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Notícia

Edu Mariano aponta falta de competições regionais como entrave ao basquete baiano: “Fica difícil para as atletas”

Por Sara Santos

Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias

O técnico e idealizador do Salvador Basketball, Edu Mariano, afirmou que a ausência de competições regionais é um dos principais fatores que dificultam o desenvolvimento do basquete na Bahia. Em entrevista ao podcast BN na Bola, nesta terça-feira (5), ele destacou que a falta de calendário competitivo compromete a preparação das atletas para torneios nacionais.

 

Segundo Mariano, o cenário local ainda sofre com limitações estruturais e escassez de ginásios adequados. 

 

“Hoje a gente está sem estrutura. Num projeto social, muitas vezes a gente treina em quadra externa, sem material adequado. E quando a gente fala de competições, esbarra nisso também, porque não tem ginásio, não tem espaço. A gente fala de basquete hoje, amanhã, mas sem estrutura fica difícil sustentar”, afirmou.

 

O treinador também comparou a realidade baiana com estados como São Paulo, onde há maior volume de competições ao longo do ano. 

 

“O feminino aqui tem quatro equipes. A gente tenta fazer um campeonato de três meses. Se comparar com São Paulo, que tem Copa São Paulo, Paulista, Torneio Início, as meninas jogam o ano inteiro. Chegam na liga mais preparadas e conseguem até viver do basquete. Aqui, com poucos jogos, isso fica inviável”, explicou.

 

Para ele, a criação de torneios regionais, como uma possível Copa Nordeste de basquete feminino, seria fundamental para fortalecer a modalidade. 

 

“A gente precisa começar a criar essas competições. O bom da Bahia é o baiano, só que muitas vezes a gente esquece de ter as competições do baiano. Sem isso, fica difícil até para mostrar o potencial das atletas e atrair investidores”.


 

Mariano ainda alertou que a falta de oportunidades locais tem levado atletas a deixarem o estado em busca de desenvolvimento em outras regiões. 

 

“A gente tem jogadoras excelentes aqui na Bahia, mas quando você pergunta onde jogaram, qual campeonato disputaram, fica difícil responder. Muitas acabam saindo para São Paulo, Recife, Rio Grande do Norte, porque precisam desse volume de jogos. Se a gente não criar esse ambiente aqui, a gente continua perdendo talentos”, disse

 

Questionado sobre o retorno da Federação Baiana de Basquete referente aos possíveis campeonatos, Edu explicou que o quantitativo de equipes ainda é um entrave para a organização de torneios. 

 

“Hoje a gente tem poucas equipes. No feminino, por exemplo, são quatro times, e a gente tenta montar um campeonato curto. Isso dificulta ter um calendário mais robusto. Quando a gente compara com outros estados, que têm várias competições e muitos times, entende porque lá o esporte gira mais”, concluiu.

 



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