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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Berguinho critica rótulo de ‘universitário’, diz que só gosta de duas bandas de pagode e chama Nagib de inconsequente

Por Fernanda Figueiredo

Berguinho critica rótulo de ‘universitário’, diz que só gosta de duas bandas de pagode e chama Nagib de inconsequente
De cinco anos para cá, muita coisa mudou na banda Seu Maxixe. Considerada o fenômeno sertanejo da Bahia, o grupo, famoso pela irreverência e brincadeiras em cima do palco, além dos jargões e canções de “cortar os pulsos”, tem um cantor tímido, de fala mansa, mas que fala o que pensa, sem o menor pudor, como se estivesse dizendo a coisa mais normal do mundo. E foi isso que deixou essa entrevista leve, mais um bate-papo, que não precisa ser fã da banda para ler do início até o fim.  Em entrevista ao Bahia Notícias, Berguinho falou da estabilidade que o Seu Maxixe vive hoje e faz cara feia quando o grupo é rotulado de sertanejo universitário, título tão em voga ultimamente. Para ele, quem leva a definição com conhecimento de causa é a banda “Falamansa e só”. Mas Estakazero não é forró universitário? Sem titubear, Berguinho questiona: “Eles saíram da universidade? Eu não sei” e diz desconhecer completamente o que vem a ser o sertanejo universitário. Berguinho comentou o consumo de uísque dele e de sua banda no palco e confessou: o "uísque pro povo, garçom”, que eles tanto gritam durante suas apresentações, enchem os bolsos dos donos dos bares, porque “estimula”. E Berguinho falou e falou muito sobre a perda do empresário Nagib Dahia: "Tudo que a gente pedia, ele fazia. Porém, essa inconsequência dele a gente só descobriu depois e aí a gente teve que buscar outros parceiros para a saúde do projeto continuar". E se a derrota de Nagib na corrida por uma vaga na Câmara lhe pegou de surpresa, Berguinho já esperava. “Eu já imaginava. Eu achei ousado da parte dele”, diz ele, que está magérrimo e revelou a fórmula para a Coluna Holofote. Imperdível!

Coluna Holofote: Seu Maxixe já teve sua fase de “boom” em Salvador. Como você avalia o período atual da banda?
Berguinho:
É normal do mercado todo aquele frisson da novidade e isso a gente vê a cada três meses. Mas assim, passaram-se já cinco anos, praticamente, e a gente, graças a Deus, consegue manter essa estabilidade buscando crescer cada vez mais.

CH: É. Estabilidade é a palavra certa. Tem bandas que fazem um sucesso e que é uma coisa momentânea, depois caem no esquecimento. E vocês se mantêm. Qual o segredo?
Berguinho:
Quando a gente dá uma esfriada em determinada região, a gente busca em outros lugares que a gente ainda não foi. A gente busca outro estado e até na Bahia, onde a gente não está forte e aí vai buscando, futucando outros lugares para estar sempre inovando e é assim que a gente vai se mantendo e caminhando para os cinco anos já. E sempre tentando alimentar aqui, na capital, com novidades, que é de onde parte tudo.

CH: Vocês faziam bastante shows em Salvador. Por que pararam mais?
Berguinho:
Essa coisa de Salvador, todo artista sabe que é importante a gente estar alimentando aqui, com shows eventuais, pontuando ou criando seus próprios ensaios para estar gerando assunto, coisas que todo mundo sabe que é investimento. Então, a gente precisa estar fazendo isso, criando uma estratégia para estar alimentando o nosso público. Então, é como eu falei: a gente dá uma esfriada aqui, mas está trabalhando muito em outros lugares.

CH: Você acha que se continuasse com aquele ritmo de shows do início, poderia acontecer o que acontece com muitas bandas, como eu falei no início, que caem no esquecimento?
Berguinho:
Isso. Porque desgasta, é uma superexposição. Então, a gente sabe que é preciso dar essa freada, ter esse “time” também. Então, quando está demais, a gente dá uma freada. E aconteceu isso na época. Hoje a gente pretende fazer mais coisas aqui, inclusive coisas nossas – e não estar sempre tocando no evento dos outros – até porque dá a nossa cara e o nosso público, especificamente, gosta. O lance de estar tocando menos é só aqui em Salvador mesmo. Graças a Deus, a gente está com a agenda bacana, 14 shows no mês e rodando a Bahia toda.

CH: Vocês praticamente foram os pioneiros em sertanejo aqui em Salvador. Mas, mesmo vocês dando certo, a gente não fabrica tantos cantores ou bandas sertanejas... Por que você acha que isso acontece?
Berguinho:
Não tem como explicar isso. A gente nunca sabe o que vai dar certo e o que não vai dar. O segredo do Seu Maxixe é fazer o que a gente gosta. Eu acredito que tem que partir desse princípio. Não adianta você pegar o bonde andando, fazer porque está na moda, porque aí é uma coisa muito incerta. Primeiro porque você não está fazendo o que você realmente gosta. E a gente faz exatamente o que a gente gosta. Eu não sou baiano, eu sou de Natal e sempre adorei cantar música romântica, sempre, sempre me identifiquei. Eu já recebi várias propostas para fazer axé, mas eu não tenho absolutamente nada a ver com o axé.. Essa coisa de ter que estar ali o tempo todo pulsando, pulsando, bora, vai, vai, vai, não sei o quê, aquela pressão do axé... Eu não tenho. Eu sou um cara extremamente romântico, musicalmente falando, e assim, já está no sangue. E a banda também: os meninos curtem essa coisa mais pop, essa coisa da música mais elaborada, vamos dizer assim. Então, tem que partir desse princípio: tem que fazer o que gosta e depois, quem sabe, existe a probabilidade disso dar certo.

CH: Tem mercado para o sertanejo aqui na cidade? Porque a gente tem essa cultura de que Bahia é axé; sertanejo é Goiás...
Berguinho:
Não existe isso. O sertanejo é uma música como qualquer outra. Tem bandas de axé em São Paulo. Tem gente que faz forró em São Paulo e está milionário. E o forró é do Nordeste, de Fortaleza. Então, tem mercado aqui, sim e isso já está provado e comprovado. Hoje, graças a Deus, a gente não precisa mais estar provando nada pra ninguém, porque o Seu Maxixe já é uma realidade. E o sertanejo da Bahia existe, principalmente quando você sai da capital e vai pro interior, você percebe essa realidade. É isso: tem público, tem mercado potencial. Agora, é só fazer sério e com verdade.

CH: Depois do forró, está na moda arrocha universitário, sertanejo universitário... O Seu Maxixe é sertanejo universitário?
Berguinho:
De jeito nenhum.

CH: Você falou de um jeito esse “de jeito nenhum”, que parece que... O que você acha do sertanejo universitário?
Berguinho:
 (risos) Eu falei de jeito nenhum, porque eu nem sei de onde surgiu essa coisa de universitário dentro do sertanejo. Porque eu não conheço nenhum artista que tenha saído da faculdade, que tenha deixado a faculdade para cantar. Pelo menos, no sertanejo. Eu não conheço nenhum. Eu sei dessa coisa do forró universitário que rolou com o Falamansa, que os caras eram universitários, estudavam juntos... Foi o único caso que eu conheci. O resto...

CH: Estakazero é forró universitário...
Berguinho:
É... Mas eles saíram da universidade? Eu não sei.


'A música realmente não é o forte dele[Nagib]'

CH: Os músicos têm que ter saído da universidade para o ritmo ser universitário?
Berguinho:
Eu não sei. Eu também não entendo isso.

CH: Eu entrevistei Gabriel Gava e ele falou que ele é sertanejo universitário...
Berguinho:
Pode ser. Eu não sei. É como eu falei: eu não sei o que é, eu tenho curiosidade em entender isso. Porque eu acho que é uma coisa assim... Está dando certo e vamos jogar um rótulo aqui pra ver se cola. Acho que é por aí, não sei. Mas Seu Maxixe não é isso, não.

CH: Mas Seu Maxixe mudou muito o estilo de som que fazia inicialmente. Pelo menos, o repertório está bem mudado. Antes vocês só tocavam sertanejo... Hoje, tem até pagode, arrocha. Por que essa mudança no repertório?
Berguinho:
Não. A gente sempre faz várias brincadeiras na hora do show, com vários estilos musicais. Não só com pagode e arrocha, mas rock, forró... Tem de tudo em nosso repertório. Mas são só iniciações, assim. A gente faz uma brincadeirinha, porque as pessoas gostam disso.

CH: Não fica parecendo que vocês fazem porque agrada? Como aconteceu com os rótulos de universitário?
Berguinho:
Tem umas coisas que a gente precisa entender que o público gosta, que o público quer e a gente tem que, realmente, agradar. Não adianta, também, você querer fazer uma coisa com aquela marra de “eu sou, eu posso, eu quero” e ficar limitado. É importante você tente agradar a todo mundo. Claro: nunca vai conseguir. Mas a gente sempre brincou com essa coisa dos ritmos e das músicas engraçadas, inclusive. Porque o Seu Maxixe é um grupo de amigos que a gente, literalmente, se diverte em cima do palco. A gente comemora a cada show. Mesmo com toda a responsabilidade que a gente tem, a gente tenta, pelo menos no palco, fazer um momento de descontração nossa. Porque a gente já trabalha tanto.

CH: E você gosta de pagode?
Berguinho:
Alguns. Eu gosto. Gosto do groove do pagode e tem muita banda de pagode que é extremamente musical. Os meninos, individualmente, principalmente. Então, eu gosto de alguns, mas eu me limitaria em umas duas.

CH: Duas? Só? Quais?
Berguinho:
Ah! Eu gosto muito do Harmonia do Samba, mas eu sou suspeito a falar, porque eu estou com os caras desde 2005. E gosto muito do Psirico, de Márcio [Victor], mas, assim, é só.

CH: Como assim você está com o Harmonia desde 2005?
Berguinho:
Eu fui backing vocal do Harmonia em 2005 e desde lá, até hoje, eu gravo o coro do disco deles e estou sempre na parceria com Xanddy.

CH: Então, sua parceria com Xanddy vem antes do Seu Maxixe?
Berguinho:
Exatamente. Logo quando eu cheguei aqui, em 2005, eu fui convidado ser backing vocal do DVD deles, aquele primeiro da Concha e foi uma experiência massa. E até hoje a gente bate uma bolinha.

CH: Seu Maxixe não é universitário, mas faz várias coisas diferentes do sertanejo de raiz. Por que o seu batera toca em pé, por exemplo?
Berguinho:
 (risos) Isso é uma coisa bem do Rio Grande do Norte, do Nordeste, do Ceará. Quando a gente fazia o momento forró, a gente fazia isso, porque é uma coisa muito mais do forró. Desse forró mais pro Aviões... E a gente faz essa brincadeira. Foi uma coisa que eu vi Xanddy [cantor do Aviões do Forró] fazendo com Riquelme e, como a gente sempre brinca um pouco com tudo o que está rolando. Até jingle político a gente já chegou a tocar em nossos shows. Porque a gente achava engraçado, então a gente tocava e o povo ia ao delírio.

CH: Os jargões de vocês nos shows, como “uísque pro povo, garçom”, “ô inferno pra ter cão”, foram criados por você ou vocês também viram alguém falando e copiaram?
Berguinho:
Alguns a gente cria, alguns a gente fala no dia-a-dia. Não é que queira criar ou copiar, é sem intenção. Algumas coisas a gente faz ali no momento e acaba virando um bordão mesmo. E outras coisas a gente escuta e copia.

CH: Esse jargão “uísque pro povo, garçom”... Você acha que estimula o consumo de uísque?
Berguinho:
Estimula. Estimula porque você vai pra balada ali, muitas vezes até, com o coração sofrido...

CH: Vocês também consomem uísque no palco, né?
Berguinho:
Sim. A gente se diverte mesmo no palco. Confraterniza.

CH: Mas todo show tem uísque?
Berguinho:
Todo show.

CH: No dia 14 de novembro, vocês vão gravar o 1º DVD do Seu Maxixe. Mas não tiveram outros? O de Juazeiro e tal...
Berguinho:
Até hoje nós gravamos três DVD’S, mas foram promocionais. A gente escolheu um show para registrar aquele momento e, pra dali, gerar um assunto e já estar distribuindo esse material para o nosso público. Então, nunca rolou um DVD oficial e vai rolar agora, é esse. O nosso último DVD foi gravado em Juazeiro, mas também foi promocional, tem mais de um ano, foi um trabalho que ficou bonitinho e tal, a gente deu uma organizada, mas foi o famoso “piratão”. E esse que a gente vai fazer agora em novembro, é um DVD de carreira.


CH: Onde vai ser a gravação?
Berguinho:
No Barra Hall, dia 14 de novembro.

CH: E vai ter participação?
Berguinho:
Vão ter algumas participações do sertanejo, daqui, do axé...

CH: Nomes?
Berguinho:
Então... Xanddy é uma das pessoas que chegou a confirmar, mas a gente sabe que essa coisa da agenda é meio complicada para o cara confirmar uma participação. Porque, às vezes, pode pintar um show irrecusável e aí a gente tem que entender. Porque banda depende de agenda e, por mais que você assuma um compromisso... E eu vou entender tranquilamente caso alguém confirme e depois desmarque. Não vai ter problema algum. Até porque, o nosso interesse é mostrar as nossas músicas.

CH: Vai ser um DVD de inéditas?
Berguinho:
Algumas inéditas e outras regravações. Mas que o público já conhece, como “HD”, como “Coração sem noção”. Então, tem canções que a gente vai regravar. Regravar, não. Tem canções que a gente vai gravar oficialmente. Porque todas as músicas que rodaram até agora foram singles, nada oficial.

CH: E o Melhor Reveillon do Mundo. Você vai fazer o show do DVD?
Berguinho:
Algumas coisas, sim. Provavelmente. Porque já vai ser depois da gravação, então a gente já vai estar com todos os arranjos. Porque tem muita música que a gente vai mudar os arranjos para o DVD, porque tem música que a gente já tica há cinco anos e a gente vai dar uma mudada só na sonoridade. Mudar o solo de uma guitarra para um sax, enfim.

CH: E o repertório?
Berguinho:
O repertório, pro réveillon, é um repertório diferenciado.

CH: Mas vai ser todo de sertanejo? Já que vai ter Cheiro de Amor, com axé e Harmonia do Samba, com pagode...
Berguinho:
Sinceramente, como a gente está voltado para essa coisa do DVD, a gente ainda não parou pra organizar o Reveillon, mas vai ser, basicamente, o que a gente já faz, resgatando clássicos, não só do sertanejo, mas do pop, do brega, de tudo que a gente já faz.

CH: Sertanejo tem alguma coisa a ver com a noite do Reveillon?
Berguinho:
Eu acho que tem. Primeiro porque é uma noite de confraternização e tem muito casal, além do que, é uma noite mais família e o estilo romântico funciona neste momento. E também, é bom deixar claro que é um show romântico, mas extremamente alegre, dançante. Porque a música fala de amor, mas tem uma batida mais pop, mais alegre. Então, dá pra se mexer também.

CH: Seu Maxixe sem Nagib... O que aconteceu para esse rompimento?
Berguinho:
Rapaz, Nagib foi um cara assim, importantíssimo para o começo do Seu Maxixe. A inconsequência dele foi importante, porque tudo que a gente pedia, ele fazia. E assim, sem saber de onde a gente ia conseguir pagar, como seria, como ia fazer depois, mas isso foi legal, porque deu aquela impressão, inicial, de que Seu Maxixe estava estourado, mas era o bolso que estava estourado. Então, foi importantíssimo. Porém, essa inconsequência a gente só descobriu depois e aí, a gente teve que buscar outros parceiros e é normal isso também. Porque chega um momento que você dá o máximo ali e é o que você pode. E, para a saúde do projeto continuar, a gente teve que buscar outros parceiros. E como ele tinha outros projetos – a música realmente não é o forte dele –, as casas de shows, os restaurantes, os bares, enfim. Então, ele entendeu que era importante para ele, tentar manter as coisas onde ele é bom e deixar que a gente conseguisse conduzir e outras pessoas conduzissem o projeto Seu Maxixe. Então, já tinha mais de um ano que ele não se envolvia.

CH: Pois é. Todo mundo sabia disso e a gente noticiou aqui, que Nagib já não fazia mais parte da banda há algum tempo. Por que anunciar só agora?
Berguinho:
Porque ele não se envolvia, mas ainda era sócio. Agora que desvinculou de vez. E ele mesmo chegou, deve ter um mês, e disse que ia sair por conta da política, que ele tinha muita coisa para fazer, que não estava mais somando ao projeto e decidiu se afastar.

CH: Você Mas a relação da banda com ele continua? Vocês se falam numa boa?
Berguinho:
Muito tranquila. Sem problema nenhum.

CH: Nagib é superpopular na noite de Salvador. Você imaginava que ele não fosse conseguir se eleger?
Berguinho:
Imaginava. Porque não é bem assim.

CH: Então, o fato de ele não ter sido eleito, não te surpreendeu?
Berguinho:
Não. Eu achei ousado da parte dele querer fazer, enfim... Mas eu não sei se é a onda dele, não.

CH: Foi bom ou ruim ele não ter sido eleito?
Berguinho:
risos. Eu não sei. Eu acho que isso aí, quem tem que saber se foi bom ou ruim é ele.

CH: Não afetou em nada ao Seu Maxixe?
Berguinho:
Não. Talvez, se ele ainda tivesse no projeto e ele ganhasse, eu não sei se isso seria bom ou ruim, de verdade. Porque, como a gente trabalha muito com político, com prefeituras, existiria essa coisa de partidos, de parceiros, então... Mas eu, sinceramente, acho que não seria tão bom pra gente. Mas ele saiu e... Isso aí pouco importa.

CH: Você votou nele?
Berguinho:
Eu não voto aqui. Eu justifico. Há 10 anos eu faço isso.

CH: Berguinho, você está magérrimo. Que mágica foi essa?
Berguinho:
Depois do carnaval, eu relaxei e engordei bastante. Mas aí, tem um mês que eu comecei a fazer dieta e perdi 10kg em um mês.

CH: Passa a fórmula...
Berguinho:
Eu estou fazendo uma dieta de uma clínica que tem aqui chamada Ravenna. Eu ainda tenho 2kg pra perder.

CH: Aliado ao exercício físico, né?
Berguinho:
Não. Não pode fazer atividade física. Não pode fazer aeróbico, aliás. Pode malhar, mas musculação funcional, que é com o próprio corpo, não pega peso. É só pra manter a musculatura e não ficar flácido. Mas não pode fazer aeróbico porque não tem energia suficiente. A alimentação é zero carboidrato e é uma dieta de 700 calorias por dia. Eu só como 700 calorias por dia. Precisamente, eu perdi 8kg em 22 dias.

CH: Mas e para os shows? Como você faz para se manter lá, já que um show exige bastante energia do artista...
Berguinho:
Precisa. Mas, a depender do esforço físico que eu venha a ter. Por exemplo: se for um Seu Maxixe elétrico, que é um show que tem mais axé, em cima do trio e tal... Aí eu uso aquele carboidrato de rápida absorção, que dá energia ali, mas não engorda. Então, você não chega a desmaiar. Mas, se não tiver cuidado, como eu não estou ingerindo carboidrato, eu não tenho massa, não tenho açúcar suficiente para fazer atividade física. E nos shows eu tento conciliar os horários da alimentação, que é de quatro em quatro horas. Então, eu me alimento antes, faço o show e lancho depois. O lanche é uma fruta e um polenguinho.

CH: Então, você fica bêbado logo em cima do palco? Ou parou com o uísque durante os shows?
Berguinho:
Continuo, mas diminuí a ingestão. Porque faz parte da dieta não beber. E aí, eu consegui ficar um período sem beber mas, pelo menos no palco, eu faço uma dose, brindo e fico com aquela dose o resto do show.

CH: Berguinho mais magro. Mais assediado pelas fãs também?
Berguinho:
Não, não. Acho que não. Não mudou, não.