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mounjaro
Um homem foi preso por contrabando em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que apreendeu diversos medicamentos de importação proibida, além de anabolizantes, eletrônicos e perfumes. Na ação, os agentes encontraram cerca de 300 canetas de Mounjaro e 30 caixas de tadalafila, que costumam ser usados para emagrecimento e disfunção erétil, respectivamente.
O flagrante ocorreu na noite do último domingo (9) durante abordagem a um ônibus em um trecho da BR-116 de Vitória da Conquista, no Sudoeste. Segundo a PRF, a equipe fiscalizava no trecho quando parou o veículo que fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Natal (RN).
Na vistoria, os policiais identificaram, no andar inferior, uma mochila escondida atrás da última poltrona, que estava desocupada. Ao verificar o conteúdo da bagagem, os agentes encontraram diversos medicamentos de importação proibida, além de aparelhos celulares.
Um dos passageiros assumiu ser o proprietário da mochila e afirmou que decidiu escondê-la por receio de fiscalização policial. Os PRFs ainda verificaram que o homem tinha documentos relacionados à compra de produtos no exterior, o que reforçou a suspeita sobre a origem das mercadorias.
Ao ser novamente questionado, ele admitiu ter outra bagagem armazenada no compartimento inferior do ônibus. Na continuidade das buscas, os policiais também encontraram uma necessaire escondida dentro do veículo com mais medicamentos. Na mala indicada pelo passageiro no bagageiro externo foi confirmada a presença de vários produtos irregulares.
Entre os itens havia smartphones, tablets, relógios inteligentes, carregadores, medicamentos hormonais, estimulantes, substâncias utilizadas para emagrecimento e centenas de comprimidos e frascos de produtos sem autorização para comercialização no país. O passageiro informou aos policiais que havia adquirido os produtos no Paraguai e que pretendia transportá-los até o estado de Sergipe.
Diante da situação, o homem foi preso em flagrante por contrabando [crime relacionados à importação e comercialização irregular de medicamentos] e descaminho. Ele e todo o material apreendido foram encaminhados para a Polícia Federal em Vitória da Conquista.
ITENS APREENDIDOS
01 Galaxy Tab S10 FE+
05 iPhone 17 Pro Max
01 iPhone 16 Plus
01 iPhone 17 Pro
02 iPhone 17
01 Poco C685
01 iPhone 15 Pro Max
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03 Apple Watch
01 Redmi Watch 5 Active
04 Carregadores Apple 20W
02 iPad 10 128GB A16
04 Relógios analógicos
Medicamentos e suplementos
251 Tirzepatida 15mg/0,5ml (Tiris)
50 Tirzepatida 15mg/0,5ml
10 Retatrutide 40mg
02 Glow GHR-CU 10/10/50mg
04 Oxandrolona 50mg (Oxitoland)
15 Enantato de Testosterona 250 mg/ml
09 Durateston Plus Gold
06 Decanoato de Nandrolona
02 Propionato de Drostanolona
100 Cytotec 200 mcg (10 cartelas)
30 Tadalafila 5mg (3 cartelas)
15 Alprazolam 2mg (1 cartela)
02 Peptides GHR-CU 5mg
24 unidades de Vital Honey
Perfumaria
04 Perfume Odyssey Mandarina
02 Armaf Club de Nuit
01 Allure Homme Sport
01 Perfume Lattafa
O mercado farmacêutico brasileiro vai receber novas dosagens de Mounjaro (tirzepatida) a partir das próximas semanas de março. As informações foram divulgadas pela Eli Lilly do Brasil. A empresa é responsável por fabricar e produzir o medicamento no país.
Segundo O GLOBO, as concentrações de 12,5 mg e 15 mg serão disponibilizadas nas farmácias na segunda quinzena de março. Com isso, os pacientes que passam por tratamento contra diabetes tipo 2, sobrepeso com comorbidades associadas, obesidade e apneia obstrutiva do sono moderada a grave em adultos com obesidade, terão novas opções disponibilizadas.
Desta forma, os brasileiros passarão a contar com todas as doses de Mounjaro disponíveis: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg.
"Com a chegada das doses mais altas, completamos o portfólio de Mounjaro no Brasil e damos um passo importante para apoiar médicos e pacientes em decisões realmente individualizadas. As doenças cardiometabólicas exigem opções terapêuticas que acompanhem a complexidade dos casos.”, explicou o diretor executivo de Cardiometabolismo da Lilly no Brasil, Felipe Berigo, em comunicado.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última sexta-feira (20), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro e de botox. Segundo o órgão, os produtos foram fabricados por empresas desconhecidas.
A Eli Lilly do Brasil, fabricante do Mounjaro, informou ter identificado no mercado unidades do lote D838838 com diferenças em relação ao produto original. Entre os indícios de falsificação estão falhas na impressão do nome e de outras informações no rótulo, que apresentavam baixa qualidade e aspecto levemente borrado.
Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação e o uso desses lotes.
Já a AbbVie Farmacêutica LTDA, responsável pela fabricação do botox, informou desconhecer o lote C7936C3. De acordo com a empresa, as unidades apresentam divergências nas datas de fabricação e validade, o que indica possível adulteração.
Com 337 votos a favor e apenas 19 contrários, foi aprovado na Câmara dos Deputados, em sessão convocada para esta segunda-feira (9) pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), um requerimento para que seja levado com urgência para o plenário um projeto que propõe a quebra da patente do Mounjaro e do Zepboun. Os dois medicamentos, que utilizam a tirzepatida, princípio ativo das canetas emagrecedoras, são indicados para controle do diabetes, mas também usados para o tratamento da obesidade.
A aprovação da urgência pode levar o projeto a ser votado no plenário da Câmara na semana posterior ao Carnaval. O projeto, o PL 68/2026, é de autoria do deputado Mário Heringer (PDT-MG), e declara esses o Mounjaro e o Zepboun como medicamentos de interesse público no controle da diabetes tipo 2.
Se aprovado e transformado em lei, o texto permitirá a autorização da quebra de patentes dessas medicações, permitindo o desenvolvimento de versões genéricas de menor custo.
A tirzepatida, comercializada sob o nome Mounjaro, representa a inovação mais recente na linha de medicamentos destinados ao tratamento do diabetes mellitus tipo 2, destacando-se por seus resultados significativos também no manejo da obesidade e do sobrepeso. Este fármaco junta-se a outros como a liraglutida (Saxenda), dulaglutida (Trulicity) e semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus), que já têm demonstrado excelentes resultados nestas áreas.
“Ocorre que o preço comercial desses medicamentos é simplesmente impeditivo aos objetivos de uma medicina de massa, que precisa, hoje, tratar mais da metade da população adulta de um país que ultrapassa os duzentos milhões de habitantes”, justifica o deputado Mário Heringer (PDT-MG).
No texto da sua proposta, o deputado mineiro cita dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que em 2019 alertou sobre o risco do Brasil precisar investir 4,66% do PIB em combate à obesidade até 2060. “Enquanto a tendência dos outros países é de crescimento controlado e até estabilização dos gastos com a obesidade até 2060, a tendência do Brasil é de crescimento vertiginoso e absolutamente descontrolado”, apontou Heringer.
O deputado ressaltou ainda que as canetas emagrecedoras asseguram um tratamento mais rápido, seguro e barato à obesidade do que as cirurgias bariátricas, mas que “o preço comercial desses medicamentos é simplesmente impeditivo aos objetivos de uma medicina de massa”.
O PL não orientou a favor da urgência, liberando seus deputados para votarem como quisessem. Já o Novo orientou de forma contrária.
“Esse é mais um projeto que vai trazer uma insegurança jurídica enorme para qualquer indústria, seja farmacêutica, ou quem queira investir em inovação em nosso país. É vergonhoso a gente quebrar patente sem os devidos estudos, impacto, dados”, argumentou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
Produção de Mounjaro no Brasil? Projeto busca quebrar patente do medicamento e garantir uso pelo SUS
O Mounjaro, que auxilia pacientes no controle glicêmico e na perda de peso, pode ter a sua patente suspensa no Brasil. Além disso, o medicamento pode vir a ser produzido no país, assim como passar a fazer parte de tratamentos de obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
É o que prevê o PL 160/2026, protocolado nesta semana no Senado. A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), propõe o licenciamento compulsório (suspensão temporária de patentes por interesse público) do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro.
Na justificativa da sua proposta, a senadora alagoana - que é formada em medicina, com especialização em gastroenterologia pediátrica - argumenta que a obesidade configura-se atualmente como um grave problema de saúde pública no Brasil, com impacto direto sobre a mortalidade, qualidade de vida e custos ao sistema de saúde.
Dra. Eudócia apresenta em seu projeto dados nacionais que mostram que cerca de um terço da população adulta é obesa, com maioria da população tendo excesso de peso, além de aumento de casos entre crianças e adolescentes.
Nesse contexto do aumento crescente da obesidade, a parlamentar defende que medicamentos inovadores como o Mounjaro surgiram como “uma esperança” no controle da obesidade. A senadora diz ainda que os efeitos do medicamento demonstram eficácia significativa no tratamento da obesidade, mas seu alto custo e barreiras de acesso limitam seu uso amplo no país.
“Diante desse quadro, a adoção de licenciamento compulsório, prevista na legislação nacional e em acordos internacionais (como a Declaração de Doha sobre TRIPS), é um instrumento legítimo para permitir a produção local, baixar o preço e ampliar o acesso à população que necessita, promovendo equidade em saúde”, defende a senadora Dra. Eudócia.
O texto do projeto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme o artigo 71 da Lei de Propriedade Industrial. Na prática, essa licença permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias.
Essa licença compulsória, caso o projeto seja aprovado e posteriormente sancionado, poderá ser adotada quando houver comprovação de insuficiência de oferta do medicamento, preços elevados e impacto relevante na saúde pública. A decisão dependeria de análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Dra. Eudócia, na proposta, cita casos em que o Brasil já adotou esse tipo de licenciamento compulsório para facilitar o acesso da população a medicamentos. Em 2007, por exemplo, o governo federal concedeu uma licença compulsória para o remédio para HIV/Aids Efavirenz, após tentar, sem sucesso, reduzir o preço junto à fabricante.
O mecanismo do licenciamento compulsório também foi permitido na pandemia do coronavírus. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou autorização para o governo brasileiro decretar licença compulsória temporária de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos para o enfrentamento da covid-19, lembra a senadora.
O Mounjaro (tirzepatida), que a senadora alagoana busca permitir a fabricação no Brasil, é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa. O medicamento chegou ao Brasil com preços variando de aproximadamente R$ 1.400 a mais de R$ 2.300 por caixa, dependendo da dosagem (2,5 mg a 15 mg) e do local de compra.
Protocolado nesta semana, o PL 160/2026 está na Mesa Diretora do Senado, aguardando decisão do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para ser distribuído às comissões onde será discutido e votado.
A farmacêutica Eli Lilly do Brasil lançou o LillyScan (scan.lilly.com/br), para apurar a veracidade do Mounjaro. A ferramenta de verificação on-line ajuda pacientes a confirmarem se o produto é falsificado ou não. De acordo com O GLOBO, a plataforma pode ser acessada através de um QR Code localizado na embalagem do produto (ao lado do número do lote e da data de validade).
O instrumento vai determinar se o número de série segue os padrões dos medicamentos fabricados pela Lilly e vendidos oficialmente no país.
“A saúde e a segurança do paciente são a principal prioridade da Lilly, e o LillyScan é mais uma iniciativa para combater produtos irregulares que representam um risco real à saúde das pessoas”, explicou o diretor Médico Sênior da Lilly Brasil, Luiz André Magno, por meio de comunicado.
Segundo a entidade, é necessário que o QR Code esteja claramente impresso e legível para permitir a verificação na ferramenta. Uma falsificação pode ser identificada se o código estiver borrado ou ilegível, ou caso não conste um QR Code.
O Mounjaro fabricado pela Lilly no Brasil é a única tirzepatida aprovada pela Anvisa para comercialização.
O São Paulo tenta conter a repercussão após vir à tona a informação de que jogadores do elenco profissional utilizaram Mounjaro, medicamento indicado para diabetes e, em alguns casos, para controle de peso. O jornal O Globo apurou que dois atletas receberam a medicação, de forma isolada e após avaliação clínica. Mesmo assim, a revelação desencadeou questionamentos externos, sobretudo por causa do alto número de lesões ao longo da temporada.
A diretoria tricolor tratou de afastar qualquer relação entre o remédio e os problemas físicos enfrentados pelo time. Em nota, classificou como “infundada” — e até “desonesta” — a tentativa de vincular o uso do Mounjaro ao índice de baixas médicas.
O clube reforçou que não houve prescrição coletiva, uso prolongado ou administração indiscriminada. Segundo o departamento médico, os dois casos seguiram protocolos rígidos e condutas aprovadas pela legislação brasileira. O São Paulo também destacou que o Mounjaro tem registro na Anvisa e é fabricado pela Eli Lilly, uma das maiores farmacêuticas do mundo.
Apesar da defesa, o episódio ampliou o debate sobre rotinas internas. O São Paulo afirma que “preza pela saúde de seus atletas em todas as categorias” e que qualquer medicação usada no CT da Barra Funda passa por avaliação de profissionais habilitados. O clube também reiterou que acompanha “todas as normas éticas e regulamentares”.
A polêmica se instalou em meio a uma temporada marcada por repetidos desfalques. Em novembro, 24 dos 33 jogadores do elenco já haviam passado pelo departamento médico, número que corresponde a 72,7% do grupo. Com o dado elevado, qualquer informação relacionada à preparação física ou a métodos de controle de peso ganhou maior sensibilidade.
O São Paulo, no entanto, insiste que o uso do Mounjaro não tem relação com esse cenário e garante que seguirá colaborando para esclarecer qualquer dúvida sobre procedimentos adotados no clube.
A busca pelo emagrecimento rápido tem levado milhares de brasileiros a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro. Embora eficazes no controle da obesidade, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer riscos, entre eles a perda muscular associada à sarcopenia.
A endocrinologista Marina Cabral, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Mater Dei Salvador e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a condição vai além do emagrecimento em si.
“A sarcopenia não é só perder quantidade, é também qualidade da musculatura e perda de funcionalidade. O indivíduo sarcopênico é aquele que, além de perder massa, perde força e capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar de uma cadeira ou subir um degrau”, afirma.
O QUE É?
Com aproximadamente 28 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento populacional acentua a prevalência da sarcopenia. A condição está ligada à perda de massa muscular e é agravada por fatores como idade avançada, déficit nutricional, sedentarismo, tabagismo e presença de comorbidades.
De acordo com Marina Cabral, além dos idosos, outros grupos minoritários também são afetados.
“Pessoas com doenças crônicas, como problemas no fígado e no coração, além de pacientes desnutridos ou submetidos a restrições calóricas severas, também podem desenvolver a condição”, ressalta.
Um idoso de 61 anos, entrevistado pelo Bahia Notícias, contou que decidiu iniciar atividade física na terceira idade justamente para preservar sua autonomia.
“Iniciar academia e o tênis, para mim, foi fundamental para manter trabalhando minha cabeça e meu corpo. Não quero que meus filhos fiquem cuidando de mim”, disse ele.
CANETAS EMAGRECEDORAS
Apesar da popularidade dos medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, a endocrinologista lembra que eles não são isentos de riscos.
“Essas medicações levam a uma perda de peso significativa, e nessa perda há redução de gordura e também de músculo. O desafio é minimizar ao máximo a perda muscular”, explica.
Pesquisas apontam que, em média, de 20% a 30% do peso eliminado pode corresponder à massa magra. Ou seja, de 10 quilos perdidos, até 3 quilos podem ser de músculo.
REDUÇÃO DE RISCOS
Para reduzir os efeitos da perda muscular, a endocrinologista orienta o que fazer, considerado por ela como "indispensável".
“É fundamental ter uma dieta rica em proteínas, entre 1,2 a 1,6 gramas por quilo de peso por dia, associada à prática regular de musculação de duas a três vezes por semana”, orienta Marina Cabral.
Segundo ela, o uso de medicações sem supervisão, aliado a dietas restritivas e ausência de atividade física, amplia o risco de sarcopenia, especialmente entre os mais vulneráveis.
PERSPECTIVAS FUTURAS
Atualmente, não existem medicamentos específicos para prevenir a perda muscular durante o emagrecimento. No entanto, segundo Marina Cabral, novas substâncias já estão em estudo.
“Estão em desenvolvimento terapias com bloqueadores da miostatina e hormônios anabólicos seletivos que podem ajudar a reduzir a perda de massa magra durante o tratamento da obesidade”, afirma a endocrinologista.
A médica reforça que a sarcopenia não deve ser confundida apenas com a redução da massa muscular.
“É um tema muito discutido entre geriatras e oncologistas, porque trata de preservar a autonomia do paciente. No caso das medicações para obesidade, dificilmente haverá sarcopenia quando há supervisão adequada, mas com o uso disseminado e sem acompanhamento, os riscos aumentam”, concluiu.
A Eli Lilly and Company, empresa responsável pela fabricação do Mounjaro, anunciou a eficácia de um novo medicamento para a perda de peso. Trata-se da orforgliprona, um medicamento oral agonista do GLP-1. A eficácia para a redução do peso em adultos obesos.
A organização divulgou os resultados de um estudo clínico fase 3, o último antes da solicitação de aprovação para agências regulatórias. Segundo o levantamento, o produto administrado uma vez ao dia reduziu o peso corporal em até 12,4%.
Cerca de 59,6% dos participantes que receberam a dose mais elevada perderam pelo menos 10% do peso corporal. Já 39,6% perderam pelo menos 15%. A orforgliprona também foi associada à redução de fatores de risco cardiovascular, como colesterol não-HDL (o colesterol "ruim"), triglicerídeos e pressão alta.
"A obesidade é um dos maiores desafios globais de saúde do nosso tempo, impulsionando a carga de doenças crônicas em todo o mundo e afetando mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Com a orforgliprona, nós poderemos transformar o tratamento da obesidade por meio de uma terapia oral diária que poderá apoiar na intervenção precoce e tratamento a longo prazo da doença, enquanto ainda proporciona uma maior conveniência em comparação aos injetáveis. Com estes dados positivos em mãos, estamos planejando submeter a orforgliprona para avaliação regulatória até ao final do ano e preparados para um lançamento global que será capaz de atender essa demanda urgente de saúde pública.", disse Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente do negócio de Cardiometabolismo da Lilly ao GLOBO.
Segundo a reportagem, participaram das entrevistas e dos estudos, 3.127 adultos com obesidade ou sobrepeso com uma comorbidade, como hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular e sem diabetes.
Voluntários dos EUA, Brasil, China, Índia, Japão, Coreia, Porto Rico, Eslováquia, Espanha e Taiwan foram alguns dos convidados. Nas ocasiões, foram testadas três doses do medicamento: 6 mg, 12 mg e 36 mg. Os resultados mostraram que aqueles que receberam a dose mais elevada, de 36 mg, perderam, em média, 12,4% do peso após 72 semanas.
Entre os efeitos colaterais e os eventos adversos mais comuns foram listados a gastrointestinais e geralmente de leve a moderada gravidade, como náusea, constipação, diarreia, vômitos e dispepsia. Mais detalhes do estudo serão apresentados no próximo mês na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) de 2025 e publicados posteriormente em um periódico científico.
O medicamento também está sendo analisado para o tratar do diabetes tipo 2, apneia obstrutiva do sono e hipertensão em adultos com obesidade.
Em torno de 22 ampolas de medicamentos controlados, Mounjaro e Ozempic, foram apreendidas na tarde desta quinta-feira (31). A ação ocorreu em um trecho da BR-116 de Jequié, no Médio Rio de Contas, no Sudoeste baiano durante abordagem a um ônibus que fazia a linha Campo Grande (MS) x Recife (PE).
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes vistoriaram o compartimento de bagagens quando encontraram uma encomenda com destino a Jequié. O material continha ampolas dos medicamentos tirzepatida e semaglutida, usados na composição do Mounjaro e Ozempic, respectivamente. Prescritos para controle do diabetes tipo 2, os remédios vêm sendo aplicados para emagrecimento.
Ainda conforme a PRF, os frascos apresentavam rótulos em espanhol e características que levantaram suspeitas quanto à qualidade e à procedência dos produtos. A carga ainda não tinha Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), e havia apenas de um Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (Dacte), sem descrição do conteúdo.
A corporação adverte que a venda desses medicamentos no Brasil exige regularização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo proibida sem a devida autorização, especialmente quando se trata de uso diferente do previsto em bula (off-label).
Ao final, a mercadoria foi apreendida e encaminhada à Receita Federal em Vitória da Conquista, também no Sudoeste.
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Otávio Marambaia, comentou sobre o caso do médico influenciador Gabriel Almeida, que recebeu uma punição da entidade por quebra do Código de Ética Médica. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (9), Marambaia rebateu as críticas do profissional, que alegou ser alvo de perseguição e de “abuso de autoridade” pelo conselho.
Marambaia considerou inexistentes alegações que indicam perseguições à profissionais do conselho. Segundo ele, o argumento utilizado por Almeida já era projetado por sua defesa, e que o Cremeb aplica punições públicas de forma correta.
“Médico não persegue médico como as pessoas ficam dizendo. Não existe isso do médico do conselho ou o presidente do conselho persegue, ficar perseguindo. Eu sou um voto. É preciso que as pessoas entendam que há esse trâmite. [...] Essa possibilidade de perseguição é, claro, aquilo que os advogados chamam de juízes benevolentes. Nós não falamos sobre pena, sobre ser justo, se é correto. A minha assinatura vai na sanção pública ou na linha D ou E, porque eu sou de fato o presidente e sou eu oficialmente que tenho que comunicar à sociedade aquilo que aconteceu no julgamento ético profissional. As pessoas podem recorrer à justiça comum? Podem e felizmente, a Justiça tem entendido que as decisões nossas são muito judiciosas, muito prudentes”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
O porta-voz da entidade ironizou e considerou ainda ser comum a insatisfação do influenciador e de outros profissionais com casos do tipo.
“Nós não fazemos um processo improvisado. Nós seguimos determinadas regras, nós temos um código de processo ético-profissional. Então, essa possibilidade de perseguição, obviamente que ninguém fica satisfeito com a punição. Não fizemos absolutamente nada que não deveríamos nos explicar. E obviamente a pessoa que se queixou não foi a primeira a ter publicado”, disse.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) aplicou sanção disciplinar de censura pública em publicação oficial ao médico Gabriel Almeida. A medida divulgada no último dia 30 afirma que o influenciador infligiu quatro artigos do Código de Ética Médica. Acumulando mais de 500 mil seguidores, Gabriel Almeida é conhecido nas redes sociais por receitar Mounjaro como receita de emagrecimento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta segunda-feira (9).
Já a Ozempic (semaglutida), que está sendo vendida desde maio, mas era permitida somente para tratar a diabete tipo 2, também passou a ser utilizada no tratamento da obesidade.
Com isso, a autorização da Anvisa possibilita que o produto seja indicado para obesidade desde que a doença esteja relacionada a pelo menos uma comorbidade. A aplicação do medicamento acontece de forma injetável e semanal. As marcas estarão disponíveis nas dosagens 2,5 mg e 5 mg.
Na última semana, os valores das canetas injetáveis Ozempic e Wegovy foram reduzidos no Brasil. A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelos produtos, informou, por meio de comunicado, que a medida tem o intuito de tornar os tratamentos de diabetes e obesidade mais acessíveis e para diminuir também o aumento de falsificação e manipulação das marcas.
O reajuste foi feito nas principais plataformas de e-commerce das grandes redes de farmacêuticas brasileiras e também no varejo físico.
“Esse ajuste na nossa política de preços é um passo fundamental para garantir que mais pessoas tenham acesso aos tratamentos necessários para o controle de doenças crônicas. Com o abastecimento diz a fabricante”, afirmou a general manager da entidade, Isabella Wanderley.
A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido emitiu um alerta para mulheres que utilizam Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Segundo a entidade, as pacientes devem “usar contracepção eficaz enquanto estiverem usando esses medicamentos e, em alguns casos, por até dois meses após interromper o uso antes de tentar engravidar”.
A agência informou que o Mounjaro, por exemplo, pode diminuir a eficácia da pílula oral.
“A contracepção eficaz inclui métodos orais (a pílula) e não orais (implante, DIU ou preservativos). No entanto, o Mounjaro pode reduzir a eficácia dos anticoncepcionais orais em pessoas com sobrepeso. Portanto, pessoas com sobrepeso que usam Mounjaro e fazem uso de anticoncepcional oral são orientadas a usar também um método não oral de contracepção”, descreveu o alerta.
De acordo com publicação do O GLOBO, a agência da Inglaterra informou que a contracepção é importante porque os medicamentos não devem ser usados durante a gravidez, enquanto a mulher tenta uma gestação ou durante a amamentação.
A autoridade de saúde comunicou que não há dados suficientes sobre a segurança dos fármacos para a gestante ou para o bebê.
A Polícia Militar da Bahia, por meio da 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), realizou nesta terça-feira (27) a Operação Dose Certa. A ação foi para combater furtos e roubos de medicamentos hormonais de alto valor, como Ozempic e Mounjaro, com apreensões em farmácias, Cruz das Almas, no Recôncavo baiano.
Segundo informações do Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, a operação foi desencadeada diante do aumento da demanda e do valor desses medicamentos no mercado, fatores que chamam atenção de criminosos.
A mobilização envolveu várias viaturas e efetivos que realizaram rondas ostensivas e abordagens em farmácias e unidades de saúde da cidade, visando tanto à prevenção quanto à repressão de crimes patrimoniais relacionados a esse tipo de produto.
Em meio a operação, os policiais também fizeram visitas a estabelecimentos farmacêuticos, onde farmacêuticos e funcionários receberam orientações sobre sinais de comportamentos suspeitos, tentativas de fraude e como agir diante de possíveis furtos ou roubos.
Segundo o coordenador da operação, o fortalecimento da relação entre a Polícia Militar e os profissionais da área de saúde é essencial para prevenir crimes e proteger não apenas os comerciantes, mas também a população que necessita desses medicamentos.
O estudo SURMOUNT-5, apresentado no Congresso Europeu de Obesidade (ECO) neste domingo (11), indicou que o medicamento mais eficaz para perder peso seria o Mounjaro. O produto teve eficácia superior ao do Ozempic e do Wegovy, remédios utilizados para tratar diabetes tipo 2 e que são utilizados também no tratamento para perder peso.
Segundo a pesquisa publicada simultaneamente na revista científica New England Journal of Medicine, os resultados apontaram que os participantes tratados com a tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) registraram uma redução média de peso de 20,2% em comparação a 13,7% com a semaglutida (princípio ativo do Ozempic), no período de 72 semanas.
De acordo com O GLOBO, a perda de peso relativa é 47% maior de uma marca para a outra. Conforme a reportagem, em média, os pacientes que usaram a tirzepatida perderam 22,8 kg, enquanto os que estavam em uso de semaglutida perderam 15 kg.
O Mounjaro obteve também outros resultados superiores nas metas de redução de peso corporal. Cerca de 64,6% dos pacientes usando tirzepatida conseguiram alcançar pelo menos 15% de perda de peso, em comparação com 40,1% daqueles tratados com semaglutida.
Pessoas em tratamento com tirzepatida alcançaram uma redução média superior de circunferência de abdômen de 18,4 cm. Já os que foram tratados com semaglutida tiveram uma redução média de 13 cm.
No entanto, os efeitos colaterais relatados no estudo comparativo foram parecidos aos já apresentados em trabalhos anteriores, a exemplo de questões de gastrointestinal leves a moderados e outros eventos adversos
O mounjaro ainda nem chegou nas prateleiras das farmácias brasileiras, mas já possui uma grande demanda. Isso porque, faltando alguns dias da entrada do produto, de forma oficial no mercado do Brasil, o medicamento já tem fila de espera durante a pré-venda.
Atualmente no país, a única forma de conseguir adquirir a medicação é através de importação. Segundo publicação do O GLOBO, as redes de farmácias Drogarias Pacheco, a Drogaria São Paulo, a Droga Raia e a Drogasil (ambas RD Saúde), a Drogasmil e a Pague Menos disponibilizaram a pré-venda do fármaco online, uma semana antes da comercialização oficial nas lojas físicas, que será iniciada no próximo dia 15.
De acordo com a reportagem, as drogarias São Paulo e Pacheco dispararam mensagens para pessoas com cadastro comunicando sobre a venda antecipada da caneta injetável. No endereço eletrônico, a pessoa que deseja o mounjaro pode escolher entre duas opções de dosagem do remédio, sendo 2,5 mg ou 5 mg.
Em meio as propagações das vendas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta, na última segunda-feira (5), acerca da divulgação de peças de propaganda nas redes sociais com links para ofertas do medicamento no site oficial da autarquia.
"A Anvisa não comercializa qualquer medicamento ou serve de intermediária para a sua venda", disse a nota da agência.
Conforme O GLOBO, a demanda por outras marcas do tipo também registrou uma ascensão depois da mudança de regras para a venda de análogos de GLP-1, a categoria de remédios do Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro e o comprimido Rybelsus.
No dia 23 de junho a Anvisa determinou que será obrigatório a retenção de receitas por farmácias. Foi estabelecido ainda que as prescrições serão válidas somente por 90 dias a partir da data de emissão.
Uma ação apreendeu canetas de Mounjaro e Ozempic, medicamentos usados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, em uma clínica particular de Vitória da Conquista, no Sudoeste, nesta quinta-feira (20).

Foto: Reprodução / Blog do Anderson
Uma denúncia de venda ilegal recebida pela Polícia Federal (PF) motivou a operação feita em conjunto com o Conselho Regional de Farmácia (CRF) e a Vigilância Sanitária do município.
Segundo o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a clínica não chegou a ser interditada. Conforme a Lei nº 5.991, a venda de medicamentos é privativa de farmácias, drogarias, postos de medicamentos, unidades volantes e dispensários de medicamentos.
Apesar de ter sido aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], o Mounjaro ainda não teve a venda permitida, que deve ocorrer só a partir de junho. A importação só pode ser feita por pessoa física, mediante receita médica. Já o Ozempic pode ser vendido no país. Além de canetas de Mounjaro e Ozempic, a ação apreendeu medicamentos manipulados na clínica.
Um homem de 22 anos foi encontrado com 100 canetas do medicamento Mounjaro, na noite desta segunda-feira (10), no Aeroporto de Salvador. Os produtos estavam escondidas embaixo da roupa do jovem. Natural de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, ele chegou em um voo oriundo de Paris, na França.
O suspeito foi localizado após ser escolhido pela equipe de vigilância para ser revistado pessoalmente. No ato, o homem afirmou que comprou as canetas em Londres. Segundo a Receita Federal, ele teria ligação familiar com outros suspeitos de transportar este tipo de produto, de forma irregular, visando a comercialização em clínicas.
A receita agora vai fazer uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para seguir com as investigações e apurações do caso.
Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), o remédio tem a Tirzepatida como princípio ativo. O item é recomendado para tratamento contra a diabetes tipo 2, e utilizado por alguns pacientes para a perda de peso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Anitta
"Ninguém encontra uma solução".
Disse a cantora Anitta ao fazer um apelo nas redes sociais após irmão ser preso em Paris.