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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

fifa

Seleção Brasileira é ultrapassada por Portugal no Ranking da Fifa após amistosos
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Foi divulgada nesta quarta-feira (7), pela Fifa, a atualização do ranking de seleções. A Espanha, que conquistou o bicampeonato mundial em julho, segue em primeiro lugar e ampliou a vantagem com as vitórias na Liga das Nações da Uefa. O Brasil perdeu uma posição e agora aparece em sexto lugar após ter sido ultrapassado por Portugal.

 

Dentro da Super Data Fifa, a seleção espanhola teve uma sequência de quatro vitórias nas primeiras rodadas das Ligas das Nações. Venceu a Inglaterra por 3 a 2, derrotou a Croácia duas vezes (4 a 1 e 2 a 1) e bateu a República Tcheca por 3 a 1.

 

No retrospecto recente, a Espanha tem 11 vitórias consecutivas e não sabe o que é sentir o gosto de uma derrota desde março de 2024, quando perdeu por 1 a 0 para a Colômbia, em um amistoso. Agora a distância para a Argentina, segunda colocada no ranking e derrotada pelos espanhóis na final da Copa, é de 38,77 pontos.

 

A seleção portuguesa também venceu todos os jogos que disputou nesta Data Fifa. Mesmo vivendo a crise envolvendo Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, a equipe bateu País de Gales por 1 a 0, Noruega duas vezes por 2 a 1, e por fim, Dinamarca por 4 a 2. Dentre as seleções do Top 10, Portugal foi a única que subiu uma casa no ranking.

 

A Seleção Brasileira caiu duas posições no ranking logo depois de enfrentar a Austrália em duas oportunidades (tendo um empate por 1 a 1 e uma vitória por 4 a 2) e ganhar da Índia por 4 a 0.

 

A próxima atualização de ranking vai ser divulgada pela Fifa no dia 18 de novembro, um dia depois do Brasil enfrentar Singapura, no Estádio Nacional de Singapura. A arena é o mesmo palco do confronto da Seleção Brasileira contra o Japão, no dia 14.

São Paulo pode perder pontos no Campeonato Brasileiro por conta de transfer ban da Fifa
Foto: Lucas Ryder/São Paulo FC

O São Paulo corre o risco de perder até seis pontos no Campeonato Brasileiro caso não quite uma dívida de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) com os agentes do meia Galoppo. A punição foi determinada pela Fifa na última sexta-feira (2) e também resultou em um transfer ban para o clube.

 

A entidade estabeleceu dois prazos para o São Paulo. O clube precisa pagar a taxa referente à punição até 30 de outubro e tem até o início de dezembro para quitar a dívida com os agentes. Caso o débito não seja resolvido, a sanção poderá ser agravada.

 

O transfer ban decorrente de uma dívida não implica, por si só, perda de pontos. No entanto, a decisão da Fifa no caso do São Paulo prevê expressamente a possibilidade de uma dedução de até seis pontos em caso de descumprimento.

 

A medida está relacionada ao artigo 21 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê punições para clubes que não cumprem decisões da entidade. Em situações de reincidência, descumprimento persistente ou infrações consideradas graves, as sanções podem ser ampliadas, incluindo perda de pontos e até rebaixamento.

 

O São Paulo já sofreu outro transfer ban nesta temporada. A primeira punição ocorreu em razão de um atraso no pagamento à Lazio pela contratação de Marcos Antônio e foi encerrada após o clube quitar o débito, em agosto.

 

O prazo de 60 dias estabelecido pela Fifa para o pagamento da dívida com os representantes de Galoppo termina em 2 de dezembro, justamente na data prevista para a última rodada do Brasileirão.

 

Atualmente, o São Paulo ocupa a 11ª colocação, com 36 pontos. Se a perda máxima de seis pontos fosse aplicada imediatamente, o Tricolor passaria a ter 30 e poderia cair para a 16ª posição, ficando apenas um ponto acima do Grêmio, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.

Federação da Noruega questiona gestão de Infantino e aciona órgãos internos da Fifa; entenda
Foto: Divulgação / Fifa

A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) apresentou duas ações formais à FIFA envolvendo o presidente da entidade, Gianni Infantino. Os documentos foram encaminhados ao Comitê de Ética e ao Comitê de Governança, Auditoria e Compliance (GACC) e pedem apurações sobre três episódios ocorridos nos últimos meses.

 

As iniciativas tratam da criação e entrega do Prêmio da Paz da FIFA ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da condução do processo disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026 e do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).

 

A decisão de apresentar as duas manifestações foi aprovada por unanimidade pelo conselho da federação norueguesa em 7 de agosto. Os documentos foram enviados nesta segunda-feira (5), e a NFF tornou o conteúdo público nesta terça (6). 

 

Apesar de serem tratadas como uma dupla denúncia, as medidas possuem objetivos diferentes. Ao Comitê de Ética, a Noruega pede uma investigação independente para determinar se Infantino ou outros dirigentes violaram o Código de Ética da FIFA. Já ao GACC, o pedido é para que sejam analisados os processos de decisão, fiscalização e controle interno da entidade.

 

PRÊMIO DA PAZ A DONALD TRUMP
O primeiro ponto envolve o Prêmio da Paz da FIFA, criado em 2025 e entregue a Donald Trump no fim daquele ano.

 

A federação norueguesa quer esclarecimentos sobre como a premiação foi criada, quem autorizou a iniciativa e se o Conselho da FIFA deveria ter participado da decisão. A NFF também questiona se a criação e a entrega do prêmio respeitaram as regras de neutralidade política previstas pela entidade.

 

CASO BALOGUN NA COPA DO MUNDO
Outro episódio citado é o caso de Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante dos Estados Unidos recebeu um cartão vermelho e, inicialmente, estaria suspenso para o compromisso seguinte.

 

A controvérsia surgiu após relatos de que Donald Trump teria entrado em contato com Infantino e pedido uma revisão do caso. Posteriormente, a suspensão de Balogun foi retirada, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica.

 

A NFF quer que a FIFA esclareça quem participou das conversas, se houve interferência externa na decisão disciplinar e se a independência do processo foi preservada.

 

FIFA FORWARD ENTERPRISE
O terceiro ponto envolve o FIFA Forward Enterprise, projeto que previa a criação de uma estrutura comercial responsável por parte dos direitos das principais competições da FIFA, com participação de investidores privados.

 

A proposta previa a venda de uma participação de até 20% da nova empresa. O projeto recebeu forte resistência de entidades do futebol e acabou retirado pela FIFA no fim de julho. 

 

A Noruega questiona como a proposta avançou sem conhecimento ou participação prévia do Conselho da FIFA e também pede que sejam analisados os contatos entre dirigentes da entidade e potenciais investidores.

 

Entre os investidores relacionados ao projeto estava a Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A ligação também aparece entre os pontos de atenção levantados nas discussões sobre o projeto. 

 

INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE
Presidente da Federação Norueguesa, Lise Klaveness afirmou que o objetivo não é antecipar uma conclusão sobre a conduta de Infantino, mas fazer com que os órgãos independentes da FIFA estabeleçam os fatos.

 

“Cada um desses casos deve ser avaliado com base em seus próprios fatos”, afirmou a dirigente.

 

A NFF também solicitou que documentos e comunicações relacionados aos três episódios sejam disponibilizados às federações filiadas.

 

Até o momento, as manifestações representam pedidos de investigação e não significam que Infantino tenha sido considerado culpado de qualquer violação. A abertura de procedimentos formais e eventuais punições dependerão da análise dos órgãos da FIFA.

 

Em manifestação anterior sobre críticas à sua gestão, a FIFA afirmou que Infantino foi eleito democraticamente pelas federações filiadas e classificou acusações contra o presidente como parte de uma tentativa de enfraquecer a entidade e sua liderança.

Brasil é ultrapassado por Portugal e deixa top 5 do ranking da Fifa
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira foi ultrapassada por Portugal e caiu para a sexta colocação no ranking ao vivo da Fifa nesta segunda-feira (5). A equipe comandada por Carlo Ancelotti aparece com 1.806,51 pontos, contra 1.807,69 dos portugueses, que assumiram o quinto lugar. 


Mesmo com duas vitórias e um empate na última Super Data Fifa, o Brasil acrescentou apenas 1,59 ponto à pontuação. O empate com a Austrália representou perda de 2,02 pontos, enquanto a vitória no segundo confronto contra os australianos rendeu 3,01. Já a goleada por 4 a 0 sobre a Índia acrescentou somente 0,60. 


O impacto reduzido do triunfo sobre os indianos está relacionado à posição do adversário no ranking mundial. A Índia ocupa apenas a 138ª colocação, o que diminui o peso do resultado no cálculo utilizado pela Fifa.


Portugal, por outro lado, aproveitou a sequência de resultados na Liga das Nações. Sob o comando de Jorge Jesus, a equipe venceu País de Gales, Noruega, novamente a Noruega e Dinamarca, somando 19,84 pontos durante a janela internacional. 


Com isso, os portugueses avançaram duas posições, ultrapassaram Brasil e Marrocos e retornaram ao top 5 mundial. Portugal não ocupava uma das cinco primeiras colocações desde 2018. 


A Espanha permanece na liderança, seguida por Argentina, França e Inglaterra. Brasil e Marrocos aparecem logo atrás de Portugal, separados por pouco mais de dois pontos entre o quinto e o sétimo colocados. 


RANKING AO VIVO DA FIFA
1. Espanha – 2.007,86 pontos
2. Argentina – 1.972,17
3. França – 1.953,72
4. Inglaterra – 1.923,43
5. Portugal – 1.807,69
6. Brasil – 1.806,51
7. Marrocos – 1.805,34
8. Bélgica – 1.784,31
9. Holanda – 1.778,61
10. México – 1.746,04 

Fifa conclui terceira rodada de inspeções em estádios da Copa do Mundo Feminina de 2027
Foto: Maurícia da Matta/Divulgação

A nove meses do apito inicial, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou a conclusão da terceira rodada de inspeções pelos estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. 


As visitas ocorreram regularmente desde 2024, com cem funcionários e fornecedores da entidade mundial, e rodou as oito praças esportivas: Casa de Apostas Arena Fonte Nova (Salvador), Beira-Rio (Porto Alegre), Maracanã (Rio de Janeiro), Mineirão (Belo Horizonte), Estádio Nacional (Brasília), Arena Itaquera (São Paulo), Castelão (Fortaleza) e Arena Pernambuco (Recife).


"Para garantir uma experiência de alto nível durante toda a competição, a Fifa realiza um planejamento específico para cada cidade-sede, já que cada estádio possui características únicas. A publicação da tabela de jogos representou um marco importante, pois transformou as suposições de planejamento em planos operacionais concretos. Cada cidade-sede e estádio agora sabe as datas em que as partidas e fases da competição serão disputadas em seu estádio e pode ajustar os cronogramas operacionais", afirmou Rhiannon Martin, diretora da Copa do Mundo Feminina da Fifa.


O processo de inspeção aos oito estádios durou cerca de 10 dias, com o Beira-Rio recebendo a primeira visita e a Arena Pernambuco a última.


"As inspeções proporcionam uma oportunidade de vermos por nós mesmos o que foi planejado e monitorado virtualmente todos os meses. Em cada visita, nos atualizamos sobre os requisitos da Fifa , fazemos ajustes para adaptá-los às nossas operações e garantimos que se encaixem na estrutura existente do estádio. Reunimos todas as áreas funcionais do evento no mesmo espaço, explorando todos os fluxos operacionais e buscando soluções técnicas e de infraestrutura. Sempre que surgem dúvidas, resolvemo-las e saímos daqui com um plano operacional muito mais sólido", afirmou Thiago Jannuzzi, Diretor Executivo de Operações da FIFA 27, subsidiária local da Fifa.


Pela primeira vez sediada na América do Sul, a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 será realizada de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano. A Arena Fonte Nova receberá 7 partidas da competição, serão seis confrontos pela fase de grupos e uma pelas oitavas de final.

 

  • 25 de junho de 2027 (sexta-feira): Jogo 2 (Grupo A)
  • 27 de junho de 2027 (domingo): Jogo 11 (Grupo F)
  • 29 de junho de 2027 (terça-feira): Jogo 16 (Grupo H)
  • 2 de julho de 2027 (sexta-feira): Jogo 26 (Grupo E)
  • 4 de julho de 2027 (domingo): Jogo 33 (Grupo A)
  • 7 de julho de 2027 (quarta-feira): Jogo 43 (Grupo F)
  • 12 de julho de 2027 (segunda-feira): Jogo 54 (Oitavas de final - 1º do Grupo G x 2º do Grupo H)
     

As seleções específicas que vão jogar na capital baiana só serão definidas após o sorteio oficial dos grupos da competição, que será realizado em dezembro.

Ceferin cobra abertura das contas da Fifa e propõe divisão de US$ 2,1 bilhões entre federações
Foto: Reprodução / UEFA / FIFA

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, ampliaram a pressão sobre a gestão financeira da Fifa. Os dirigentes solicitaram uma revisão independente das reservas da entidade e defenderam que parte do dinheiro acumulado seja distribuída diretamente às 211 federações filiadas.

 

Em carta encaminhada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, Ceferin e Montagliani propõem que cada associação nacional receba ao menos US$ 10 milhões no ciclo comercial de 2027 a 2030. O desembolso total seria de aproximadamente US$ 2,1 bilhões.

 

A reivindicação parte da projeção de que as reservas financeiras da FIFA podem chegar a cerca de US$ 6 bilhões ao fim do atual ciclo, valor considerado o maior já acumulado pela entidade.

 

Segundo a análise apresentada pelos dois dirigentes, o repasse poderia ser realizado sem comprometer a estabilidade financeira da Fifa. Mesmo após a distribuição e outros compromissos previstos, a entidade ainda manteria aproximadamente US$ 1,5 bilhão em reservas.

 

A proposta é independente dos recursos já distribuídos por meio do programa FIFA Forward e teria como finalidade ampliar investimentos em infraestrutura e desenvolvimento do futebol nas federações nacionais.

 

QUESTIONAMENTOS APÓS PROJETO COM INVESTIDORES
O movimento acontece após a FIFA abandonar o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE). A iniciativa previa a entrada de capital privado em uma estrutura responsável pela exploração comercial de competições da entidade.

 

Ceferin e Montagliani questionam se a operação era necessária diante da quantidade de recursos que a própria Fifa já possui em caixa. Para os dirigentes, a entidade teria capacidade para ampliar os repasses às federações sem vender participação nos direitos de suas competições ou exigir contrapartidas das associações.

 

A UEFA já havia criticado publicamente o projeto. Ceferin chegou a afirmar que a governança e os ativos do futebol não deveriam ser negociados sem transparência sobre os envolvidos e os possíveis beneficiários financeiros.

 

Além da proposta de distribuição, Uefa e Concacaf defendem que uma análise independente verifique as reservas, projeções e compromissos financeiros da Fifa antes que uma decisão seja tomada.

 

Os dirigentes solicitaram que o tema seja incluído na pauta da reunião do Conselho da FIFA marcada para 15 de outubro. A intenção também é buscar o apoio das demais confederações continentais para levar a discussão adiante.

 

Até a divulgação da proposta e a publicação desta nota, a FIFA não havia se manifestado sobre o pedido.

Presidente da Federação Inglesa cobra Infantino por documentos de projeto abandonado da Fifa
Foto: Pakawich Damrongkiattisak  / Fifa  

A presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, aumentou a pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e solicitou nesta semana a divulgação de todos os documentos relacionados ao projeto abandonado de permitir a entrada de investidores privados nos negócios comerciais das principais competições da entidade.

 

A dirigente também pediu informações sobre a decisão disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026.

 

Hewitt, que também ocupa uma das vice-presidências da Fifa e integra o Conselho da entidade, enviou uma carta a Infantino e ao secretário-geral Mattias Grafström. A intenção é que os documentos sejam disponibilizados antes da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro.

 

O principal foco do pedido é o projeto conhecido como Fifa Forward Enterprise (FFE). A proposta previa a transferência de direitos comerciais relacionados a competições como as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes para uma nova empresa, com participação de investidores privados.

 

O modelo estudado previa a comercialização de uma participação de aproximadamente 20% na nova estrutura. A iniciativa encontrou forte resistência de confederações e federações nacionais e acabou retirada pela Fifa.

 

Em agosto, Infantino pediu desculpas pela forma como a proposta foi conduzida. A Fifa posteriormente informou que realizará uma análise do processo e apresentará suas conclusões ao Conselho da entidade, mas ainda há cobranças para que a investigação tenha caráter independente e para que seja esclarecido quem ficará responsável pela revisão.

 

UEFA TAMBÉM PRESSIONA FIFA
A cobrança da Federação Inglesa rema nas mesmas águas da crise política entre a Fifa e algumas das principais entidades do futebol internacional. A Uefa é uma delas. 

 

A Uefa solicitou a uma corte federal dos Estados Unidos acesso a documentos e depoimentos relacionados à criação e estruturação do Fifa Forward Enterprise. A entidade europeia avalia utilizar o material em uma eventual ação criminal na Suíça contra Infantino e outros envolvidos no projeto.

 

Nos documentos apresentados à Justiça norte-americana, a Uefa questiona a forma como a proposta foi desenvolvida e alega que o Conselho da Fifa, as confederações e as associações nacionais não teriam sido consultados adequadamente. As alegações ainda não foram julgadas.

 

A entidade europeia também declarou ter perdido a confiança na gestão de Infantino e trabalha na busca por um nome para disputar a próxima eleição presidencial da Fifa. Nesta semana, a vice-presidente da Uefa Laura McAllister afirmou que a entidade procura um candidato capaz de apresentar uma plataforma voltada a reformas de governança e transparência.

 

CASO BALOGUN
Balogun havia recebido uma suspensão de uma partida após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. A punição colocaria o atacante fora das oitavas de final contra a Bélgica, mas a pena acabou suspensa por um ano, permitindo que o jogador estivesse disponível para o confronto.

 

A decisão ganhou repercussão porque ocorreu após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Infantino. O próprio Trump afirmou ter acompanhado o lance e pedido ao presidente da Fifa que o caso fosse revisto.

 

Infantino confirmou a conversa, mas negou qualquer interferência política na decisão. Segundo o dirigente, os órgãos judiciais da Fifa atuaram de forma independente e aplicaram o regulamento disciplinar sem participação da presidência da entidade.

 

É justamente a documentação sobre esse procedimento que Hewitt também quer disponibilizada aos integrantes do Conselho da Fifa.

 

NOVO MANDATO
Infantino, que dirige a entidade desde 2016, confirmou que será candidato a um novo mandato no Congresso marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.

 

Até o momento, nenhum adversário formalizou candidatura contra o dirigente. O prazo para apresentação dos nomes termina em novembro, enquanto a Uefa afirmou estar trabalhando para encontrar um concorrente para a eleição.

Marcelo de Lima Henrique encerra carreira na arbitragem após Clássico-Rei: "A vida continua"
Foto: Reprodução / ESPN Brasil

O árbitro Marcelo de Lima Henrique encerrou a carreira profissional neste domingo (13), após comandar o empate por 1 a 1 entre Fortaleza e Ceará, na Arena Castelão, pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Aos 55 anos, o carioca se despediu da arbitragem depois de 32 anos de trajetória.

 

Após o apito final do Clássico-Rei, jogadores das duas equipes cumprimentaram Marcelo, que se emocionou ao comentar o encerramento da carreira. Atualmente filiado à Federação Cearense de Futebol (FCF), ele agradeceu ao futebol do estado e indicou que pretende continuar ligado à arbitragem em outras funções.

 

 

“Só gratidão. É o futebol. Eu sou aquele menino que jogava pelada e queria estar nos campos e não consegui. E hoje Deus me deu muito mais do que eu sonhei. Estar encerrando essa trajetória de 32 anos aqui no Ceará não é para qualquer um. Eu espero que os cearenses entendam, de uma vez por todas, a grandeza deste estado, deste futebol”, afirmou, em entrevista concedida à ESPN.

 

PASSAGEM PELO QUADRO DA FIFA
Marcelo de Lima Henrique iniciou a trajetória como árbitro na década de 1990 e passou a integrar o quadro da Fifa em 2008, permanecendo até 2014. Ao longo da carreira, trabalhou em competições nacionais e internacionais e chegou a comandar 269 partidas da Série A do Campeonato Brasileiro.

 

Entre os jogos de destaque está a primeira partida da final da Copa do Brasil de 2014, entre Atlético-MG e Cruzeiro, vencida pelo Galo por 2 a 0, no Independência.

 

Depois de deixar o quadro da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), também teve passagem pela Federação Pernambucana de Futebol entre 2015 e 2017. Desde 2022, estava vinculado à Federação Cearense.

 

HISTÓRICO EM JOGOS DE BAHIA E VITÓRIA
Marcelo também esteve presente em partidas do futebol baiano ao longo da carreira. Entre elas, apitou o Ba-Vi de 2013 que terminou com vitória do Vitória por 7 a 3, além do empate por 0 a 0 entre os rivais no Campeonato Baiano de 2012.

 

Em 2026, antes da despedida, o árbitro seguiu atuando em competições como Série B, Série C, Série D, Copa do Brasil e Copa do Nordeste. A partida entre Fortaleza e Ceará foi escolhida para marcar oficialmente o fim da carreira.

 

“Muito obrigado aos dois gigantes do Ceará e muito obrigado àquelas equipes pequenas, de menor investimento, às quais eu me adaptei por pouco tempo. [...] Certamente, fica para a vida toda. E a vida continua”, declarou após o último jogo.

 

 

Morre Arnaldo Menezes, único árbitro representante da Bahia em uma Copa do Mundo
Foto: Divulgação

Arnaldo Menezes Pinto Filho, único árbitro baiano a atuar em uma Copa do Mundo, morreu neste sábado (12). Um dos principais nomes da arbitragem do estado, ele integrou o quadro da Fifa e participou de competições como Libertadores, Eliminatórias, Mundiais de base e Copa do Brasil. As informações preliminares foram divulgadas no portal Arena Livre e posteriormente confirmadas pelo Bahia Notícias.

 

Professor de Educação Física, Arnaldo iniciou a formação na arbitragem em 1982. Três anos depois, passou a integrar o quadro estadual e fez a estreia no Campeonato Baiano em uma partida entre Botafogo e Catuense.

 

Em 1989, entrou para o quadro nacional. A primeira atuação em uma competição organizada pela CBF aconteceu em um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro.

 

A carreira internacional começou em 1995, em uma partida entre Corinthians e Botafogo. Nos anos seguintes, Arnaldo passou a receber designações para competições da Conmebol e da Fifa.

 

COPA DO MUNDO DE 1998
O principal momento da carreira aconteceu na Copa do Mundo de 1998, disputada na França. Aos 42 anos, Arnaldo foi um dos dois representantes brasileiros na arbitragem do Mundial, ao lado do mineiro Márcio Rezende de Freitas.

 

O baiano trabalhou em quatro partidas da competição, incluindo um confronto pelas oitavas de final. Antes da Copa principal, Arnaldo também havia participado de torneios de base da Fifa. Foram três partidas no Mundial Sub-17 realizado no Paraguai e quatro no Mundial Sub-20, na Malásia, incluindo um duelo pelas oitavas de final.

 

No futebol brasileiro, também esteve em partidas de destaque da Copa do Brasil. Entre elas, a final de 1995 entre Flamengo e Grêmio, além de jogos envolvendo clubes como Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro.

 

FIM DA CARREIRA
Arnaldo encerrou a carreira em 2000, em uma partida entre Vasco da Gama e São Caetano. De acordo com o seu currículo, são aproximadamente 300 partidas pelo quadro da CBF e 200 pela Fifa ao longo da trajetória.

 

Antes de se consolidar como assistente, Arnaldo chegou a tentar carreira como árbitro central, mas optou pela função na linha lateral.

França retira apoio a Infantino para reeleição à presidência da Fifa, diz jornal
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz / Fifa

A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição para a presidência da Fifa, marcada para março de 2027, segundo informações publicadas pelo jornal Le Monde e confirmadas por uma fonte à agência Reuters. A decisão teria sido tomada pelo comitê executivo da entidade nesta quinta-feira (10), sob condução do presidente Philippe Diallo.

 

A FFF, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a retirada do apoio. Procurada pela Reuters, a federação informou que o comitê executivo ainda discutia o assunto. A informação, portanto, ainda dependia de uma manifestação formal da entidade francesa.

 

A mudança reverte a posição adotada anteriormente pela França. A FFF estava entre as federações que haviam manifestado apoio à permanência de Infantino no comando da Fifa.

 

Caso seja oficializada, a decisão colocará a França ao lado de outras federações europeias que já retiraram o respaldo ao dirigente, como Suécia, Escócia, Itália e Bélgica. A Federação Sueca citou problemas recorrentes de governança, transparência e gestão, enquanto a Itália criticou iniciativas recentes de Infantino relacionadas à administração das competições internacionais.

 

A Federação Belga também anunciou que não apoiará um novo mandato do suíço-italiano e apontou falta de transparência e problemas de governança.

 

A crescente oposição europeia ganhou força após a proposta da Fifa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova estrutura comercial que poderia receber investimentos privados.

 

O projeto previa a venda de aproximadamente 20% de participação na nova empresa, avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, com a possibilidade de arrecadar até US$ 4,2 bilhões. A estrutura administraria direitos comerciais relacionados a competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.

 

A iniciativa provocou forte reação da Uefa e de outras confederações. Diante da resistência, a Fifa anunciou em 31 de julho que não levaria o projeto adiante, afirmando que as divisões provocadas pela proposta contrariavam o objetivo inicial de unir o futebol.

 

O conflito também avançou para a esfera judicial. A Uefa busca acesso, nos Estados Unidos, a documentos relacionados ao projeto, com a intenção de avaliar possíveis medidas legais na Suíça.

 

A Fifa reagiu acusando a entidade europeia de promover uma “campanha de difamação” contra Infantino e sua administração. O episódio aumentou a tensão entre as duas organizações e fortaleceu a pressão pela saída do presidente da Fifa.

 

Infantino, que está no comando da Fifa desde 2016, confirmou que pretende disputar um quarto mandato em março de 2027. A entidade afirmou no último domingo (6) que nada mudou em relação à candidatura do dirigente. Até o momento, ele é o único candidato declarado ao cargo.

 

Apesar da perda de apoio entre diversas federações europeias, Infantino ainda conta com respaldo de importantes setores do futebol africano e sul-americano. A eleição será realizada no Congresso da Fifa, em março de 2027.

Governo Federal negocia com Fifa cota de ingressos populares para Copa Feminina 2027
Foto: Divulgação

O Governo Federal negocia junto à Federação Internacional do Futebol (Fifa) uma cota de ingressos a preços populares. A informação foi divulgada pela secretária Juliana Agatte, responsável pela Secretaria Extraordinária para competição, em entrevista ao ge. A entidade é ligada ao Ministério do Esporte.

 

"Nesse olhar do acesso e da democratização desse espaço, queremos que esse público diverso, com a cara do povo brasileiro, esteja presente nos estádios", afirmou.

 

Segundo Agatte, a Fifa tem se mostrado aberta à discussão e sensível à realidade brasileira. Esta é a primeira vez que um país Sul-Americano recebe o Mundial Feminino e 13 anos após o último campeonato Fifa realizado no país, sendo a Copa do Mundo Masculina de 2014.

 

Na última terça-feira (8), a federação internacional iniciou os estudos para definir os preços dos ingressos. Sem divulgar uma estimativa de valores, a entidade informou que pode variar conforme a cidade-sede.

 

A Fifa avalia fatores como acesso aos estádios, capacidade das arenas e partidas previstas em cada sede. O estudo também considera as expectativas do público e o modelo de comercialização mais adequado para cada capital.

 

JOGOS SEDIADOS EM SALVADOR
A capital baiana receberá sete partidas da competição, entre 25 de junho e 12 de julho. Na Casa de Apostas Arena Fonte Nova serão seis confrontos pela fase de grupos e uma pelas oitavas de final.

 

  • 25 de junho de 2027 (sexta-feira): Jogo 2 (Grupo A)
  • 27 de junho de 2027 (domingo): Jogo 11 (Grupo F)
  • 29 de junho de 2027 (terça-feira): Jogo 16 (Grupo H)
  • 2 de julho de 2027 (sexta-feira): Jogo 26 (Grupo E)
  • 4 de julho de 2027 (domingo): Jogo 33 (Grupo A)
  • 7 de julho de 2027 (quarta-feira): Jogo 43 (Grupo F)
  • 12 de julho de 2027 (segunda-feira): Jogo 54 (Oitavas de final - 1º do Grupo G x 2º do Grupo H)

 

Ao todo, 32 seleções participarão do torneio. As divisões por cidade-sede só serão definidas após o sorteio oficial dos grupos da competição, que será realizado em dezembro.

 

Brasil já está classificado por ser o anfitrião e disputará o título com outras 31 seleções (totalizando 32 equipes). Sob o comando de Arthur Elias, a Seleção Brasileira busca o título inédito. O melhor resultado do país na competição foi o vice-campeonato em 2007, contra a Alemanha.

Bélgica ameaça não apoiar reeleição de Infantino e cobra explicações da Fifa sobre caso Balogun
Foto: Reprodução / Redes Sociais / @belreddevils e @umnst

A Federação Belga de Futebol (RBFA) afirmou nesta segunda-feira que não apoiará uma nova candidatura de Gianni Infantino à presidência da Fifa caso não receba respostas consideradas satisfatórias sobre decisões recentes da entidade. A cobrança envolve o caso do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun na Copa do Mundo e outras questões ligadas à governança da federação internacional.

 

A Bélgica pediu esclarecimentos à Fifa sobre o processo disciplinar envolvendo Balogun. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho, mas teve a suspensão automática suspensa pela entidade, o que permitiu sua presença contra os belgas nas oitavas de final da Copa do Mundo.

 

O caso ganhou ainda mais repercussão porque, antes da decisão da Fifa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia pedido pessoalmente a Infantino uma revisão da situação do jogador.

 

Em comunicado, a RBFA afirmou que a entidade máxima do futebol mundial ainda não apresentou uma justificativa adequada para a decisão nem explicou como casos semelhantes serão tratados no futuro.

 

"É essencial que esses casos sejam tratados de forma transparente e rigorosa, no interesse da FIFA, da boa governança e da credibilidade do futebol internacional, com salvaguardas claras para o futuro", afirmou a federação belga.

 

A RBFA solicitou que a Fifa inclua o caso Balogun na pauta da próxima reunião do Conselho da entidade, marcada para o dia 15 de outubro.

 

Além da situação envolvendo o atacante norte-americano, a federação belga também questiona o programa FIFA Forward Enterprise. Segundo a RBFA, várias decisões e avaliações relacionadas ao projeto não foram justificadas de forma suficiente, o que amplia as preocupações sobre transparência e governança dentro da Fifa.

 

A entidade belga também se posicionou contra a proposta da Fifa de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. No comunicado, a federação afirmou seguir comprometida com "um modelo forte, independente e sustentável para o futebol internacional".

 

A presidente da RBFA, Pascale Van Damme, disse que a federação tentou tratar o tema de forma construtiva com a Fifa, mas ainda não recebeu respostas.

 

"Minha equipe na RBFA comunicou-se com a FIFA de maneira calma e construtiva, tanto durante quanto após a Copa do Mundo, a fim de obter esclarecimentos sobre o caso Balogun. Dois meses após os acontecimentos, constatamos que nossas perguntas permanecem sem resposta até hoje", afirmou.

 

"Considerando a importância da transparência e da clareza para todas as partes envolvidas, solicitamos os esclarecimentos necessários e, ao mesmo tempo, desejamos explorar onde são possíveis melhorias nos processos atuais", completou.

 

A federação belga informou ainda que segue em contato próximo com a UEFA sobre as duas questões e que continuará pressionando por maior transparência nos processos de tomada de decisão da Fifa.

Gianni Infantino disputará reeleição na Fifa em 2027, confirma porta-voz
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

O atual presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, mantém a intenção de disputar um novo mandato à frente da entidade em 2027. A informação foi confirmada neste domingo (6) por um porta-voz da Fifa a veículos europeus, como a Sky Sports e o jornal francês L'Équipe.

 

Segundo o representante, não houve mudança nos planos anunciados anteriormente pelo dirigente italiano. “O presidente da Fifa anunciou em abril que concorreria à reeleição em 2027. É claro que nada mudou. O Sr. Infantino concorrerá à reeleição”, afirmou.

 

A confirmação ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a gestão de Infantino na reta final de seu terceiro mandato. O dirigente foi alvo de críticas principalmente pela relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela influência atribuída ao norte-americano durante a organização da Copa do Mundo de 2026.

 

Outro episódio que gerou tensão envolveu uma proposta de participação de investidores privados em competições da Fifa. A iniciativa foi rejeitada e chegou a provocar uma ameaça de boicote por parte da Uefa, principal confederação do futebol europeu, a torneios organizados pela entidade máxima do futebol mundial. A confederação posteriormente abandonou a possibilidade de boicote, mas segue fazendo críticas à condução de Infantino.


Infantino está atualmente em seu terceiro mandato. Caso seja reeleito, poderá cumprir um quarto e último período no cargo, de acordo com as regras da Fifa. A eleição presidencial está marcada para março de 2027. Os interessados em concorrer ao cargo, no entanto, precisam oficializar suas candidaturas até 18 de novembro deste ano.

Salvador: Fifa abre inscrições para voluntários da Copa do Mundo Feminina 2027
Foto: Divulgação/Casa de Apostas Arena Fonte Nova

Com Salvador entre as oito cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) abriu, nesta quinta-feira (3), as inscrições para voluntários no torneio. O cadastro deve ser feito por meio do site da entidade.

 

Para participar do programa, os interessados devem ter pelo menos 18 anos no momento da inscrição, ser cidadãos brasileiros ou estar legalmente autorizados a entrar no Brasil durante a competição, além de ter disponibilidade para se comprometer com um número mínimo de turnos de trabalho voluntário durante o período operacional do torneio.

 

A federação não exige experiência prévia em voluntariado para participar, mas coloca o domínio do inglês ou de outras línguas como vantagem. O português, como idioma oficial do Brasil, é indispensável.

 

As manifestações de interesse foram abertas em julho e já receberam mais de 100 mil inscrições. O projeto vai reunir seis mil pessoas para ajudar na organização da competição, no período de 24 de junho a 25 de julho de 2027.

 

Os selecionados darão apoio em áreas como mídia, tecnologia, transporte, gestão de competições, cerimônias e operações de mão de obra, e estarão distribuídos por Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo — cidades que sediarão o Mundial.

 

Serão mais de 30 funções diferentes para os voluntários, dentro e fora dos locais de competição, incluindo estádios, aeroportos, centros de treinamento e hotéis.

 

JOGOS SEDIADOS EM SALVADOR
A Arena Fonte Nova receberá receberá sete partidas da competição, entre 25 de junho e 12 de julho. Serão seis confrontos pela fase de grupos e uma pelas oitavas de final.

 

  • 25 de junho de 2027 (sexta-feira): Jogo 2 (Grupo A)
  • 27 de junho de 2027 (domingo): Jogo 11 (Grupo F)
  • 29 de junho de 2027 (terça-feira): Jogo 16 (Grupo H)
  • 2 de julho de 2027 (sexta-feira): Jogo 26 (Grupo E)
  • 4 de julho de 2027 (domingo): Jogo 33 (Grupo A)
  • 7 de julho de 2027 (quarta-feira): Jogo 43 (Grupo F)
  • 12 de julho de 2027 (segunda-feira): Jogo 54 (Oitavas de final - 1º do Grupo G x 2º do Grupo H)

 

As seleções específicas que vão jogar na capital baiana só serão definidas após o sorteio oficial dos grupos da competição, que será realizado em dezembro.

 

COPA DO MUNDO FEMININA 2027 NO BRASIL
Esta é a primeira vez que um país sul-americano sedia o Mundial Feminino. O Brasil já está classificado por ser o anfitrião e disputará o título com outras 31 seleções (totalizando 32 equipes).

 

Sob o comando de Arthur Elias, a Seleção Brasileira busca o título inédito. O melhor resultado do país na competição foi o vice-campeonato em 2007, contra a Alemanha.

Proteção às mulheres entra no planejamento da Bahia para a Copa Feminina de 2027
Foto: Divulgação

Representantes do Estado da Bahia apresentaram, na última quarta-feira (26), propostas voltadas à proteção das mulheres e à integração entre as cidades que receberão partidas do da Copa do Mundo Feminina de 2027, durante o segundo e último dia do Workshop das Cidades-Sedes, realizado no Rio de Janeiro.

 

Entre as medidas defendidas pela delegação baiana estão a ampliação de ações de segurança para mulheres no sistema de transporte público de Salvador e a criação de um Fórum das Cidades-Sedes, que funcionaria como espaço permanente de articulação entre os oito municípios brasileiros escolhidos para receber jogos da competição.

 

Uma das principais propostas foi apresentada pela secretária de Políticas para as Mulheres do Estado, Camilla Batista. Ela defendeu que a campanha que disponibiliza vagão de uso exclusivo para mulheres no metrô de Salvador durante os horários de pico passe a funcionar de maneira permanente.

 

Atualmente, a medida está prevista para funcionar das 6h às 9h e das 17h às 20h e havia sido planejada inicialmente apenas para o mês de agosto.

 

“Vamos manter a medida educativa como permanente. É fundamental que a gente inicie esse processo de conscientização para um transporte seguro. A gente já deixa isso como um legado para a Copa do Mundo Feminina 2027, sabendo que teremos uma circulação enorme de mulheres e uma grande participação delas ocupando esses espaços. Precisamos garantir um ambiente seguro e ampliar esse debate de conscientização social, inclusive com os homens”, afirmou Camilla.

 

Segundo a secretária, a permanência da iniciativa pode contribuir para ampliar o debate sobre a segurança das passageiras, prevenir casos de importunação sexual e fortalecer políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres diante do aumento da circulação de pessoas esperado para o Mundial.

 

Outra medida defendida pela Bahia é a expansão das Salas Elas à Frente, espaços voltados ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de violência.

 

Atualmente, Salvador conta com estruturas do projeto nas estações de metrô Pirajá e Rodoviária, na região do Iguatemi. A proposta é ampliar a iniciativa para outras estações, com a Campo da Pólvora citada entre os locais que podem receber o serviço.

 

As salas contam com atendimento especializado e integração à rede de proteção às mulheres. O serviço é realizado por equipes técnicas da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

 

Na Estação Rodoviária, o atendimento ocorre às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Em Pirajá, o funcionamento acontece às terças e quintas-feiras, também das 9h às 17h.

 

A Bahia também apresentou durante o workshop a proposta de criação de um Fórum das Cidades-Sedes da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027.

 

A ideia é estabelecer um canal permanente de diálogo entre as oito sedes brasileiras do torneio, permitindo o compartilhamento de experiências, soluções operacionais e estratégias relacionadas à organização da competição.

 

O modelo busca aproveitar experiências de cooperação entre cidades brasileiras em grandes eventos esportivos e permitir maior alinhamento em áreas como mobilidade, segurança, atendimento ao público e operação das partidas.

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, com partidas em Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Presidente das Ligas Europeias diz que Infantino “não tem futuro” na Fifa e cobra reforma
Foto:

O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou nesta quarta-feira (26) que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, "não tem futuro" à frente da entidade. Ele questionou sua capacidade de permanecer no cargo e defendeu uma reforma profunda na forma como a entidade é comandada. As declarações foram dadas em entrevista ao The Athletic.

 

Schaefer representa uma organização que reúne 53 ligas profissionais do futebol masculino e feminino e afirmou que existe preocupação crescente com a concentração de poder nas mãos do presidente da Fifa.

 

“Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente. Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano. Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados”, afirmou.

 

As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre diferentes organismos do futebol mundial. Infantino vem sofrendo pressão de UEFA, AFC e Concacaf, e há discussões sobre a possibilidade de um voto de desconfiança contra o dirigente.

 

Schaefer também criticou episódios recentes que, na visão dele, colocam em dúvida a integridade da entidade.

 

Entre os casos citados estão a criação de um prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.

 

“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado. É uma questão jurídica”, declarou.

 

Na avaliação do presidente das Ligas Europeias, decisões desse tipo não deveriam ser tomadas sem consulta aos demais integrantes da estrutura de governança da entidade.

 

“Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei. E, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho.”

 

Schaefer foi ainda mais duro ao abordar o episódio relacionado ao caso Balogun.

 

“Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de uma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Atos assim colocam em dúvida a integridade do jogo. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver”, afirmou.

 

Infantino pretende disputar um novo mandato à frente da Fifa no próximo ano e deve encontrar resistência maior do que em eleições anteriores.

 

Para Schaefer, porém, a discussão não deveria se limitar a encontrar um nome capaz de substituir o atual presidente. O dirigente defende uma reformulação mais ampla, que reduza a concentração de poder e redefina as atribuições da presidência.

 

“Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só podem acontecer com outro presidente”, concluiu.

 

A Fifa não havia se pronunciado sobre as declarações até a publicação da entrevista.

 

Tags: Gianni Infantino, Fifa, Claudius Schaefer, Ligas Europeias, UEFA, AFC, Concacaf, futebol internacional, Donald Trump

Fifa promove workshop da Copa Feminina 2027 e Bahia participa com representantes
Fotos: Ascom SPM

Com Salvador escalada para receber sete jogos da Copa do Mundo Feminina 2027, representantes do Governo do Estado, Prefeitura e da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, participaram do Workshop das Cidades-Sedes, realizado pela Federação Internacional do Futebol (Fifa), organizadora do torneio, no Rio de Janeiro.

 

O encontro teve inicio a última segunda-feira (24) e contou com a presença de representantes das oito cidades-sede (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Entre as pautas debatidas estão o alinhamento estratégico das áreas funcionais da Fifa, incluindo Transporte, Segurança, Proteção de Marca, Tour do Troféu, FIFA Fan Festival, Marketing e Comunicação, Ticketing, Voluntariado, Sustentabilidade, Infraestrutura e Legados. O workshop será finalizado nesta quarta (26).

 

REPRESENTANTES BAIANOS
Estão presentes no Rio de Janeiro a a secretária de Políticas para as Mulheres do Estado, Camilla Batista, e o coordenador técnico de preparação do evento, professor Ney Campello.

 

Segundo Campello, o encontro representa uma etapa importante na preparação da Bahia para receber o mundial. "Estamos avançando no atendimento aos requisitos e compromissos estabelecidos pela FIFA, ao mesmo tempo em que fortalecemos o planejamento do Estado da Bahia para que a realização desse grande evento deixe um legado permanente para a sociedade", afirma.

 

Durante a agenda, a delegação baiana dará destaque ao “Elas em Campo”, programa do Estado voltado para a Copa Feminina, com foco principal na construção de legados sociais, esportivos e de equidade de gênero. De acordo com a secretária, o objetivo é que o legado da Copa se estenda para além das quatro linhas. "É uma oportunidade de fortalecer o futebol feminino, ampliar direitos, gerar emprego e renda, promover a sustentabilidade e construir novas possibilidades para meninas e mulheres na Bahia”, destaca Camilla.


Entre as partidas sediadas na capital baiana, estão seis jogos na fase de grupos e um nas oitavas de final. O Sorteio Final da Copa do Mundo Feminina será realizado no dia 11 de dezembro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro sediará sorteio da Copa do Mundo Feminina de 2027 em dezembro

O sorteio final da Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), em 11 de dezembro de 2026. O evento definirá os grupos e os caminhos das seleções na competição. A cerimônia reunirá representantes das equipes classificadas e das nações que ainda disputarão o Torneio de Play-Off, previsto para fevereiro de 2027.

 

Mais de 1 mil convidados são esperados, entre autoridades, parceiros comerciais e profissionais da imprensa. O local, com vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, foi escolhido como referência ao conceito de “futebol arte”, associado à criatividade dentro de campo.

 

Após o sorteio, a Fifa deverá divulgar uma versão atualizada da tabela da competição, com os confrontos da fase de grupos distribuídos entre as cidades-sede e os horários das partidas definidos.

 

 

Essa será a primeira edição do torneio realizada na América do Sul. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 partidas em oito cidades brasileiras. Segundo a Fifa, mais de 800 mil pessoas já demonstraram interesse em ingressos, enquanto mais de 95 mil manifestaram interesse em participar do programa de voluntariado do Mundial.

Presidente da Uefa nega interesse em disputar eleição da Fifa contra Infantino
Foto: Divulgação/Uefa

Em meio a boicote à Federação Internacional de Futebol (Fifa), o presidente da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), Aleksander Ceferin afirmou não ter interesse em disputar a presidência da entidade mundial nas eleições de março de 2027. O anuncio foi feito em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics.

 

Ceferin está a frente da Uefa desde 2016 e tem crescido como um dos principais opositores do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, que tem tido o cargo precionado desde o fracasso da criação de uma empresa com capital privado para competições da entidade.

 

"Não estou interessado" na presidência da Fifa, declarou Ceferin. "Gosto da Uefa e do trabalho que realizo nela [...]. Minha credibilidade [como opositor de Infantino] é ainda maior se eu não estiver interessado nesse cargo", explicou.

 

O dirigente ainda afirmou que quer "aproveitar a vida", mas manteve suspense sobre a intenção de se candidatar novamente ou não à presidência da Uefa. O mandato de Aleksander Ceferin termina em 2027.

 

Sob a gestão do esloveno, a confederação europeia anunciou que boicotaria todas as competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, uma ameaça reiterada mesmo após a retirada do projeto de Infantino, que a entidade europeia combateu abertamente desde o início.

 

"A primeira opção é que ele perceba que não tem os apoios [necessários para a reeleição]. A outra opção é que ele participe da eleição, mas, nesse caso, acredito que teremos um candidato contra ele. Não sei ainda quem", explicou Ceferin, que afirma não ter conversado com Infantino, ex-secretário-geral da Uefa, desde o início desta crise.

Dirigentes africanos sondam secretário-geral da Fifa para enfrentar Infantino em eleição
Foto: FIFA

A disputa pelo comando da Fifa pode ganhar um novo capítulo nos bastidores do futebol mundial. Segundo o jornal The Guardian, figuras importantes do futebol africano sondaram Mattias Grafström, secretário-geral da entidade, sobre a possibilidade de concorrer contra Gianni Infantino na eleição presidencial marcada para o próximo ano.

 

De acordo com a publicação, até 15 federações africanas estariam dispostas a retirar apoio de Infantino, apesar de a Confederação Africana de Futebol (CAF) afirmar que seu comitê executivo “reafirmou por unanimidade” apoio ao atual presidente da Fifa.

 

O movimento ocorre em meio ao desgaste envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A proposta foi abandonada, mas provocou críticas internas e aumentou a pressão sobre Infantino.

 

Inicialmente, Grafström se distanciou do plano. Em memorando enviado a funcionários três dias após o recuo da Fifa, o secretário-geral afirmou que “indivíduos, momentos de instabilidade e episódios infelizes vêm e vão”. Pouco depois, no entanto, ele assinou uma carta de “total apoio” a Infantino e informou, por e-mail, a demissão do diretor de operações Kevin Lamour, que havia criticado duramente a proposta.

 

Ainda assim, a postura inicial de Grafström teria chamado atenção de opositores de Infantino no futebol africano. Segundo o The Guardian, dois presidentes de federações do continente conversaram separadamente com o dirigente sueco por telefone na última semana. Ele teria se mostrado surpreso com a abordagem e, por enquanto, evasivo sobre uma possível candidatura.

 

“Eles acham que Matthias pode reunir todos os continentes e então seguir em frente”, disse ao jornal uma fonte ligada ao comitê executivo. “Não sei qual é a posição dele agora, mas se ele conseguir unir todas essas pessoas, ele terá algum apoio. Matthias é um cara muito aberto e sempre ouve o que pensamos.”

Grafström foi nomeado secretário-geral permanente da Fifa em maio de 2024, após período interino no cargo. Nos últimos dois anos, ele trabalhou de forma próxima à CAF e a algumas federações africanas, mas ainda não há definição sobre uma eventual entrada na disputa presidencial.

 

A África é considerada peça importante em qualquer tentativa de derrotar Infantino. O continente reúne 54 das 211 federações filiadas à Fifa, e um adversário precisaria alcançar ao menos 106 votos para vencer a eleição.

 

Historicamente, a CAF tem sido uma base de apoio relevante para Infantino. No entanto, segundo o jornal, o descontentamento cresceu após a decisão de realizar a Copa Africana de Nações a cada quatro anos, em vez de a cada dois. A mudança é vista por parte das federações como uma imposição da Fifa.

 

Fontes ouvidas pelo The Guardian afirmam que, na última reunião do comitê executivo da CAF, em 7 de agosto, apenas quatro dos 21 membros declararam publicamente apoio a Infantino. Entre eles estavam o presidente da entidade, Patrice Motsepe, e o vice-presidente Fouzi Lekjaa, do Marrocos.

 

“Os demais permaneceram em silêncio”, disse uma pessoa que participou da reunião. “As pessoas não querem expressar suas opiniões publicamente porque estão esperando para ver o que acontece.”

 

Outro nome citado nos bastidores é o xeque Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol. Ele já disputou a presidência da Fifa contra Infantino em 2015 e ainda teria apoio em parte da África, especialmente em um cenário de aliança com UEFA e CONCACAF.

 

“Se Salman for eleito, com certeza será”, afirmou uma fonte ao jornal. “Se a Europa lhe der apoio, ele receberá apoio da Ásia, da CONCACAF e também da África. Com certeza, de 10 a 15 pessoas votarão em Salman.”

 

Apesar do desgaste, qualquer adversário de Infantino precisará apresentar uma proposta concreta para o futebol africano. A expectativa em torno do FFE era de que cada associação recebesse cerca de US$ 20 milhões por ano, valor considerado importante para países com menor estrutura.

 

“Se a UEFA ou qualquer outra entidade tiver algo melhor, deve apresentar essa proposta. Se alguém tiver algo melhor do que Infantino, as pessoas votarão nessa pessoa”, disse um membro do comitê executivo. “Se alguém vier e disser: ‘OK, vamos fazer um acordo com a UEFA que signifique apoiar países pobres para que possamos construir boas infraestruturas lá’, então eles o apoiarão.”

UEFA e CONCACAF discutem Liga das Nações conjunta em meio a tensão com a FIFA, diz jornal
Foto: Reprodução / UEFA / CONCACAF

UEFA e CONCACAF discutem a criação de uma Liga das Nações conjunta, que poderia reunir as 96 seleções das duas confederações a partir de 2028. O projeto ainda está em fase inicial, mas surge em meio a um cenário de crescente tensão política com a FIFA e o presidente da entidade, Gianni Infantino.

 

Segundo o jornal The Guardian, a proposta é adaptar o formato das atuais Ligas das Nações da Europa e da CONCACAF. As seleções seriam divididas em diferentes ligas, com uma fase final em formato eliminatório e uma Final Four para definir o campeão.

 

A principal novidade seria a possibilidade de confrontos regulares entre seleções europeias e equipes da América do Norte, Central e Caribe. A competição seria encaixada nas janelas internacionais já existentes, em setembro, outubro e novembro. Os play-offs aconteceriam em março, enquanto a fase final ficaria prevista para junho.

 

Além do aspecto esportivo, a nova competição teria peso financeiro. A expectativa é que boa parte das receitas seja compartilhada entre os participantes, o que poderia ampliar os ganhos de federações menores.

 

O debate ocorre em um momento de alinhamento entre UEFA e CONCACAF contra algumas decisões da FIFA. As duas confederações têm demonstrado insatisfação com a condução de projetos recentes da entidade, incluindo o FIFA Forward Enterprise, e já trabalhariam em uma alternativa para a eleição presidencial da FIFA, marcada para março do próximo ano.

 

A possível Liga das Nações conjunta, portanto, vai além da criação de mais uma competição no calendário internacional. O movimento também é visto como parte de uma disputa por influência no futebol mundial.

 

A proposta ainda pode abrir espaço para outras confederações no futuro. A AFC, responsável pelo futebol asiático, já teria demonstrado interesse em uma Liga das Nações com dimensão global. Neste primeiro momento, porém, o projeto envolve apenas Europa e América do Norte, Central e Caribe.

Paredes recebe 10 jogos de suspensão por briga no final da Copa; confira todas punições
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou, nesta sexta-feira (21), as punições para os jogadores que brigaram na final da Copa do Mundo 2026. O confronto entre Espanha e Argentina ficou marcado por uma confusão generalizada após o apito final. Leandro Paredes, volante argentinio, recebeu a maior punição com 10 jogos de suspensão e multa de US$ 90 mil, aproximadamente R$ 465 mil.

 

Outros atletas da Albiceleste também foram punidos. Sendo eles Nahuel Molina, com sete jogos de suspensão e multa de US$ 90 mil (R$ 465 mil), e o meia-atacante Thiago Almada, com um jogo e US$ 30 mil (R$ 155 mil) de multa. 

 

Além dos jogadores, o auxiliar técnico da comissão argentina, Roberto Ayala, também foi punido com três jogos de suspensão e multa de US$ 30 mil (R$ 155 mil). Do lado espanhol, apenas Gavi recebeu uma sansção. Sendo ele suspendso por um jogo e multa de US$ 30 mil (R$ 155 mil).

 

De acordo com Código Disciplinar da Fifa, as punições serão cumpridas nos próximos jogos das respectivas seleções.

 

OUTRAS PUNIÇÕES
A Federação máxima do futebol ainda puniu a Associação de Futebol Argentina (AFA), com multa de US$ 321 mil (R$ 1.658 milhão), por outras questões envolvendo a Copa do Mundo.

 

Entre os motivos estão cantos e gestos discriminatórios e racistas de torcedores argentinos, conduta inadequada da equipe, questões relacionadas à ordem e segurança das partidas e o uso de um evento esportivo para manifestações de caráter não esportivo, sendo esta última fazendo referência a exibição da faixa "Malvinas são argentinas" na classificação para a final sob a Inglaterra.

 

Com isso, a Argentina terá que disputar os dois próximos jogos como mandante com público limitado a 50% da capacidade. Além disso, a Fifa determinou que US$ 100 mil (R$ 516,63 mil) da multa sejam destinados a um plano de combate à discriminação.

Copa e Dois de Julho: Semob planeja integrar Mundial Feminino em 2027 à maior festa cívica da Bahia
Foto: Rafa Caribé / Bahia Notícias | David Campbell

Uma data marcada pela presença de mulheres na luta pela liberdade da Bahia também terá mulheres de diferentes partes do mundo como protagonistas em Salvador. No dia 2 de julho de 2027, enquanto a capital baiana celebra os 204 anos da consolidação da Independência do Brasil na Bahia, a Arena Fonte Nova receberá uma partida da Copa do Mundo Feminina.

 

O encontro das duas agendas foi confirmado nesta quinta-feira (20), com a divulgação do calendário do Mundial pela Fifa.

 

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A coincidência entre os dois grandes eventos já mobiliza a Prefeitura, que estuda estratégias para integrar a tradicional celebração cívica à movimentação de torcedores e visitantes durante o Mundial.

 

Em entrevista concedida ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, destacou que o Município enxerga a coincidência de datas como uma oportunidade de potencializar tanto o Dois de Julho quanto a presença do futebol feminino na cidade. Segundo ele, a definição do horário da partida pela Fifa será fundamental para avançar no planejamento.

 

"É uma grande oportunidade para a gente. Estamos aguardando apenas a Fifa confirmar o horário do jogo para que a gente possa aproveitar a celebração dessa data, que é tão importante para a nossa cidade, e promover, inclusive, o futebol feminino. A gente tem uma campanha de mulheres no volante e tem feito diversas iniciativas da Prefeitura para estimular a participação feminina nas mais diversas áreas. Queremos estimular a população de Salvador e os visitantes a também estarem presentes na Copa do Mundo Feminina, especialmente no Dois de Julho", explicou. 

 

A partida será válida pela fase de grupos da competição. As seleções que estarão em campo ainda não são conhecidas, já que dependem da definição das classificadas e do sorteio dos grupos. Salvador terá, ao todo, sete partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada entre 24 de junho e 25 de julho.

 

Segundo o secretário, a Prefeitura já trabalha na elaboração de um planejamento específico para o Mundial, em conjunto com outros órgãos municipais, o Governo do Estado e as forças de segurança.

 

"A Prefeitura prontamente tem se organizado. Nós temos um plano especialmente para a Copa do Mundo Feminina, que estamos desenvolvendo com o apoio do Governo do Estado, das forças policiais, da Transalvador e da Guarda Municipal. É um trabalho em conjunto", revelou.

 

A proposta, segundo ele, é aproveitar a proximidade entre os espaços ocupados pelas celebrações do Dois de Julho e a Fonte Nova para pensar também em deslocamentos a pé e em uma programação que conecte os dois acontecimentos.

 

"Esse plano certamente vai espelhar essa integração e essa data especial que é o Dois de Julho, além das possibilidades de promovermos a caminhabilidade para o jogo, de fazermos um dia de celebração e um dia especial. É a maior data de celebração do nosso estado e uma das mais especiais do nosso país", concluiu.

 

 

Apesar de Salvador receber partidas do Grupo A, chave da Seleção Brasileira, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2027. O calendário divulgado pela Fifa definiu os três compromissos da equipe no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. A estreia será no Maracanã, em 24 de junho, seguida por um jogo em São Paulo, no dia 29, e pelo encerramento da primeira fase em Brasília, em 4 de julho.

 

A partida do Grupo A marcada para Salvador, também no dia 4 de julho, envolverá as outras duas seleções da chave, enquanto o Brasil estará em campo simultaneamente na capital federal. Dessa forma, a presença da Seleção na Fonte Nova dependerá de um eventual cruzamento no mata-mata, de acordo com a campanha brasileira e o chaveamento da competição.

 


A última vez que a Seleção pisou em Salvador foi em 2024. Na ocasião, as brasileiras venceram a Jamaica por 4 a 0 em amistoso preparatório para a Olimpíadas de París | Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

 

MULHERES NA HISTÓRIA DO DOIS DE JULHO
Celebrado anualmente, o Dois de Julho relembra a saída definitiva das tropas portuguesas de Salvador, em 1823, após as batalhas travadas pela Independência do Brasil na Bahia. O tradicional cortejo percorre regiões como Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande e é registrado como patrimônio cultural do estado.

 

Entre os personagens associados às lutas pela Independência estão justamente mulheres que se tornaram símbolos da história baiana, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Maria Quitéria participou diretamente dos combates; Maria Felipa é lembrada pela resistência na Ilha de Itaparica; e Joana Angélica se tornou símbolo da resistência após ser morta durante a invasão do Convento da Lapa.

 

O protagonismo dessas mulheres permanece incorporado às celebrações. Em diferentes edições do cortejo, as heroínas da Independência são homenageadas por meio de manifestações culturais e representações populares.

 

DO CORTEJO PARA A FONTE NOVA
Em 2027, a celebração ganhará uma circunstância inédita. Horas antes ou depois de acompanhar os Caboclos pelas ruas de Salvador, baianos e turistas poderão se deslocar para a Fonte Nova para assistir a uma partida da primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

 

A relação entre os dois acontecimentos, apesar de simbólica, não possui indicativos de que a Fifa tenha escolhido a data do jogo em Salvador por causa do Dois de Julho. Ainda assim, o calendário cria uma oportunidade para que as histórias se encontrem.

 

Além do aspecto histórico, a coincidência deverá representar um desafio para a organização da cidade. O cortejo do Dois de Julho tradicionalmente movimenta Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande, enquanto a partida do Mundial levará milhares de torcedores à Arena Fonte Nova, também localizada na região central de Salvador.

 

A data também deve se transformar em uma vitrine da cultura baiana para visitantes estrangeiros. Aos que vierem para acompanhar uma partida da Copa do Mundo, também podem ter contato justamente com uma das principais manifestações cívicas e populares do estado.

 

COPA INÉDITA NA AMÉRICA DO SUL
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e será disputada em oito cidades brasileiras: Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Será a primeira edição da competição realizada na América do Sul.

 

A estreia de Salvador no Mundial acontecerá logo no segundo dia da competição, no dia 25 de junho, com uma partida do Grupo A. Depois, a Fonte Nova terá jogos nos dias 27 e 29 de junho e 2 e 7 de julho, completando a participação da capital baiana na primeira fase. Confira os jogos da Copa, em Salvador:

 

  • 25 de junho – Jogo 2 – Grupo A
  • 27 de junho – Jogo 11 – Grupo F
  • 29 de junho – Jogo 16 – Grupo H
  • 2 de julho – Jogo 26 – Grupo E
  • 7 de julho – Jogo 43 – Grupo F
  • 13 de julho – Oitavas de final
  • 18 de julho – Quartas de final
Com Salvador fora da rota, Brasil conhece cidades onde jogará na fase de grupos da Copa Feminina de 2027; confira
Foto: Lívia Villas Boas / CBF

O caminho do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo Feminina de 2027 já tem três paradas definidas. A Seleção Brasileira jogará no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília durante a fase de grupos do Mundial, que será disputado no país entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil fará justamente a partida de abertura da competição.

 

A estreia acontecerá no dia 24 de junho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de número 1 da Copa. O adversário ainda será conhecido posteriormente, com a definição das seleções classificadas e o sorteio da fase de grupos.

 

Cinco dias depois, no dia 29 de junho, o Brasil volta a campo. A segunda partida será realizada na Neo Química Arena, em São Paulo, e corresponde ao jogo 18 do calendário divulgado para a competição.

 

O fechamento da primeira fase está marcado para 4 de julho, no Estádio Mané Garrincha. O confronto da Seleção será o jogo 34 do Mundial e acontecerá no mesmo dia da outra partida da última rodada do Grupo A, que será disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador.

 

Apesar de Salvador também receber dois jogos do Grupo A, incluindo o jogo 33 na última rodada da chave, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a primeira fase. Na mesma data, a Seleção estará em Brasília disputando o jogo 34.

 

A possibilidade de uma partida brasileira em Salvador, portanto, dependerá do chaveamento do mata-mata e da campanha da Seleção. A capital baiana está confirmada entre as sedes que receberão jogos da fase eliminatória.

 

O Brasil já está garantido na Copa por ser o país-sede. A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul, com 32 seleções.

Salvador receberá sete jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027; veja datas
Foto: Divulgação

Salvador já sabe o tamanho de sua participação no primeiro Mundial feminino disputado na América do Sul. A Fifa divulgou nesta quinta-feira (20) o calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027 e definiu que a Arena Fonte Nova receberá sete partidas da competição, entre 25 de junho e 18 de julho. Serão cinco confrontos pela fase de grupos, um pelas oitavas de final e outro pelas quartas de final. A competição será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

 

A estreia de Salvador no Mundial acontecerá logo no segundo dia da competição, no dia 25 de junho, com uma partida do Grupo A. Depois, a Fonte Nova terá jogos nos dias 27 e 29 de junho e 2 e 7 de julho, completando a participação da capital baiana na primeira fase. Confira os jogos da Copa, em Salvador:

 

  • 25 de junho – Jogo 2 – Grupo A
  • 27 de junho – Jogo 11 – Grupo F
  • 29 de junho – Jogo 16 – Grupo H
  • 2 de julho – Jogo 26 – Grupo E
  • 7 de julho – Jogo 43 – Grupo F
  • 13 de julho – Oitavas de final
  • 18 de julho – Quartas de final

 

Os adversários ainda não estão definidos. A composição completa dos grupos dependerá da conclusão das Eliminatórias e do sorteio do Mundial. Ao todo, a competição reunirá 32 seleções e terá 64 partidas distribuídas por oito cidades-sede: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Porto Alegre.

 

BRASIL NÃO JOGARÁ EM SALVADOR
A divulgação também encerrou a expectativa de a Fonte Nova receber a Seleção Brasileira logo na primeira fase. O Brasil, cabeça de chave do Grupo A, fará a abertura da Copa no Maracanã, em 24 de junho. Depois, jogará em São Paulo, no dia 29, e Brasília, em 4 de julho.

 

Apesar de Salvador receber uma partida do Grupo A, no dia seguinte à abertura, o confronto será entre outras duas seleções da chave. Portanto, a Seleção não passará pela capital baiana na fase de grupos.

 

O caminho previamente estabelecido para o Brasil no mata-mata também não passa por Salvador. Caso termine em primeiro no Grupo A, a Seleção jogará as oitavas em Fortaleza, as quartas em Belo Horizonte e uma eventual semifinal em São Paulo. Se avançar em segundo, passará por Belo Horizonte nas oitavas, Fortaleza nas quartas e Rio de Janeiro na semifinal.

 

FONTE NOVA VOLTA A RECEBER UMA PARTIDA DE COPA
A Fonte Nova volta a um circuito de Copa do Mundo 13 anos depois do Mundial masculino de 2014. Naquela ocasião, o estádio baiano recebeu seis partidas, incluindo Bélgica x Estados Unidos pelas oitavas e Holanda x Costa Rica pelas quartas de final. Salvador também foi utilizada no futebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Em 2027, serão sete jogos, um a mais do que na Copa masculina de 2014, e novamente a cidade receberá confrontos até as quartas de final.

 

A abertura e a decisão da Copa Feminina ficarão com o Maracanã. O primeiro jogo será realizado em 24 de junho, enquanto a campeã mundial será conhecida no dia 25 de julho de 2027.

Fifa divulgará calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027 na próxima quinta-feira
Foto: Buda Mendes / Fifa

A Copa do Mundo Feminina de 2027 começará a ganhar forma na próxima quinta-feira (20). A Fifa anunciou que divulgará o calendário de jogos da competição, que será realizada no Brasil, durante o sorteio da fase preliminar do torneio de repescagem. O evento acontecerá na sede da entidade, em Zurique, às 14h no horário local e 9h de Brasília.

 

A publicação da tabela é um dos principais passos ainda pendentes na organização do Mundial. A competição já tem datas definidas: será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com 32 seleções e 64 partidas.

 

Primeira edição da Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul, o torneio terá jogos em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 

Com a divulgação do calendário, será possível conhecer como as partidas serão distribuídas entre as sedes e ao longo da competição, mesmo antes da definição das 32 seleções classificadas.

 

Além da tabela do Mundial, a Fifa realizará na quinta-feira o sorteio da fase preliminar da repescagem internacional, responsável por definir as três últimas vagas na Copa do Mundo.

 

Dez seleções participarão da disputa, que será dividida em duas etapas. Na primeira, prevista para novembro e dezembro de 2026, seis equipes jogarão em uma sede centralizada. As participantes serão ordenadas de acordo com o Ranking Mundial Feminino da Fifa utilizado antes do sorteio, e duas avançarão.

 

As duas classificadas se juntarão, em fevereiro de 2027, a outras quatro seleções que entrarão diretamente na etapa decisiva: duas da Concacaf, uma da Conmebol e uma da Uefa.

 

As seis equipes serão distribuídas em três caminhos eliminatórios, cada um valendo uma vaga no Mundial. Seleções pertencentes à mesma confederação não poderão integrar o mesmo caminho.

 

A repescagem contará, ao todo, com duas seleções da Ásia, duas da África, duas da Concacaf, duas da América do Sul, uma da Oceania e uma da Europa.

 

O Brasil não participa da disputa por classificação. Como país-sede, a Seleção Brasileira já tem presença assegurada no torneio. A Conmebol possui ainda outras duas vagas diretas, além de duas possibilidades de classificação por meio da repescagem.

 

Trump defende Infantino em meio à crise na Fifa: "Erro terrível substituir seu presidente"
Foto: The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política que atinge a Fifa. Na última segunda-feira (10), o norte-americano afirmou que a entidade cometeria um 'erro terrível' caso cogitasse substituir o dirigente suíço-italiano.

 

A manifestação foi publicada por Trump na plataforma Truth Social. O presidente dos Estados Unidos classificou Infantino como 'formidável' e reforçou apoio ao mandatário da Fifa, pressionado após o fracasso do plano que abriria parte dos ativos comerciais da entidade a investidores privados.

 


Foto: Divulgação / Truth Social

 

"A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.

 

A fala ocorre em um momento de forte desgaste para Infantino. A crise ganhou novo capítulo também nesta segunda, quando Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras à condução da Fifa.

 

O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.

 

Na carta, as entidades afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma 'profunda falha de julgamento' e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.

 

O plano, já retirado pela Fifa, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que ficaria responsável pela gestão comercial de competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A proposta abria espaço para investimento privado em parte dessa operação.

 

A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para Uefa, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.

 

"Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro", diz trecho da carta.

 

As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.

 

"A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter — ou exigir — o poder para si próprio", afirmaram as entidades.

 

No sábado (8), a Fifa já havia reagido às pressões e afirmou haver um 'esforço orquestrado e contínuo' de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não conteve a ampliação da crise.

 

Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da Fifa, especialmente pela força do mercado norte-americano.

 

Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão por sua permanência no cargo. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.

Ednaldo Rodrigues sai em defesa de Infantino em meio a polêmicas da Fifa: “Não se pode esquecer do legado”
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues saiu em defesa do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, em meio às polêmicas envolvendo uma possível venda de participações em competições para investidores privados. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-dirigente afirmou que, apesar de possivelmente ter a melhor das intenções, as ações deveriam ter sido conversadas com as associações filiadas.

 

“Eu tenho acompanhado todo o processo. Entendo que, em uma instituição, a informação tem que ser dividida com as associações filiadas. Entendo que ele [Infantino] talvez tenha procurado fazer ali o melhor para poder dar mais suporte às federações-membro, mas de uma forma que não foi conversada com todos”, afirmou Ednaldo durante o lançamento do Intermunicipal 2026, neste sábado (8), na sede do BEPE, em Salvador.

 

Apesar da ressalva, o gestor afirmou que a ação não deve apagar o legado construído por Infantino durante os pouco mais de 10 anos à frente da Fifa.

 

“O momento não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente, a pessoa não pode esquecer. As pessoas às vezes esquecem porque vem um momento ruim e aí esquecem tudo do passado. Ele continua sendo um presidente inovador, um presidente que quer o melhor para as suas filiadas e que quer fazer com que o futebol seja desenvolvido em todo o mundo”, pontuou.

 

Ednaldo ainda destacou as ações do presidente para além do futebol masculino.

 

“Também no futebol feminino ele incentiva para que possa ter competições das minorias, como futebol de amputados, futebol de cegos... Enfim, eu acho que a pessoa não pode esquecer de um legado que ele tem construído junto à Fifa. Um momento ruim não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente”, finalizou.

 

FIFA FORWARD ENTERPRISE
A crise envolvendo Gianni Infantino iniciou após o anúncio da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que adquiriria participações minoritárias nas competições realizadas pela Federação, como a Copa do Mundo.

 

Pressionado por dirigentes, confederações e federações nacionais, o dirigente suíço reconheceu erros na condução do processo, pediu desculpas formalmente às 211 associações filiadas e, por ora, garantiu sua permanência na presidência da entidade.

EDNALDO RODRIGUES E INFANTINO
Durante os quase quatro anos em que esteve à frente da CBF, Ednaldo Rodrigues construiu com Gianni Infantino uma forte proximidade institucional, parceria em projetos globais e alinhamento político no esporte. Entre os pontos de destaque está a entrada de Ednaldo no Conselho da Fifa em 2023, além do apoio mútuo em pautas como o combate ao racismo e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.

Confederação Africana declara apoio a Infantino em meio à pressão por saída do presidente da Fifa
Foto: Divulgação / Gianni Infantino

Gianni Infantino ganhou um apoio importante em meio à crise política que atinge a Fifa. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou respaldo ao presidente da entidade nesta quinta-feira (6), dias depois do recuo no projeto FIFA Forward Enterprise.

 

O apoio foi confirmado pelo Comitê Executivo da CAF, que se posicionou de forma unânime a favor de Infantino. A entidade africana também agradeceu ao dirigente pelo apoio dado ao futebol do continente nos últimos anos.

 

A manifestação ocorre em um momento de forte desgaste para o presidente da Fifa. Infantino passou a enfrentar pressão internacional após a tentativa de criar uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O projeto, batizado de FIFA Forward Enterprise, previa abrir parte da operação a investidores privados. A proposta provocou reação negativa de federações, confederações e dirigentes, especialmente na Europa, e acabou sendo retirada pela Fifa.

 

A CAF, no entanto, adotou uma postura diferente. Em comunicado, a confederação afirmou que apoia a atualização conjunta divulgada por Infantino e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, após a crise.

 

Presidente da CAF, Patrice Motsepe defendeu a continuidade do trabalho conjunto com a Fifa, mas também destacou a importância de governança, transparência e respeito aos processos internos do futebol mundial.

 

A posição africana tem peso político. A CAF reúne 54 das 211 associações filiadas à Fifa e forma um dos blocos eleitorais mais relevantes da entidade. O apoio pode dar fôlego a Infantino em meio à pressão de outras regiões.

 

O gesto também contrasta com o movimento de parte do futebol europeu. A Uefa tem sido uma das principais forças de oposição ao plano comercial de Infantino e passou a ampliar a pressão sobre a permanência do dirigente no comando da Fifa.

 

Infantino busca se manter no cargo em eleição marcada para março de 2027. O pleito será realizado em Rabat, no Marrocos, justamente em território africano, o que aumenta o peso simbólico e político do apoio da CAF.

 

Desde que chegou à presidência da Fifa, em 2016, Infantino construiu relação próxima com federações africanas. O dirigente costuma destacar investimentos do programa FIFA Forward e a ampliação de recursos para associações nacionais como marcas de sua gestão.

Conmebol celebra recuo da Fifa em projeto que venderia direitos comerciais da Copa do Mundo e comenta impacto nas eleições
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) recuou e pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A atitude gerou uma reação da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que parabenizou a entidade pela retirada da proposta.

 

“Diante dos acontecimentos que afetam a família do futebol, o Conselho da Conmebol, reunido nesta data, celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta Fifa Forward Enterprise”, escreveu a entidade em nota divulgada nesta quinta-feira (6).

 

Segundo a Conmebol, o Conselho manifestou, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação.

 

Complementando, a Conmebol afirmou que, há mais de dez anos, a Fifa promoveu uma ampla reforma de seus Estatutos com o objetivo de fortalecer a institucionalidade, a transparência e a boa governança, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para solucionar controvérsias que possam surgir no âmbito da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito às normas que regem a organização.

 

“Esse marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos. Quando esses princípios são deixados de lado, perde o futebol e perdemos todos”, argumentou.

 

IMPACTO NAS ELEIÇÕES
Declarando que “o futebol é de todos”, a entidade continental relembrou o dia 18 de novembro de 2026, prazo final para a apresentação de candidaturas à presidência da Fifa. Posteriormente, o Congresso da Fifa elegerá, por meio do voto de suas 211 associações-membro, a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização no próximo mandato, incluindo a realização da Copa do Mundo Centenária da Fifa 2030.

 

A entidade afirmou que não apoiará qualquer atuação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais.

 

“O Conselho da Conmebol faz um chamado à preservação da unidade da família do futebol, à atuação com responsabilidade institucional, ao fortalecimento do diálogo e ao pleno respeito aos mecanismos de governança. Porque, acima de qualquer diferença, o futebol vem em primeiro lugar”, finalizou.

Em comunicado, Fifa pede desculpas por plano que venderia participações da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade a investidores privados.

 

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de crise realizada em Rabat, no Marrocos, com a presença do presidente Gianni Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de integrantes da cúpula da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria. O plano incluía a venda de 20% da nova operação a investidores privados.

 

A ideia enfrentou forte resistência no futebol internacional. Federações, confederações e ligas criticaram a falta de consulta prévia e apontaram risco de transferência de parte do controle comercial da Copa do Mundo para o mercado financeiro.

 

No comunicado, a Fifa reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma. A entidade informou que uma carta foi enviada aos membros do Conselho da Fifa e às 211 associações filiadas com pedido de desculpas pelos erros cometidos.

 

A cúpula da entidade também afirmou apoio a Infantino, que enfrenta um dos momentos mais delicados desde que assumiu a presidência, em 2016. O dirigente tenta preservar força política em meio à pressão por sua saída e à movimentação contra sua candidatura à reeleição.

 

O projeto foi retirado após uma reação coordenada de diferentes setores do futebol. A Uefa foi uma das entidades mais duras nas críticas e chegou a sinalizar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

A crise também provocou desgaste dentro da própria entidade. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra a proposta. Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, afirmou que funcionários foram “enganados” no processo.

 

A Reuters informou que o plano previa levantar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de participação na nova estrutura comercial. A proposta também gerou questionamentos por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Mesmo com o recuo, o caso abriu uma crise de governança na Fifa. Ligas europeias passaram a cobrar reformas internas e criticaram decisões unilaterais da entidade sobre temas que afetam clubes, atletas, torcedores e competições internacionais.

 

A eleição da Fifa está marcada para março de 2027, também no Marrocos. Infantino busca um novo mandato, mas o episódio enfraqueceu parte do apoio que sustentava sua permanência no comando do futebol mundial.

CBF confirma parada obrigatória no futebol brasileiro durante Copa do Mundo Feminina de 2027
Foto: Lívia Villas Boas / CBF

O futebol brasileiro terá uma pausa obrigatória durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. A CBF comunicou aos clubes, na última terça-feira (4), que o calendário nacional será paralisado entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, período de realização do torneio no Brasil.

 

A medida valerá tanto para o futebol feminino quanto para o masculino. Com isso, competições nacionais organizadas pela entidade precisarão ser ajustadas para que não haja conflito com o Mundial, que será realizado pela primeira vez no país.

 

A CBF ainda trabalha na montagem do calendário de 2027 e não detalhou como a paralisação será absorvida pelas competições. O período, no entanto, já passa a ser tratado como bloqueado para o futebol brasileiro.

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e 64 jogos. Oito cidades foram escolhidas pela Fifa entre 12 candidaturas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre.

 

A pausa também terá impacto direto nos clubes que utilizam estádios escolhidos para a competição. Muitas das arenas fazem parte da rotina de equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e ficarão à disposição da Fifa com antecedência para adequações, operações e preparação do evento.

 

Em Salvador, a Arena Fonte Nova será uma das sedes do Mundial. O estádio, casa do Bahia, terá período de exclusividade da Fifa antes e durante a competição, o que obrigará o Tricolor a se adaptar ao calendário e à utilização de sua principal praça esportiva no meio da temporada de 2027.

 

A organização do torneio trabalha com expectativa alta de público. Diretor de operações da Copa de 2027 da Fifa, Thiago Jannuzzi afirmou que a meta é superar os números da edição de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia.

 

"Hoje nós já temos mais de 730 mil pessoas inscritas para adquirir ingresso. Metade brasileiro, metade de estrangeiros. Com muita procura do México, EUA, Argentina e Colômbia", citou Jannuzzi.

 

A última Copa do Mundo Feminina registrou mais de 2 milhões de torcedores nos estádios e média superior a 33 mil pessoas por partida. A Fifa quer superar essa marca no Brasil, impulsionada pelo interesse internacional e pela presença do torneio em grandes capitais.

 

Com jogos em oito cidades, a competição será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul. 

Uefa e clubes europeus discutem boicote ao Mundial de Clubes em nova ofensiva contra Infantino
Fotos: Toya Sarno Jordan / FIFA | Instagram / @gianni_infantino

A crise política entre Uefa e Fifa pode atingir diretamente o Mundial de Clubes de 2029. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, e Nasser Al Khelaïfi, presidente da Associação Europeia de Clubes, têm uma reunião marcada em Salzburgo para discutir nesta semana os próximos passos da oposição à gestão de Gianni Infantino.

 

Segundo a rádio britânica talkSPORT, um dos pontos em debate será a possibilidade de os principais clubes europeus abandonarem a próxima edição do Mundial de Clubes. A medida, se avançar, representaria um golpe esportivo e comercial para a Fifa, já que as equipes do continente concentram parte importante do apelo global da competição.

 

Nos bastidores, a discussão ainda não é tratada como decisão formal. De acordo com o jornal espanhol AS, ainda não existe um acordo fechado entre a Fifa e a entidade que representa os clubes europeus para a realização do Mundial de Clubes de 2029. Por isso, a ideia de boicote permanece, neste momento, no campo da pressão política e da especulação.

 

O ambiente, porém, é de desgaste crescente. Clubes europeus têm procurado a associação para reclamar de pendências relacionadas ao Mundial de Clubes de 2025, especialmente sobre pagamentos de participação e valores do mecanismo de solidariedade. A demora aumentou a insatisfação com a Fifa e fortaleceu o discurso de que a entidade precisa dar mais transparência às receitas e repasses do torneio.

 

A tensão ganhou força depois da tentativa de Infantino de criar uma nova estrutura comercial para administrar ativos da Fifa. O projeto, chamado FIFA Forward Enterprise, previa transferir direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria para uma subsidiária que poderia receber investimento privado.

 

A proposta incluía a venda de 20% da nova operação para a Thrive Capital, empresa comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano gerou reação imediata de dirigentes, federações e confederações, que acusaram a Fifa de tentar transformar a Copa do Mundo e outros torneios em produtos controlados parcialmente por investidores.

 

Diante da pressão, Infantino recuou e retirou a proposta. O desgaste, no entanto, não terminou com o fim do projeto. A crise passou a atingir diretamente a liderança do presidente da Fifa, que busca a reeleição em 2027.

 

A Uefa assumiu a linha de frente da resistência. As 55 federações europeias aprovaram posição unânime de boicote a competições organizadas pela Fifa caso a proposta de venda dos ativos comerciais avançasse. A reação expôs o isolamento de Infantino dentro do futebol europeu e abriu caminho para uma articulação mais ampla contra sua permanência no cargo.

 

O movimento também chegou às federações nacionais. País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia aparecem entre as associações que já sinalizaram que não apoiarão Infantino na próxima eleição. A Alemanha também demonstrou resistência, enquanto a Noruega é apontada como outra federação inclinada a votar contra o dirigente.

 

A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino já afirmou que pretende disputar a reeleição, mas a crise envolvendo o FIFA Forward Enterprise transformou o processo em uma disputa mais aberta do que se imaginava meses atrás.

 

Nesse contexto, a aproximação entre Uefa e clubes europeus tem peso estratégico. Uma oposição apenas das federações já cria desgaste político. Uma eventual adesão dos clubes, porém, teria potencial de afetar a viabilidade esportiva e comercial do Mundial de Clubes.

 

O torneio de 2025 foi tratado por Infantino como um dos principais projetos de sua gestão. A competição reuniu 32 equipes e abriu caminho para a tentativa de transformar o Mundial em um produto global mais rentável. Sem os principais clubes europeus, a edição de 2029 perderia força de mercado, audiência e relevância técnica.

Em meio a boicotes, Infantino expõe apoio de federações com pouca tradição no futebol
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Pressionado por todas as confederações continentais de futebol, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), utilizou o Instagram nesta segunda-feira (2) para expor seis federações que contrariam suas entidades máximas para se colocarem a favor do mandatário, que vê sua posição ameaçada após anunciar o plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

Entre os apoiadores, não se destaca nenhum país com grande relevância no meio do futebol. As federações que se opuseram à Uefa e à Concacaf, que encabeçam o boicote às competições da FIFA, são: Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka.

 

Dos listados, apenas Marrocos possui tradição no futebol. A seleção masculina ocupa o sexto lugar no ranking e se organiza para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, além de sediar o Congresso da FIFA do ano que vem.

 

O Catar foi o país-sede da Copa de 2022, mas sua seleção é a 59ª do mundo. Todos os outros países que apoiaram Infantino publicamente possuem seleções masculinas ainda menos expressivas. A dos Emirados Árabes é apenas a 68ª, seguida por Kuwait (133º), Sri Lanka (187º) e Butão (192º).

 

BUSCA DE APOIO NOS EUA
Apesar da participação da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) na oposição, segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da FIFA buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar a força política no cargo.

 

QUEDA DA FIFA FORWARD ENTERPRISE
Ainda segundo a publicação do jornal norte-americano, Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.

 

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.

Sob pressão na Fifa, Infantino busca apoio no governo Trump após crise por plano bilionário, diz jornal
Foto: Instagram / @gianni_infantino

A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.

 

A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.

 

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.

 

Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.

 

A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.

 

A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.

 

O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.

 

A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.

 

Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.

 

O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.

 

A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.

Lateral francês leiloa réplica da taça conquistada na Copa do Mundo de 2018 e rebate críticas: "Faço o que quiser"
Foto: Instagram / @benmendy23

Campeão do mundo com a França em 2018, Benjamin Mendy colocou à venda um dos itens mais simbólicos de sua carreira. O lateral decidiu leiloar a réplica oficial personalizada do troféu da Copa do Mundo, peça entregue aos jogadores campeões do torneio.

 

O item foi negociado por 54 mil euros, cerca de R$ 316,9 mil. A réplica acompanha certificado de autenticidade e faz parte do acervo individual recebido por atletas que conquistam o Mundial.

 

A decisão provocou críticas de torcedores e repercutiu na imprensa internacional. Parte das reações questionou a escolha de Mendy de se desfazer de um objeto ligado ao título mais importante de sua trajetória no futebol.

 

O francês, no entanto, respondeu de forma direta. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a taça pertence a ele e que, por isso, pode decidir o destino da peça.

 

"Mas a taça é minha ou é de vocês? De qualquer forma, é minha. É a minha taça, faço o que quiser com ela", escreveu.

 

Mendy ainda ironizou a importância prática do item no dia a dia e disse que a réplica ocupava espaço em casa.

 

"E, além disso, estava ocupando muito espaço no armário", completou.

 

A réplica colocada em leilão não é o troféu original da Copa do Mundo, que permanece sob propriedade da Fifa. Pela regra da entidade, a taça original é usada nas cerimônias e devolvida após a celebração. As seleções campeãs e jogadores recebem versões oficiais ou personalizadas como lembrança da conquista.

 

Benjamin Mendy fez parte do elenco da França campeã mundial em 2018, na Rússia. Na final, a seleção francesa venceu a Croácia por 4 a 2 e conquistou o segundo título de sua história.

 

Depois do auge esportivo com a França e com o Manchester City, a carreira do jogador passou por uma forte queda. Em 2021, Mendy foi acusado de crimes sexuais na Inglaterra e acabou afastado do clube inglês. Em 2023, foi absolvido pela Justiça britânica das acusações de estupro e tentativa de estupro.

 

Atualmente, o lateral defende o Pogon Szczecin, da Polônia, após passagens por Lorient e FC Zurich desde a saída do Manchester City.

Após pressão das confederações, Infantino recua e encerra plano de abrir torneios da Fifa a investidores
Foto: Instagram / @gianni_infantino

Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

 

A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.

 

Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.

 

O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.

 

"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.

 

A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.

 

O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.

 

Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.

 

A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.

 

"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.

 

Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino: 

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.

 

Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.

 

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.

 

Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."

“Em primeiro lugar está o futebol”: Conmebol se pronuncia sobre proposta da Fifa de vender direitos comerciais
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Após quase dois dias sem se manifestar, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quebrou o silêncio sobre a proposta da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições – entre elas, as Copas do Mundo Feminina e Masculina. A Conmebol era a última confederação continental a se pronunciar sobre o assunto.

 

Em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (31), a entidade afirmou que a prioridade da organização sempre será o futebol, desde os valores até a paixão que o torna o “esporte mais popular do mundo”.

 

A Conmebol explicou que, após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), seguindo os procedimentos institucionais, iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho.

 

Sem divulgar o resultado do encontro, a entidade anunciou que solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do FFE.

 

Segundo a Conmebol, entende-se que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, escreveu.

 

“A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança”, finalizou.

 

OUTRAS CONFEDERAÇÕES SE PRONUNCIARAM
Até a noite desta quinta-feira (30), a Conmebol era a única entidade continental que ainda não havia se manifestado sobre a pauta.

 

A Uefa (Europa) promoveu um boicote aos torneios da Fifa enquanto o plano não for abolido. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) rejeitou totalmente a proposta. A AFC (Ásia) criticou o processo pela ausência de consulta prévia. Já a CAF (África) e a OFC (Oceania) convocaram reuniões para avaliação, sem ter divulgado os resultados finais até o momento.

 

CONFIRA A NOTA DA CONMEBOL NA ÍNTEGRA
"A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, seu pessoal e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo.

 

Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência.

 

O futebol vem sempre em primeiro lugar.

 

Após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto FFE, e em conformidade com seus procedimentos institucionais, a Conmebol iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que o assunto exige.

 

Com esse objetivo, a Conmebol solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do projeto FFE.

 

A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança.

 

A Conmebol apela à união em toda a família do futebol e a que o futebol seja sempre colocado acima de qualquer outro interesse."

Assessor de Infantino deixa Fifa em protesto contra plano de vender fatia da Copa: "Não vou permanecer de braços cruzados"
Foto: Tia Dufour / DHS

A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.

 

Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.

 

A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.

 

Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.

 

"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.

 

No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.

 

A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.

 

Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.

 

A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.

 

A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.

 

O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.

Fifa reage à pressão de Uefa e Concacaf e nega venda da Copa do Mundo: "Ninguém está vendendo o futebol"
Foto: Divulgação

A Fifa se pronunciou oficialmente na última quinta-feira (30) para responder às críticas que surgiram após a apresentação do projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), nova empresa proposta para administrar os ativos comerciais das principais competições organizadas pela entidade. Em comunicado oficial, a organização negou que esteja negociando o controle do futebol mundial e reforçou que a iniciativa não representa uma privatização de seus torneios.

 

 

Segundo a Fifa, a repercussão em torno do projeto foi marcada por interpretações equivocadas, o que teria prejudicado o processo de consulta às 211 federações nacionais filiadas. Por isso, a entidade informou que ampliará o debate antes de submeter a proposta à votação.

 

"Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa cogitaria", afirmou a entidade.

 

A organização também destacou que nenhuma instituição pode falar em nome de todas as federações e defendeu que cada associação tenha autonomia para analisar o projeto, sugerir alterações ou rejeitá-lo antes da decisão final.

 

A resistência ao projeto ganhou força nos últimos dias. A Uefa aprovou, por unanimidade entre suas 55 federações filiadas, uma posição de boicote às competições organizadas pela Fifa caso a entidade mantenha o plano de criar a FIFA Forward Enterprise nos moldes atuais. A confederação europeia considera que a proposta representa uma comercialização indevida da Copa do Mundo e critica a falta de transparência no processo de discussão.

 

A Concacaf, por sua vez, também manifestou oposição ao projeto e fez críticas ao modelo apresentado pela Fifa, cobrando maior participação das confederações na tomada de decisões. Diferentemente da Uefa, porém, a entidade que reúne as federações da América do Norte, Central e Caribe não aderiu ao boicote e, até o momento, limita-se à contestação política da proposta.

 

COMO FUNCIONARIA A NOVA EMPRESA DA FIFA
Pela proposta apresentada, a FIFA Forward Enterprise seria criada como uma subsidiária integralmente controlada pela própria Fifa. A nova estrutura passaria a administrar as operações comerciais e a organização de eventos como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes e outras competições da entidade.

 

Apesar da criação da empresa, a Fifa garante que manterá permanentemente o controle sobre seus ativos, torneios e modelo de governança.

 

O plano prevê ainda a venda de uma participação minoritária da FFE para investidores privados. A expectativa da entidade é captar cerca de US$ 4,2 bilhões, em uma operação que avalia a nova empresa em aproximadamente US$ 20 bilhões.

 

RECURSOS PARA AS FEDERAÇÕES
A Fifa afirma que a nova estrutura permitirá ampliar os investimentos destinados às associações nacionais. De acordo com a proposta, cada uma das 211 federações receberia US$ 20 milhões por meio do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030, independentemente do posicionamento adotado durante a discussão.

 

Além disso, a entidade apresentou o programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário de mais US$ 20 milhões por federação. Segundo a organização, esse investimento adicional seria financiado por investidores externos, sem qualquer mudança no controle da Fifa ou em sua estrutura administrativa.

 

A criação da FIFA Forward Enterprise ainda está longe de ser definitiva. A entidade reforçou que a proposta só será implementada caso seja aprovada pela maioria das 211 associações nacionais filiadas.

 

Caso não obtenha apoio suficiente, toda a estrutura comercial da Fifa permanecerá inalterada. Enquanto isso, a entidade afirma que continuará debatendo o projeto com as federações antes da votação que definirá o futuro da iniciativa.

Concacaf se junta à Uefa e vai contra a Fifa em proposta de venda de direitos comerciais
Foto: Divulgação

A Concacaf se juntou à UEFA e se posicionou contra a proposta da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Em comunicado oficial divulgado na tarde desta quinta-feira (30), a entidade máxima do futebol norte-americano, central e caribenho afirmou que o futebol deve vir em primeiro lugar.

 

“A Concacaf é uma confederação unida pelo amor ao nosso esporte, na qual o futebol vem em primeiro lugar. Guiados por essa filosofia, ao longo dos últimos dez anos construímos, desde a base, uma organização fundada no serviço, na governança transparente e na gestão responsável do futebol a longo prazo”, escreveu.

 

 

Segundo a organização, a história mostrou à Fifa e à família do futebol o que acontece quando os responsáveis pelo esporte perdem de vista esses valores.

 

A decisão de rejeitar a proposta foi definida após uma reunião dos presidentes de suas 41 associações-membro, juntamente com seu presidente, membros do Conselho e integrantes do Conselho da Fifa, para discutir o projeto desenvolvido e apresentado pelo presidente da entidade para estabelecer a Fifa Forward Enterprise.

 

“Durante a reunião, os membros expressaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos de governança relevantes da Fifa. Além disso, questionou-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar os programas FIFA Forward, novos e existentes, após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história”, explicou.

 

Segundo a Concacaf, a discussão reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada. “A Concacaf reafirma que o futuro do futebol, e seu maior patrimônio, deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol”, finalizou.

 

Apesar de se posicionar contra, a Concacaf não afirmou que irá boicotar as competições da Fifa, como fez a Uefa.

 

Apesar disso, recomendou que os membros da entidade que integram o Conselho da Fifa dialoguem com a Federação e que instruam Gianni Infantino, presidente da organização, a seguir os processos de governança adequados, por meio da equipe e do Conselho, seguindo os Estatutos da Fifa.

 

Na última quarta-feira (29), Infantino defendeu a proposta e afirmou que o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.

 

Segundo o presidente, a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.

 

UEFA PUXOU O BOICOTE
A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) foi a primeira entidade a se posicionar contra a proposta de Infantino. Nesta quinta-feira, a organização anunciou que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.

Uefa anuncia boicote a competições da Fifa até que proposta de venda de ações seja cancelada
Foto: Reprodução/Instagram (@uefa)

A Uefa anunciou nesta quinta-feira (30) que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela Fifa caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.

 

A decisão foi tomada após uma reunião virtual entre os integrantes da confederação europeia e formalizada em um comunicado oficial. "Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas permanecerem em pauta, a menos que a ideia seja totalmente abandonada e haja garantias vinculantes".

 

Se mantido, o posicionamento da Uefa poderá afetar diretamente competições organizadas pela Fifa, entre elas a Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ser disputada no Brasil.

 

O projeto foi apresentado pela Fifa na última terça-feira (28). A proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão comercial e pela organização de todas as competições promovidas pela entidade.

 

Além da Uefa, a iniciativa enfrenta resistência da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, as três confederações reúnem 143 das 211 associações nacionais filiadas à Fifa.

 

Na quarta-feira (29), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, divulgou um vídeo defendendo a proposta. Segundo o dirigente, o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.

 

Infantino afirmou ainda que a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.

Fifa cria empresa para gerenciar direitos comerciais avaliada em R$ 102,5 bilhões
Fotos: Reprodução / FIFA

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta terça-feira (28) um plano para criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. O novo programa comercial pode ser avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões.

 

Batizada de Fifa Forward Enterprise (FFE), a estrutura consolidaria eventos e operações comerciais da entidade, que manteria o controle da subsidiária e autoridade exclusiva sobre governança, calendário e decisões esportivas e regulatórias, conforme informou O Estado de S. Paulo. Por meio da FFE, a Fifa venderia participações minoritárias a investidores privados, sem ceder domínio sobre a nova entidade.

 

Para viabilizar a aprovação do plano pelas 211 federações nacionais, a Fifa oferece um pacote de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões). Cada Associação Membro também receberia, de forma opcional, US$ 20 milhões destinados a projetos especiais do Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).

 

O plano prevê ainda crescimento progressivo nos repasses às federações. No ciclo 2027-2030, cada federação receberia US$ 20 milhões, ante os US$ 8 milhões atuais. Os valores subiriam para US$ 22 milhões no período 2031-2034 e para US$ 24 milhões entre 2035 e 2038.

 

Caso a FFE seja criada, a Fifa projeta captar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) ainda em 2026 para financiar o FFFP. A entidade descreveu o processo como uma "seleção criteriosa de investidores" de longo prazo. Os lucros líquidos da subsidiária seriam reinvestidos no desenvolvimento do futebol no mundo.

 

A Fifa condicionou o lançamento da estrutura ao respaldo da maioria das federações-membros. "Em pleno respeito aos princípios de governança e democráticos da Fifa, o lançamento dessa nova estrutura está condicionado ao apoio da maioria das federações-membros e às aprovações relevantes do Conselho da Fifa", diz a entidade.

Sidny Cabral vence prêmio da Fifa de gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Instagram (@sidnylc)

A Fifa anunciou nesta segunda-feira (27) o vencedor da votação popular que definiu o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026. O prêmio ficou com o lateral-esquerdo Sidny Cabral, de Cabo Verde, pelo gol marcado diante da Argentina na fase de 16 avos de final do torneio.

 

 

O lance aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Após receber a bola pela esquerda, Sidny puxou para o meio e finalizou de pé direito no ângulo do goleiro Emiliano Martínez, sem chances de defesa.

 

A partida foi marcada pelo equilíbrio. Lionel Messi abriu o placar para a Argentina ainda no primeiro tempo, mas Duarte empatou para Cabo Verde na etapa final e levou o confronto para a prorrogação. Já no tempo extra, Lisandro Martínez recolocou os argentinos em vantagem antes do golaço de Sidny Cabral. No entanto, Romero marcou de cabeça nos minutos finais e garantiu a vitória argentina, eliminando a seleção africana.

 

Na votação promovida pela Fifa, Eldor Shomurodov, do Uzbequistão, ficou em segundo lugar com o gol de cobertura marcado contra a República Democrática do Congo, pela terceira rodada da fase de grupos. A terceira colocação foi de Wilson Isidor, do Haiti, autor de um dos gols da derrota por 4 a 2 para Marrocos, também na fase de grupos.

 

Com a conquista, Sidny Cabral passa a integrar a lista de vencedores do prêmio de gol mais bonito da Copa do Mundo, que inclui Maxi Rodríguez (2006), Diego Forlán (2010), James Rodríguez (2014), Benjamin Pavard (2018) e Richarlison (2022).

Federação Norueguesa levará caso Balogun ao Comitê de Ética da Fifa: "Tem que ser reconhecido como erro"
Foto: Reprodução/Instagram (@balogun)

A Federação Norueguesa de Futebol anunciou que apresentará uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa contra a decisão que anulou a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pela presidente da entidade, Lisa Klaveness.

 

Em entrevista ao jornal britânico The Times, Klaveness criticou a mudança na punição aplicada ao jogador e afirmou que o episódio representa um risco à credibilidade do futebol.

 

"Quando uma regra como essa é contornada, entra-se em uma espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Questionar suas regras fundamentais constitui uma ameaça a este esporte", declarou.

 

A dirigente também questionou a condução do processo e apontou possível influência externa na decisão. "Em primeiro lugar, isso nunca deveria ter acontecido. Agora é essencial ter uma comunicação honesta a respeito. Todos sabemos que este veredito foi influenciado por forças externas e que não seguiu o procedimento adequado”, pontuou.

 

Klaveness ainda defendeu que a Fifa reconheça o erro. "Precisamos que o dirigente da Fifa reconheça que se trata de um erro”, acrescentou.

 

Segundo a presidente da federação norueguesa, houve falta de transparência por parte da entidade máxima do futebol, especialmente pela ausência da divulgação integral da decisão que justificou a revisão da punição. Ela afirmou estar "decepcionada, mas não necessariamente surpresa" com a postura adotada pela Fifa.

 

Balogun havia sido expulso no duelo contra a Bósnia e Herzegovina, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Inicialmente suspenso, o atacante teve a punição convertida pelo Comitê Disciplinar da Fifa para "uma suspensão de um jogo com um período probatório de um ano", o que permitiu sua participação na partida seguinte.

 

A revisão ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma reavaliação do cartão vermelho aplicado ao jogador. Na ocasião, Infantino declarou que os órgãos responsáveis pelas decisões disciplinares da entidade atuavam de forma independente.

 

Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos foram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e acabaram eliminados da competição.

Com Vozinha no gol e sem brasileiros, Fifa divulga seleção ideal da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Fifa anunciou nesta quarta-feira (22) a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026, definida por meio de votação dos torcedores. O principal destaque da equipe escolhida pelo público é o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que recebeu 39,6% dos votos e terminou como o mais votado da posição.

 

A equipe eleita não conta com jogadores brasileiros. Campeã do torneio, a Espanha foi o país com mais representantes na seleção, com três atletas: os laterais Marc Cucurella e Pedro Porro, além do volante Rodri. O meio-campista também foi eleito pela Fifa como o melhor jogador da competição.

 

A escolha de Vozinha chamou atenção por superar nomes de maior destaque durante o Mundial, como o espanhol Unai Simón, premiado anteriormente como o melhor goleiro da Copa.

 

Vice-campeã, a Argentina colocou dois jogadores entre os escolhidos: o zagueiro Lisandro Martínez e o atacante Lionel Messi. A Inglaterra foi representada pelo meio-campista Jude Bellingham.

 

A França teve três atletas selecionados: o zagueiro Dayot Upamecano, o meia-atacante Michael Olise e o atacante Kylian Mbappé, artilheiro da competição com 10 gols marcados. O centroavante Erling Haaland, da Noruega, completou a equipe escolhida pelos torcedores.

 

Seleção ideal da Copa do Mundo de futebol masculino 2026:

Vozinha (Cabo Verde); Pedro Porro (Espanha), Dayot Upamecano (França), Lisandro Martínez (Argentina) e Marc Cucurella (Espanha); Rodri (Espanha), Jude Bellingham (Inglaterra) e Michel Olise (França); Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França) e Erling Haaland (Noruega).

 

Fifa abre votação para escolher o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Instagram (@erling)

A Fifa iniciou nesta semana a votação que definirá o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026. A entidade selecionou 12 tentos marcantes do torneio, encerrado no último domingo (19), e abriu a escolha ao público por meio de seu site oficial.

 

Os torcedores poderão registrar seus votos até o próximo dia 27 de julho. Entre os concorrentes está o atacante Ferran Torres, da Espanha. O jogador foi indicado pelo gol marcado na prorrogação da final contra a Argentina, lance que garantiu o título mundial para a seleção espanhola.

 

Outro nome presente na disputa é o de Erling Haaland. O atacante da Noruega concorre com o gol que marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, pelas oitavas de final da competição.

 

Vice-campeã do torneio, a Argentina é a única seleção com dois representantes na lista. Os gols de Julián Álvarez e Lionel Messi também foram incluídos entre os candidatos ao prêmio de melhor gol da Copa do Mundo de 2026.

 

Confira a lista dos indicados a gol mais bonito da Copa:

Kerim Alajbegovic (Bósnia e Herzegovina) - Bósnia 3 x 1 Catar, fase de grupos

Julián Álvarez (Argentina) - Argentina 3 x 1 Suíça, quartas de final

Jude Bellingham (Inglaterra) - França 4 x 6 Inglaterra, disputa do terceiro lugar

Erling Haaland (Noruega) - Brasil 0 x 2 Noruega, oitavas de final

Wilson Isidor (Haiti) - Marrocos 4 x 2 Haiti, fase de grupos

Elijah Just (Nova Zelândia) - Irã 2 x 2 Nova Zelândia, fase de grupos

Sidny Lopes Cabral (Cabo Verde) - Argentina 3 x 2 Cabo Verde, segunda fase

Daizen Maeda (Japão) - Japão 1 x 1 Suécia, fase de grupos

Kylian Mbappé (França ) - França 3 x 1 Senegal, fase de grupos

Lionel Messi (Argentina) - Argentina 3 x 0 Argélia, fase de grupos

Eldor Shomurodov (Uzbequistão) - RD Congo 3 x 1 Uzbequistão, fase de grupos

Ferran Torres (Espanha) - Espanha 1 x 0 Argentina, final

Fifa pune São Paulo com transfer ban por dívida na compra de Marcos Antônio
Foto: Divulgação/São Paulo FC

O São Paulo foi punido pela Fifa e está temporariamente impedido de registrar novos jogadores. A sanção foi aplicada em razão do não pagamento da primeira parcela referente à compra em definitivo do volante Marcos Antônio junto à Lazio, da Itália.

 

O valor em aberto é de 1,05 milhão de euros (cerca de R$ 6,08 milhões na cotação atual), quantia que integra o acordo firmado entre os clubes para a transferência do atleta, negociada em quatro parcelas.

 

Em março deste ano, o Tricolor acertou a permanência de Marcos Antônio em definitivo e assinou contrato com o jogador até 2030. O novo vínculo substituiu o empréstimo que se estendia até meados de 2026. No acordo, foram estabelecidas multas rescisórias de 100 milhões de euros para transferências internacionais e de R$ 900 milhões para clubes brasileiros.

 

Considerado peça importante da equipe comandada por Dorival Júnior, o volante recebeu valorização salarial após a conclusão da negociação. Nas últimas janelas de transferências, o atleta também despertou interesse do Flamengo, mas permaneceu no elenco são-paulino.

 

Apesar da punição, o São Paulo informou que os reforços Newton, Aurélio Buta e Victor Sá estão regularmente inscritos e aptos a atuar no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. Os registros de Buta e Victor Sá foram publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nesta terça-feira, mesma data em que a sanção da Fifa foi divulgada.

 

Segundo o clube, os pedidos de inscrição dos jogadores foram protocolados antes da comunicação oficial da entidade máxima do futebol.

 

Outro nome próximo de reforçar o elenco é o zagueiro Domingos Duarte, que ainda não foi anunciado oficialmente, mas tem negociações em estágio avançado com a diretoria tricolor.

VÍDEO: Ronaldo Fenômeno leva taça da Copa do Mundo para Donald Trump tocar 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida. 

 

 

 

Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida. 

 

 

Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas. 

 

No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea. 

Rodri é eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 após título da Espanha
Foto: Reprodução/TV Globo

Campeão mundial com a Espanha, o volante Rodri foi escolhido pela Fifa como o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 e recebeu a Bola de Ouro da competição. O meio-campista superou concorrentes como Lionel Messi e Kylian Mbappé na votação do prêmio individual.

 

Destaque da seleção espanhola ao longo do torneio, Rodri atuou nas oito partidas da campanha e foi titular em todos os jogos. Mesmo sem registrar gols ou assistências, o jogador teve papel central na organização do meio de campo da equipe que conquistou o título mundial.

 

O reconhecimento amplia a lista de conquistas individuais do atleta do Manchester City. Em 2024, ele já havia sido agraciado com a Bola de Ouro da revista France Football, concedida ao melhor jogador do mundo na temporada.

 

A Espanha também dominou outras premiações da Copa. Unai Simón foi eleito o melhor goleiro do torneio, enquanto o zagueiro Pau Cubarsí recebeu o prêmio de melhor jovem jogador. Rodri se tornou ainda o primeiro espanhol a conquistar a Bola de Ouro da Copa do Mundo, prêmio concedido oficialmente pela Fifa desde a edição de 1982.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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