Presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por suspeita de corrupção
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prendeu Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", durante uma operação de combate a um esquema de corrupção. Segundo as investigações, o Instituto Rio Metrópole (IRM), presidido por Didê, estava envolvido no desvio de recursos públicos que, somados, ultrapassam o valor de R$ 86 milhões.
Dados do portal g1 apontam que o esquema consistia na assinatura de contratos ilegais e no direcionamento de licitações fraudulentas. A fraude ocorria por meio do repasse de grandes somas de dinheiro para uma empresa de fachada, que realizava saques em espécie para dificultar o rastreamento dos valores pelos órgãos de controle.
Durante a ação, também foram presos Amanda Íthala Santos da Paschoa, Caroline Soares Barros, Franquis Dias Nepomuceno e Marcelo Lopes da Silva. Já Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido pela Justiça.
O IRM é o órgão executivo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), responsável por implementar as decisões tomadas pelo seu Conselho Deliberativo. Sua missão institucional é garantir o suporte necessário para o cumprimento das atribuições do Conselho, especialmente no detalhamento de diretrizes gerais, planos e normas metropolitanas. O instituto atua diretamente na elaboração de projetos de grande escala nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.
Em nota, o Governo do Estado do Rio de Janeiro reforçou seu compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção. A gestão estadual explicou que “identificou indícios de irregularidades nos contratos por meio de uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Instituto Rio Metrópole (IRM). Assim que os relatórios foram concluídos, o material foi formalmente encaminhado ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais”.
