Gilmar rebate Téo Senna e fala que Alcindo ‘vai ter que se entender com militância do PT’
Por Evilásio Júnior
O vereador Gilmar Santiago (PT), em contato com o Bahia Notícias, rebateu as declarações do líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Téo Senna (ver nota), e seu novo correligionário Alcindo da Anunciação (ver nota). O petista contestou a afirmação de que o grupo de cinco edis – ele, Marta Rodrigues e Vânia Galvão (PT); Aladilce Souza e Olívia Santana (PCdoB) – que defenderam a ação do Ministério Público Estadual contra os 31 legisladores que aprovaram a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) com itens do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da Copa – barrado na Justiça – seria “oportunista”. “Nós temos o mesmo entendimento da promotora Rita Tourinhho, de que essa votação foi uma burla a uma determinação judicial. O que nos diferencia dos outros 31 vereadores é justamente o fato de que nós não queremos que a cidade seja retalhada para o empresariado”, apontou. Em relação ao fato de os petistas terem ajudado a dar quorum, o vereador ponderou que, mesmo com a ausência dos cinco, as propostas seriam aprovadas. “O regimento determina que o quorum mínimo é de 21 vereadores. Nós só ficamos, por orientação do governador [Jaques Wagner], porque tínhamos interesse na aprovação do projeto de mobilidade urbana. Queremos que a cidade tenha um transporte de massa de qualidade, que é o metrô”, declarou. Entre os adendos questionados pelo MP e pelos opositores estão a mudança do Conselho da Cidade (que terá caráter apenas consultivo e redução de 54 para 21 membros), a permissão para o aumento de até 50% no gabarito da orla e sombreamento das praias a partir das 10h, bem como a autorização do uso de Transcon (Transferência do Direito de Construir – permissão entre particulares, alvo de denúncias de irregularidades) na borda marítima.
