Berguinho critica rótulo de ‘universitário’, diz que só gosta de duas bandas de pagode e chama Nagib de inconsequente
De cinco anos para cá, muita coisa mudou na banda Seu Maxixe. Considerado o fenômeno sertanejo da Bahia, o grupo, famoso pela irreverência e brincadeiras em cima do palco, além dos jargões e canções de “cortar os pulsos”, tem um cantor tímido, de fala mansa, mas que diz o que pensa, sem o menor pudor, como se tratasse da coisa mais normal do mundo. E foi isso que deixou a entrevista leve, um bate-papo que não precisa ser fã da banda para ler do início até o fim. Ao Bahia Notícias, Berguinho falou da estabilidade que o Seu Maxixe vive hoje e faz cara feia quando o grupo é rotulado de sertanejo universitário, título tão em voga ultimamente. Para ele, quem leva a definição com conhecimento de causa é a banda “Falamansa e só”. Mas Estakazero não é forró universitário? Sem titubear, Berguinho questiona: “Eles saíram da universidade? Eu não sei” e diz desconhecer completamente o que vem a ser o sertanejo universitário. Berguinho comentou o consumo de uísque dele e de sua banda no palco e confessou: o "uísque pro povo, garçom”, que os integrantes tanto gritam durante suas apresentações, enchem os bolsos dos donos dos bares, porque “estimula”. E Berguinho falou e falou muito sobre a perda do empresário Nagib Dahia: "Tudo que a gente pedia, ele fazia. Porém, essa inconsequência dele a gente só descobriu depois e aí a gente teve que buscar outros parceiros para a saúde do projeto continuar". E se a derrota de Nagib na corrida por uma vaga na Câmara lhe pegou de surpresa, Berguinho já esperava. “Eu já imaginava. Eu achei ousado da parte dele”, avalia ele, que está magérrimo e revelou a fórmula para a Coluna Holofote. Confira a conversa na íntegra!
