Juca Ferreira critica demora na definição de pré-candidato em Salvador
Por Alexandre Galvão / Bruno Luiz / Luana Ribeiro
Recém-saído do Ministério da Cultura após a aprovação da abertura do processo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Juca Ferreira viu o seu cargo acabar com o governo interino de Michel Temer, vice da petista. “Eu tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, esse governo, fruto de um golpe parlamentar, vai ter problema com os pontos de cultura. Acho que eles não suportam o nível de liberdade de financiar atividades culturais cujo protagonista é a própria sociedade. E certamente são críticos – não só ao governo, ao golpe, mas ali é um processo de expressão cultural de vários segmentos da sociedade”, avalia. O fim do MinC é alvo de diversos protestos em todo o país – na última sexta (20), quando foi realizada a entrevista, foi anunciado que Temer deve recriar o ministério. Em entrevista ao Bahia Notícias, Juca fez um resumo de sua atuação na pasta, que já havia assumido durante o governo Lula, entre 2008 e 2010; e para a qual retornou em dezembro de 2014, e falou sobre os projetos já encaminhados na pasta, o que inclui a federalização do Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira, em Salvador. Após sair do posto de ministro, Juca tem novos planos: é um dos nomes cotados pelo PT baiano para ser o pré-candidato à prefeitura da capital baiana. O sociólogo, porém, está chateado com a demora do partido em definir a disputa interna. “Vai chegar uma hora que eu não vou poder manter meu nome, porque eu sei que tecnicamente é impossível e estou disputando para ganhar”, afirmou ele, que diz perceber reticências ao seu nome pelo governador Rui Costa e pelo ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner. Se não for o escolhido, porém, ele descarta assumir um cargo na estrutura do governo do Estado. “De jeito nenhum. De jeito nenhum. De jeito nenhum. Vou dizer três vezes, pode botar três vezes”, enfatiza. Leia aqui a íntegra da entrevista da semana com o ex-ministro Juca Ferreira.
