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Contra ‘teoria do empoderamento’, candidata do PSTU defende revolução socialista no país

Por Lucas Arraz / Ailma Teixeira

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

A candidata à Presidência da República pelo PSTU, Vera Lúcia Salgado, pretende fazer da sua campanha durante as eleições gerais do próximo mês de outubro um chamado à rebelião para a classe trabalhadora, capitaneada pela legenda. “O que falta é uma direção, e é exatamente isso que nós estamos querendo construir junto à classe trabalhadora. Uma direção que esteja desvinculada dos governos e dos patrões”, avaliou em entrevista ao Bahia Notícias. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Vera Lúcia foi militante do PT nos anos 1990 e se candidatou à prefeitura de Aracaju, em Sergipe, em 2012.

 

Durante a conversa, a militante sindical defendeu a expropriação de empresas e latifúndios, assim como a entrega da tutela dessas propriedades aos trabalhadores, como parte das medidas que adotará para combater a concentração de renda no Brasil, caso seja eleita. “Os trabalhadores organizados elaborariam, a partir das necessidades existentes, o plano de obras que nós precisamos de acordo com a demanda da população”, explicou. A pré-candidata também opinou a respeito do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da política praticada pelo PT ao longo dos anos em que a legenda esteve no poder e afirmou que o PSTU orientaria seus correligionários a anular o voto em um eventual segundo turno disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).

 

Por fim, Vera Lúcia comentou a exclusão da atual senadora Lídice da Mata e disse que o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado é contra o que chama de “teoria do empoderamento”. “É a teoria de quem acha que a luta contra a opressão por si só resolve os problemas da opressão que nós vivemos. É verdade que, por exemplo, a opressão à mulher é anterior ao sistema capitalista. Mas é verdade também que o sistema capitalista se utiliza vastamente dessa opressão contra a mulher, do fato de sermos negras, por exemplo, inclusive, e todas as diferenças que tem na classe trabalhadora, e se utiliza de todas essas diferenças para potencializar a exploração sobre essa mesma classe”, explica seu posicionamento. Clique aqui e confira a entrevista completa.

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