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Os Estados Unidos querem transformar o sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 em novo ativo para o calendário da Fifa. Depois de receberem a primeira edição ampliada do Mundial de Clubes, em 2025, os norte-americanos manifestaram interesse em sediar novamente a competição em 2029.
A informação é do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, a Fifa já manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade, embora o processo oficial de candidatura ainda não tenha sido aberto.
O interesse americano surge em um momento favorável para a relação entre o país e a entidade. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, bateu recordes comerciais. A Fifa vendeu 6,5 milhões de ingressos e deve superar a meta de receita de US$ 11 bilhões, cerca de R$ 56,3 bilhões.
Além da infraestrutura já testada em competições recentes, os Estados Unidos oferecem à Fifa um mercado de alto retorno financeiro, com estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol.
O caminho, no entanto, não está livre. O Brasil também manifestou interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029. A CBF já comunicou à Fifa o desejo de receber a competição, em um movimento que busca aproveitar a tradição do país no futebol e a experiência de organização de grandes eventos.
O Catar é outro interessado. O país recebeu a Copa do Mundo de 2022 e avalia a possibilidade de voltar a abrigar um torneio da Fifa, embora questões de calendário e clima possam pesar em uma eventual candidatura.
Havia expectativa de que a edição de 2029 pudesse ser entregue a países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos Estados Unidos, porém, recoloca o país no centro da disputa.
A relação próxima entre a Fifa e o governo norte-americano também virou tema durante a Copa de 2026. Um dos episódios mais discutidos foi o caso Folarin Balogun, quando Donald Trump afirmou ter pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. A entidade suspendeu a punição automática e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
O episódio gerou críticas de federações europeias e da Uefa, mas também evidenciou o canal direto entre a Fifa e a Casa Branca. Para a escolha de uma nova sede, esse ambiente político pode ter peso nos bastidores.
A Fifa ainda não anunciou o cronograma oficial nem os critérios de escolha da sede do Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, provavelmente depois da eleição presidencial da entidade, marcada para abril.
A edição de 2025 foi entregue aos Estados Unidos sem um processo formal de candidatura. Na época, a escolha foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Fifa, em junho de 2023, como parte da implantação do novo formato ampliado do torneio.
Para 2029, a tendência é que a competição volte a crescer. A Fifa discute a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, o que aumentaria o número de jogos, a exigência de infraestrutura e o peso comercial da sede escolhida.
A arbitragem brasileira voltará a marcar presença na Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira (10). A Fifa escalou Ramon Abatti Abel e Rafael Alves para integrarem a equipe de arbitragem de Espanha x Bélgica, confronto válido pelas quartas de final do Mundial.
Os brasileiros exercerão as funções de quarto e quinto árbitros na partida, que será disputada em Los Angeles, e definirá o último classificado para a semifinal da competição.
O vencedor do duelo terá pela frente a França, que garantiu vaga entre os quatro melhores ao derrotar Marrocos por 2 a 0, na última quinta-feira (9). Com isso, o confronto entre espanhóis e belgas vale não apenas a classificação, mas também a oportunidade de enfrentar uma das favoritas ao título.
O cantor Justin Bieber foi confirmado como uma das atrações do primeiro show de intervalo da história em uma final da Copa do Mundo de 2026. O artista se apresentará no dia 19 de julho, ao lado de Madonna, Shakira e do BTS, antes da definição do campeão mundial. A informação foi confirmada pela FIFA e Global Citizen ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (8).
Em comunicado, Bieber celebrou a participação no evento e destacou o impacto social da iniciativa. “A Copa do Mundo FIFA une o mundo como nenhum outro evento. Sou grato por fazer parte deste Show do Intervalo e ainda mais grato por saber que ele já está contribuindo para ampliar o acesso à educação de crianças em todo o mundo”, afirmou o artista canadense.
Além das principais atrações, o espetáculo contará com apresentações do cantor Burna Boy, do maestro Gustavo Dudamel e do PS22 Chorus, formado por alunos do 4º e 5º anos de uma escola pública de Staten Island, nos Estados Unidos.
A curadoria musical ficará a cargo de Chris Martin, e o show terá duração prevista de 11 minutos.
O evento integra a campanha do FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa criada para arrecadar US$ 100 milhões destinados a projetos de educação de qualidade e ampliação do acesso ao futebol para crianças em diferentes países. Segundo a organização, o fundo já superou a marca de US$ 50 milhões, impulsionado, entre outras ações, pela destinação de US$ 1 de cada ingresso vendido durante esta edição da Copa do Mundo.
O conselho consultivo não fiduciário do FIFA Global Citizen Education Fund reúne nomes como Hugh Jackman, The Weeknd, Ivanka Trump, Gianni Infantino, Hugh Evans, Serena Williams, Shakira, Kaká e Jim DeMare.
Na terça-feira (7), Neymar Jr. foi clicado durante um passeio em um campo de golfe localizado na Flórida, nos Estados Unidos, um dos países sede da Copa do Mundo de 2026. O atual camisa 10 da seleção brasileira apareceu sorridente, acompanhado de seu primogênito, Davi Lucca, de 14 anos, enquanto posava para fotos com fãs no Resort & Golf Club, na cidade de Kissimmee, que fica na região de Orlando.
A aparição ocorre dois dias depois da eliminação precoce da seleção brasileira para a Noruega por 2 a 1 no domingo (5). Neymar entrou no segundo tempo nas oitavas de final, porém não conseguiu impedir a derrota do time, marcando um gol de pênalti aos 54 minutos do segundo tempo, quando o placar estava 2 a 0 para o time nórdico.
A participação de Neymar Jr. na competição foi marcada por polêmicas. O santista totalizou menos de 40 minutos em campo durante o evento esportivo e foi alvo de críticas desde antes da sua convocação oficial para compor o time brasileiro. Além de ter protagonizado uma discussão em campo com o goleiro da Noruega, Ørjan Nyland, durante o último jogo da seleção, na preparação da cobrança do pênalti.
Depois da derrota, o jogador deixou o gramado emocionado e afirmou que dificilmente disputará outra Copa do Mundo, marcando assim o fim de uma parceria entre Neymar Jr. e a seleção brasileira, que durou 16 anos.
De férias, já que o Campeonato Brasileiro retorna apenas no dia 22 de julho, Neymar Jr. deve permanecer nos Estados Unidos ao lado das filhas Mavie e Mel e da esposa, Bruna Biancardi, que está à espera da quinta herdeira do jogador.
Representante da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2026, Wilton Pereira Sampaio está entre os cotados para apitar uma das semifinais, a disputa de 3º lugar ou até mesmo a final do torneio. O brasileiro é visto com bons olhos após acumular três partidas no Mundial e receber avaliações positivas da comissão de arbitragem da Federação Internacional de Futebol (Fifa). As informações são do Uol.
Até o momento, Wilton atuou na abertura da Copa, na partida entre México e África do Sul, e no duelo entre Noruega e Senegal. O brasileiro ainda atuou em Holanda e Marrocos, nos 16 avos de final. A sequência é vista como um indicativo de confiança da entidade em seu desempenho ao longo da Copa.
A escolha para as partidas finais também leva em consideração outros fatores. A Fifa avalia os classificados para evitar conflitos de nacionalidade e de confederação, além de discutir o peso de escalar o mesmo árbitro tanto para a abertura quanto para a decisão do torneio.
Os outros brasileiros presentes no torneio aguardam divulgações da Fifa. Ramon Abatti Abel deve se despedir após ser 4º árbitro de Bélgica e Espanha, enquanto Raphael Claus aguarda os próximos passos da Fifa após a declaração de Donald Trump de que ele era suspeito, já que o brasileiro expulsou Folarin Balogun, jogador estadunidense que teve o cartão revogado pela Fifa.
A organização de direitos humanos Fair Square apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade alega que o dirigente cometeu "violações recorrentes da neutralidade política", citando sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a Fair Square, Infantino, que também integra o COI, assumiu o compromisso de atuar de forma independente de interesses comerciais e políticos, conforme determina a Carta Olímpica. A ONG sustenta que esse compromisso foi comprometido pela relação do dirigente com Trump.
Entre os episódios mencionados está a participação de Infantino, em fevereiro, no chamado "Conselho da Paz" promovido por Trump. Na ocasião, o presidente da FIFA apareceu usando um boné com as inscrições "USA" e "45-47", em referência aos dois mandatos presidenciais do líder norte-americano.
Questionada sobre o tema na terça-feira (7), a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que ainda não houve registro formal da reclamação na Comissão de Ética. A dirigente respondeu ao ser perguntada sobre o assunto durante entrevista em que também comentou o "caso Balogun", envolvendo a revogação da suspensão do jogador dos Estados Unidos antes da partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final.
"Que eu saiba, o Comitê de Ética não recebeu nenhuma reclamação sobre esse assunto. Obviamente, se recebesse uma, analisaria o caso", disse.
O influenciador digital baiano Iran de Santana Alves, o Luva de Pedreiro, saiu em defesa do streamer norte-americano Darren Jason Watkins Jr., mais conhecido como IShowSpeed ou apenas Speed, após um episódio de racismo na Copa do Mundo.
Speed, dono de um perfil com mais de 55 milhões de inscritos no YouTube, foi alvo de ataques racistas ao acompanhar a partida entre Argentina e Egito, na última terça-feira (7), em Atlanta. Da arquibancada, um torcedor argentino imitou um macaco na direção do streamer após Enzo Fernández marcar o gol da virada da seleção sul-americana e confirmar a passagem da Argentina para a próxima fase.
Surpreendo um total de zero pessoas, um argentino imitando um macaco pro Speed
— FluResenha (@resenhaflutt) July 7, 2026
raça de filha da puta, pior ainda é saber que tem brasileiro torcendo pra essa merda pic.twitter.com/CfAU8oGdTV
Em vídeo publicado no Instagram, Luva, que assistiu aos jogos da Copa acompanhado de Speed, cobrou a Fifa por um posicionamento.
"Cenas feias, né, minha tropa. Meu parceiro Speed sofrendo racismo aí. Bora, Fifa. Tem que punir esses vagabundos, esse safado aí. Se esse cara faz essas paradas na frente das câmeras, imagina fora das câmeras", disse.
Isso precisa acabar. pic.twitter.com/fKvt1a0owy
— Luva???????? (@luvadepedreiro) July 7, 2026
O baiano ainda reforçou que o torcedor argentino deveria ser proibido de frequentar o estádio. "Tem que punir para não entrar em estádio, ir preso e a porr* toda. Senão, quem vai dar conta é nós, na base do cacete".
No jogo anterior da Argentina contra Cabo Verde, Speed já tinha sido alvo de ofensas racistas por parte dos sulamericanos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um torcedor argentino fazendo um comentário apontado como de cunho racista e dizendo para que ele "voltasse para casa". Em outro momento, um segundo torcedor afirma que IShowSpeed deveria "ir chorar no zoológico".
Na ocasião, a Fifa abriu uma investigação para apurar supostos insultos. "A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas ações não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer lugar da sociedade".
Favorita ao título nesta edição da Copa do Mundo de 2026, a França enfrenta o Marrocos nesta quinta-feira (9), às 17h, pelas quartas de final da competição. A partida terá um feito inédito no Mundial até aqui. Com Facundo Tello (árbitro principal), Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade (auxiliares), Dario Herrera (quarto árbitro) e Cristian Navarro (auxiliar reserva), esta é a primeira vez no torneio que todo o quinteto de arbitragem será formado por profissionais do mesmo país: a Argentina.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) fez o anúncio nesta terça-feira (7) e recebeu uma enxurrada de comentários negativos na postagem de divulgação. Os torcedores alegam um suposto favorecimento da entidade para com a Argentina, que é uma das favoritas ao título ao lado da França. "Eles estão chamando os Vingadores pro Mbappé" e "Vocês são fraudadores", foram algumas da mensagens escritas.
The match officials for @FIFAWorldCup match 97 have been appointed. ????
— FIFA (@FIFAcom) July 7, 2026
A situação é inversa à que aconteceu no jogo da própria Argentina, que venceu o Egito hoje por 3 a 2 com o árbitro francês François Letexier no comando. Antes daquela partida, a escalação também gerou polêmica entre torcedores e jornalistas argentinos, que fizeram acusações de favorecimento à França.
A rivalidade entre europeus e sul-americanos é reforçada pelo fato de terem protagonizado a última final de Copa do Mundo, em 2022, quando a Argentina se sagrou tricampeã do mundo. Neste ano, a final pode se repetir, visto que as equipes estão em chaves opostas no torneio.
A Bélgica não respondeu à polêmica apenas com nota oficial, recurso e reclamação nos bastidores. Respondeu com quatro gols, classificação e deboche. Após golear os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a seleção belga transformou a comemoração em recado direto sobre o caso Folarin Balogun.
O episódio aconteceu depois do quarto gol, marcado por Romelu Lukaku nos acréscimos. Em roda, jogadores belgas foram flagrados fazendo gestos associados à chamada “dança de Trump”, movimento em que o presidente dos Estados Unidos balança o quadril e movimenta os braços lentamente, gesto popularizado durante a campanha presidencial de 2024.
E para completar a HUMILHAÇÃO sofrida pelos EUA em casa, os jogadores belgas comemoraram o quarto gol com a dancinha de Trump!
— Análise Política (@analise2025) July 7, 2026
HAHAHAHAHAHAHAHA
Não sobrou nada para o pedófilo tirano! pic.twitter.com/rWC1NiJtdR
A brincadeira veio em meio à insatisfação belga com a decisão da Fifa de permitir que Balogun enfrentasse a equipe nas oitavas. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho direto no jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a aplicação da suspensão automática suspensa pela entidade.
A liberação aconteceu após Donald Trump afirmar que pediu à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano negou ter determinado qualquer mudança, mas comemorou publicamente a decisão e disse que a entidade corrigiu uma injustiça.
Dentro da Bélgica, o caso foi tratado como combustível. O meio-campista Nicolas Raskin afirmou que o elenco entrou em campo incomodado com o episódio.
"Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Houve um sentimento de injustiça no elenco, e estávamos determinados a responder em campo", afirmou.
Capitão da equipe, Youri Tielemans seguiu a mesma linha e disse que a resposta precisava vir no jogo.
"Dissemos a nós mesmos que tínhamos que responder em campo. Foi isso que fizemos", disse.
A provocação não parou no gramado. Após a classificação, a conta oficial da seleção belga publicou uma imagem de Lukaku com a mão na orelha e a legenda “anula isso”, em referência direta à discussão sobre a suspensão de Balogun.
Antes da partida, a Federação Belga de Futebol já havia manifestado surpresa com a decisão da Fifa. A entidade argumentou que o Código Disciplinar prevê suspensão automática para expulsões e afirmou que a liberação do atacante contrariava regras reforçadas pela própria Fifa em reuniões e circulares durante o torneio.
A Uefa também criticou a decisão e afirmou que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha” ao permitir que a punição não fosse cumprida imediatamente. A entidade europeia disse que o episódio colocava em risco a integridade da competição.
A Fifa, por sua vez, defendeu a legalidade do procedimento e afirmou que o cartão vermelho não foi anulado. Segundo a entidade, apenas a aplicação da suspensão foi adiada por período probatório, com base no Código Disciplinar.
Em campo, Balogun jogou, mas os Estados Unidos não resistiram. A Bélgica dominou a partida, construiu a goleada e eliminou uma das seleções anfitriãs da Copa. Com o resultado, os belgas avançaram às quartas de final, onde enfrentarão a Espanha.
A eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Bélgica nesta segunda-feira (6), foi acompanhada por uma das maiores polêmicas do torneio. No entanto, apesar de lamentar o ambiente criado em torno do caso envolvendo Folarin Balogun, o técnico Mauricio Pochettino garantiu que a controvérsia não serviu como justificativa para a queda da equipe nas oitavas de final.
Em entrevista após a partida disputada em Seattle, o treinador argentino demonstrou incômodo com as críticas, acusações e ataques direcionados ao atacante e à seleção norte-americana desde que a Fifa decidiu reverter a suspensão automática do jogador.
"Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia", afirmou.
Pochettino também criticou a repercussão gerada nas redes sociais e a tentativa de associar a decisão da Fifa a interesses políticos.
"Qual é o sentido de insultar alguém, enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Misturam política, falam em manipulação e questionam ética e integridade", completou.
A discussão ganhou força após o Comitê Disciplinar da Fifa anular a suspensão de Balogun, expulso na vitória sobre a Bósnia. O cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR por uma entrada no zagueiro Muharemovic.
Nos bastidores, o caso ganhou dimensão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre a situação do atacante. Na ocasião, Trump chegou a classificar Claus como um "árbitro suspeito", provocando reação da CBF, que saiu em defesa do brasileiro e destacou sua trajetória marcada por "excelência técnica e conduta ética".
Questionado sobre o tema, Pochettino evitou alimentar a controvérsia e reforçou que apenas seguiu o regulamento da entidade.
"Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. Minha função era treinar a equipe. Se o jogador estava liberado porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema", explicou.
O comandante norte-americano ainda demonstrou incômodo com a forma como o debate se desenvolveu nos últimos dias.
"Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. O debate deveria ser apenas sobre uma possibilidade prevista no regulamento, algo que já aconteceu com outros jogadores e outras seleções", declarou.
Com a derrota, os Estados Unidos encerram sua participação na Copa do Mundo disputada em casa. Já a Bélgica segue viva na competição e enfrentará a Espanha nas quartas de final.
As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 chegam ao fim nesta terça-feira (7), com a definição dos dois últimos classificados às quartas de final. A programação reserva os confrontos entre Argentina e Egito, às 13h (de Brasília), em Atlanta, e Suíça e Colômbia, às 17h, em Vancouver.
Os vencedores completarão a chave da próxima fase. Quem avançar no duelo entre argentinos e egípcios enfrentará França ou Marrocos, enquanto o classificado de Suíça x Colômbia terá pela frente a já classificada Noruega, que eliminou o Brasil no último domingo (5)
JOGOS DA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA (6)
Na última segunda, a Espanha garantiu presença nas quartas ao superar Portugal por 1 a 0, em Dallas. O gol da classificação foi marcado por Mikel Merino nos acréscimos do segundo tempo, encerrando a campanha portuguesa no Mundial, além de também ter marcado o último Mundial disputador por Cristiano Ronaldo.
No outro confronto do dia, a Bélgica não tomou conhecimento dos Estados Unidos e venceu por 4 a 1, em Seattle. Charles De Ketelaere marcou duas vezes, Hans Vanaken ampliou e Romelu Lukaku fechou a goleada, enquanto Malik Tillman descontou para os norte-americanos. Com o resultado, os belgas avançaram para enfrentar a Espanha nas quartas de final.
A Federação Internacional do Futebol (Fifa) divulgou um comunicado oficial nesta segunda-feira (6) respondendo à repercussão internacional envolvendo o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O jogador foi liberado para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 mesmo após ter recebido um cartão vermelho direto na vitória dos anfitriões sobre a Bósnia e Herzegovina.
O caso ganhou contornos políticos e virou polêmica após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar publicamente a punição e pedir que a entidade máxima do futebol revisasse o lance. O árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun após recomendação do VAR, também foi pauta.
Em nota, a entidade explicou que o Comitê Disciplinar da federação não anulou a decisão do juíz, que foi tomada na partida do último dia 1º de julho. Segundo a Fifa, muito pelo contrário, o atacante foi considerado culpado tanto pela falta grave em campo quanto pela indisciplina de invadir o gramado para comemorar com os companheiros após a expulsão.
No julgamento concluído no sábado (5), Balogun recebeu um jogo de suspensão e uma multa de US$ 40 mil (cerca de R$ 205 mil). Metade do valor foi pela falta e a outra metade pela comemoração indevida, com a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) sendo responsabilizada a pagar o montante junto com o atleta.
Embora a punição de um jogo tenha sido mantida, o Comitê Disciplinar decidiu congelar a execução da pena. A entidade utilizou uma brecha do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite suspender o cumprimento de sanções. Na prática, a punição do atacante entrou em "período de experiência" por um ano. Com isso:
* Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica na noite desta segunda-feira (6).
* Se o jogador cometer qualquer infração disciplinar grave nos próximos 12 meses, a suspensão automática de um jogo cai imediatamente, acumulando com a nova punição.
A Fifa encerrou a nota garantindo que a decisão levou em conta "todas as circunstâncias específicas do incidente e as provas disponíveis", lembrando que o órgão possui total autonomia jurídica para aplicar o congelamento de penas, desde que o caso não envolva manipulação de resultados.
A classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo político e institucional antes mesmo de a bola rolar contra a Bélgica. A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para a partida desta segunda-feira (6) provocou reação da Uefa, da União Europeia e da Federação Belga de Futebol.
Balogun havia sido expulso na vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última quarta-feira (1º), pela fase de 16 avos de final. Após revisão no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou cartão vermelho direto ao atacante por um pisão no tornozelo de Tarik Muharemovic.
Pelo regulamento disciplinar, expulsões diretas resultam em suspensão automática de uma partida. A Fifa, no entanto, decidiu suspender por um ano a aplicação da punição, em período probatório, o que permite que Balogun esteja à disposição dos Estados Unidos contra a Bélgica. O cartão vermelho segue registrado, mas a suspensão não será cumprida neste momento.
A decisão gerou questionamentos por causa dos relatos de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a imprensa internacional, Trump entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão do caso. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano agradeceu à entidade e afirmou que a decisão corrigiu uma “grande injustiça”.
A reação mais dura veio da Uefa. Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender a punição automática.
"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada", declarou a Uefa.
A crítica também chegou à União Europeia. Glenn Micallef, comissário europeu responsável por esporte, afirmou que decisões esportivas devem permanecer dentro das instituições esportivas e não sofrer interferência política.
"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", afirmou.
A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas, também protestou. Em nota, a federação belga declarou “surpresa” com a liberação de Balogun e citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática para a partida seguinte em caso de cartão vermelho.
A entidade belga também mencionou o Artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a regra havia sido reforçada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes dos jogos. Segundo a federação, todas as opções estão sendo avaliadas para proteger os princípios de fair play e os direitos das seleções participantes.
Do lado norte-americano, a decisão foi recebida como correção de um erro. O técnico Mauricio Pochettino afirmou que os Estados Unidos já haviam sido punidos durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina por atuarem cerca de 30 minutos com um jogador a menos.
"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.
A polêmica desloca parte da atenção do campo para os bastidores no dia do confronto. Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor avança às quartas e segue na disputa pelo título.
Mais do que a presença de Balogun em campo, o caso abriu uma discussão maior sobre limites entre regra, interpretação disciplinar e influência política no futebol. Para os críticos da decisão, o problema não está apenas em revisar uma punição, mas no precedente criado em uma competição em andamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pediu que ele revisasse a suspensão do principal goleador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que recebeu um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira (1º). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
Neste domingo (5), a FIFA anunciou que Balogun estaria elegível para jogar na segunda-feira contra a Bélgica após sua suspensão por cartão vermelho ser retirada. Por meio da rede social Truth Social, Donald Trump celebrou o anúncio da entidade.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente no Truth Social. O presidente americano não cita a suposta ligação nem atribui a si mesmo a reversão da medida.
A decisão, no entanto, provocou forte reação da Federação Belga de Futebol (RBFA). Em comunicado oficial, a entidade afirmou estar "surpresa" com a decisão da FIFA de declarar Balogun apto para atuar e argumentou que a medida contraria o próprio Código Disciplinar da entidade.
Segundo a federação, o artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA determina que um cartão vermelho, incluindo a expulsão por dois cartões amarelos, gera automaticamente suspensão para a partida seguinte, como ocorreu em todos os demais cartões vermelhos aplicados durante esta Copa do Mundo. A RBFA também afirmou que a decisão contradiz o regulamento da Copa do Mundo de 2026, que prevê suspensão automática para jogadores expulsos, além de uma circular enviada pela FIFA a todas as federações participantes em maio deste ano reforçando a mesma regra.
Ainda no comunicado, a federação informou que está avaliando "todas as opções possíveis" para proteger os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.
A reversão é altamente incomum e a primeira vez desde 1962 que a FIFA permitiu que um jogador participasse de um jogo quando ele estaria suspenso. Também ocorre enquanto Infantino passou anos tentando ganhar o favor de Trump. No ano passado, a FIFA criou e deu a Trump o Prêmio da Paz da FIFA em meio à campanha pública, mas fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
CARTÃO DE BALOGUN
Balogun foi expulso de campo no jogo de quarta-feira depois de receber um cartão vermelho por cometer uma falta contra um defensor da Bósnia e Herzegovina. O cartão vermelho também acarretou uma suspensão de um jogo para a partida de segunda-feira contra a Bélgica. Mas no domingo, a FIFA disse que Balogun poderia jogar.
“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano”, disse o órgão regulador em um comunicado. “Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade similares durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração”, informou a FIFA.
Permitir que Balogun jogue beneficia os Estados Unidos, com o atacante sendo a principal ameaça de gol enquanto a equipe tenta avançar às quartas de final pela primeira vez em 24 anos.
A Fifa e o presidente da entidade, Gianni Infantino, são alvos de uma ação judicial movida na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista iraniano-americano. O autor do processo afirma representar 91 milhões de iranianos e pede uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) pela eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações do jornal britânico The Independent, Afrasiabi sustenta que a equipe foi prejudicada por uma decisão do árbitro de vídeo na derrota para o Egito. O lance contestado é a anulação do gol de Shojae Khalilzadeh, invalidado por impedimento após revisão do VAR, resultado que impediu a classificação iraniana para a fase seguinte do torneio.
Na ação, o autor alega que houve tratamento discriminatório contra a seleção iraniana. “Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”, afirmou o processo.
Afrasiabi, de 68 anos, é ex-professor da Universidade de Harvard e já atuou como conselheiro da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama. No processo, ele argumenta que existem evidências de que a eliminação da seleção foi consequência de uma decisão arbitral injusta.
A ação também cita as condições enfrentadas pela delegação iraniana durante a competição. Entre os pontos mencionados estão restrições para permanecer em território norte-americano no início da Copa, a transferência da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos a 11 integrantes da delegação. Para Afrasiabi, a Fifa deveria ter assegurado igualdade de condições de preparação às seleções participantes.
Caso obtenha decisão favorável, o autor informou que pretende destinar parte da indenização a programas esportivos voltados para jovens no Irã. Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre o processo.
Esta é a segunda ação envolvendo cidadãos americanos de origem iraniana contra a entidade máxima do futebol em 2026. Em junho, a Justiça da Califórnia decidiu a favor da Fifa em um processo que questionava a proibição do uso da bandeira do Irã anterior à Revolução Islâmica nas arquibancadas da Copa do Mundo. A entidade mantém a vedação a manifestações políticas nos estádios durante a competição.
A seleção dos Estados Unidos foi a décima classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Bósnia por 2 a 0, nesta quarta-feira (1º), no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Os gols da vitória foram marcados por Folarin Balogun, no primeiro tempo, e Malik Tillman, na etapa final.
Com isso, os Estados Unidos se juntam a Canadá, Brasil, Paraguai, Marrocos, França, Noruega, México, Inglaterra e Bélgica, seleções que já garantiram vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe estadunidense, comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino, enfrentará a Bélgica, que venceu o Senegal de virada, na prorrogação, também nesta quarta-feira (1º).
Ainda restam seis vagas nas oitavas de final. Elas serão definidas nos confrontos entre Portugal x Croácia, Espanha x Áustria, Gana x Colômbia, Argélia x Suíça, Egito x Austrália e Cabo Verde x Argentina.
Esta será a sexta vez que os Estados Unidos disputarão as oitavas de final de uma Copa do Mundo.
As pausas para hidratação da Copa do Mundo de 2026 ganharam uma trilha sonora própria. Enquanto os jogadores deixam o campo por alguns minutos para se hidratar, os alto-falantes dos estádios têm embalado torcedores com “Livin’ on a Prayer”, clássico do Bon Jovi lançado em 1986.
A canção, uma das mais conhecidas da banda norte-americana, passou a marcar um dos momentos mais comentados do Mundial. Em vez de silêncio ou apenas orientações das equipes, as paralisações têm sido acompanhadas por um coro nas arquibancadas, reunindo torcedores de diferentes países em torno do refrão conhecido mundialmente.
“Livin’ on a Prayer” foi lançada como single do álbum “Slippery When Wet”, trabalho que consolidou o Bon Jovi entre os principais nomes do rock dos anos 1980. A música chegou ao topo da Billboard Hot 100 e se tornou uma das faixas de maior alcance da carreira do grupo liderado por Jon Bon Jovi.
O som característico da música também é parte da identidade do hit. A introdução com o efeito de talk box na guitarra de Richie Sambora ajudou a transformar a faixa em uma das mais reconhecíveis do rock comercial da década.
Quarenta anos depois, a canção segue acumulando números expressivos nas plataformas digitais. No Spotify, “Livin’ on a Prayer” já ultrapassou a marca de 2 bilhões de reproduções. No YouTube, o videoclipe oficial também soma mais de 1,4 bilhão de visualizações.
Na Copa do Mundo, a música ganhou novo uso. Durante as pausas para hidratação, o refrão tem funcionado como ponto de encontro entre torcedores de diferentes nacionalidades. A escolha também chama atenção por combinar com a atmosfera dos estádios norte-americanos, onde músicas clássicas do rock costumam fazer parte da experiência esportiva.
As paralisações para hidratação são uma das novidades mais debatidas desta edição da Copa. A Fifa adotou o procedimento como medida relacionada às condições climáticas e ao desgaste dos atletas durante o torneio disputado em Estados Unidos, México e Canadá.
Dentro desse contexto, “Livin’ on a Prayer” acabou se tornando uma espécie de trilha informal desses intervalos. A música não muda o andamento da partida, mas transformou uma pausa técnica em um momento de participação das arquibancadas.
O resultado é uma cena recorrente no Mundial: jogadores recebendo orientações à beira do campo, comissões técnicas ajustando detalhes e milhares de torcedores cantando um clássico lançado quatro décadas antes da competição.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou um documento à Fifa para reclamar da anulação de um gol de Vinícius Jr na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24), pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo Lance! e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias.
O ofício é assinado pelo presidente da entidade, Samir Xaud, e contesta a decisão tomada após intervenção do VAR. No lance, Vini Jr recuperou a bola no campo de ataque, avançou em direção ao gol e finalizou. Inicialmente, o gol foi validado em campo, mas o árbitro mexicano César Ramos foi chamado ao monitor e, depois da revisão, marcou falta do atacante brasileiro. Reveja:
Esse gol anulado do Vinicius Jr., que seria o segundo dele na partida contra a Escócia, parece a eleição de 2022 entre Bolsonaro e Lula: Vini claramente tomou a frente na raça, o camisa 13 da Escócia, que vinha atrás, tropeçou nas pernas do jogador da Seleção Brasileira e ainda… pic.twitter.com/RF7lDv0dzK
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) June 24, 2026
A CBF argumenta que não houve infração no lance e que a intervenção do VAR não deveria ter ocorrido. A avaliação da entidade é de que o árbitro de vídeo só deve entrar em ação em situações de erro claro e evidente.
No documento enviado à Fifa, a confederação também sugere que César Ramos não seja escalado novamente para partidas da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo.
A decisão gerou reclamações da delegação brasileira e repercussão entre torcedores nas redes sociais. O gol anulado poderia ter sido mais um de Vini Jr na partida contra os escoceses. Mesmo com a anulação, o atacante marcou duas vezes no triunfo brasileiro.
O episódio também reacendeu lembranças de outro jogo da Seleção apitado por César Ramos em Copas do Mundo. Em 2018, o mexicano comandou o empate por 1 a 1 entre Brasil e Suíça, na estreia do Mundial da Rússia, partida marcada por reclamações brasileiras em relação ao gol suíço.
Apesar da contestação, o resultado contra a Escócia confirmou o Brasil na liderança do Grupo C. A equipe comandada por Carlo Ancelotti avançou aos 16 avos de final e enfrentará o Japão na próxima segunda-feira (29), às 14h, no horário de Brasília, em Houston, nos Estados Unidos.
A final da Copa do Mundo de 2026 deve ter a presença de Donald Trump na cerimônia de premiação. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente dos Estados Unidos estará no estádio de Nova Jersey e participará da entrega da taça ao campeão do torneio.
A declaração foi dada na última terça-feira (23), em entrevista à emissora norte-americana Fox News. A decisão da Copa está marcada para o dia 19 de julho, no New York/New Jersey Stadium.
"Estaremos juntos com o presidente (Trump), aproveitando a final e entregando o troféu ao vencedor, claro, juntos. Estamos juntos o tempo todo", afirmou Infantino.
FIFA President Gianni Infantino: We're going to be together with @POTUS enjoying the World Cup Final and handing the trophy to the winner together. ???? pic.twitter.com/hocUn7ihHE
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) June 23, 2026
O trecho da entrevista foi publicado pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X. Trump ainda não se manifestou oficialmente sobre a declaração.
A fala do presidente da Fifa trouxe novamente atenção ao protocolo de entrega dos troféus da entidade. No caso da Copa do Mundo, a seleção campeã recebe a taça original durante a cerimônia, ergue o troféu no gramado e participa da celebração com o elenco. Depois, o objeto principal retorna aos cuidados da Fifa.
Desde 2005, a entidade não entrega mais a taça original de forma definitiva ao campeão. A seleção vencedora passa a receber uma réplica oficial, conhecida como Troféu dos Vencedores da Copa do Mundo da Fifa. A peça é banhada a ouro e fica com a federação campeã.
Ou seja, o campeão mundial levanta a taça original na cerimônia, mas não fica com ela. O troféu principal permanece sob responsabilidade da Fifa.
A situação é diferente do que ocorreu recentemente no Mundial de Clubes. Em 2025, Trump e Infantino participaram juntos da premiação da competição disputada nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e recebeu a taça das mãos do presidente norte-americano.
Durante a comemoração, Trump permaneceu no palco ao lado dos jogadores do Chelsea.
O tema ganhou outro desdobramento quando Trump afirmou, em entrevista à DAZN, que havia ficado com uma versão do troféu do Mundial de Clubes no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo ele, a Fifa teria produzido outro exemplar para o Chelsea.
"Eles (a Fifa) disseram: ‘Vocês poderiam segurar este troféu por um tempinho?’. Nós o colocamos no Salão Oval e então eu disse: ‘Quando vocês vão pegar o troféu?’, e Gianni Infantino disse: ‘Nós nunca vamos pegá-lo, vocês podem ficar com ele para sempre no Salão Oval. Estamos fazendo um novo’. E eles realmente fizeram outro", revelou.
De acordo com a Fifa, o Mundial de Clubes conta com três versões do troféu: uma original e duas réplicas. A taça principal fica guardada junto aos demais troféus da entidade, em Zurique, na Suíça. Uma das cópias ficou com o Chelsea, campeão do torneio, e outra foi destinada ao país sede.
Na Copa do Mundo, o procedimento é tratado de forma mais restrita pela entidade. A taça original é usada nos principais eventos oficiais e na cerimônia de premiação, mas não permanece com o campeão.
A presença prevista de Trump na final de 2026 também ocorre em um contexto específico. A Copa será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A decisão, no entanto, acontecerá em território norte-americano.
Com isso, a cerimônia de premiação deve reunir o presidente da Fifa, o presidente dos Estados Unidos e a seleção campeã no momento de entrega do troféu. A definição sobre o posicionamento das autoridades no palco e a condução da entrega seguirá o protocolo da entidade para a final.
A Seleção Brasileira terá mudança no uniforme dos goleiros para a partida contra a Escócia, nesta quarta-feira (23), às 19h, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A CBF pediu à Fifa a retirada do conjunto vermelho inicialmente previsto para o jogo, e a entidade máxima do futebol autorizou a alteração. A informação foi veículada pela Abril, nesta terça-feira (23).
Com a mudança, Alisson, Ederson e Weverton entrarão em campo com uniforme verde. A Fifa havia divulgado anteriormente que os goleiros brasileiros usariam camisa, calção e meiões vermelhos no confronto.
De acordo com as informações, a alteração foi determinada pelo presidente da CBF, Samir Xaud. Como havia outro conjunto disponível e não existia conflito de cores com a Escócia, a Fifa aceitou a solicitação feita pela entidade brasileira.
Esta não foi a primeira intervenção do dirigente em relação às cores da Seleção. Em 2025, Xaud já havia barrado a adoção de uma camisa vermelha como segundo uniforme do Brasil, produzida em parceria entre Nike e Jordan.
Na época, o presidente da CBF negou motivação política e afirmou que a decisão estava relacionada à preservação das cores tradicionais da bandeira brasileira.
"Foi um assunto delicado. Muita gente levou para o lado político. Eu levei para o lado do Brasil, das cores da bandeira do Brasil. Azul, amarelo, verde e branco são cores da nossa bandeira e são as cores que têm que ser seguidas. Eu fui contra a camisa vermelha, não por questão política. Realmente estava em produção. Fiz uma reunião urgente com a Nike e pedi que parasse a produção", declarou.
Pelas regras da Copa do Mundo, a definição dos uniformes de cada partida é feita pela Fifa com base nas opções previamente cadastradas pelas seleções. Ainda assim, ajustes podem ser realizados nas reuniões de coordenação que antecedem os jogos.
Após a decisão, a CBF informou que não existe uniforme vermelho de goleiro na coleção oficial da Seleção Brasileira.
O uso da cor vermelha por goleiros do Brasil, no entanto, não é inédito. Em outras temporadas, como 2013 e 2014, arqueiros da Seleção já atuaram com uniformes nessa tonalidade.
Contra a Escócia, os jogadores de linha do Brasil usarão camisa amarela, com calções e meiões brancos.
A Copa do Mundo de 2026 vale muito mais do que prestígio esportivo. Além da taça mais cobiçada do futebol, as seleções participantes disputam uma premiação bilionária distribuída pela Fifa ao longo do torneio.
Ao todo, a entidade destinará US$ 655 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) às 48 federações classificadas para o Mundial. A quantia representa um dos maiores volumes de premiação já distribuídos em uma competição esportiva.
Mesmo as seleções eliminadas na fase de grupos receberão uma parcela significativa. Cada participante tem garantidos US$ 9 milhões (aproximadamente R$ 45 milhões) apenas por disputar a competição.
Os valores aumentam à medida que as equipes avançam no mata-mata. O grande campeão levará US$ 50 milhões, o equivalente a cerca de R$ 250 milhões.
O vice-campeão receberá US$ 33 milhões (R$ 166 milhões), enquanto o terceiro e o quarto colocados embolsarão US$ 29 milhões (R$ 145 milhões) e US$ 27 milhões (R$ 135 milhões), respectivamente.
Confira a lista de premiação da Copa do Mundo:
Campeão: US$ 50 milhões (R$ 250 milhões)
Vice-campeão: US$ 33 milhões (R$ 166 milhões)
3º lugar: US$ 29 milhões (R$ 145 milhões)
4º lugar: US$ 27 milhões (R$ 135 milhões)
Participação na fase de grupos: US$ 9 milhões (R$ 45 milhões)
Os valores da Copa do Mundo superam as principais premiações do futebol sul-americano e brasileiro. Para efeito de comparação, o Flamengo recebeu cerca de R$ 50 milhões pelo título do Campeonato Brasileiro da última temporada. Já a conquista da Libertadores rendeu ao clube carioca aproximadamente R$ 190 milhões.
Assim, a premiação destinada ao campeão mundial supera em cerca de R$ 60 milhões o valor pago ao vencedor da principal competição de clubes da América do Sul.
Embora a Fifa repasse os valores às federações nacionais, parte da quantia costuma ser distribuída aos atletas e membros das comissões técnicas.
Segundo reportagem do UOL, a CBF adota um modelo de divisão em caso de conquista brasileira. Do valor reservado para bonificação da delegação, 70% são destinados aos jogadores e os outros 30% são repartidos entre integrantes da comissão técnica e demais profissionais que acompanham a Seleção.
Com isso, além da chance de conquistar o hexacampeonato, os atletas brasileiros também podem receber uma recompensa financeira expressiva caso o Brasil levante a taça nos Estados Unidos, México e Canadá.
O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, voltou a criticar as condições de preparação da seleção às vésperas do duelo deste domingo (21) contra a Bélgica pela Copa do Mundo. Segundo ele, o time conseguiu realizar apenas metade do treino previsto por causa do curto intervalo entre a chegada e a atividade.
Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que a situação compromete o desempenho da equipe.
“Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram 16. Foi por isso que tivemos de interromper nosso treinamento pela metade. Essas restrições dificultaram muito a nossa situação. Isso mina o espírito do futebol. Esse tipo de comportamento não é compatível com uma Copa do Mundo”.
Apesar das queixas, ele agradeceu o apoio recebido na chegada aos Estados Unidos e disse que a equipe segue focada na competição, mesmo diante das dificuldades. Sobre a comparação com outras seleções, citou a Bélgica como exemplo de preparação mais adequada e voltou a reforçar sua insatisfação com a organização do calendário.
"Apesar de tudo, sou grato pela nação iraniana e nós jogamos por eles. Eu sei que esse tipo de comportamento tem ferido nossas pessoas. Mesmo se tivéssemos gastado bilhões de dólares não poderíamos trazer justiça para nosso povo. Isso só mostra que somos um país opressivo, e eu espero que o mundo atinja a paz, e que ela seja sustentável, não algo institucional.
A partida entre Turquia e Paraguai, válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, marcou a primeira aplicação de uma das novas regras aprovadas pela Fifa para o torneio. O paraguaio Miguel Almirón foi expulso após cobrir a boca enquanto se dirigia a um adversário em campo.
Almirón, camisa 10 do Paraguai expulso por tampar a boca pic.twitter.com/pOCmPDMT7M
— J (@utdfbpa) June 20, 2026
O lance aconteceu aos 45'+3' do primeiro tempo. Almirón se aproximou de Mert Müldür, jogador da Turquia, e levou a mão à boca enquanto falava com o rival. A atitude impediu que fosse possível identificar o que estava sendo dito pelo atleta paraguaio.
O árbitro salvadorenho Iván Barton foi chamado ao VAR pelo catariano Khamis Mohammed Al Marri. Após revisar a jogada no monitor, o juiz decidiu aplicar o cartão vermelho direto ao jogador do Atlanta United.
A regra foi implementada pela Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 após uma polêmica envolvendo Vinicius Júnior, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica, em uma partida da Liga dos Campeões. Na ocasião, o argentino teria confrontado o atacante brasileiro cobrindo a boca, o que dificultou a identificação do que havia sido dito.
Vinicius alegou ter sido alvo de insulto racial no episódio. Prestianni acabou sendo punido com dois jogos de suspensão. A partir do caso, a Fifa passou a coibir o gesto de cobrir a boca em confrontos dentro de campo, especialmente em situações de discussão entre jogadores.
Com a expulsão contra a Turquia, Miguel Almirón se tornou o primeiro atleta punido com cartão vermelho direto pela medida na Copa do Mundo. A regra, que passou a ser chamada de “regra Vinicius”, ganhou aplicação prática pela primeira vez no torneio justamente em um lance analisado pelo VAR.
O caso deve ampliar o debate sobre a atuação da arbitragem em situações de conduta antidesportiva e possíveis ofensas dentro de campo. A decisão também reforça a tentativa da Fifa de aumentar o controle sobre gestos que possam dificultar a identificação de falas entre jogadores durante as partidas.
Um influenciador cabo-verdiano participava do Fifa Fan Festival, na última na quarta-feira (17), quando percebeu um painel onde as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo 2026 estavam sinalizadas no Mapa-múndi. O que chamou atenção de Poppy e Antonio Ball Sousa, que administram a página do Instagram @theballsousafamily, foi o fato que Cabo Verde estava localizado no continente errado.
Na filmagem, é Antonio aparece apontando para a bandeira de Cabo Verde, que está marcada na América do Sul. Ele afirma que o país está, na verdade, localizado na costa da África Ocidental.
“Prezada FIFA, sabemos que não éramos muito conhecidos antes de segunda-feira, mas Cabo Verde não fica na América do Sul, e sim na África. Atenciosamente, Todos os cabo-verdianos”, escreveu a família no Instagram. “Pelo menos vamos acertar o continente!”
Cabo Verde está participando da sua primeira Copa do Mundo e estreou contra a Espanha, conquistando um resultado inédito ao segurar o empate por 0 a 0 contra uma das favoritas.
A Fifa realizou, na tarde desta quarta-feira (17), um teste antidoping surpresa no hotel da Seleção Brasileira, o The Ridge, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Representantes da entidade que comanda o futebol mundial estiveram no local onde a delegação brasileira está concentrada para realizar exames em alguns jogadores do elenco.
Entre os atletas testados esteve o lateral-direito Danilo, escalado para conceder entrevista coletiva nesta quarta. Por causa do procedimento, o jogador se atrasou para o atendimento à imprensa.
Os exames antidoping em Copas do Mundo seguem protocolos estabelecidos pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e pela Fifa. O processo pode envolver coleta de sangue e urina, com divisão das amostras em frascos A e B, este último utilizado em caso de contraprova.
A testagem pode ocorrer de forma surpresa em centros de treinamento, hotéis das delegações ou após partidas. A medida tem como objetivo garantir a integridade da competição, ampliar a capacidade de detecção de possíveis irregularidades e assegurar condições iguais entre os atletas.
Na Copa do Mundo de 2026, os testes podem ser realizados tanto durante o torneio quanto nos períodos de preparação das seleções.
Em caso de resultado positivo, o jogador tem direito à análise da amostra B e à apresentação de defesa antes da definição de eventuais punições. Dependendo da infração, as sanções podem incluir suspensão, perda de resultados esportivos e afastamento de competições.
A Seleção Brasileira segue preparação para enfrentar o Haiti, nesta sexta-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
O hat-trick de Lionel Messi na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na última terça-feira (16), no Estádio Arrowhead, em Kansas, colocou o camisa 10 em uma lista rara da história das Copas do Mundo. Com os três gols marcados no primeiro jogo da Argentina na edição de 2026, Messi se tornou apenas o nono jogador a registrar um hat-trick na partida de estreia de sua seleção em uma Copa do Mundo.
Antes dele, o feito havia sido alcançado por Bert Patenaude (Estados Unidos, 1930), Guillermo Stábile (Argentina, 1930), Angelo Schiavio (Itália, 1934), Edmund Conen (Alemanha, 1934), Sándor Kocsis (Hungria, 1954), Just Fontaine (França, 1958), Gabriel Batistuta (Estados Unidos, 1994) e Miroslav Klose (Alemanha, 2002).
A marca não acontecia há 24 anos. O último jogador a conseguir o feito havia sido Klose, que marcou três gols na vitória da Alemanha sobre a Arábia Saudita por 8 a 0, na estreia alemã na Copa de 2002.
Messi também se tornou o terceiro argentino da história a integrar essa lista. O primeiro foi Guillermo Stábile, autor de três gols na vitória por 6 a 3 sobre o México, na Copa de 1930 e o segundo foi Gabriel Batistuta, autor de um hat-trick contra a Grécia, na estreia da Argentina na Copa de 1994. Outra curiosidade é que o argentino alcançou o feito em sua sexta participação em Copas do Mundo. Entre os outros sete jogadores da lista, todos haviam conseguido o hat-trick em sua primeira ou segunda participação no torneio.
Além da entrada nessa lista, os três gols contra a Argélia também ampliaram os números de Messi em Copas do Mundo e o colocaram entre os principais artilheiros da história da competição. Ele igualou Miroslav Klose, com 16 gols marcados ao todo.
Confira a lista jogadores que marcaram hat-trick na estreia de suas seleções em uma edição de Copa do Mundo:
- Bert Patenaude (Estados Unidos) – Paraguai, 1930;
- Guillermo Stábile (Argentina) – México, 1930;
- Angelo Schiavio (Itália) – Estados Unidos, 1934;
- Edmund Conen (Alemanha) – Bélgica, 1934;
- Sándor Kocsis (Hungria) – Coreia do Sul, 1954;
- Just Fontaine (França) – Paraguai, 1958;
- Gabriel Batistuta (Argentina) - Estados Unidos, 1994;
- Miroslav Klose (Alemanha) – Arábia Saudita, 2002;
- Lionel Messi (Argentina) – Argélia, 2026.
O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, criticou as condições enfrentadas por sua equipe durante a disputa e a preparação para a Copa do Mundo de 2026, afirmando publicamente que os iranianos estão sendo prejudicados por mudanças de última hora na logística da delegação.
As declarações ocorreram na madrugada desta terça-feira (16) após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, pela primeira rodada do Grupo G. Segundo o treinador, as dificuldades de deslocamento e adaptação afetaram diretamente o desempenho da equipe.
"Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram. Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", afirmou.
A preparação do Irã para o torneio já havia sido alterada antes mesmo do início da competição. Em meio às incertezas envolvendo vistos e à tensão diplomática entre o país com os Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol transferiu seu centro de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana.
Após o empate em Los Angeles, a delegação esperava permanecer nos Estados Unidos para recuperação física e preparação para o próximo compromisso. No entanto, segundo Ghalenoei, o grupo foi obrigado a retornar imediatamente ao México.
"Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora", declarou.
O treinador não especificou qual entidade determinou a mudança. Até o momento, nem a Fifa nem autoridades norte-americanas se manifestaram publicamente sobre as acusações.
Outros pontos também foram tocados durante a entrevistra coletiva. Confira abaixo:
DESGASTE FÍSICO
De acordo com o comandante iraniano, a rotina de deslocamentos teve impacto direto na condição física dos jogadores durante a partida.
Ghalenoei relatou que vários atletas apresentaram cãibras e associou o problema ao desgaste provocado pelas viagens constantes entre México e Estados Unidos.
Apesar das dificuldades, o treinador elogiou a postura da equipe em campo e valorizou o ponto conquistado diante da Nova Zelândia.
TAREMI TAMBÉM RECLAMA
Principal nome da seleção iraniana, o atacante Mehdi Taremi reforçou as críticas feitas pelo treinador e afirmou que a situação vivida pela delegação prejudica o futebol.
"Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a FIFA tem que nos ajudar mais do que isso", declarou.
O atacante revelou que o grupo enfrentou uma rotina desgastante nos dias que antecederam a partida, com deslocamentos entre Tijuana, Los Angeles, hotel e estádio.
"Eles deveriam ter nos dado dois dias para nos ambientarmos em Los Angeles. É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz", afirmou.
Segundo Taremi, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário iraniano após o empate.
COMISSÃO DESFALCADA
Ghalenoei também destacou que parte da estrutura da seleção não conseguiu acompanhar a delegação por causa de restrições relacionadas a vistos.
"Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui. Tivemos que lidar com esses papéis por conta própria", disse o treinador.
O Irã volta a campo pela Copa do Mundo nos próximos dias buscando a primeira vitória no torneio e a classificação para a fase eliminatória.
Barrado na imigração dos Estados Unidos, sendo impedido de apitar a Copa do Mundo no país, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan receberá o cachê integral por sua participação no torneio. A informação foi publicada neste domingo pela BBC.
Segundo a rede britânica, fontes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) garantem que Artan terá direito a receber a quantia, mesmo sem atuar na Copa. Os valores ainda são desconhecidos, já que os árbitros só recebem o pagamento ao fim da competição.
Aos 34 anos, Omar Artan faz parte do quadro de árbitros da Fifa desde 2018 e foi eleito o melhor árbitro da África em 2025. Recentemente, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Mamelodi Sundowns e AS FAR, consolidando seu protagonismo no cenário continental.
Escolhido entre os 52 árbitros da Copa do Mundo de 2026, Artan faria história como o primeiro somali a apitar uma partida do torneio. No entanto, teve a entrada nos Estados Unidos barrada pelas autoridades migratórias. Segundo o árbitro, nenhuma justificativa oficial foi apresentada no momento da recusa.
Em nota, a imigração norte-americana informou que o profissional foi considerado "inadmissível devido a preocupações relacionadas à verificação de antecedentes". Já na última quarta-feira (10), um representante do governo do presidente Donald Trump afirmou que Artan estaria sendo investigado por suposto envolvimento com terrorismo.
De volta à Somália, o árbitro foi recebido com homenagens no aeroporto. Apesar do episódio, ele segue escalado para apitar a Supercopa Europeia entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
O árbitro Ramon Abatti Abel foi escalado para comandar o confronto entre Bélgica e Egito, marcado para a próxima segunda-feira (15), pela primeira rodada do Grupo G na Copa do Mundo de 2026. A confirmação veio na manhã desta sexta-feira (12), após divulgação da Fifa.
A partida será disputada no Estádio de Seattle e marcará a estreia de Ramon Abatti nesta edição do Mundial. Com a nomeação, ele se torna o segundo árbitro brasileiro a entrar em ação na competição.
Antes dele, Wilton Pereira Sampaio já havia representado a arbitragem nacional no jogo de abertura da Copa do Mundo. O goiano trabalhou na vitória do México sobre a África do Sul, disputada no Estádio Azteca.
Em Bélgica x Egito, Ramon Abatti contará com uma equipe totalmente brasileira. Danilo Manis e Rafael Alves atuarão como árbitros assistentes.
O duelo é apontado como um dos mais aguardados da primeira rodada do Grupo G. A chave também conta com Irã e Nova Zelândia, mas belgas e egípcios aparecem como os principais candidatos à liderança do grupo.
OUTRAS ESCALAS
Além de Bélgica x Egito, a Fifa anunciou as equipes de arbitragem para outros três confrontos da primeira rodada da Copa do Mundo.
O jordaniano Adham Makhadmeh foi designado para comandar o duelo entre Espanha e Cabo Verde. Já o italiano Maurizio Mariani apitará o confronto entre Arábia Saudita e Uruguai.
A partida entre Irã e Nova Zelândia ficará sob responsabilidade do mexicano Cesar Ramos.
Adversário do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, o Haiti precisou alterar os uniformes que usará no Mundial após uma solicitação da Fifa. A entidade entendeu que o design original da camisa continha "mensagens políticas", por trazer uma bandeira e uma ilustração da Batalha de Vertières, confronto decisivo para a independência do país.
Segundo o jornal The Athletic, a Federação Haitiana de Futebol solicitou à fornecedora Saeta a modificação dos uniformes. Um porta-voz da seleção haitiana afirmou que a leitura da Fifa sobre o desenho foi uma "interpretação equivocada".
"Após uma interpretação equivocada, dirigentes da Fifa pediram à federação que removesse uma imagem que retrata Vertières e alguns heróis da independência hasteando a bandeira haitiana", afirmou o representante.
A Batalha de Vertières foi travada em 18 de novembro de 1803 e marcou a etapa final do processo que levou à independência do Haiti. A data também tem ligação simbólica com a campanha atual da seleção: o Haiti garantiu classificação para a Copa do Mundo de 2026 em 18 de novembro de 2025.
"Vertières foi o local da última batalha que levou à nossa independência, travada em 18 de novembro de 1803. Ironicamente, a seleção se classificou para a Copa do Mundo de 2026 em 18 de novembro de 2025. A federação não fez nenhuma outra declaração sobre o assunto; simplesmente pediu à Saeta que alterasse o uniforme", completou.
O modelo original da camisa trazia uma bandeira azul e vermelha na parte inferior, em referência ao primeiro símbolo nacional adotado após a independência, em 1804. A Revolução Haitiana, liderada por figuras como Toussaint Louverture, é reconhecida historicamente como a única revolta de escravizados bem-sucedida da era moderna. Veja abaixo, com detalhes, em publicação feita pelo perfil mantosdofutebol.com.br:
Pelas regras aplicadas pela Fifa em suas competições, símbolos ou imagens que possam ser interpretados como manifestações políticas podem ser proibidos nos uniformes das seleções.
Em comunicado, a Saeta afirmou que a proposta visual tinha como objetivo representar o "orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano", sem intenção de transmitir mensagem política.
"Diversos conceitos foram desenvolvidos e refinados ao longo de vários meses e submetidos ao processo padrão de aprovação da Fifa. A proposta era uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha a intenção de transmitir uma mensagem política", disse a fornecedora.
Esta não é a primeira vez que o Haiti precisa modificar um uniforme de última hora. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Comitê Olímpico Internacional entendeu que uma imagem de Toussaint Louverture no traje da equipe de esqui não estava de acordo com normas sobre expressão dos atletas. Na ocasião, o rosto do revolucionário foi coberto por um remendo.
Na Copa do Mundo, o Haiti estreia neste sábado (13), às 22h, pelo horário de Brasília, contra a Escócia. Depois, enfrenta o Brasil no dia 19, às 21h30, e encerra a fase de grupos contra Marrocos, no dia 24.
Além das confirmadas 48 Seleções, a Copa do Mundo de 2026 começa com novidades em relação às regras de arbitragem, que devem ser adotadas posteriormente em outras competições de futebol.
Entre as principais mudanças está a ampliação do uso do árbitro de vídeo. O VAR, que antes se limitava a lances de gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação de jogador, passará a atuar em novas situações.
A partir da Copa, o árbitro de vídeo também poderá corrigir a aplicação incorreta de um segundo cartão amarelo. Além disso, poderá intervir em marcações equivocadas de escanteio quando o lance deveria ter sido tiro de meta.
As mudanças também buscam reduzir a cera e aumentar o tempo de bola rolando durante as partidas. Para isso, algumas reposições passarão a ter contagem visível feita pelo árbitro.
No arremesso lateral, o jogador terá cinco segundos para realizar a cobrança. Caso ultrapasse o limite, a posse será revertida para a equipe adversária. O mesmo prazo valerá para o tiro de meta. Se a equipe demorar mais de cinco segundos, será marcado escanteio para o adversário.
As substituições também terão limite de tempo. O jogador substituído terá dez segundos para deixar o campo, exceto em caso de lesão que impeça claramente a saída rápida. Se a regra não for cumprida, o atleta sairá normalmente, mas o substituto só poderá entrar após 60 segundos, deixando a equipe temporariamente com um jogador a menos.
Outra mudança envolve atendimentos médicos. Jogadores que precisarem de assistência dentro de campo terão que sair e aguardar um minuto para retornar, também deixando o time com um a menos durante esse período.
A Copa ainda terá uma regra específica para evitar pausas estratégicas durante atendimentos a goleiros. Enquanto o arqueiro estiver recebendo atendimento médico, os demais jogadores não poderão se aproximar do banco de reservas.
O Mundial também estreia novas punições disciplinares. Jogadores que cobrirem a boca com a mão, o braço ou a camisa durante discussões com adversários poderão receber cartão vermelho.
A mesma punição poderá ser aplicada a jogadores ou membros da comissão técnica que abandonarem o campo em sinal de protesto contra decisões da arbitragem.
As novas regras serão observadas já na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11) com México e África do Sul fazendo o jogo de abertura, no Estádio Azteca. A estreia da Seleção Brasileira será no sábado (13), contra Marrocos, às 19h, pelo horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Foi dada a largada para a maior Copa do Mundo da história. O Mundial de 2026 começa nesta quinta-feira (11), no México, com a partida entre México e África do Sul, às 16h, pelo horário de Brasília, no Estádio Azteca.
O palco da abertura entra mais uma vez para a história do futebol. O Estádio Azteca se torna o primeiro estádio do mundo a receber três jogos de abertura de Copa do Mundo. Antes de 2026, o local também havia sido sede das partidas inaugurais das edições de 1970 e 1986.
A escolha do México para receber o primeiro jogo também funciona como uma homenagem da Fifa à importância do país na história do torneio. A edição de 2026 será a primeira organizada por três países: México, Estados Unidos e Canadá.
Antes da bola rolar no Azteca, a Fifa realizará a primeira das três cerimônias oficiais de abertura, uma em cada país-sede. O evento no México está marcado para começar às 14h30. Entre as atrações previstas estão Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná, Tyla e Shakira.
O jogo entre México e África do Sul terá transmissão de todas as emissoras detentoras dos direitos da Copa do Mundo.
Ainda nesta quinta, Coreia do Sul e República Tcheca também entram em campo pelo Grupo A. A partida será disputada às 23h, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, com transmissão da CazéTV.
Na sexta-feira (12), será a vez dos outros dois países-sede estrearem na Copa do Mundo. O Canadá enfrenta a Bósnia e Herzegovina às 16h, no BMO Field, em Toronto. A partida terá transmissão do SporTV, Globoplay e ESPN.
Antes do jogo, Toronto recebe a cerimônia oficial de abertura canadense. Entre as atrações previstas estão Alanis Morissette, Alessia Cara, Michael Bublé, Jessie Reyez, entre outros nomes.
Mais tarde, os Estados Unidos fazem sua estreia diante do Paraguai. O confronto será às 22h, no SoFi Stadium, em Inglewood, na região de Los Angeles, com transmissão da CazéTV, SBT e ESPN.
A cerimônia de abertura nos Estados Unidos está marcada para as 20h30, também pelo horário de Brasília. O evento contará com apresentações de Katy Perry, Anitta, LISA, Rema, Tyla e Future.
Jogos de abertura da Copa do Mundo de 2026:
Quinta-feira (11)
16h — México x África do Sul
Estádio Azteca, Cidade do México
Cerimônia de abertura: 14h30
23h — Coreia do Sul x República Tcheca
Estádio Jalisco, Guadalajara
Transmissão: CazéTV
Sexta-feira (12)
16h — Canadá x Bósnia e Herzegovina
BMO Field, Toronto
Transmissão: SporTV, Globoplay, ESPN e CazéTV
22h — Estados Unidos x Paraguai
SoFi Stadium, Inglewood
Transmissão: CazéTV, SBT e ESPN
Adversário do Brasil, Haiti recebe solicitação da Fifa para alteração em uniforme para Copa do Mundo
A seleção do Haiti terá de modificar o uniforme que pretendia utilizar na Copa do Mundo após solicitação da Fifa. A informação foi confirmada pela Saeta, empresa responsável pela criação da camisa, em comunicado divulgado na terça-feira (9).
Segundo a fabricante, a entidade máxima do futebol entendeu que alguns elementos visuais presentes no desenho poderiam ser interpretados como manifestações de caráter político, o que motivou o pedido de ajustes.
"O design final apresentado pela Saeta foi um tributo para os homens e mulheres que contribuem todos os dias para o futuro do Haiti e não foram pensados como uma mensagem política. Durante o processo de revisão, a Fifa determinou que certos elementos visuais poderiam ser interpretados de forma diferente por seus regulamentos e pediu modificações no design", informou a empresa.
O uniforme faz referência à Batalha de Vertières, confronto ocorrido em 1803 e considerado um marco na luta pela independência haitiana em relação à França. No entanto, a Saeta não especificou quais detalhes da camisa motivaram a solicitação da Fifa.
Na apresentação oficial do modelo, a empresa destacou o caráter histórico e simbólico da peça.
"Mais de dois séculos atrás, uma nação nasceu. Hoje, uma nova era começou. Essa é mais do que uma camisa, é um tributo ao povo haitiano. Nossa história não é somente contada oralmente. Nós vestimos, defendemos e carregamos orgulhosamente a história. Por 222 anos, o povo haitiano sempre foi orgulhoso de seu país, sempre esperando por dias melhores. O Haiti tem montanhas, mares e paisagens de palmeiras, mas a coisa mais preciosa é o povo desta terra. Nós vestimos história e vestimos orgulho", diz a descrição oficial.
A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, contra Marrocos, no próximo sábado, terá um árbitro experiente, mas com histórico de polêmica fora de campo. A Fifa escalou o esloveno Slavko Vin?i?, de 46 anos, para comandar o primeiro jogo do Brasil no Mundial neste sábado (13).
Vin?i? tem currículo em competições importantes do futebol europeu, como Liga dos Campeões e Eurocopa. No entanto, o nome do árbitro também ganhou repercussão em 2020, quando ele foi detido durante uma operação policial na Bósnia e Herzegovina.
Na ocasião, o esloveno estava em uma propriedade rural onde outras 26 pessoas também foram detidas, entre homens e mulheres. A operação investigava suspeitas de prostituição, tráfico de armas e drogas.
Segundo autoridades locais, foram apreendidos no local cocaína, dez pistolas, medicamentos e cerca de 10 mil euros em dinheiro, aproximadamente R$ 60 mil na cotação atual.
Apesar da detenção, Vin?i? foi levado à delegacia apenas para prestar depoimento como testemunha. O árbitro foi liberado posteriormente, não foi acusado formalmente e acabou inocentado após as investigações. As informações são do jornal português A Bola.
Além do episódio fora de campo, Slavko Vin?i? também se envolveu em uma polêmica recente. O árbitro comandou o jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões entre Bayern de Munique e Real Madrid e foi criticado pela expulsão de Eduardo Camavinga nos minutos finais.
Para Brasil x Marrocos, Vin?i? terá dois compatriotas como assistentes: Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. O quarto árbitro será o suíço Sandro Schaerer, enquanto a árbitra reserva será Stéphane de Almeida, também da Suíça.
A partida entre Brasil e Marrocos marcará a estreia da Seleção Brasileira no Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
A poucas horas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a participação do Irã voltou a ser atravessada por questões políticas. Autoridades do país afirmaram ter comunicado à Fifa que a seleção iraniana poderá abandonar partidas do Mundial caso ocorram manifestações políticas nos estádios contra líderes da República Islâmica.
A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, em entrevista ao portal local Varzesh3 nesta semana. Segundo ele, a posição foi apresentada formalmente à entidade antes do início da competição.
"Informamos à Fifa que os membros da seleção nacional deixariam a partida assim que ouvissem slogans políticos nos estádios", afirmou o ministro.
O governo iraniano também demonstrou preocupação com o uso de símbolos associados à oposição ao regime. Donyamali afirmou que Teerã solicitou à Fifa que apenas a bandeira oficial do país seja permitida durante as partidas.
"O segundo ponto que enfatizamos foi que apenas a bandeira oficial deveria ser considerada legal, e não a antiga bandeira persa com o leão e o sol. A equipe também abandonaria o campo nesses casos", acrescentou.
A estreia do Irã na Copa do Mundo está marcada para a próxima terça-feira, contra a Nova Zelândia. Depois, a seleção comandada por Amir Ghalenoei enfrentará a Bélgica e encerrará a fase de grupos diante do Egito.
As duas primeiras partidas serão disputadas em Los Angeles, cidade que abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do país. A presença de milhares de opositores do atual regime na região aumenta a possibilidade de manifestações políticas durante os jogos.
A participação iraniana no Mundial já vinha sendo acompanhada com atenção por causa das tensões diplomáticas envolvendo o país. Nos últimos meses, questões relacionadas a vistos, deslocamentos, segurança e acesso de torcedores geraram incertezas sobre a logística da delegação.
Uma das medidas adotadas pela Federação Iraniana de Futebol foi transferir a base de concentração da equipe dos Estados Unidos para Tijuana, no México. Com isso, a delegação reduz o tempo de permanência em território norte-americano e passa a viajar aos Estados Unidos apenas nas datas das partidas.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a declaração do ministro iraniano.
A Fifa divulgou, na manhã desta quarta-feira (10), a equipe de arbitragem para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O esloveno Slavko Vincic será o árbitro principal da partida contra Marrocos, marcada para este sábado (13).
O árbitro já comandou partidas da Liga dos Campeões e tem experiência em jogos de alto nível internacional. Apesar de bem avaliado, também já teve seu nome envolvido em polêmicas nos últimos anos.
A equipe de arbitragem será formada majoritariamente por eslovenos. Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic atuarão como assistentes. O quarto árbitro será o suíço Sandro Schaerer, enquanto a árbitra reserva será Stéphane de Almeida, também da Suíça.
O Brasil estreia na Copa do Mundo contra a seleção marroquina pelo Grupo C. A partida será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Confira abaixo a equipe de arbitragem para o confronto:
- Árbitro principal: Slavko Vincic, da Eslovênia
- Assistente 1: Tomaz Klancnik, da Eslovênia
- Assistente 2: Andraz Kovacic, da Eslovênia
- Quarto árbitro: Sandro Schaerer, da Suíça
- Árbitra reserva: Stéphane de Almeida, da Suíça
A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida foi tomada poucos dias antes do início do torneio e impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que pretendiam acompanhar a seleção no Mundial.
A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipe também enfrentará a Bélgica, no dia 21, novamente em Los Angeles, e o Egito, no dia 26, em Seattle.
De acordo com a federação iraniana, o regulamento da Fifa prevê que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para distribuição entre seus torcedores. A entidade afirma que a venda dos bilhetes já havia sido iniciada antes da suposta revogação.
Em comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a medida e afirmou que a decisão afeta torcedores que já haviam organizado planos de viagem.
“Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”, afirmou a FFIRI.
A entidade também levantou questionamentos sobre possível interferência de fatores externos à organização esportiva.
“Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, completou.
A federação pediu ainda que a Fifa mantenha “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.
Entrada nos Estados Unidos também gera impasse
A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido cercada por incertezas fora de campo. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, sob alegação de que os Estados Unidos não estariam dispostos a receber a delegação iraniana.
Pelas condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.
No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros considerados “essenciais” da comissão técnica e administrativa da seleção. Segundo a entidade, 15 dirigentes e funcionários tiveram a entrada recusada.
Antes disso, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para participação no Mundial. Entre elas, estava a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país.
O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril. Na ocasião, uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a acusação feita pela federação iraniana.
A arbitragem brasileira será responsável por apitar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026, entre México e África do Sul, nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou, nesta segunda-feira (8), que Wilton Pereira Sampaio será o árbitro de campo, auxiliado pelos assistentes Bruno Pires e Bruno Boschilia. O quarto árbitro será Juan Benítez, do Paraguai, e o comando do VAR ficará com Juan Lara, do Chile.
Esta é a terceira vez que Wilton Pereira Sampaio integra a equipe de arbitragem representante do país em Copas do Mundo. Na Rússia, em 2018, ele atuou como assistente de árbitro de vídeo (AVAR). Já em 2022, no Catar, trabalhou como árbitro principal de campo.
Ao todo, nove profissionais de arbitragem representarão o Brasil na Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Raphael Claus e Ramon Abatti Abel são os outros árbitros de campo brasileiros selecionados para o Mundial.
The match officials for @FIFAWorldCup matches 1, 2, 3 and 4 have been appointed. ????
— FIFA (@FIFAcom) June 8, 2026
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, onde trabalharia em partidas da Copa do Mundo. O juiz teve a entrada negada por oficiais de imigração americanos e precisou retornar à Turquia, país de onde havia partido seu voo. A informação foi confirmada pelo jornalista Romain Molina, do jornal britânico The Guardian, neste fim de semana.
De acordo com Molina, o impedimento ocorreu por um problema relacionado ao visto de entrada nos Estados Unidos. Artan teria enfrentado dificuldades para emitir o documento e conseguiu viajar após obter um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia.
O documento, no entanto, não foi aceito pelas autoridades migratórias americanas. Com isso, o árbitro acabou barrado ao desembarcar no país-sede do Mundial.
A situação ocorre em meio à preparação final da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Até o momento, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O governo dos Estados Unidos também não divulgou informações públicas sobre a decisão da imigração.
Artan é considerado um dos principais árbitros do futebol africano. Aos 34 anos, ele apitou a final da Champions League Africana de 2025 entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul.
No mesmo ano, foi eleito o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol. A presença dele na Copa representaria mais um passo de destaque em sua carreira internacional.
A uma semana para o início oficial da Copa do Mundo 2026, a Fifa definiu regras de comportamento e segurança para os torcedores que vão acompanhar o Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
A uma semana para o início oficial da Copa do Mundo 2026, a Fifa definiu regras de comportamento e segurança para os torcedores que vão acompanhar o Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Por meio do seu código de conduta oficial, a entidade máxima do futebol proibiu a entrada de vuvuzelas, apitos e buzinas de ar comprimido nas arenas dos países-sede.
As famosas cornetas de plástico, que viraram febre mundial na Copa da África do Sul em 2010, foram banidas devido ao som estridente e ininterrupto, que costuma gerar reclamações de atletas, emissoras de TV e do próprio público. O veto se estende a qualquer dispositivo considerado excessivamente barulhento nas 16 sedes do torneio.
Além dos instrumentos sonoros, a Fifa barrou uma série de outros itens por motivos de segurança e organização:
Garrafas reutilizáveis: Torcedores não poderão entrar com suas próprias garrafas de água.
Lasers: Apontadores ou qualquer equipamento que emita feixes de luz estão estritamente proibidos.
Pintura corporal: O regulamento deixa claro que tintas e tatuagens não contam como vestimenta. Torcedores nus ou que tentem invadir o gramado serão retirados imediatamente.
Quem descumprir as normas do código de conduta poderá ter o acesso negado aos estádios ou ser expulso diretamente pelas equipes de segurança das arenas.
Com o maior número de seleções da história, 48 ao total,a Copa do Mundo de 2026 começa no dia 11 de junho e vai até 19 de julho. O pontapé inicial será no histórico Estádio Azteca, com o confronto entre México e África do Sul.
CAMINHO DO BRASIL NA COPA
O primeiro jogo da Canarinho na competição ocorre contra o Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium. O Brasil integra o Grupo C, junto com Haiti e Escócia.
2ª rodada: Brasil x Haiti – 19 de junho (sexta-feira), às 21h30, na Filadélfia.
3ª rodada: Escócia x Brasil – 24 de junho (quarta-feira), às 19h, em Miami.
Um dos itens mais simbólicos da história do futebol mundial estará disponível para compra em um leilão previsto para este mês. A camisa vestida por Pelé na decisão da Copa do Mundo de 1958, contra a Suécia, será ofertada pela casa de leilões Sotheby's com valor estimado superior a US$ 6 milhões (cerca de R$ 30 milhões).
A disputa pelos lances terá início em 29 de junho e será encerrada em 16 de julho, poucos dias antes da final da Copa do Mundo FIFA 2026. A expectativa é que a peça se torne o item ligado ao Rei do Futebol mais valioso já comercializado e se aproxime do recorde de camisa de futebol mais cara da história, atualmente pertencente ao uniforme utilizado por Diego Maradona no histórico jogo da "Mão de Deus", vendido por US$ 9,28 milhões em 2022.
O uniforme remete à final disputada em Estocolmo, capital da Suécia, quando Pelé, então com 17 anos, marcou dois gols na vitória por 5 a 2 sobre os suecos e ajudou o Brasil a conquistar seu primeiro título mundial. O ex-camisa 10 permanece até hoje como o jogador mais jovem a atuar e marcar em uma final de Copa do Mundo.
A projeção milionária reflete o crescimento do mercado de memorabilia esportiva nos últimos anos. Como referência, um leilão realizado em 2016 com mais de dois mil itens pertencentes a Pelé, entre medalhas, troféus e objetos ligados à sua carreira, arrecadou cerca de US$ 4,2 milhões no total. A estimativa atual para a camisa utilizada na final de 1958 supera sozinha o valor obtido por toda aquela coleção.
A Seleção Brasileira já sabe quais uniformes utilizará nos três primeiros jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A Fifa divulgou, nesta terça-feira (2), o esquema de cores definido para as partidas contra Marrocos, Haiti e Escócia.
Na estreia, marcada para o dia 13 de junho, contra Marrocos, o Brasil entrará em campo com a camisa amarela, calção azul e meiões brancos. Os goleiros usarão uniforme totalmente preto, com camisa, calção e meias da mesma cor.
No segundo compromisso, diante do Haiti, no dia 19, a Seleção vestirá o uniforme azul. A combinação terá camisa azul, calção azul e meias pretas. Para os goleiros, a Fifa definiu uniforme magenta, também em conjunto completo.
Já na última rodada da fase de grupos, contra a Escócia, no dia 24, o Brasil voltará a usar a camisa amarela. Desta vez, porém, a combinação será com calções brancos e meias brancas. Os goleiros atuarão com uniforme vermelho completo.
A definição das cores é feita pela Fifa, que prioriza, sempre que possível, o uso dos uniformes principais das seleções. A entidade, no entanto, considera a necessidade de contraste claro entre as equipes para evitar confusão visual em campo, tanto para jogadores quanto para arbitragem, transmissão e torcedores.
Por isso, em alguns casos, as seleções podem ser obrigadas a misturar peças dos uniformes principal e alternativo. É o caso do Brasil contra a Escócia, quando a camisa amarela será mantida, mas com calções brancos.
A Fifa também divulgou o esquema de cores de todas as partidas da fase de grupos. A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho, com México e África do Sul. No jogo de abertura, os donos da casa atuarão de verde, enquanto os sul-africanos jogarão totalmente de amarelo.
Confira abaixo as fotos dos uniformes divulgados pela Fifa:



A menos de duas semanas para o início da Copa do Mundo, a Fifa divulgou oficialmente nesta segunda-feira (1º) os uniformes que cada seleção vestirá na fase de grupos do Mundial. No Grupo C, a Seleção Brasileira passará por uma verdadeira rotatividade de cores, utilizando três combinações distintas de camisas e calções nas primeiras partidas.
Na estreia contra o Marrocos, no dia 13 de junho, o Brasil adotará o seu visual mais clássico e icônico, a tradicional camisa amarela, combinada com calções azuis e meiões brancos. Para este confronto, o goleiro titular entrará em campo vestido totalmente de preto.
Já no segundo duelo, diante do Haiti, a equipe acionará o uniforme reserva. A Seleção jogará com camisa e calções em azul-escuro, acompanhados de meiões pretos. O guarda-redes brasileiro, por sua vez, utilizará um kit na cor magenta.
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Uniforme 2 da Seleção Brasileira - Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Para fechar a primeira fase contra a Escócia, o Brasil voltará a usar a camisa amarela, mas com uma variação na parte inferior: calções e meiões brancos. O goleiro fechará a fase de grupos com um uniforme inteiramente vermelho.
CAMINHO NA COPA
O primeiro jogo da Canarinho na competição ocorre contra o Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium. O Brasil integra o Grupo C, junto com Haiti e Escócia.
2ª rodada: Brasil x Haiti – 19 de junho (sexta-feira), às 21h30, na Filadélfia.
3ª rodada: Escócia x Brasil – 24 de junho (quarta-feira), às 19h, em Miami.
O Botafogo recebeu nesta segunda-feira (1º) uma nova punição da Fifa e passou a acumular cinco transfer bans ativos. A mais recente sanção foi aplicada por tempo indeterminado em razão do não pagamento de multas administrativas impostas pela entidade máxima do futebol.
De acordo com o registro da Fifa, a penalidade tem caráter administrativo e foi agravada pela reincidência do clube em processos anteriores. Com isso, o Botafogo fica impedido de registrar novos jogadores até que a situação seja regularizada.
Além da punição anunciada nesta segunda, o clube carioca já responde a outros quatro transfer bans relacionados a pendências financeiras envolvendo negociações de atletas.
As sanções anteriores estão ligadas a dívidas com o Atlanta United, pela contratação de Thiago Almada, com o Ludogorets, na transferência de Rwan Cruz, com o New York City, pela chegada de Santi Rodríguez, e com o Zenit, na negociação do atacante Artur.
O transfer ban é uma medida disciplinar da Fifa que impede clubes de inscrever novos jogadores enquanto houver débitos ou determinações pendentes junto à entidade.
Muitas celebridades marcaram presença no jogo do Brasil contra o Panamá na noite de domingo (31). A amarelinha deu uma verdadeira goleada, ganhando com larga vantagem. A partida contou com Ivete Sangalo como ato de abertura, além de uma torcida mais que especial, incluindo a presença do baiano Lázaro Ramos e sua esposa, Taís Araújo.
O casal estava com os dois filhos, fruto do casamento de quase 20 anos, João Vicente e Maria Antônia. A família foi vista torcendo muito pela seleção e compartilhou registros durante a partida nas redes sociais. A semelhança dos herdeiros com os pais impressionou a web, com muitos internautas comentando nas redes sociais de Taís e Lázaro.
Os filhos de Taís e Lázaro não costumam fazer muitas aparições públicas e impressionaram pelo desenvolvimento. A altura de João Vicente, de 15 anos, impressionou a web por já estar perto da altura do pai. Além disso, a semelhança de Maria Antônia, de 11 anos, com a mãe também foi motivo de comentários dos internautas.
Além do casal, nomes como Jade Picon, Virginia Fonseca, Ronaldinho Gaúcho, Karoline Lima e Giovanna Lancelotti estiveram presentes.
Prestes a voltar a receber jogos de uma Copa do Mundo FIFA, desta vez na modalidade feminina, em 2027, a Casa de Apostas Arena Fonte Nova segue passando por melhorias estruturais e tecnológicas.
A mais recente novidade é a instalação de novos painéis de LED Full Color Imply, com capacidade para reproduzir até 280 trilhões de cores. A iniciativa tem como objetivo modernizar a comunicação visual do estádio e ampliar a experiência do público em jogos e eventos.
O novo painel conta com área superior a 140 metros quadrados, mais de 1,4 milhão de LEDs e resolução de 2.880 x 500 pixels, garantindo imagens em alta definição e cores vibrantes. A estrutura permitirá a exibição de conteúdos dinâmicos, ativações de marcas, informações de utilidade pública e materiais alinhados à programação de cada evento.
CEO e fundador da Imply Tecnologia, Tironi Paz Ortiz destacou que a modernização reforça o posicionamento da Arena em padrão internacional.
“A modernização dos estádios passa diretamente pela capacidade de transformar tecnologia em experiência, comunicação e novas oportunidades de negócios. Na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, temos orgulho de ampliar uma parceria construída desde 2013 com soluções inovadoras que elevam o padrão do complexo aos níveis internacionais. O novo Painel LED Full Color Imply®?, aliado aos sistemas de reconhecimento facial e aos Ring LEDs já instalados no estádio, reforça nosso compromisso em entregar mais impacto visual, eficiência operacional, engajamento do público e novas possibilidades de monetização, preparando a Arena para grandes eventos e experiências cada vez mais imersivas”, explicou.
A instalação se soma a outras melhorias recentes no estádio. No início do ano, a Arena recebeu um novo sistema visual de LED nos anéis das arquibancadas, com extensão de 547 m², também desenvolvido pela Imply Tecnologia.
Head de Negócios da Casa de Apostas, empresa que detém os naming rights da Arena, Anderson Nunes ressaltou a importância das intervenções no período de preparação para a Copa do Mundo Feminina.
“A Casa de Apostas acredita no esporte como plataforma de experiência, entretenimento e conexão com o público. Fazer parte da evolução tecnológica da Arena Fonte Nova, em um momento em que o estádio se prepara para receber novamente um evento global como a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, reforça nosso compromisso com projetos que impulsionam inovação, modernização e valorizam cada vez mais a jornada do torcedor”, pontuou.
Para o presidente da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga, o novo painel amplia as possibilidades de comunicação e ativação comercial do equipamento.
"Com este painel, fortalecemos a interatividade com o público e abrimos novas frentes para o mercado para exposição de marcas e projetos, contando mais uma vez com a qualidade e expertise da Imply", afirmou.
Parceira da Arena desde 2013, a Imply Tecnologia já fornece um ecossistema de soluções ao estádio, incluindo mais de 100 controladores de acesso por reconhecimento facial. A proposta é tornar a entrada do público mais rápida, segura e fluida, além de ampliar a eficiência operacional e gerar novas oportunidades comerciais nos pontos de contato com o torcedor.
CONFIRA A FICHA TÉCNICA DOS PAINÉIS:
Altura: 4,53 m
Largura: 30,94 m
Área: 140,15 m²
Peso: 10.900 kg
Resolução: 2.880 x 500 pixels
Pixel Pitch: 8 mm
Quantidade de LEDs: 1.440.000
A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).
Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.
A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.
"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.
A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.
A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.
Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.
A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.
Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.
ESTADOS UNIDOS
Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.
A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.
Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.
CIDADES-SANTUÁRIO
A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.
CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ
Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.
Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.
A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.
O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.
Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.
Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.
MÉXICO
Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.
A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.
Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica.
O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.
A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL
Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.
Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.
Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície.
Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.
“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”
Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.
Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986.
Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.
ACERTOS FINAIS
Para os torcedores que seguirão rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.
O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador.
Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos.
Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.
CANADÁ
Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.
A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.
Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.
CONTROLE DE FRONTEIRAS
Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.
Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.
Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.
DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.
O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede.
Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.
INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE
Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.
Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.
Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.
Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.
Representantes da Fifa conheceram, na manhã desta terça-feira (26), a estrutura do Centro de Operações de Inteligência (COI), da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em Salvador. A visita fez parte das discussões sobre o planejamento de segurança para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
O COI, considerado o maior centro de monitoramento da América Latina, deverá ter papel estratégico na operação de segurança durante o torneio. A estrutura será utilizada no acompanhamento de delegações, torcedores, turistas e demais envolvidos na competição.
Durante a visita, os representantes da entidade foram acompanhados pelo coronel Maurício Marinho, diretor de planejamento integrado da Superintendência de Gestão Integrada da Ação Policial (SIAP). A comitiva conheceu o funcionamento do Centro Integrado de Comunicações (CICOM), responsável pelos atendimentos ao público pelos números 190, 193 e 197.

Foto: Rafael Rodrigues
O grupo também teve acesso às operações ligadas aos sistemas de reconhecimento facial e de placas, ferramentas utilizadas pela SSP-BA no monitoramento em tempo real e na emissão de alertas para as forças de segurança.
A agenda incluiu ainda uma visita ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), estrutura coordenada por equipes da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom). O espaço funciona como base de suporte para ações integradas entre forças estaduais, federais e municipais em grandes operações.
Após conhecer as instalações, representantes da Fifa se reuniram com integrantes da SSP-BA para tratar de pontos ligados à segurança da Copa do Mundo Feminina de 2027. A pauta incluiu análise de ferramentas tecnológicas, aperfeiçoamento de estruturas, revisão de sistemas e protocolos, atuação das tropas e integração com outros órgãos públicos.
Também foram discutidas ações de segurança previstas para eventos paralelos ao Mundial, como as edições do Fifa Fan Festival. Entre as medidas avaliadas estão a instalação de portais de abordagem, reforço de patrulhamento e uso do sistema de reconhecimento facial.
A visita ocorre dentro do processo de preparação de Salvador para receber a competição. A capital baiana será uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como país anfitrião.
A seleção da República Democrática do Congo precisará cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de embarcar para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo. A informação foi confirmada pelo diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, em entrevista à ESPN norte-americana.
A delegação congolesa está em preparação na Bélgica e deverá permanecer isolada até a viagem para Houston, marcada para 11 de junho.
“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston em 11 de junho. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA”, afirmou o dirigente.
A medida ocorre em meio ao monitoramento do surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. A FIFA informou que mantém contato com a federação congolesa e autoridades sanitárias dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde para acompanhar a situação.
Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, o surto já provocou 177 mortes e soma cerca de 750 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS afirmou que ainda não há vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelos casos atuais, embora exista expectativa de avanço nos próximos meses.
Nesta semana, o CDC, órgão de controle de doenças dos EUA, também adotou restrições para viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e South Sudan. A medida pode impactar torcedores da seleção africana que pretendem acompanhar o Mundial.
Apesar das restrições sanitárias, a participação da República Democrática do Congo na competição segue mantida. A equipe integra o Grupo K, ao lado da Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia será diante da seleção portuguesa, liderada por Cristiano Ronaldo, em 17 de junho, em Houston.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Manno Góes
"A festa baiana enfrenta hoje a forte concorrência de capitais como São Paulo. Consequentemente, os turistas de fora deixaram de vir com a mesma frequência, e o público atual tem sido sustentado pelo turismo interno, com moradores do interior da Bahia se deslocando para a capital".
Disse o músico e compositor Manno Góes analisou o atual cenário cultural da Bahia e fez reflexões sobre os desafios e a estagnação do Carnaval de Salvador, durante entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador.