Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Acusado de roubo e agressão no Rio Vermelho, estudante contesta versão de cantor

Por Luana Ribeiro

Acusado de roubo e agressão no Rio Vermelho, estudante contesta versão de cantor
Foto: Reprodução / Facebook
Acusado pelo cantor Marte Ventura de agressão e roubo (clique aqui), na madrugada do último sábado (9), no Rio Vermelho, o estudante de Radiologia e gráfico Wesley Aquino, 23 anos, publicou um relato em sua página do Facebook no qual apresenta sua versão do ocorrido. “Olá galera, pra quem não me conhece sou Wesley Aquino, aquele cara comum que tem profissão e trabalha com a carteira assina e nunca teve incidentes de brigas de rua, que mesmo assim está sendo acusado de furto e agressão sem motivos ao tal de Marte Ventura, que nunca vi na vida e que nunca me fez mal algum”, afirma ele, em sua página na rede social. ‘Mas para esclarecer vou contar o  fato que ocorreu na madrugada de sábado,  quando eu e um amigo tentávamos ajudar um rapaz que avistamos se debatendo no chão, segundo os amigos sob efeito de algum tipo de droga,  enquanto outras pessoas o seguravam. Ofereci uma solução pratica de dar água ou o molhar  mas fui surpreendido por Marte Ventura que me agrediu fisicamente  e moralmente racista e palavrões enquanto eu, como ele, queria ajudar o individuo. Posteriormente foi controlado por pessoas que o acompanhavam”, relata. Ao se dirigir novamente a Marte, para questioná-lo sobre sua atitude, um dos amigos de Marte tentou lhe desferir um soco, o que iniciou a confusão. “Quando fui conversar com o mesmo, pois tinha me machucado com tais agressões, fui surpreendido por um dos seus amigos com um soco que foi revidado imediatamente. Assim como ele, Marte Ventura e mais um amigo se lançaram pra cima de mim entrando em confronto corporal que terminou com todos no chão em cima de mim e meu amigo tentando retirá-los por tau covardia”, afirma o rapaz. Um dos advogados de Wesley, Thiego Daltro, apontou, em entrevista ao Bahia Notícias, que Wesley, durante a briga, imobilizou Marte com um golpe de jiu-jitsu, conhecido como Triângulo, e foi mordido na perna pelo cantor. “Marte alega que está muito machucado, mas Wesley também está muito machucado, ele está quebrado”, destaca.

De acordo com o advogado, durante a briga, o celular de Wesley foi pego por um dos amigos de Marte, que vestia um casaco verde. “Nesse percurso, um quarto achou no chão e perguntou de quem era. Como um dos amigos pegou o celular dele, ele tomou posse do aparelho, em compensação ao dele que foi subtraído”, afirma Daltro, que ressaltou que o celular de seu cliente “era superior” ao de Marte. “Na manhã seguinte, sabendo que não era meu, entrei em contato com a suposta mãe do dono e contei tudo sobre o que aconteceu na madrugada e me dispus a devolver o telefone se o meu fosse da mesma forma recuperado o meu. Mantive o telefone ligado, com carga e com o chip durante o dia e a noite e não houve acordo. Sendo assim. guardei o chip e fiz o reiniciamento do telefone, já que não entraram em contato para devolver o meu”, relata Wesley, no Facebook. “Na segunda-feira vi Marte Ventura em uma rede de tv dizendo que tinha sido agredido e furtado por dois homens, um claro e um negro de Black power. Consequentemente fui conduzido a delegacia, onde devolvi o telefone, o chip e o cartão de memoria que estavam em minha posse e até então não devolveram o meu telefone que continua em posse dos tais. Fui RECONHECIDO PELO BLACK POWER E PELOS TRAÇOS INCONFUNDÍVEIS!!!!! Enquanto meu amigo, que estava comigo o tempo inteiro não foi reconhecido”, acrescenta Wesley, em sua postagem. Wesley e seu amigo, cuja identidade não foi divulgada, foram detidos no Loteamento São Judas Tadeu, em Itinga. O delegado Antônio Fernando, da 7ª Delegacia Territorial (7ª DT), afirmou em entrevista ao Bahia Notícias, nesta quarta-feira (14), que apenas Wesley foi reconhecido. Ele e o amigo foram liberados, mas somente Wesley foi indiciado por roubo. O celular, o chip e o cartão de memória foram entregues à polícia para perícia.  “Não havia flagrante, ele é réu primário, nunca passou por delegacia, trabalha, é estudante universitário, nunca teve nada. Pode ser preto, pobre, da periferia, mas isso tem que acabar”, afirma Daltro. De acordo com o advogado, Marte e os amigos que o acompanhavam na noite em que ocorreu a briga devem ser  ouvidos na próxima semana. A defesa de Wesley também procura um vendedor ambulante que acompanhou a confusão para prestar depoimento.