Vice de Souto, Joaci diz que Alfa e Beto 'está certíssimo' e critica Lei de Cotas: 'Não teria criado'
Pré-candidato a vice-governador pela chapa das oposições este ano, ao lado do postulante a governador Paulo Souto (DEM) e o aspirante ao Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB), Joaci Góes (PSDB) autodeclara a Educação como a sua principal bandeira. Em entrevista ao Bahia Notícias, o tucano defende métodos como a "competitividade" e a "meritocracia", diz que o prefeito ACM Neto (DEM) "está certíssimo" ao implantar o programa Alfa e Beto, apesar de contestações de educadores, e critica as escolas, que privilegiariam "muito mais a postura ideológica" na preparação dos docentes. "O cara pode ser analfabeto, desde que ele tenha uma postura ideológica progressista, essa coisa boçal, que não suporta absolutamente uma resistência mínima. [...] As escolas são verdadeiros universos de mediocrização. [...] Essa ideia no Brasil de não ter competição, essa teoria é da boçalidade: é a teoria do bolivarianismo, de Hugo Chávez, de Evo Morales. Não tem nenhum país no mundo desenvolvido que adote essas diretrizes. Isso é uma estupidez. [..] E aí vem a outra boçalidade, que é a nota, que 'cria um clima de competitividade que conduz ao capitalismo selvagem'. Deve conduzir ao enforcamento das pessoas que pensam dessa forma, porque você retira o aluno da realidade. Quando ele chega para fazer um vestibular, ele está despreparado para isso, porque a vida é competição", argumenta. Ele cita como base da sua tese números de pesquisas que apontam que apenas 25% dos alunos da rede pública chegam ao ensino médio e, destes, 1% consegue alcançar a universidade. "As pessoas deveriam fazer parcerias com setores privados da sociedade, convocar empresários. Mas não! 'Esses empresários podem desnaturar a pureza ideológica de nosso sistema'. Que sistema?! É uma gente marginal, despreparada. Isso é um crime contra a sociedade. Qual o modelo? Você imagina a gente seguindo o modelo de Cuba, meus amigos? Um país que não é capaz de produzir elementos para si. A Venezuela não é capaz de produzir alimentos", compara. Joaci também critica as leis de cotas nas universidades e, mais recentemente, na carreira pública do Município e do Estado. "Eu não as teria criado, mas, uma vez criadas, devem permanecer", decreta. Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.
