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Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana

Por Redação

Foto: Reprodução / Altos Papos | Caroline Morais / Ministério da Saúde

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), afirmou que “não tem condições financeiras de bancar” a distribuição gratuita da tirzepatida, comercializada como Mounjaro, na rede municipal de saúde. A declaração, dada ao portal Altos Papos nesta segunda-feira (25), é uma resposta à aprovação de um projeto na Câmara Municipal de Feira de Santana, em abril deste ano, que autoriza a distribuição do medicamento para tratar obesidade e diabetes tipo 2 em crianças. 

 

“A iniciativa do nobre presidente é louvável em termo de pensar no próximo, tudo isso é muito bonito, é bacana, mas o município não tem condições financeiras de bancar um projeto grandioso como esse”, descartou Ronaldo. 

 

O projeto de autoria do vereador Marcos Lima (União Brasil), presidente da Casa, permite que a Prefeitura estabeleça diretrizes para disponibilizar e aplicar o medicamento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), sempre mediante prescrição médica. O foco seria o atendimento de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

Mesmo se for aprovada em definitivo, a implementação dependerá da disponibilidade orçamentária do município. Sobre isso, o prefeito de Feira de Santana ainda completa: “A gente sabe que é um investimento muito alto para poder realizar isso, então nós não temos condições de implantar isso no momento”. 

 

DETALHES DO PROJETO
O projeto prevê que o uso da medicação seja indicado apenas como estratégia complementar no tratamento da obesidade e de condições associadas, como o diabetes tipo 2. A aplicação deverá ser feita por profissionais capacitados da rede pública.

 

Segundo a proposta, os pacientes deverão ter indicação clínica comprovada e acompanhamento multiprofissional, incluindo suporte médico, nutricional e psicológico, além de incentivo à prática de atividades físicas.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável por definir os critérios de acesso, com base em evidências científicas, nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e na realidade local.

 

Em justificativa, o autor do projeto destacou que a obesidade é uma doença crônica associada a diversas comorbidades, como hipertensão e diabetes. “Em outros estados já existem iniciativas semelhantes. A gente tem percebido que o medicamento tem contribuído para a melhora da saúde das pessoas”, afirmou.