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Política do ‘rolo compressor governista’ é o siri na lata dos legislativos

Por Fernando Duarte

Foto: Montagem / Bahia Notícias
No contexto de governo e oposição em situações inversas nas duas Casas – os partidos da base do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) estão na oposição na Câmara de Salvador e vice-versa -, os integrantes da minoria reclamam do “rolo compressor governista” para aprovar projetos de interesse dos Poderes Executivos do Estado e da capital baiana. Levantamentos realizados pelos repórteres Rebeca Menezes e Guilherme Ferreira apontam que os projetos encaminhados pelo governador Rui Costa (PT) (veja aqui) e pelo prefeito ACM Neto (DEM) (veja aqui) têm um tempo de tramitação relativamente curto em ambas as Casas – no legislativo soteropolitano, o prazo é até mais extenso, porém o discurso da oposição reclama o contrário. Como afirmam os líderes de governo, faz parte da democracia ouvir reclamações na condução de votações de projetos do Executivo. Principalmente da minoria. E as oposições têm tentado, dentro das limitações numéricas, cumprir o papel de questionar a velocidade com que algumas matérias são apreciadas, muitas sem a discussão adequada. Porém é importante que os cidadãos reconheçam que as falhas que tornam os legislativos cada vez mais apêndices dos chefes dos Executivos afetam diretamente o dia-a-dia da população. Sem discutir o mérito dos projetos, alguns com avanços significativos para a Bahia e para Salvador, é impossível não observar que o custo de manter Assembleia e Câmara não está necessariamente compensado com os debates conduzidos por deputados e vereadores. E o brado invertido de aliados de Rui na Câmara ou de aliados de ACM Neto na Assembleia são apenas parte do teatro político que os cidadãos foram obrigados a se acostumar.

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