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Presidente do PT defende edis que votaram com prefeitura para garantir interesses do Estado: “O resto é coisa de Salvador”

Foto: Max Haack/ Ag. Haack / BN
O presidente estadual do PT na Bahia, Jonas Paulo, defendeu o posicionamento de parte da bancada petista na Câmara Municipal de Salvador, em relação ao voto a favor da Lei de Ordenamento do Uso do Solo (Louos), como estratégia para garantir a aprovação do termo de anuência que permitia a captação de verbas da mobilidade urbana para a região. Dentro da Louos foram inseridas emendas de interesse do Executivo municipal, como o aumento de gabaritos para hotéis na orla baiana. “Eu disse que aprovamos o que nós [PT] queríamos: intervenções da Copa essenciais à área da Arena e o metrô. O resto é coisa de Salvador. A bancada tem responsabilidade com a cidade, sabe como votou. Ao liberar, sabia o que estava fazendo”, declarou, em entrevista à revista eletrônica Terra Magazine. Quatro vereadores do PT (Henrique Carballal, Moisés Rocha, Dr. Giovanni e Alcindo da Anunciação) votaram a favor de todos os projetos do Executivo municipal apresentados de última hora na sessão extraordinária que fechou o ano de 2011, sob a justificativa de que era a única forma de ter o interesse do Estado aprovado em plenário. Já sobre a recepção negativa que a aprovação dos projetos teve com a população, Jonas minimizou: “Quem disse que foi negativa? O Ministério Público [MP] que complica, é um caso à parte”, declarou, em alusão às intenções do MP de barrar a manobra da prefeitura, que inseriu na Louos emendas antes relacionadas ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). 

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