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Professor acusado de torturar a mulher tem data do julgamento definida

Por Mariele Góes

Fabiano Pimentel é advogado de Adalberto
O professor de educação física Adalberto França Araújo Filho, acusado de torturar e tentar assassinar a sua companheira, a assistente social Luciana Brasileiro Lopo, irá para júri popular por tentativa de homicídio no dia 27 deste mês, às 8h30, em Lauro de Freitas. Há três anos, na madrugada do dia 26 de junho de 2009, Adalberto causou intenso sofrimento físico e mental, além de provocar inúmeras lesões em Luciana, inclusive com uso de arma de fogo. “O julgamento demorou tanto tempo por causa dos recursos. Recorremos até o Supremo Tribunal Federal (STF)”, explicou o advogado do acusado, Fabiano Pimentel, ao Bahia Notícias. Motivado por ciúmes, o agressor desejava que a companheira confessasse uma suposta traição. Diante das negativas de Luciana, ele proferiu socos e pontapés que lesionaram a vítima, no quarto do casal. Depois ela foi levada até a cozinha, onde a empregada doméstica Maria Santana da Silva tentou, sem sucesso, deter o comportamento do patrão. Com facas de cozinha, ele cortou a vítima, despiu-a e jogou-lhe ovos na cabeça. O professor ainda obrigou a companheira a ficar sentada em uma bacia com água e sal grosso, aplicou-lhe golpes de cassetete nas mãos, braços e pernas, além de forçá-la a ingerir suas fezes. Adalberto atirou, por fim, contra a vítima, atingindo-a na perna esquerda. Ele amarrou Luciana na cama e jogou leite fervente e café contra ela. Ao final da ação, ligou para os pais da vítima e disse que a havia amarrado e matado. “Vai ser um julgamento bastante extenso e interessante. O Ministério Público vai lutar pela condenação por homicídio qualificado, mas a defesa entende que é uma pena alta. Embora ele tenha responsabilidade, não teve a intenção de matar. Estava em um momento de descontrole e ciúmes”, diz o advogado de defesa. Adalberto aguarda o julgamento preso. 

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