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Proibida de participar de licitações federais, Engevix supervisionará obras em Salvador

Por Bruno Luiz

Empresa acompanha obras no Centro Histórico | Foto: Divulgação/ Secom-PMS

A construtora Engevix, proibida nesta quinta-feira (13) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de participar de licitações do governo federal (veja aqui), foi contratada pela prefeitura de Salvador para supervisionar as obras de requalificação da Praça Castro Alves e da Avenida Sete de Setembro, no Centro Histórico de Salvador. 

 

Segundo publicação do Diário Oficial do Município, a empresa ganhará R$ 969.507,04 pelo serviço. A Engevix integra o consórcio ER Castro Alves, formado também pela RK Engenharia e Consultoria Ltda. A construtora é também alvo da Operação Lava Jato (entenda aqui).

 

A punição imposta pelo TCU vale por três anos e inclui também licitações estaduais e municipais que receberam recursos da União. O órgão proibiu a empresa porque ela foi condenada por envolvimento em fraudes na licitação da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco. 

 

Segundo a Corte de Contas, os arranjos de preços feitos por algumas empresas resultaram em um prejuízo de R$ 1,9 bilhão nos contratos analisados em investigações sobre indícios de irregularidades nas obras da refinaria. 

 

Em seu voto, o ministro Benjamin Zymler afirmou que a empresa não se beneficiou diretamente de nenhuma obra da refinaria, mas “embora convidada formalmente pela Petrobras, se absteve intencionalmente de apresentar proposta com vistas a facilitar a colusão das construtoras”.

 

O OUTRO LADO
Em nota publicada após o julgamento do TCU, a Engevix negou envolvimento em fraudes em licitações da Petrobras para as obras da refinaria, além de afirmar que vai recorrer da decisão. “A decisão do órgão não é definitiva e a empresa recorrerá dela ao próprio TCU, o que garante a suspensão de seus efeitos até o trânsito em julgado”, diz a nota.
 

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