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João Santana diz não 'tolerar corrupção', mas evita falar sobre 'bunker' dos Vieira Lima

Por Bruno Luiz / Jade Coelho

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O candidato ao governo do estado João Santana (MDB) afirmou veementemente não tolerar corrupção. Ele, que se intitula trabalhador e honesto, garantiu que no seu governo jamais nomearia réus em investigações sobre corrupção. Amigo pessoal dos irmãos Vieira Lima, Santana não soube responder se acredita na inocência de Geddel e Lúcio no caso do bunker com R$ 51 milhões atribuído à família. Ainda em relação aos Vieira Lima, o presidente do MDB na Bahia afirmou que não costuma duvidar nem questionar colegas de partido: “Quem é o companheiro de partido que vai duvidar do outro ou achar que o outro está produzindo alguma coisa? Que é isso? Nós todos somos homens de boa fé, estamos trabalhando, fazendo as coisas todas, admitindo que está tudo bem.  Agora se as pessoas fossem trabalhar assim antes de se fazer um partido se partia o partido tá certo? Qual é a nossa profissão no caso? Somos militantes partidários e não investigadores da vida alheia”, assegurou.

 

Apesar de afirmar votar em Henrique Meirelles, apoiar e defender o governo Michel Temer, João Santana não faz nenhum tipo de menção ao presidente da República durante a propaganda eleitoral na TV, mas assegura que esse fato não tem relação com a baixa popularidade e avaliação negativa de Temer pela população. “Eu conheço Temer há uns 40 anos, eu sou mais velho que ele também no MDB. Pra mim, ele sempre foi um homem honrado. Para mim, ele assumiu uma postura que, em cada milhão de pessoas na vida política, um apenas teria coragem de assumir, que foi o que ele fez, assumiu um governo que ele ajudou a eleger, mas depois que ele assumiu passou a ser golpista”, disse e acrescentou que defende isso por onde passa.

 

João Santana acredita que o desemprego é o principal problema enfrentado pela Bahia atualmente e promete resolvê-lo a partir de investimentos em três áreas: economia agrícola, turismo e educação.  “O homem que não tem emprego é um escravo. Vou trabalhar com três pilares, mas não vou trabalhar com nada pontual, evidentemente que se alguém vier instalar uma empresa aqui eu vou fazer toda a corte, intensificar a vinda do cidadão ou do grupo, mas você sabe muito bem que hoje a indústria que não é resultante de uma cadeia de produção essa indústria é sazonal e cada dia reduz mais a capacidade de empregar por causa da informática e da digitalização, etc. [...] Eu quero lutar contra o desemprego de modo sustentável”, garante. Leia a entrevista completa aqui!

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