Empresa responsável por condomínio de negócios Cone em Aratu foi alvo da Lava Jato
Passou despercebida pelo noticiário baiano que uma das empresas responsáveis pelo empreendimento Cone Aratu – Condomínio de Negócios, previsto para funcionar no entorno do Complexo Industrial Portuário de Aratu, esteve entre os alvos da Operação Sépsis, um dos desdobramentos da Operação Lava Jato. A Polícia Federal cumpriu, na última sexta-feira (1º), mandados de busca e apreensão na sede da Cone, que também constrói um complexo nos mesmos moldes na região do Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco. Os imóveis dos empresários Marcos José Roberto Moura Dubeaux e Marcos Roberto Bezerra de Melo Moura Dubeaux, pai e filho, presidentes da Moura Dubeaux e da Cone, foram alvos dos mandados. Os condomínios de negócios utilizam também recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), delatados pelo ex-vice-presidente de Loterias da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, como uma das origens das propinas pagas ao presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). À época em que o Cone Aratu foi lançado em Simões Filho, com a presença do prefeito do município, Eduardo Alencar, e do então vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar (veja aqui), o Bahia Notícias denunciou que o lançamento da obra aconteceu sem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) (veja aqui), o que não deixaria o empreendimento irregular, segundo a Moura Dubeaux (veja aqui).
