Richarlison volta a cobrar solução sobre mansão ligada a aliado de Flávio Bolsonaro: "Só quero o que é meu"
Por Redação
Atacante com passagens pela Seleção Brasileira, Richarlison voltou a falar sobre a disputa envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Neste domingo (11), em vídeo publicado nas redes sociais, o jogador rebateu críticas por cobrar soluções sobre o caso. Richarlison afirmou que não pretende recuperar o imóvel, mas sim receber de volta o dinheiro investido.
A propriedade, avaliada em R$ 10 milhões, foi adquirida por uma empresa ligada ao jogador e posteriormente passou a ser alvo de uma ação envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu", declarou o atacante.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz, e as ações foram encerradas após a desistência dos autores.
Ainda na publicação, Richarlison criticou quem questiona suas reivindicações pelo fato de ele morar na Europa. Com vínculo contratual com o Tottenham, ele vive na Inglaterra.
Segundo o atleta, os direitos sobre o imóvel foram adquiridos com dinheiro obtido por meio de seu trabalho. Ele também acusou seu ex-empresário, Renato Velasco, de ter participado do episódio. Richarlison afirma que pessoas armadas chegaram ao local e expulsaram ocupantes da propriedade, entre eles a mulher de Velasco, que estava grávida à época.
"A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto. Não roubei ninguém", afirmou.
O jogador ainda declarou que não pretende se envolver com política e que suas iniciativas sociais não têm motivação partidária. "As coisas que eu faço pelo Brasil, faço por mim mesmo, faço de coração", disse, fazendo referência a ações sociais que realiza, incluindo ajuda a crianças que precisam de cirurgias. Segundo ele, são destinados cerca de R$ 3 milhões por ano a doações no Brasil, usando recursos próprios.
