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Bahia gasta R$ 4,8 bilhões com sistema de Justiça e fica entre estados com maior volume de créditos adicionais

Por Leonardo Almeida

Foto: Bahia Notícias

A Bahia destinou R$ 4,8 bilhões ao seu sistema de Justiça em 2024, o que representa pouco mais de 7% de todo o orçamento estadual. Esse dado, revelado pela Plataforma JUSTA, coloca o estado em uma posição de destaque no Nordeste e em um grupo intermediário no ranking de gastos de todo o Brasil. Para se ter uma ideia da comparação nacional, estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a lista, chegando a gastar entre R$ 11 e R$ 18 bilhões com suas instituições judiciais.

 

Um ponto que chama a atenção no levantamento é para onde esse dinheiro vai. Na Bahia, quase 74% do montante total, cerca de R$ 3,6 bilhões, é usado exclusivamente para pagar salários e benefícios dos funcionários, a chamada folha de pagamento. Esse índice baiano está entre os mais altos do país, ficando atrás apenas de Pernambuco e Sergipe na análise proporcional. Além disso, o custo dessas instituições na Bahia cresceu mais rápido do que o próprio orçamento geral do estado entre 2023 e 2024.

 

Outro detalhe importante envolve os chamados "créditos adicionais", que são valores extras liberados além do que foi planejado no início do ano. A Bahia aparece entre os cinco estados que mais receberam esses recursos suplementares em 2024, ficando ao lado de estados como Paraná e São Paulo.

 

Grande parte desse dinheiro extra também foi carimbada para cobrir despesas com pessoal, reforçando uma dependência de verbas que não estavam previstas no orçamento original.

 

De forma geral, o estudo mostra que a Bahia segue uma tendência nacional onde a maior parte dos gastos com Justiça, cerca de 94% no consolidado de todos os estados, é voltada para o pagamento de servidores. Mesmo não sendo o estado que mais gasta em valores totais, o governo baiano mantém um custo elevado e crescente para manter o funcionamento de seus tribunais, Ministérios Públicos e Defensorias, sempre com um peso muito forte nos gastos com pessoal e na necessidade de verbas extras ao longo do ano.