Após versão de estudante acusado, amigos de cantor serão ouvidos; polícia aguarda vídeo
Por Luana Ribeiro
O delegado Antônio Fernando, da 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), que investiga a acusação feita pelo cantor Marte Ventura (veja aqui), de ter sido roubado e agredido pelo estudante Wesley Aquino, 23 anos, afirmou nesta quinta-feira (23), em entrevista ao Bahia Notícias, que aguarda o recebimento de um vídeo gravado no local onde ocorreu o incidente, em frente ao Largo de Santana, próximo a uma mureta à beira-mar, para confrontar as versões -- Wesley apresentou sua versão em seu perfil no Facebook nesta quarta-feira (14) (clique aqui). Duas pessoas que estavam com Marte também prestarão depoimento na próxima semana, em data ainda não confirmada. Wesley foi detido no Loteamento São Judas Tadeu, em Itinga, junto com um amigo, cuja identificação não foi divulgada. Ambos foram liberados, mas como somente Wesley foi reconhecido, apenas o estudante foi indiciado por roubo, e liberado, devido à prisão não ter sido feita em flagrante (saiba mais). “Isso está ficando mais interminável. A todo mundo é dado direito de defesa, mas a partir do momento em que encontrei o celular da vítima, ele zerou e estava usando como seu, eu indiciei ele por roubo”, afirma o delegado. “Quem tem intenção de devolver não pega o celular e zera”, acrescenta. Em sua postagem na rede social, Wesley afirma que um dos amigos de Marte, que participou da agressão contra ele, pegou celular, e que ele ficou com o aparelho de Marte após o seu ter sido levado. “Na manhã seguinte, sabendo que não era meu, entrei em contato com a suposta mãe do dono e contei tudo sobre o que aconteceu na madrugada e me dispus a devolver o telefone se o meu fosse da mesma forma recuperado o meu. Mantive o telefone ligado, com carga e com o chip durante o dia e a noite e não houve acordo. Sendo assim. guardei o chip e fiz o reiniciamento do telefone, já que não entraram em contato para devolver o meu”, disse o jovem, no Facebook. Ele entregou o celular, o chip da operadora e o cartão de memória à polícia. O delegado afirma que a mãe de Marte relatou ter sido ela a fazer a ligação e que, uma vez que o celular foi encontrado com ele, o indiciamento precisava ser feito. “Não posso passar a mão pela cabeça , senão eu vou estar prevaricando”, disse ele, que acredita que o vídeo deve esclarecer a situação. Uma coisa está estabelecida e confirmada, houve o delito de roubo. O celular foi inclusive reiniciado”, declarou o delegado, para completar: “Por sorte ou azar, ele foi encontrado com o celular. O Judiciário vai ver quem que está com a razão”.
