Jogadores que tamparem a boca na Copa do Mundo poderão ser expulsos; abandono de partida também será punido
Por Redação
Em uma reunião especial realizada em Vancouver, no Canadá, nesta terça-feira (28), a IFAB (International Football Association Board) aprovou por unanimidade duas alterações propostas pela FIFA ao regulamento. Segundo a entidade, o objetivo é combater comportamentos discriminatórios e condutas antidesportivas.
Conforme acordado na Assembleia Geral Anual (AGM) da IFAB em fevereiro, essas decisões seguem consultas minuciosas lideradas pela FIFA com as principais partes interessadas. Confira as mudanças:
- Cobertura da boca em confrontos: A critério da organização da competição, qualquer jogador que cobrir a boca em uma situação de confronto com um adversário poderá ser punido com cartão vermelho.
- Abandono de campo em protesto: O árbitro poderá expulsar qualquer jogador que deixe o gramado em protesto contra uma decisão da arbitragem. A regra também se aplica a membros da comissão técnica que incitem os atletas ao abandono.
- Derrota por WO: Uma equipe que causar o abandono definitivo de uma partida, em princípio, será declarada perdedora por WO.
Segundo a FIFA, essas alterações serão comunicadas oficialmente às 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 nas próximas semanas.
Contexto e polêmicas
As decisões foram motivadas por episódios recentes. A proibição de tapar a boca surge após o caso envolvendo o atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de ofensas racistas contra o brasileiro Vinícius Jr. na Champions League.
Prestianni teria proferido insultos cobrindo a boca para evitar a leitura labial; ele negou o racismo, alegando ter usado um termo homofóbico ("maricón"), e acabou punido com seis jogos de suspensão.
Já a medida contra o abandono de campo é uma resposta ao caos ocorrido na final da Copa Africana de Nações deste ano. Na ocasião, a delegação de Senegal deixou o gramado em Rabat após um pênalti marcado a favor do Marrocos nos acréscimos.
Apesar de ter vencido a partida na prorrogação, Senegal teve o título retirado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em uma decisão anunciada no mês passado.
