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Em evento de 40 anos da FGM, estátua de Moraes Moreira é inaugurada em frente à Praça Castro Alves

Por Laiane Apresentação / Eduarda Pinto

Foto: Laiane Apresentação / Bahia Notícias

O artista baiano Antônio Carlos Moraes Pires, Moraes Moreira, foi homenageado com uma estátua em frente à Praça Castro Alves, no Centro Histórico de Salvador. A escultura, criada pelo artista Roberto Manga, foi inaugurada nesta quinta-feira (12), durante o evento de comemoração aos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM), autarquia vinculada à Secretaria Municipal de Cultura de Salvador (Secult).

 

Ao Bahia Notícias, Roberto detalhou o processo da escolha do artista responsável pela homenagem e o conceito da obra. "Eu fico lisonjeado porque, na época, a escolha foi para que fosse um artista baiano, que não fosse tão conhecido do público, mas que já atuasse fazendo figura humana, expressiva e realista. Então houve a necessidade, a busca real, de ter um artista que pudesse representá-lo e pudesse sintetizar a expressão do artista Moraes junto com o público, a história dele, a expressão dele", explica.

 


Foto: Laiane Apresentação / Bahia Notícias

 

Manga conta que, em sua obra, tentou sintetizar parte da história do membro fundador dos Novos Baianos, como forma de honrar seu legado. "O artista não pode ser produzido somente no final da vida dele. Ele tem que fazer um somatório de tudo, dividir, mas ter uma noção exata do que você está mostrando. Então, Moraes Moreira representa muito a vibra vida, a história do carnaval da cidade", destaca.

 

Moraes Moreira, nascido em Ituaçu, no interior da Bahia, foi um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB) nos anos 70 junto ao seu grupo, Novos Baianos. Moraes faleceu em abril de 2020 após um episódio de infarto agudo. Roberto relembra que um dos pontos mais brilhantes da trajetória de Moraes foi sua relação com o Carnaval, onde ele se consolidou como o primeiro cantor a puxar um trio elétrico em Salvador, com exceção dos irmãos Macedo.

 

"O trio foi inventado, mas quem foi o primeiro cantor? Moraes Moreira. Então ele é um representante nato do que é a cultura baiana, é um representante nato do que é inovação, criatividade, expressividade. Algumas vezes eu presenciei ele tocando aqui [na Praça Castro Alves], e assim, ele tinha uma magia em cima disso", reflete o artista plástico.

 

Por fim, Roberto Manga afirma que o local da homenagem também comunica muito sobre o artista: "E ele está no lugar que ele tinha que estar, na Praça Castro Alves, próximo do público e a gente podendo viver e entender quem é Moraes, preservar a memória dele, a história dele, você ter a fisionomia dele vibrando na cidade. Então, para mim foi uma maravilha para o meu trabalho e estar podendo representá-lo, para mim é muito orgulho", finaliza.