básicos, e pode ou não receber um telefonema médico a depender da demanda.

 

Se a pessoa tiver sintomas como febre, tosse e dor na garganta, por exemplo, ela pode ser classificada como amarela caso não seja do grupo de risco, ou de laranja se tiver alguma comorbidade associada que possa levar eventualmente ao agravamento do quadro. "Nesse caso, o médico tem que entrar em contato em até 24 horas, para poder perguntar, avaliar, entender e dar as orientações adequadas de autocuidado, de isolamento dentro de casa para não contaminar as outras pessoas e, eventualmente, indicar a ida a uma unidade de saúde", detalhou Hêider, que é médico sanitarista e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

 

Já se a pessoa, independente da condição ou idade, tiver algum sintoma respiratório em fase aguda, será indicada como vermelho. "Se for vermelho, o contato [por telefone] deverá ser feito imediatamente, para poder recomendar a ida para uma urgência especializada em atender a Covid-19. Nesses casos, o aplicativo já vai emitir uma mensagem de 'procure um atendimento de saúde'. Mas os médicos que tiverem no atendimento deverão entrar em contato para reforçar”, completou. Segundo o coordenador, “as cores têm sentido pra orientar a atenção desses profissionais de saúde que estão na retaguarda". Após o atendimento por telefone, o próprio médico poderá reclassificar o paciente, a depender do que for informado.

 

INTERVENÇÃO
Além do atendimento de médicos, o governo pode usar os dados para fazer intervenções em bairros que tenham um crescimento de casos suspeitos de coronavírus (entenda aqui). A ideia é utilizar a ferramenta para traçar planos de ações aliados às informações de testes feitos tanto em Salvador quanto em cidades do interior da Bahia.

 

Adélia Pinheiro explicou como funcionará a atuação da gestão estadual. Os dados coletados pelo “Monitora Covid-19” estarão disponíveis de forma anônima, mas com idade, sexo e bairro daqueles que preencheram as informações de sintomas. Nessa plataforma, também aparecerá o a classificação por cores dos pacientes, que mostram a gravidade dos casos.

 

Hêider Pinto, coordenador de pesquisa de inovação e saúde da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF), deu um exemplo de como funcionará esse acompanhamento. "A gente sabe que tem uma pessoa tal que é grupo de risco e teve sintomatologia. Isso vai permitir duas situações: 'Olha, tem um monte de caso nesse bairro X com casos amarelos, laranjas ou vermelhos - ou seja, com sintomas -, que coincide com as nossas testagens. Mas no bairro Y, que não tinha caso, não tinha testagem, mas olha o mapa de calor, olha a quantidade de pessoas com sintoma'”, apontou. “Aí vamos ter que fazer alguma intervenção nesse bairro Y. Vamos ter que ver o que está acontecendo lá, fazer testagem, ver essa área. Então orienta também as ações de saúde pública”, reforçou.

 

Como essas informações serão anônimas, a atuação do estado vai acontecer de uma forma mais ampla no bairro afetado. “Essa intervenção não se dá no aspecto individual, mas coletivo. Havendo uma identificação de que há uma mudança de padrão da doença, a partir do acompanhamento do número de casos agrupado, é possível fazer a previsão da realização de ações de controle como intensificação das medidas de distanciamento social, ou recomendação de isolamento nas famílias, medidas que orientem pra não ocorrência de aglomerações, ou intensificação das orientações do uso de máscaras e higienização das mãos”, detalhou Adélia.

 

“SEGURO”
De acordo com Grinaldo Oliveira, coordenador geral de infraestrutura de TI da Secti, a recomendação do governo é que todos baixem a plataforma e a deixem instalada nos smartphones, fazendo o pré-cadastro da plataforma mesmo que não esteja doente. A partir disso, você só precisará completar as informações caso desenvolva algum sintoma.


 
"Já ajuda no caso de, havendo a manifestação de sintomas, você rapidamente fornecer essas informações para o poder público. É aquele seguro gratuito que você tem em mãos e que vai utilizar no momento que precisa. É importante que você tenha o aplicativo disponível. Por isso que é como um seguro. Seguro a gente contrata pra não usar. Ninguém contrata um seguro de carro pra bater o carro. Você contrata para um momento de necessidade. Então o ato de instalar a ferramenta é uma forma de você proteger a você mesmo", explicou Grinaldo ao Bahia Notícias.
 
"Se você não tiver sintomas, não há sentido em você relatar algo que você não tem. Mas a partir do momento em que você sentir algo, você tem uma ferramenta poderosa em mãos para informar o poder público, para o poder público te ajudar”, completou Oliveira.

 

ALIANDO ESTRATÉGIAS
A estratégia da Secti e da Sesab é aliar quatro ferramentas: o “Monitora Covid-19”; o mapa de calor com as regiões com mais casos de pessoas sintomáticas; um aplicativo para médicos identificarem pacientes entre os casos suspeitos (veja aqui); e a Plataforma de Registro Eletrônico, que reúne informações de diversos prontuários eletrônicos do paciente para gerar um quadro mais completo da pessoa que será atendida.

 

BAIXE O 'MONITORA'
O app está disponível gratuitamente na plataforma Android, sendo, posteriormente, disponibilizado para iOS. Para localizá-lo, é preciso fazer a busca digitando “monitoracovid”, com as duas palavras juntas, e fazer a seleção do aplicativo “Monitora Covid-19”, de cor azul, de autoria do “Governo da Bahia”, ou acessar diretamente este link: https://bit.ly/2UYHR9L.

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