Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Com Prodetur, prefeitura quer Bandeira Azul, horto da restinga e plano de resiliência

Por Luana Ribeiro

Foto: Estela Marques/ Bahia Notícias
A Bandeira Azul, selo internacional de qualidade famoso em praias europeias, poderá ser pleiteado pela prefeitura para as praias de Stella Maris e Itapuã. A distinção já foi concedida à praia de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades (clique aqui e leia mais), e à época, o secretário municipal de Cidade Sustentável (Secis), André Fraga, já havia sinalizado a pretensão de conseguir o selo para praias da capital baiana. “A gente já está fazendo coleta de água em Stella Maris, ali próximo ao Gran Hotel Stella Maris. Temos alguns meses fazendo, porque a análise de água do Inema não faz uma das variáveis exigidas pela Bandeira Azul”, afirmou Fraga, em entrevista ao Bahia Notícias. A análise contratada pela prefeitura complementa a do Inema e deve durar ao menos um ano. Além da verificação da balneabilidade, já foi elaborado um projeto de requalificação da orla de Stella Maris até a praia de Ipitanga, “junto com os moradores, com a comunidade”. “Esse projeto já considerou todos os critérios do Bandeira Azul, para a parte física. A parte de balneabilidade as análises já estão tranquilas. A gente tem um ou outro problema de vez em quando com um extravasamento de esgoto, mas isso não tem afetado, é muito eventualmente”, detalha. Stella Maris deve concorrer primeiro à qualificação, mas Itapuã também está nos planos da prefeitura. A iniciativa integra um pacote elaborado com recursos do Prodetur (Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo). Além da Bandeira Azul, a prefeitura tem outros dois projetos em planejamento: a construção de um horto municipal de mudas de restinga e um plano municipal de mudanças climáticas. De acordo com o titular da Secis, o horto deve ser implantado no Parque das Dunas, também localizado em Stella Maris, onde serão cultivadas espécies de restinga (bioma característico do litoral brasileiro) para replantio em outros pontos da cidade. “Dentro desse projeto a ideia é produzir espécies específicas para essa região que demandam mais força, são mais adaptadas a esse clima muito agressivo: muito sal, muito sol, muito vento”, explica.


Parque das Dunas, em Stella Maris | Foto: Divulgação / Unidunas

O parque recebeu em março de 2014 (clique aqui e saiba mais), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o título de Posto Avançado Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e é alvo de disputa para a ampliação do Aeroporto de Salvador. “É uma das poucas áreas preservadas de restinga de Salvador. Acho que seria um crime fazer uma pista do aeroporto em cima de uma lagoa, de um ecossistema tão rico como aquele”, afirma Fraga. O segundo projeto, que se somará o Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa, preparado pela primeira vez em Salvador em 2015, visa preparar a cidade para as consequências das mudanças climáticas, como chuvas e seca atípicas e elevação do nível do mar. “Salvador é uma das poucas capitais do mundo que tem esse estudo, um estudo importante, e a partir daí está começando a se preparar para um programa de resiliência. É o conceito mais moderno em termos de planejamento de cidades”, pontua. De acordo com o secretário, o Plano Salvador 500 já trará uma “agenda de resiliência”. “Ninguém nem pensa em mudança climática: ‘o que é que isso impacta na minha vida?’. Um dos grandes efeitos das mudanças climáticas é a ocorrência de efeitos climáticos extremos. Uma chuva que era para o mês todo e que chove em dois dias. Como aconteceu agora em Salvador, em sete dias choveu o que tinha que chover em 20”, exemplifica, para completar: “Você tem que adaptar a cidade para resistir a isso. Nos estudos que compõem o plano, a prefeitura pretende fazer um Mapa de Vulnerabilidade, reunindo pontos da cidade expostos às consequências de eventuais problemas causados pelas alterações no clima. “Se aquecer um 1º o planeta, em média, o mar vai subir quantos metros, e como é que a cidade fica? A Ribeira vai sumir, outro local vai sumir? Se houver uma seca? Se o oceano esquentar, como é que ficam os recifes de corais?”, ilustra. A previsão, diz Fraga, é começar a elaboração dos estudos ainda no 1º semestre de 2016.

Compartilhar