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Artigos

Wenceslau Júnior
A crise nos preços do cacau e os caminhos possíveis
Foto: Eduardo Mafra/ Divulgação

A crise nos preços do cacau e os caminhos possíveis

Em 2025, o preço da amêndoa do cacau alcançou recordes históricos, alimentando expectativas de um período mais favorável para os produtores. No entanto, como quase sempre acontece nesse mercado, a euforia durou pouco. A principal razão para a alta foi a escassez do produto, provocada por problemas na produção africana. Bastou uma recomposição parcial dessa produção para que, ainda no final do mesmo ano, os preços começassem a despencar.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

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O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

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Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

mounjaro

Produção de Mounjaro no Brasil? Projeto busca quebrar patente do medicamento e garantir uso pelo SUS
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

O Mounjaro, que auxilia pacientes no controle glicêmico e na perda de peso, pode ter a sua patente suspensa no Brasil. Além disso, o medicamento pode vir a ser produzido no país, assim como passar a fazer parte de tratamentos de obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

É o que prevê o PL 160/2026, protocolado nesta semana no Senado. A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), propõe o licenciamento compulsório (suspensão temporária de patentes por interesse público) do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro.

 

Na justificativa da sua proposta, a senadora alagoana - que é formada em medicina, com especialização em gastroenterologia pediátrica - argumenta que a obesidade configura-se atualmente como um grave problema de saúde pública no Brasil, com impacto direto sobre a mortalidade, qualidade de vida e custos ao sistema de saúde. 

 

Dra. Eudócia apresenta em seu projeto dados nacionais que mostram que cerca de um terço da população adulta é obesa, com maioria da população tendo excesso de peso, além de aumento de casos entre crianças e adolescentes.  

 

Nesse contexto do aumento crescente da obesidade, a parlamentar defende que medicamentos inovadores como o Mounjaro surgiram como “uma esperança” no controle da obesidade. A senadora diz ainda que os efeitos do medicamento demonstram eficácia significativa no tratamento da obesidade, mas seu alto custo e barreiras de acesso limitam seu uso amplo no país.  

 

“Diante desse quadro, a adoção de licenciamento compulsório, prevista na legislação nacional e em acordos internacionais (como a Declaração de Doha sobre TRIPS), é um instrumento legítimo para permitir a produção local, baixar o preço e ampliar o acesso à população que necessita, promovendo equidade em saúde”, defende a senadora Dra. Eudócia. 

 

O texto do projeto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme o artigo 71 da Lei de Propriedade Industrial. Na prática, essa licença permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias.

 

Essa licença compulsória, caso o projeto seja aprovado e posteriormente sancionado, poderá ser adotada quando houver comprovação de insuficiência de oferta do medicamento, preços elevados e impacto relevante na saúde pública. A decisão dependeria de análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Dra. Eudócia, na proposta, cita casos em que o Brasil já adotou esse tipo de licenciamento compulsório para facilitar o acesso da população a medicamentos. Em 2007, por exemplo, o governo federal concedeu uma licença compulsória para o remédio para HIV/Aids Efavirenz, após tentar, sem sucesso, reduzir o preço junto à fabricante. 

 

O mecanismo do licenciamento compulsório também foi permitido na pandemia do coronavírus. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou autorização para o governo brasileiro decretar licença compulsória temporária de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos para o enfrentamento da covid-19, lembra a senadora.

 

O Mounjaro (tirzepatida), que a senadora alagoana busca permitir a fabricação no Brasil, é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa. O medicamento chegou ao Brasil com preços variando de aproximadamente R$ 1.400 a mais de R$ 2.300 por caixa, dependendo da dosagem (2,5 mg a 15 mg) e do local de compra. 

 

Protocolado nesta semana, o PL 160/2026 está na Mesa Diretora do Senado, aguardando decisão do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para ser distribuído às comissões onde será discutido e votado.
 

Ferramenta online ajuda a identificar Mounjaro falsificado; saiba mais
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

 

A farmacêutica Eli Lilly do Brasil lançou o LillyScan (scan.lilly.com/br), para apurar a veracidade do Mounjaro. A ferramenta de verificação on-line ajuda pacientes a confirmarem se o produto é falsificado ou não. De acordo com O GLOBO, a plataforma pode ser acessada através de um QR Code localizado na embalagem do produto (ao lado do número do lote e da data de validade).

 

O instrumento vai determinar se o número de série segue os padrões dos medicamentos fabricados pela Lilly e vendidos oficialmente no país.

 

“A saúde e a segurança do paciente são a principal prioridade da Lilly, e o LillyScan é mais uma iniciativa para combater produtos irregulares que representam um risco real à saúde das pessoas”, explicou o diretor Médico Sênior da Lilly Brasil, Luiz André Magno, por meio de comunicado.

 

Segundo a entidade, é necessário que o QR Code esteja claramente impresso e legível para permitir a verificação na ferramenta. Uma falsificação pode ser identificada se o código estiver borrado ou ilegível, ou caso não conste um QR Code. 

 

O Mounjaro fabricado pela Lilly no Brasil é a única tirzepatida aprovada pela Anvisa para comercialização. 

Após repercussão, São Paulo assume uso de Mounjaro em jogadores, mas descarta ligação com lesões
Foto: Divulgação / Bangu Atlético Clube

O São Paulo tenta conter a repercussão após vir à tona a informação de que jogadores do elenco profissional utilizaram Mounjaro, medicamento indicado para diabetes e, em alguns casos, para controle de peso. O jornal O Globo apurou que dois atletas receberam a medicação, de forma isolada e após avaliação clínica. Mesmo assim, a revelação desencadeou questionamentos externos, sobretudo por causa do alto número de lesões ao longo da temporada.

 

A diretoria tricolor tratou de afastar qualquer relação entre o remédio e os problemas físicos enfrentados pelo time. Em nota, classificou como “infundada” — e até “desonesta” — a tentativa de vincular o uso do Mounjaro ao índice de baixas médicas.

 

O clube reforçou que não houve prescrição coletiva, uso prolongado ou administração indiscriminada. Segundo o departamento médico, os dois casos seguiram protocolos rígidos e condutas aprovadas pela legislação brasileira. O São Paulo também destacou que o Mounjaro tem registro na Anvisa e é fabricado pela Eli Lilly, uma das maiores farmacêuticas do mundo.

 

Apesar da defesa, o episódio ampliou o debate sobre rotinas internas. O São Paulo afirma que “preza pela saúde de seus atletas em todas as categorias” e que qualquer medicação usada no CT da Barra Funda passa por avaliação de profissionais habilitados. O clube também reiterou que acompanha “todas as normas éticas e regulamentares”.

 

A polêmica se instalou em meio a uma temporada marcada por repetidos desfalques. Em novembro, 24 dos 33 jogadores do elenco já haviam passado pelo departamento médico, número que corresponde a 72,7% do grupo. Com o dado elevado, qualquer informação relacionada à preparação física ou a métodos de controle de peso ganhou maior sensibilidade.

 

O São Paulo, no entanto, insiste que o uso do Mounjaro não tem relação com esse cenário e garante que seguirá colaborando para esclarecer qualquer dúvida sobre procedimentos adotados no clube.

Sarcopenia e canetas emagrecedoras: especialista alerta para perda muscular em tratamentos de obesidade
Foto: Reprodução / Freepik

A busca pelo emagrecimento rápido tem levado milhares de brasileiros a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro. Embora eficazes no controle da obesidade, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer riscos, entre eles a perda muscular associada à sarcopenia.

 

A endocrinologista Marina Cabral, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Mater Dei Salvador e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a condição vai além do emagrecimento em si.

 

“A sarcopenia não é só perder quantidade, é também qualidade da musculatura e perda de funcionalidade. O indivíduo sarcopênico é aquele que, além de perder massa, perde força e capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar de uma cadeira ou subir um degrau”, afirma.

 

O QUE É?
Com aproximadamente 28 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento populacional acentua a prevalência da sarcopenia. A condição está ligada à perda de massa muscular e é agravada por fatores como idade avançada, déficit nutricional, sedentarismo, tabagismo e presença de comorbidades.

 

De acordo com Marina Cabral, além dos idosos, outros grupos minoritários também são afetados.

 

“Pessoas com doenças crônicas, como problemas no fígado e no coração, além de pacientes desnutridos ou submetidos a restrições calóricas severas, também podem desenvolver a condição”, ressalta.

 

Um idoso de 61 anos, entrevistado pelo Bahia Notícias, contou que decidiu iniciar atividade física na terceira idade justamente para preservar sua autonomia.

 

“Iniciar academia e o tênis, para mim, foi fundamental para manter trabalhando minha cabeça e meu corpo. Não quero que meus filhos fiquem cuidando de mim”, disse ele.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS
Apesar da popularidade dos medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, a endocrinologista lembra que eles não são isentos de riscos.

 

“Essas medicações levam a uma perda de peso significativa, e nessa perda há redução de gordura e também de músculo. O desafio é minimizar ao máximo a perda muscular”, explica.

 

Pesquisas apontam que, em média, de 20% a 30% do peso eliminado pode corresponder à massa magra. Ou seja, de 10 quilos perdidos, até 3 quilos podem ser de músculo.

 

REDUÇÃO DE RISCOS
Para reduzir os efeitos da perda muscular, a endocrinologista orienta o que fazer, considerado por ela como "indispensável".

 

“É fundamental ter uma dieta rica em proteínas, entre 1,2 a 1,6 gramas por quilo de peso por dia, associada à prática regular de musculação de duas a três vezes por semana”, orienta Marina Cabral.

 

Segundo ela, o uso de medicações sem supervisão, aliado a dietas restritivas e ausência de atividade física, amplia o risco de sarcopenia, especialmente entre os mais vulneráveis.

 

PERSPECTIVAS FUTURAS
Atualmente, não existem medicamentos específicos para prevenir a perda muscular durante o emagrecimento. No entanto, segundo Marina Cabral, novas substâncias já estão em estudo.

 

“Estão em desenvolvimento terapias com bloqueadores da miostatina e hormônios anabólicos seletivos que podem ajudar a reduzir a perda de massa magra durante o tratamento da obesidade”, afirma a endocrinologista.

 

A médica reforça que a sarcopenia não deve ser confundida apenas com a redução da massa muscular.

 

“É um tema muito discutido entre geriatras e oncologistas, porque trata de preservar a autonomia do paciente. No caso das medicações para obesidade, dificilmente haverá sarcopenia quando há supervisão adequada, mas com o uso disseminado e sem acompanhamento, os riscos aumentam”, concluiu.

Fabricante do Mounjaro anuncia eficácia de novo medicamento utilizado para perda de peso
Foto: Reprodução Pexels

 

A Eli Lilly and Company, empresa responsável pela fabricação do Mounjaro, anunciou a eficácia de um novo medicamento para a perda de peso. Trata-se da orforgliprona, um medicamento oral agonista do GLP-1. A eficácia para a redução do peso em adultos obesos. 

 

A organização divulgou os resultados de um estudo clínico fase 3, o último antes da solicitação de aprovação para agências regulatórias. Segundo o levantamento, o produto administrado uma vez ao dia reduziu o peso corporal em até 12,4%.

 

Cerca de 59,6% dos participantes que receberam a dose mais elevada perderam pelo menos 10% do peso corporal. Já 39,6% perderam pelo menos 15%. A orforgliprona também foi associada à redução de fatores de risco cardiovascular, como colesterol não-HDL (o colesterol "ruim"), triglicerídeos e pressão alta.

 

"A obesidade é um dos maiores desafios globais de saúde do nosso tempo, impulsionando a carga de doenças crônicas em todo o mundo e afetando mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Com a orforgliprona, nós poderemos transformar o tratamento da obesidade por meio de uma terapia oral diária que poderá apoiar na intervenção precoce e tratamento a longo prazo da doença, enquanto ainda proporciona uma maior conveniência em comparação aos injetáveis. Com estes dados positivos em mãos, estamos planejando submeter a orforgliprona para avaliação regulatória até ao final do ano e preparados para um lançamento global que será capaz de atender essa demanda urgente de saúde pública.", disse Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente do negócio de Cardiometabolismo da Lilly ao GLOBO. 

 

Segundo a reportagem, participaram das entrevistas e dos estudos, 3.127 adultos com obesidade ou sobrepeso com uma comorbidade, como hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular e sem diabetes. 

 

Voluntários dos EUA, Brasil, China, Índia, Japão, Coreia, Porto Rico, Eslováquia, Espanha e Taiwan foram alguns dos convidados. Nas ocasiões, foram testadas três doses do medicamento: 6 mg, 12 mg e 36 mg. Os resultados mostraram que aqueles que receberam a dose mais elevada, de 36 mg, perderam, em média, 12,4% do peso após 72 semanas.

 

Entre os efeitos colaterais e os eventos adversos mais comuns foram listados a gastrointestinais e geralmente de leve a moderada gravidade, como náusea, constipação, diarreia, vômitos e dispepsia. Mais detalhes do estudo serão apresentados no próximo mês na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) de 2025 e publicados posteriormente em um periódico científico. 

 

O medicamento também está sendo analisado para o tratar do diabetes tipo 2, apneia obstrutiva do sono e hipertensão em adultos com obesidade.

PRF apreende 22 ampolas de Mounjaro e Ozempic de procedência duvidosa em Jequié
Foto: Divulgação / PRF na Bahia

Em torno de 22 ampolas de medicamentos controlados, Mounjaro e Ozempic, foram apreendidas na tarde desta quinta-feira (31). A ação ocorreu em um trecho da BR-116 de Jequié, no Médio Rio de Contas, no Sudoeste baiano durante abordagem a um ônibus que fazia a linha Campo Grande (MS) x Recife (PE).

 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes vistoriaram o compartimento de bagagens quando encontraram uma encomenda com destino a Jequié. O material continha ampolas dos medicamentos tirzepatida e semaglutida, usados na composição do Mounjaro e Ozempic, respectivamente. Prescritos para controle do diabetes tipo 2, os remédios vêm sendo aplicados para emagrecimento.

 

Ainda conforme a PRF, os frascos apresentavam rótulos em espanhol e características que levantaram suspeitas quanto à qualidade e à procedência dos produtos. A carga ainda não tinha Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), e havia apenas de um Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (Dacte), sem descrição do conteúdo.

 

A corporação adverte que a venda desses medicamentos no Brasil exige regularização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo proibida sem a devida autorização, especialmente quando se trata de uso diferente do previsto em bula (off-label).

 

Ao final, a mercadoria foi apreendida e encaminhada à Receita Federal em Vitória da Conquista, também no Sudoeste. 

Na Antena 1, presidente do Cremeb rebate críticas de Gabriel Almeida sobre punição por quebra do Código de Ética
Foto: Antena 1 Salvador

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Otávio Marambaia, comentou sobre o caso do médico influenciador Gabriel Almeida, que recebeu uma punição da entidade por quebra do Código de Ética Médica. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (9), Marambaia rebateu as críticas do profissional, que alegou ser alvo de perseguição e de “abuso de autoridade” pelo conselho. 

 

Marambaia considerou inexistentes alegações que indicam perseguições à profissionais do conselho. Segundo ele, o argumento utilizado por Almeida já era projetado por sua defesa, e que o Cremeb aplica punições públicas de forma correta. 

 

“Médico não persegue médico como as pessoas ficam dizendo. Não existe isso do médico do conselho ou o presidente do conselho persegue, ficar perseguindo. Eu sou um voto. É preciso que as pessoas entendam que há esse trâmite. [...] Essa possibilidade de perseguição é, claro, aquilo que os advogados chamam de juízes benevolentes. Nós não falamos sobre pena, sobre ser justo, se é correto. A minha assinatura vai na sanção pública ou na linha D ou E, porque eu sou de fato o presidente e sou eu oficialmente que tenho que comunicar à sociedade aquilo que aconteceu no julgamento ético profissional. As pessoas podem recorrer à justiça comum? Podem e felizmente, a Justiça tem entendido que as decisões nossas são muito judiciosas, muito prudentes”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. 

 

O porta-voz da entidade ironizou e considerou ainda ser comum a insatisfação do influenciador e de outros profissionais com casos do tipo. 

 

“Nós não fazemos um processo improvisado. Nós seguimos determinadas regras, nós temos um código de processo ético-profissional. Então, essa possibilidade de perseguição, obviamente que ninguém fica satisfeito com a punição. Não fizemos absolutamente nada que não deveríamos nos explicar. E obviamente a pessoa que se queixou não foi a primeira a ter publicado”, disse. 

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) aplicou sanção disciplinar de censura pública em publicação oficial ao médico Gabriel Almeida. A medida divulgada no último dia 30 afirma que o influenciador infligiu quatro artigos do Código de Ética Médica. Acumulando mais de 500 mil seguidores, Gabriel Almeida é conhecido nas redes sociais por receitar Mounjaro como receita de emagrecimento.

Mounjaro é aprovado como tratamento para a perda de peso pela Anvisa no Brasil
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta segunda-feira (9). 

 

Já a Ozempic (semaglutida), que está sendo vendida desde maio, mas era permitida somente para tratar a diabete tipo 2, também passou a ser utilizada no tratamento da obesidade. 

 

Com isso, a autorização da Anvisa possibilita que o produto seja indicado para obesidade desde que a doença esteja relacionada a pelo menos uma comorbidade. A aplicação do medicamento acontece de forma injetável e semanal. As marcas estarão disponíveis nas dosagens 2,5 mg e 5 mg.

 

Na última semana, os valores das canetas injetáveis Ozempic e Wegovy foram reduzidos no Brasil. A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelos produtos, informou, por meio de comunicado, que a medida tem o intuito de tornar os tratamentos de diabetes e obesidade mais acessíveis e para diminuir também o aumento de falsificação e manipulação das marcas. 

 

O reajuste foi feito nas principais plataformas de e-commerce das grandes redes de farmacêuticas brasileiras e também no varejo físico.

 

“Esse ajuste na nossa política de preços é um passo fundamental para garantir que mais pessoas tenham acesso aos tratamentos necessários para o controle de doenças crônicas. Com o abastecimento diz a fabricante”, afirmou a general manager da entidade, Isabella Wanderley. 

Canetas emagrecedoras podem afetar eficácia da pílula anticoncepcional, diz agência do Reino Unido
Foto: Reprodução Wegovy

 

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido emitiu um alerta para mulheres que utilizam Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Segundo a entidade, as pacientes devem “usar contracepção eficaz enquanto estiverem usando esses medicamentos e, em alguns casos, por até dois meses após interromper o uso antes de tentar engravidar”.

 

A agência informou que o Mounjaro, por exemplo, pode diminuir a eficácia da pílula oral. 

 

“A contracepção eficaz inclui métodos orais (a pílula) e não orais (implante, DIU ou preservativos). No entanto, o Mounjaro pode reduzir a eficácia dos anticoncepcionais orais em pessoas com sobrepeso. Portanto, pessoas com sobrepeso que usam Mounjaro e fazem uso de anticoncepcional oral são orientadas a usar também um método não oral de contracepção”, descreveu o alerta. 

 

De acordo com publicação do O GLOBO, a agência da Inglaterra informou que a contracepção é importante porque os medicamentos não devem ser usados durante a gravidez, enquanto a mulher tenta uma gestação ou durante a amamentação. 

 

A autoridade de saúde comunicou que não há dados suficientes sobre a segurança dos fármacos para a gestante ou para o bebê. 

Polícia Militar realiza operação contra roubos de medicamentos Ozempic e Mounjaro no recôncavo baiano
Foto: Reprodução / PM-BA

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), realizou nesta terça-feira (27) a Operação Dose Certa. A ação foi para combater furtos e roubos de medicamentos hormonais de alto valor, como Ozempic e Mounjaro, com apreensões em farmácias, Cruz das Almas, no Recôncavo baiano.

 

Segundo informações do Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, a operação foi desencadeada diante do aumento da demanda e do valor desses medicamentos no mercado, fatores que chamam atenção de criminosos.

 

A mobilização envolveu várias viaturas e efetivos que realizaram rondas ostensivas e abordagens em farmácias e unidades de saúde da cidade, visando tanto à prevenção quanto à repressão de crimes patrimoniais relacionados a esse tipo de produto.

 

Em meio a operação, os policiais também fizeram visitas a estabelecimentos farmacêuticos, onde farmacêuticos e funcionários receberam orientações sobre sinais de comportamentos suspeitos, tentativas de fraude e como agir diante de possíveis furtos ou roubos.

 

Segundo o coordenador da operação, o fortalecimento da relação entre a Polícia Militar e os profissionais da área de saúde é essencial para prevenir crimes e proteger não apenas os comerciantes, mas também a população que necessita desses medicamentos.

Mounjaro teria mais eficácia para perda de peso em comparação com Ozempic e Wegovy, diz estudo
Foto: Divulgação / Mounjaro

 

O estudo SURMOUNT-5, apresentado no Congresso Europeu de Obesidade (ECO) neste domingo (11), indicou que o medicamento mais eficaz para perder peso seria o Mounjaro. O produto teve eficácia superior ao do Ozempic e do Wegovy, remédios utilizados para tratar diabetes tipo 2 e que são utilizados também no tratamento para perder peso. 

 

Segundo a pesquisa publicada simultaneamente na revista científica New England Journal of Medicine, os resultados apontaram que os participantes tratados com a tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) registraram uma redução média de peso de 20,2% em comparação a 13,7% com a semaglutida (princípio ativo do Ozempic), no período de 72 semanas. 

 

De acordo com O GLOBO, a perda de peso relativa é 47% maior de uma marca para a outra. Conforme a reportagem, em média, os pacientes que usaram a tirzepatida perderam 22,8 kg, enquanto os que estavam em uso de semaglutida perderam 15 kg.

 

O Mounjaro obteve também outros resultados superiores nas  metas de redução de peso corporal. Cerca de 64,6% dos pacientes usando tirzepatida conseguiram alcançar pelo menos 15% de perda de peso, em comparação com 40,1% daqueles tratados com semaglutida.

 

Pessoas em tratamento com tirzepatida alcançaram uma redução média superior de circunferência de abdômen de 18,4 cm. Já os que foram tratados com semaglutida tiveram uma redução média de 13 cm.

 

No entanto, os efeitos colaterais relatados no estudo comparativo foram parecidos aos já apresentados em trabalhos anteriores, a exemplo de questões de gastrointestinal leves a moderados e outros eventos adversos

Procura por Mounjaro gera fila de espera uma semana antes de produto começar a ser vendido em lojas físicas
Foto: Divulgação / Mounjaro

O mounjaro ainda nem chegou nas prateleiras das farmácias brasileiras, mas já possui uma grande demanda. Isso porque, faltando alguns dias da entrada do produto, de forma oficial no mercado do Brasil, o medicamento já tem fila de espera durante a pré-venda. 

 

Atualmente no país, a única forma de conseguir adquirir a medicação é através de importação. Segundo publicação do O GLOBO, as redes de farmácias Drogarias Pacheco, a Drogaria São Paulo, a Droga Raia e a Drogasil (ambas RD Saúde), a Drogasmil e a Pague Menos disponibilizaram a pré-venda do fármaco online, uma semana antes da comercialização oficial nas lojas físicas, que será iniciada no próximo dia 15. 

 

De acordo com a reportagem, as drogarias São Paulo e Pacheco dispararam mensagens para pessoas com cadastro comunicando sobre a venda antecipada da caneta injetável. No endereço eletrônico, a pessoa que deseja o mounjaro pode escolher entre duas opções de dosagem do remédio, sendo 2,5 mg ou 5 mg. 

 

Em meio as propagações das vendas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta, na última segunda-feira (5), acerca da divulgação de peças de propaganda nas redes sociais com links para ofertas do medicamento no site oficial da autarquia. 

 

"A Anvisa não comercializa qualquer medicamento ou serve de intermediária para a sua venda", disse a nota da agência.

 

Conforme O GLOBO, a demanda por outras marcas do tipo também registrou uma ascensão depois da mudança de regras para a venda de análogos de GLP-1, a categoria de remédios do Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro e o comprimido Rybelsus. 

 

No dia 23 de junho a Anvisa determinou que será obrigatório a retenção de receitas por farmácias. Foi estabelecido ainda que as prescrições serão válidas somente por 90 dias a partir da data de emissão.

Após denúncia, operação apreende canetas de Mounjaro e Ozempic em clínica particular de Vitória da Conquista
Foto: Reprodução / Blog do Anderson

Uma ação apreendeu canetas de Mounjaro e Ozempic, medicamentos usados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, em uma clínica particular de Vitória da Conquista, no Sudoeste, nesta quinta-feira (20).

 

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

 

Uma denúncia de venda ilegal recebida pela Polícia Federal (PF) motivou a operação feita em conjunto com o Conselho Regional de Farmácia (CRF) e a Vigilância Sanitária do município.

 

Segundo o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a clínica não chegou a ser interditada. Conforme a Lei nº 5.991, a venda de medicamentos é privativa de farmácias, drogarias, postos de medicamentos, unidades volantes e dispensários de medicamentos.

 

Apesar de ter sido aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], o Mounjaro ainda não teve a venda permitida, que deve ocorrer só a partir de junho. A importação só pode ser feita por pessoa física, mediante receita médica. Já o Ozempic pode ser vendido no país. Além de canetas de Mounjaro e Ozempic, a ação apreendeu medicamentos manipulados na clínica. 

Receita Federal apreende 100 canetas de Mounjaro embaixo de roupa de homem no Aeroporto de Salvador
Foto: Divulgação Receita Federal

Um homem de 22 anos foi encontrado com 100 canetas do medicamento Mounjaro, na noite desta segunda-feira (10), no Aeroporto de Salvador. Os produtos estavam escondidas embaixo da roupa do jovem. Natural de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, ele chegou em um voo oriundo de Paris, na França. 

 

O suspeito foi localizado após ser escolhido pela equipe de vigilância para ser revistado pessoalmente. No ato, o homem afirmou que comprou as canetas em Londres. Segundo a Receita Federal, ele teria ligação familiar com outros suspeitos de transportar este tipo de produto, de forma irregular, visando a comercialização em clínicas. 

 

A receita agora vai fazer uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para seguir com as investigações e apurações do caso. 

 

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), o remédio tem a Tirzepatida como princípio ativo. O item é recomendado para tratamento contra a diabetes tipo 2, e utilizado por alguns pacientes para a perda de peso.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Carlos Muniz é o entrevista do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é transmitido a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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