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FAFEN-BA reativa produção de fertilizante e gera empregos diretos na indústria em Camaçari

Por Redação

Foto: Divulgação / Petrobras

O polo industrial de Camaçari vive um momento diferente com o anúncio oficial do início no começo desse ano das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN). Após a conclusão das manutenções no mês passado, a planta entrou agora em fase de comissionamento de partida, com a expectativa de que a produção de ureia seja plenamente estabelecida até o final deste mês de janeiro.

 

A reativação da FAFEN-BA é parte de um investimento inicial de R$ 76 milhões dividido entre as unidades da Bahia e Sergipe. Na prática, o retorno das atividades representa um alívio imediato para o mercado de trabalho local: juntas, as plantas estão gerando 1.350 empregos diretos e mais de 4.000 postos indiretos, movimentando toda a cadeia de serviços da Região Metropolitana de Salvador e no estado de Sergipe.

 

Além da fábrica em Camaçari, a operação baiana é integrada, contemplando também os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia localizados no Porto de Aratu, em Candeias. Essa logística é fundamental para o escoamento da produção e para o abastecimento do agronegócio e de diversos setores industriais.

 

Foto: Divulgação / Petrobras

 

A importância da FAFEN-BA vai além das fronteiras estaduais. Atualmente, o Brasil depende fortemente da importação de ureia. Com o pleno funcionamento das unidades do Nordeste e da planta de Araucária no Paraná, a Petrobras passará a suprir 20% de toda a demanda nacional de ureia (composto industrial importante para fertilizar o solo).

 

"Com a retomada da produção nacional, ampliamos a oferta do insumo no mercado interno e reduzimos a dependência externa", defende William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras. Segundo ele, o uso do gás natural como matéria-prima agrega valor à produção da própria companhia e fortalece a segurança alimentar do país.

 

A unidade baiana terá capacidade de produzir 1.300 toneladas de ureia por dia (5% do mercado nacional), além de amônia e ARLA 32.

  • Ureia: Essencial para fertilizantes e alimentação animal.

  • ARLA 32: Produto estratégico para a redução de emissões em veículos pesados, auxiliando no cumprimento de metas ambientais.

  • Indústria: Atendimento aos setores têxteis, de tintas e de papel e celulose.

 

Com a expectativa de elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, a Bahia consolida-se novamente como peça-chave no tabuleiro da indústria de fertilizantes do Brasil.