Isidório quer ficar no PDT e lamenta postura de Félix: ‘Não posso voltar atrás’
Por Bruno Luiz
Convidado a se retirar do PDT (veja aqui), o deputado estadual Pastor Sargento Isidório não quer abandonar a sigla e manterá o voto em Marcelo Nilo (PSL) na eleição para presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A decisão de apoiar Nilo, desafeto declarado do presidente estadual da sigla, deputado federal Félix Mendonça Júnior (BA), foi o motivo que levou a sigla a expulsar Isidório. Em entrevista ao Bahia Notícias, Isidório classificou a decisão como democrática – “entre aspas”, como frisou – e afirmou que, “se o partido tem dono, eu não posso fazer nada”. “Eu respeito a posição do deputado, mas lamento a postura. Só que eu só tenho um voto, eu não tenho como voltar atrás da minha decisão [de votar em Nilo], é muito ruim”, explicou. Afeito a metáforas na tarde desta terça-feira (31), o ainda pedetista sugeriu que pode recorrer a outras instâncias, como o Judiciário, para se manter no partido. No entanto, quando indagado sobre uma possível judicialização do caso, Isidório tergiversou. “Primeiro eu tenho de me orientar com meu dono, que é Deus [sobre a decisão de continuar ou não no partido]. Confio no meu verdadeiro patrão, que é o povo. A gente precisa entender primeiro o que é o partido. É um partido de um homem só? O PDT é uma coisa pública, não algo privado. Ou tem instância, tem como recorrer? Se tem como apelar, eu vou apelar para as instâncias partidárias. Se possível, a ele próprio [Félix]. Não estou ameaçando recorrer ao Judiciário, mas é o Judiciário que abre a porta para quem se sente ofendido. O que seria do povo sem o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal?”, questionou, em uma fala com tom misterioso. O pastor disse também que não vai aceitar sair do PDT como “pilantra”. “Eu não posso ser colocado para fora do partido como pilantra. Se for por uma questão da minha consciência, de manter minha palavra, não tenho problema, posso até pensar em me afastar do partido”, ponderou. O deputado estadual também afirmou considerar que a decisão de Félix de expulsá-lo do partido foi motivada apenas pela briga dele com Marcelo Nilo. “Isso [a briga] é questão de fundo de cozinha, de quintal. Faz até vergonha se essa briga vir a público. É briga de Escolinha do Professor Raimundo. Se a sociedade baiana tomar conhecimento dos adjetivos usados entre eles, faz vergonha. Eles não podem usar isso de bucha de canhão. Na briga do mar com o rochedo, quem morre a pititinga. Não tem esse ditado? Nesse caso, eu estou sendo a pititinga”, lamentou.
