Rechaçando alianças partidárias, Boulos quer trazer população para ‘tabuleiro da política’
Por Francis Juliano / Bruno Luiz
Pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, um partido sem grande capilaridade no cenário político brasileiro, Guilherme Boulos pretende se ancorar na participação popular como forma de atingir a tão falada governabilidade, caso vença as eleições deste ano. Ciente de que dificilmente poderia aglutinar grandes siglas em torno de sua candidatura, o socialista parece não se importar. Diz que prefere se afastar do “balcão de negócios” que virou a política do país. “As pessoas estão desesperançosas da política. E nós temos que entender o porquê. O que leva a essa apatia e desmobilização é o abismo entre Brasília e o Brasil. É as pessoas não se sentirem representadas pela forma dominante de se fazer democracia no país. Precisamos construir a participação das pessoas de outra maneira. Desde o início”, defendeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Boulos afirmou também que seu programa de governo pretende combater o recrudescimento dos discursos de ódio contra minorias no Brasil. Para ele, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que também é pré-candidato a presidente, personifica o crescimento desse fenômeno. “Jair Bolsonaro é um bandido. Um criminoso. Ele tem cometido reiterados crimes. Então, deveria estar na cadeia”, reiterou. O pré-candidato também admitiu divergências entre os partidos do campo de esquerda no país, mas defendeu o direito de o ex-presidente Lula concorrer e a criação de uma frente entre as agremiações deste espectro sob questões que são comuns entre elas. Ele ainda se defendeu das acusações de que não é um legítimo representante dos sem-teto por não ser um sem-teto. “Acho muito curioso essa ideia de ataque, de dizer que, quem não é sem-teto originalmente, não pode encampar essa causa. Isso é uma negação da solidariedade, que é o valor humano mais importante”, afirmou. Clique aqui e leia a entrevista completa!
