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A associação responsável por definir as regras do futebol, a International Football Association Board (IFAB), realiza neste sábado sua reunião anual com uma proposta que pode alterar a dinâmica das partidas: jogadores que receberem atendimento por lesão poderão ser obrigados a permanecer fora do gramado por um período mínimo.
A iniciativa foi apresentada pela FIFA, que integra a IFAB ao lado das federações da Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. A informação foi divulgada pela BBC.
A medida tem como objetivo reduzir a perda de tempo durante os jogos, desestimulando interrupções artificiais para atendimento médico. Atualmente, as Leis do Jogo não preveem um tempo obrigatório de afastamento para atletas atendidos em campo.
Há experiências recentes no futebol com regras semelhantes. A Premier League adotou, na temporada 2023/24, um afastamento mínimo de 30 segundos. Já a FIFA testou um período maior, de dois minutos, em dezembro do ano passado, durante a Copa Árabe.
A discussão sobre a criação de um tempo fixo para esses casos já havia sido levantada em janeiro, em encontro anterior da IFAB, sem consenso sobre a duração. Além do tema, a reunião deste sábado também deve tratar da ampliação do uso do VAR em diferentes lances das partidas.
Em cartas enviadas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) nesta quinta-feira (19), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu rigor das entidades na punição aos envolvidos em um novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr.
No documento, assinado pelo presidente Samir Xaud, a CBF reforçou que espera que a Fifa monitore o caso, enquanto a Uefa deve adotar todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais.
À Fifa, a CBF agradeceu o gesto público de solidariedade de seu presidente, Gianni Infantino, e enalteceu as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, que oferecem novos mecanismos para combater e erradicar a discriminação no futebol. À Uefa, a confederação brasileira destacou que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias.
A entidade pontuou ainda o Artigo 2º do estatuto europeu, que estabelece como objetivo promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o Artigo 7º-bis, que reforça que seus filiados devem implementar medidas efetivas para coibir ofensas raciais por meio de políticas de prevenção e punições severas.
A CBF enviou também um pedido formal para que a Uefa investigue, de forma minuciosa, os atos cometidos contra o jogador brasileiro. “Que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio”, escreveu a entidade brasileira.
A CBF se solidariza com Vinícius Júnior, vítima de mais um ato de racismo nesta terça-feira, após marcar pelo Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa.
— brasil (@CBF_Futebol) February 17, 2026
Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum.
Vini, você não está sozinho.
Sua atitude ao… pic.twitter.com/rNGsZLvvpi
RELEMBRE O CASO
Na última terça-feira (17), na partida entre Benfica e Real Madrid no Estádio da Luz, em Lisboa, pela Champions League, o jogador brasileiro relatou ao árbitro François Letexier uma fala racista de Gianluca Prestianni, jogador do time português, logo após celebrar um gol marcado. Além do brasileiro, as ofensas foram presenciadas por outros atletas do Real Madrid.
O árbitro ativou o protocolo antirracismo da Fifa, interrompendo momentaneamente o jogo e informando o ocorrido ao estádio. A ativação do protocolo desencadeou uma série de abusos racistas por parte de alguns torcedores presentes, que ofenderam o brasileiro e reproduziram sons de macaco, conforme reportado por jornais europeus.
O Santos tem um novo problema. A Fifa já registrou em seu site oficial a publicação do novo transfer ban sofrido pelo clube da Vila Belmiro nesta quinta-feira (19). A punição foi feita por conta da dívida do time paulista com o Arouca, de Portugal, pela contratação de João Basso. Com isso, o Peixe fica impossibilitado de inscrever novos jogadores.
Foi por causa dessa punição que o Santos não conseguiu registrar Christian Oliva, ex-Nacional, do Uruguai. O volante uruguaio até visitou o CT Rei Pelé e realizou exames, mas ainda precisa aguardar os acertos de documentação para ser anunciado.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou a condenação do clube paulista na Fifa em janeiro. A partir dali, o Santos tinha 45 dias para pagar pouco mais de 2,56 milhões de euros (cerca de R$15,3 milhões na cotação atual) ao Arouca, mas assim não foi feito.
Sem ainda se manifestar sobre o tema, o Santos busca resolver o problema internamente. O clube entendia que o pagamento poderia ser feito até o dia 26 de fevereiro, por isso o transfer ban foi recebido com surpresa.
A Seleção Brasileira já tem data e local para o seu último compromisso oficial antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. No dia 6 de junho, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentará o Egito em amistoso internacional no estádio Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos.
O adversário da Seleção Canarinho vive um momento crescente. Atualmente na 31ª posição do ranking da Fifa — após ultrapassar seleções como País de Gales, Polônia, Panamá e Noruega —, o Egito, sob o comando do técnico Hossam Hassan, ostenta uma invencibilidade de cinco jogos, com quatro vitórias e um empate. Na Copa, os egípcios integram o Grupo G, ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia. Já o Brasil está no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia.
Antes do duelo contra os africanos, a Seleção Brasileira terá uma janela de amistosos em solo americano no mês de março. São eles:
- França: 26 de março, às 18h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston.
- Croácia: 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando.
Os confrontos de março devem ser a baliza final para a última convocação de Ancelotti antes da lista definitiva para o Mundial.
Até o momento, o retrospecto do técnico italiano à frente da Amarelinha apresenta um equilíbrio em construção. Em oito partidas disputadas, o Brasil soma quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. O ataque marcou 14 gols, enquanto a defesa foi vazada cinco vezes, resultando em um aproveitamento de 58,3%.
Após o pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para que o Brasil sedie a Copa do Mundo de Clubes de 2029, reforçado em reunião no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (26), o governo federal deu um novo passo sobre o tema.
Segundo informações do Globo, Lula solicitou ao ministro do Esporte, André Fufuca, que faça um levantamento dos custos e das responsabilidades que o país teria ao receber a competição. A ideia é mapear os impactos financeiros e a estrutura exigida pela Fifa para a realização do torneio.
Para isso, Fufuca deve pedir, nas próximas semanas, uma reunião com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a fim de identificar os gastos previstos, além das condições técnicas e logísticas necessárias para sediar a Copa de Clubes.
A Copa do Mundo de Clubes no novo formato foi disputada pela primeira vez em 2025, nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e conquistou o título.
O ex-meio-campista Ali Karimi, nome entre os mais conhecidos do futebol iraniano, recorreu à Fifa nesta semana para pedir uma manifestação oficial sobre a situação enfrentada por atletas e profissionais do esporte no Irã. Campeão pelo Bayern de Munique e com 127 jogos pela seleção nacional, Karimi é um dos signatários de uma carta aberta enviada ao presidente da entidade, Gianni Infantino.
???????? An official statement by a group of Iranian football players, coaches, referees and journalists, demanding international football community to take a stand against the situation in Iran.
— Uri Levy (@Levyninho) January 25, 2026
The letter, backed by former Iranian national team star and Asian Player of the Year -… pic.twitter.com/QJnllbggB4
O documento, que também foi encaminhado aos dirigentes das mais de 200 federações filiadas à Fifa, reúne assinaturas de diferentes segmentos do futebol iraniano, incluindo árbitros, treinadores e jornalistas esportivos. O texto descreve um cenário de repressão ligado a um 'movimento nacional, popular e cívico', que, segundo os autores, tem sido alvo de ações violentas por parte do Estado.
Na carta, os signatários afirmam que os episódios registrados nos últimos meses podem ser enquadrados como 'crimes contra a humanidade e crimes de guerra'. O grupo aponta que mais de 18 mil pessoas teriam morrido durante manifestações recentes, número que, segundo organismos internacionais citados no texto, pode ser ainda maior. Entre as vítimas, há profissionais diretamente ligados ao futebol.
A carta menciona nomes específicos de pessoas mortas, como Mojtaba Tarshiz, ex-jogador da primeira divisão iraniana; Saba Rashtian, árbitra assistente do futebol feminino; o treinador de base Mehdi Lavasani; os jogadores Amirhossein Mohammadzadeh e Rebin Moradi; além de Mohammad Hajipour, goleiro da seleção de beach soccer. Os autores destacam que muitos deles exerciam papel ativo no desenvolvimento do esporte no país.
Ao justificar o apelo à entidade máxima do futebol, o texto ressalta o papel social da modalidade e cobra uma postura institucional mais firme. Segundo os signatários, "o futebol, como o fenômeno social mais influente do mundo, não pode e não deve permanecer em silêncio diante de execuções, assassinatos, prisões arbitrárias e ameaças contra atletas."
No encerramento do documento, o grupo solicita que a Fifa e suas federações associadas condenem publicamente os atos relatados, pressionem pela interrupção imediata das ações denunciadas e utilizem todos os instrumentos jurídicos e disciplinares disponíveis para garantir a proteção de jogadores, árbitros e demais profissionais do futebol no Irã.
O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Carlo Ancelotti, participou na última segunda-feira (26) de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O encontro integrou a agenda institucional de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Além do Mundial Feminino, a conversa também abordou a possibilidade de o Brasil se candidatar para sediar a Copa do Mundo de Clubes de 2029. A proposta, já debatida no âmbito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recebeu sinalização positiva do governo federal durante a reunião.
Ancelotti esteve acompanhado de dirigentes da CBF, entre eles o presidente da entidade, Samir Xaud, e o vice-presidente Gustavo Dias Henrique. O ministro do Esporte, André Fufuca, também participou do encontro com Infantino.
Após a reunião, Samir Xaud afirmou que a presença do treinador reforça o alinhamento entre a seleção, a CBF e as instituições envolvidas na organização de grandes eventos esportivos no país. O dirigente reiterou que o Brasil está preparado para receber o Mundial de Clubes.
"A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso [Mundial de Clubes], mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar a sua candidatura para 2029", afirmou.
Em outro momento, em tom descontraído, Lula dirigiu-se a Ancelotti durante o encontro e fez uma brincadeira sobre o futuro do treinador no futebol brasileiro.
"Você ganha a Copa do Mundo esse ano e depois vem para o Corinthians ganhar o Mundial", brincou.
Vale lembrar que o italiano Carlo Ancelotti está em fase avançada de negociações para renovar seu contrato e permanecer à frente da Seleção Brasileira até 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira (26), em Brasília, com Gianni Infantino, presidente da Fifa. O encontro está marcado para o Palácio do Planalto e integra a agenda institucional entre o governo brasileiro e a entidade máxima do futebol mundial.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, a principal pauta da reunião será a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá o Brasil como país-sede. O torneio está previsto para ser disputado em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Além do planejamento do Mundial feminino, outro tema que deve entrar na conversa é a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2029. Após a realização da primeira edição no novo formato, nos Estados Unidos, em 2025, vencida pelo Chelsea, o presidente brasileiro pretende manifestar o interesse para que o Brasil sedie a competição em uma próxima oportunidade.
A intenção do governo também inclui trazer para o país o Congresso da Fifa, programado para 2027.
No campo esportivo, o Flamengo aparece como o primeiro clube brasileiro classificado para a próxima edição da Copa do Mundo de Clubes. A vaga foi garantida com a conquista da Copa Conmebol Libertadores, em final disputada contra o Palmeiras, em Lima, no Peru. Com isso, o clube carioca, até o momento, figura como o único do país presente em todas as edições do torneio.
A França confirmou que disputará a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. De acordo com a ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, o governo do país não tem, neste momento, qualquer intenção de boicotar o torneio, apesar das pressões políticas vindas de diferentes setores da Europa em razão da política internacional do presidente norte-americano Donald Trump.
"Até agora, não há vontade de boicote", afirmou a ministra. Segundo ela, embora existam manifestações contrárias dentro de alguns blocos políticos, o esporte deve permanecer dissociado de questões diplomáticas.
"Agora, não faço previsões sobre o que pode acontecer, mas também ouvi vozes que se levantam vindas de alguns blocos políticos. Faço questão de que se dissocie o esporte (da política). A Copa do Mundo de futebol é um momento extremamente importante para todos os amantes do esporte", acrescentou.
As declarações ocorrem em meio a um debate crescente na Europa sobre a permanência dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial. Na última terça-feira (20), o deputado francês Éric Coquerel, do partido A França Insubmissa (LFI), solicitou à Fifa que a competição seja disputada apenas no México e no Canadá.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou a realização do torneio em solo americano. "Sério, dá para imaginar jogar uma Copa do Mundo de futebol em um país que agride seus ‘vizinhos’, ameaça invadir a Groenlândia, destrói o direito internacional, quer sabotar a ONU, instaura uma milícia fascista e racista em seu território, ataca as oposições, proíbe o acesso à competição de torcedores de cerca de quinze países, planeja banir dos estádios qualquer sinal LGBT, etc.?", escreveu Coquerel no X.
??????????Sérieux on imagine aller jouer la Coupe du monde de foot dans un pays qui agresse ses « voisins », menace d’envahir le Groenland, détruit le droit international, veut torpiller l’Onu, instaure une milice fachiste et raciste dans son pays, y attaque les oppositions, interdit…
— Eric Coquerel (@ericcoquerel) January 20, 2026
O tema também repercute em outros países europeus. Na Alemanha, a secretária de Estado para o esporte, Christiane Schenderlein, afirmou que uma eventual decisão sobre boicote caberia exclusivamente à Federação Alemã de Futebol e à Fifa, ressaltando que ambas teriam total “autonomia” para deliberar sobre o assunto.
Já na França, o ex-treinador do Senegal, Claude Le Roy, levantou dúvidas sobre a participação no Mundial. Em entrevista ao jornal Figaro, ele disse "se perguntar se não seria o caso de convocar um boicote à Copa do Mundo de 2026, diante do comportamento de Donald Trump em relação ao continente", citando também as dificuldades de obtenção de visto para torcedores senegaleses.
No Reino Unido, o debate ganhou contornos políticos. O parlamentar conservador Simon Hoare defendeu que a retirada da seleção inglesa da Copa do Mundo de 2026 poderia representar uma forma de protesto contra o presidente dos Estados Unidos.
"(Trump) é sensível, tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. A visita de Estado (do Rei Charles aos EUA) deve acontecer? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? Essas são coisas que envergonhariam o presidente em casa. É necessário combater fogo com fogo", declarou.
Apesar das críticas e pressões políticas, até o momento não há indicação oficial de que grandes seleções europeias deixarão de disputar o próximo Mundial.
Após a final da Copa Africana das Nações, os jogadores e membros da comissão técnica de Senegal poderão ser punidos por conta do protesto em relação à penalidade marcada nos acréscimos do duelo. Segundo o jornal "As", o time poderá sofrer uma suspensão.
Além disso, de acordo com o regulamento da Copa Africana de Nações, o elenco deveria pagar uma multa de 50 mil euros (R$ 312,3 mil) a 100 mil euros (R$ 624,6 mil). Ainda nesta segunda-feira (19), a Real Federação de Futebol do Marrocos afirmou que vai entrar com ações legais junto à CAF e à Fifa.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou sobre o caso, e revelou que discordou do comportamento dos senegaleses durante o jogo.
A confusão que marcou o título da Seleção de Senegal aconteceu após um pênalti marcado pelo árbitro do jogo. A equipe de Pape Thiaw se revoltou com a marcação no final da partida, principalmente por conta de um gol anulado por falta de Seck em Hakimi, dentro da grande área.
O jogo foi para prorrogação e, aos três minutos, Pape Gueye balançou as redes e marcou o gol do título dos senegaleses.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou nesta segunda-feira (19) as “cenas inaceitáveis” registradas durante a final da Copa Africana de Nações, disputada no último domingo (18), em Rabat, no Marrocos. O confronto entre Senegal e Marrocos, decidido na prorrogação, foi marcado por protestos, paralisações e momentos de tensão dentro e fora de campo.
Durante os minutos finais do tempo regulamentar, jogadores e membros da comissão técnica do Senegal abandonaram o gramado por alguns minutos, em protesto contra decisões da arbitragem. A partida foi retomada posteriormente, e os senegaleses acabaram conquistando o título com vitória por 1 a 0, após a prorrogação.
A confusão teve início após um gol do Senegal ser anulado e, na sequência, a arbitragem marcar um pênalti a favor do Marrocos, já no fim do tempo normal. A decisão gerou forte reação da delegação senegalesa, que deixou o campo em sinal de protesto.
"Condenamos firmemente o comportamento de alguns jogadores senegaleses e de membros da comissão técnica. É inaceitável abandonar o terreno de jogo dessa maneira", declarou o dirigente.
Presente no estádio para acompanhar a decisão, o presidente da Fifa reforçou que a conduta foge aos princípios do esporte.
“É inadmissível sair de campo dessa forma, e a violência não pode ser tolerada em nosso esporte; isso é simplesmente inaceitável. Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros, dentro e fora do campo”, prosseguiu.
A tensão extrapolou as quatro linhas e se estendeu às arquibancadas do estádio. Torcedores do Senegal, conhecidos como Leões da Teranga, tentaram invadir o gramado por cerca de 15 minutos, inclusive no momento em que Brahim Díaz se preparava para cobrar o pênalti — que acabou sendo desperdiçado.
A situação exigiu a intervenção de agentes de segurança e forças da ordem, que enfrentaram dificuldades para conter os torcedores e restabelecer a normalidade no estádio.
Infantino destacou que atitudes como as registradas na final colocam em risco a integridade do futebol.
"As equipes devem jogar respeitando as regras do jogo, pois qualquer outro comportamento coloca em risco a própria essência do futebol”, acrescentou. “As cenas deploráveis que testemunhamos hoje devem ser condenadas e não devem se repetir."
O presidente da Fifa informou ainda que solicitou aos órgãos disciplinares da Confederação Africana de Futebol (CAF) a adoção de medidas cabíveis.
A CAF, entidade responsável pela organização da Copa Africana de Nações, divulgou nota oficial nesta segunda-feira condenando “o comportamento inaceitável de certos jogadores e membros da comissão técnica durante a final da CAN”.
A confederação afirmou que encaminhará às instâncias jurídicas competentes quaisquer episódios caracterizados como “comportamento inadequado”, com o objetivo de avaliar possíveis sanções disciplinares.
A FIFA anunciou oficialmente nesta segunda-feira (19) a criação da FIFA Series 2026, nova competição entre seleções nacionais que envolverá equipes masculinas e femininas de diferentes confederações. A competição terá sua primeira edição em março de 2026 e foi divulgada em comunicado pela entidade máxima do futebol.
Apesar da novidade, o Brasil não estará representado na versão masculina da competição, mas a Seleção Feminina está confirmada no torneio e atuará como anfitriã de seu grupo. No grupo brasileiro estão Canadá, Coreia do Sul e Zâmbia.
Por ser sede de um dos grupos femininos, a seleção brasileira poderá utilizar os jogos como parte de sua preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada em território nacional.
A FIFA Series 2026 terá competições separadas por naipes masculino e feminino. Entenda:
Serão nove grupos no torneio masculino e três no feminino, totalizando 12 chaves formadas por quatro seleções cada, abrangendo 48 equipes ao todo.
As partidas acontecerão em diversas sedes ao redor do mundo durante a janela internacional de março a abril, com calendários específicos a serem divulgados posteriormente.
No masculino, países como Austrália, Azerbaijão, Indonésia, Cazaquistão, Nova Zelândia, Porto Rico, Ruanda e Uzbequistão estão confirmados como anfitriões de grupos.Os grupos femininos terão sedes em Brasil, Costa do Marfim e Tailândia.
A competição ocorre em paralelo a outras janelas internacionais de seleções e não interfere diretamente nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, que seguem seu calendário normal com confrontos e playoffs em março de 2026. Confira os grupos:
MASCULINOS
Indonésia
- Bulgária
- Indonésia
- Ilhas Salomão
- São Cristóvão e Névis
Ruanda (grupo A)
- Estônia
- Granada
- Quênia
- Ruanda
Ruanda (grupo B)
- Aruba
- Liechtenstein
- Macau
- Tanzânia
Porto Rico
- Samoa Americana
- Guam
- Porto Rico
- Ilhas Virgens Americanas
Uzbequistão
- Gabão
- Trinidad e Tobago
- Uzbequistão
- Venezuela
Azerbaijão
- Azerbaijão
- Omã
- Serra Leoa
- Santa Lúcia
Austrália
- Austrália
- Camarões
- China
- Curaçao
Nova Zelândia
- Cabo Verde
- Chile
- Finlândia
- Nova Zelândia
Cazaquistão
- Comores
- Cazaquistão
- Kuwait
- Namíbia
FEMININO
Tailândia
- RD Congo
- Nepal
- Seleção da Oceania
- Tailândia
Costa do Marfim
- Costa do Marfim
- Mauritânia
- Paquistão
- Ilhas Turcas e Caicos
Brasil
- Brasil
- Canadá
- Coreia do Sul
- Zâmbia
O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, voltou a criticar publicamente Gianni Infantino, atual presidente da Fifa e seu antigo vice na entidade europeia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, concedida nesta semana, o francês afirmou que Infantino mudou de postura ao assumir o comando do futebol mundial e classificou sua gestão como autoritária.
"Ele era um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um ótimo trabalho na Uefa, mas tem um problema: gosta dos ricos e poderosos, daqueles que têm dinheiro. É da natureza dele", declarou Platini, que presidiu a Uefa entre 2007 e 2015.
Segundo o ex-camisa 10 da seleção francesa, a transformação de Infantino se acentuou nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19.
"Ele já era assim como número dois, mas naquela época não era o chefe. Infelizmente, Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia da Covid-19", acrescentou.
Infantino ocupou o cargo de secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2015, período em que trabalhou diretamente sob o comando de Platini. Em 2016, assumiu a presidência da Fifa, sucedendo Joseph Blatter em meio a uma das maiores crises institucionais da história da entidade.
Na avaliação de Platini, a atual gestão apresenta menos espaço para debate interno do que administrações anteriores.
"Há menos democracia agora do que na época de Blatter [presidente da Fifa de 1998 a 2015]. Pode-se dizer o que quiser sobre Blatter, mas o principal problema dele era querer ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol", afirmou o tricampeão da Bola de Ouro.
O distanciamento entre Platini e Infantino não é recente. O francês acredita que o dirigente ítalo-suíço atuou nos bastidores para inviabilizar sua candidatura à presidência da Fifa em 2015. À época, o Ministério Público da Suíça foi alertado sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa a Platini em 2011, autorizado por Blatter e sem contrato formal por escrito.
O episódio resultou na suspensão de ambos e encerrou a trajetória política de Platini no futebol. No entanto, após anos de tramitação judicial, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos pela Justiça suíça em 2025 das acusações de fraude e má gestão financeira.
Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol francês, Platini brilhou nos gramados nas décadas de 1970 e 1980, liderando a França ao título da Eurocopa de 1984 e conquistando três Bolas de Ouro consecutivas. Fora de campo, teve papel central na organização da Euro 2016 e foi um dos dirigentes mais influentes do futebol europeu antes de sua queda política.
Gianni Infantino, por sua vez, consolidou sua gestão com projetos ambiciosos, como a ampliação da Copa do Mundo masculina para 48 seleções e a criação do novo Mundial de Clubes, iniciativas que receberam apoio de federações emergentes, mas também críticas de ligas, clubes e jogadores por sobrecarga do calendário.
As bases de treinamento das seleções que vão disputar a Copa do Mundo 2026 foram definidas pela Fifa nesta quarta-feira (14). A Seleção Brasileira vai realizar os treinos no Centro de Treinamento Columbia Park, em Morristown, e o elenco ficará hospedado no hotel The Ridge, também em Nova Jersey.
A equipe brasileira havia solicitado o espaço para a entidade e o pedido foi acatado. O CT pertence ao RB New York, e se destaca pelas instalações modernas.
Nos últimos meses integrantes do Departamento de Seleções da CBF visitaram o espaço e chegaram a outros locais como Orlando, Seattle, Portland, Dallas, Nashville, Boston, Kansas City, San Diego, Los Angeles, Nova York e Nova Jersey, local escolhido.
"Creio que fizemos a melhor escolha dentro das nossas avaliações. Desde quando asseguramos a classificação, tomamos todos os cuidados para encontrar um lugar que pudesse oferecer a estrutura necessária de treinamento, com privacidade, modernidade e conforto. Após o sorteio que definiu as chaves e os locais dos jogos, intensificamos nossa busca e encontramos no CT do RB New York o cenário perfeito que pudesse receber a Seleção", completou o coordenador geral de seleções masculinas da CBF, Rodrigo Caetano.
O sorteio dos grupos que foram definidos para a Copa do Mundo de 2026 já foi realizado e a Seleção Brasileira ficou no Grupo C, junto a Marrocos, Escócia e Haiti. Os duelos da fase de grupos da Amarelinha serão disputadas em Nova York (Brasil x Marrocos), Filadélfia (Brasil x Haiti) e Miami (Brasil x Escócia).
Foi anunciado, nesta quarta-feira (7), algumas novidades que serão utilizadas na Copa do mundo de 2026. A Fifa revelou que a Inteligência Artificial vai colaborar com a arbitragem na análise dos jogos e no engajamento dos torcedores.
Um dos auxílios será a criação de avatares dos jogadores das Seleções, em 3D, com inteligência artificial. Essa tecnologia foi testada na última Copa Intercontinental, no duelo entre Flamengo e Pyramids.
As imagens em 3D dos atletas vão auxiliar na tecnologia semiautomática de impedimento, após o escaneamento digital dos jogadores.
"A Copa do Mundo em 2026 será o maior show no planeta Terra. Sete milhões de pessoas irão a 104 jogos, dezenas de milhões de torcedores viajarão à América do Norte para sentir o clima da Copa, seis bilhões de pessoas assistirão de casa, e o mundo vai parar", completou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
A Copa do Mundo de 2026 acontecerá em três sedes: Canadá, Estados Unidos e México. A estreia da Seleção Brasileira será contra o Marrocos, no dia 13 de junho.
O Botafogo foi punido com um transferban e está impedido de registrar novos atletas pelas próximas três janelas de transferências a partir desta quarta-feira (31). A sanção foi aplicada em razão do não pagamento ao Atlanta United pela contratação do meia Thiago Almada.
Segundo a decisão, o clube carioca deixou de quitar US$21 milhões (cerca de R$114 milhões) ao time norte-americano e foi condenado a pagar o valor integralmente, à vista. O Botafogo foi comunicado da derrota no processo no dia 9, após julgamento no CAS (Corte Arbitral do Esporte).
Desde a notificação, a diretoria iniciou tratativas com o Atlanta United na tentativa de renegociar a dívida. A avaliação interna é de que não há condições financeiras para o pagamento imediato do montante, o que levou o clube a buscar um acordo com parcelamento mensal do valor.
Caso haja aceite do clube dos Estados Unidos, o que ainda não ocorreu, o transferban poderá ser suspenso mediante apresentação de garantias financeiras. Em nota divulgada no início do mês, o Botafogo afirmou que o acionista majoritário da SAF, John Textor, possui “recursos totalmente garantidos” para solucionar as pendências.
Enquanto a punição estiver em vigor, o clube não poderá inscrever Lucas Villaba e Riquelme, jogadores já contratados para a temporada de 2026. Ambos têm vínculos assinados, mas, até a liberação, estão autorizados apenas a treinar, sem participar de competições oficiais.
Apesar da restrição, o Botafogo segue no planejamento esportivo. Após avaliação do elenco, o técnico Martín Anselmi indicou à diretoria as posições consideradas prioritárias para reforços, que só poderão ser efetivados após a resolução do impasse.
O Botafogo foi alvo de um transferban imposto pela Fifa e está impedido de registrar novos jogadores nas próximas três janelas de transferências. A sanção é consequência de uma pendência financeira relacionada à contratação do meio-campista argentino Thiago Almada, realizada em 2024.
O clube carioca tem uma dívida de US$ 21 milhões (cerca de R$ 115,5 milhões) com o Atlanta United, dos Estados Unidos, valor referente à aquisição dos direitos econômicos do jogador, que atualmente defende o Atlético de Madri, da Espanha.
A punição foi confirmada após decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS), proferida no dia 9 de dezembro. O órgão determinou que o Botafogo efetue o pagamento integral do montante devido, acrescido de correção monetária.
Segundo a decisão, o levantamento do transfer ban está condicionado exclusivamente à quitação do débito. Para voltar a registrar atletas, o Botafogo precisará firmar um acordo e regularizar a dívida com o clube norte-americano.
O contrato de compra de Thiago Almada previa um cronograma específico de pagamentos, com parcelas trimestrais até 30 de setembro de 2026. A maior parte dos repasses seria de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 11 milhões), enquanto as duas primeiras parcelas foram fixadas em US$ 3 milhões (cerca de R$ 16,7 milhões) cada.
O primeiro pagamento deveria ter sido realizado até cinco dias úteis após a chegada do Certificado de Transferência Internacional (ITC) do atleta ao Brasil, em julho de 2024.
A Fifa estuda uma possível mudança na regra do impedimento. A informação foi divulgada pelo jornalista argentino Gastón Edul em publicação feita na noite desta segunda-feira (29). Segundo ele, a entidade avalia alterar o critério atual utilizado para a marcação da infração.
De acordo com a proposta em discussão, o impedimento passaria a ser caracterizado apenas quando o atacante estivesse completamente à frente do defensor no momento do passe. Assim, caso qualquer parte do corpo permitida para a finalização, como pé ou ombro, esteja alinhada ao zagueiro, o lance seria considerado legal.
O tema vem sendo debatido internamente na Fifa nos últimos anos e tem como um de seus principais defensores o ex-treinador Arsène Wenger, atual chefe de Desenvolvimento Global da entidade. O francês participa das discussões técnicas sobre possíveis ajustes nas regras do jogo.
A possibilidade de a mudança entrar em vigor já na Copa do Mundo de 2026 não está descartada. Segundo as informações, a proposta pode avançar nos próximos meses, a depender das avaliações dos órgãos responsáveis pela regulamentação.
Em 2020, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade discutia alterações na regra do impedimento com o objetivo de reduzir interpretações extremamente precisas e tornar a aplicação da lei mais clara. Na ocasião, ele destacou que o debate não estava relacionado diretamente ao uso do VAR.
"As discussões estão acontecendo. Existem visões diferentes: os atacantes defendem uma regra mais aberta, enquanto os defensores preferem uma interpretação mais restritiva", declarou Infantino à época, ao comentar o tema.
Recentemente, o ex-árbitro espanhol Iturralde González afirmou, em entrevista ao jornal Carrusel Deportivo, que a proposta ganhou força dentro da Fifa. Segundo ele, a mudança será analisada em uma reunião anual que reúne 23 jogadores e 11 árbitros, sob a coordenação de Arsène Wenger. Caso seja aprovada nesse grupo, seguirá para votação na assembleia geral prevista para fevereiro.
Até o momento, a Fifa não confirmou oficialmente se ou quando a alteração será implementada.
A Fifa anunciou na última segunda-feira (29), em Dubai, durante o World Sports Summit, a criação de uma nova premiação internacional do futebol a partir de 2026. A iniciativa será realizada em parceria com o Dubai Sports Council.
Em nota oficial, a entidade máxima do futebol não esclareceu se o The Best, prêmio anual que reconhece os melhores jogadores e jogadoras do mundo, será substituído ou se a nova cerimônia funcionará de forma complementar ao formato já existente.
Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a proposta é ampliar a forma como o futebol será celebrado globalmente.
"Esta premiação mundial do futebol não será apenas uma cerimônia de entrega de troféus, mas uma maneira inovadora de reconhecer o futebol e destacar os principais nomes do ano, dentro e fora de campo", afirmou o dirigente.
Atualmente, o The Best segue como a principal premiação individual organizada pela Fifa. A edição mais recente foi realizada no dia 16 de dezembro, no Catar, quando o francês Ousmane Dembélé e a espanhola Aitana Bonmatí foram eleitos os melhores jogadores do mundo em 2025. O prêmio é concedido pela entidade desde 1991.
Até o momento, a Fifa não divulgou detalhes sobre categorias, formato de votação ou data da primeira edição da nova premiação.
O Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (22), a criação da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027. A instituição será responsável por coordenar os preparativos para o Mundial que acontecerá no Brasil, e terá de organizar a articulação entre órgão públicos e a Fifa.
A secretária executiva adjunta do Ministério do Esporte e coordenadora da competição que vai acontecer em 2027, Cynthia Motta afirmou que a nova estrutura permitirá dedicação exclusiva ao evento.
"É através dessa equipe criada agora que a gente vai trabalhar exclusivamente para colocarmos a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 em campo", disse.
As cidades-sede da Copa do Mundo Feminina são Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília.
Jornal aponta exigências da Casa Branca à Fifa para entrega do Prêmio da Paz a Donald Trump; entenda
Pessoas próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fizeram exigências à Fifa relacionadas ao Prêmio da Paz entregue ao chefe de Estado durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Times, neste fim de semana.
Segundo a reportagem, representantes da Casa Branca repassaram orientações específicas à entidade máxima do futebol sobre o tamanho e a apresentação do prêmio concedido a Trump. A premiação foi entregue pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante o evento realizado no dia 5 de dezembro, em Washington.
De acordo com o jornal, assessores do presidente norte-americano solicitaram que o troféu tivesse, no mínimo, o mesmo porte daquele erguido pela seleção campeã da Copa do Mundo. A intenção, conforme a publicação, seria conferir maior destaque à honraria, sobretudo em comparação ao Prêmio Nobel da Paz, que concede aos vencedores apenas uma medalha.
No caso de Donald Trump, além do troféu, a Fifa também entregou uma medalha e um certificado. O The Times afirma ainda que o Prêmio da Paz foi criado neste ano especificamente com o objetivo de ser concedido ao presidente dos Estados Unidos.
A reportagem informa que, inicialmente, a Casa Branca sugeriu que dois fuzileiros navais norte-americanos carregassem o troféu e permanecessem ao lado de Trump no momento da entrega. A Fifa, no entanto, não teria concordado com a proposta.
Por fim, o jornal britânico relata que o local do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 teve seu nome alterado poucos dias antes do evento. O espaço, anteriormente chamado de John F. Kennedy Center, passou a ser denominado Trump Kennedy Cultural Center.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, assumiu a presidência da Comissão de Futebol Olímpico da FIFA durante a reunião das comissões permanentes da entidade, realizada na terça-feira (16), em Doha, no Catar. O encontro ocorreu no Hotel Marsa Malaz Kempinski e reuniu mais de 500 representantes recém-nomeados das associações-membro.
A cerimônia de posse contou com a presença do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e do secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom. Na sequência, Samir Xaud conduziu a primeira reunião da comissão que passa a comandar.
O encontro inicial teve como pauta a apresentação dos integrantes do grupo, a definição dos membros da FIFA responsáveis por dar suporte às atividades e o alinhamento de procedimentos administrativos relacionados ao funcionamento da comissão.
À noite, o dirigente brasileiro participou do jantar oficial que marcou o encerramento da reunião das comissões permanentes e da premiação FIFA The Best. Na ocasião, destacou a relevância da participação brasileira nos quadros permanentes da entidade máxima do futebol.
“Assumir a presidência da Comissão de Futebol Olímpico da FIFA é uma grande honra e responsabilidade. Recebo este novo cargo com profundo senso de compromisso, não apenas pessoal, mas institucional, representando a Confederação Brasileira de Futebol e todo o futebol brasileiro neste espaço tão relevante do cenário internacional”, afirmou.
Além de Samir Xaud, outros representantes do Brasil integram as Comissões Permanentes da FIFA: Julio Avellar (Comissão de Competições de Seleções Masculinas), Aline Pellegrino (Comissão de Competições de Seleções Femininas), Leila Pereira (Comissão de Competições de Clubes Masculinos), Michelle Ramalho (Comissão de Competições de Clubes Femininos), Mauro Carmélio (Comissão de Beach Soccer), Francisco Schertel Mendes (Comissão Disciplinar), Thairo Arruda (Comissão de Grupos de Interesse do Futebol Masculino), André Pedrinelli (Comissão Médica), Leonardo Ferraz (Comissão de Relações Institucionais) e Netto Góes (Comissão de Responsabilidade Social no Futebol).
A Fifa anunciou nesta a criação de uma nova categoria de ingressos com valores mais acessíveis para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A iniciativa, divulgada na última terça-feira (16), tem como objetivo ampliar o acesso dos torcedores aos jogos do torneio, que contará com 104 partidas, incluindo a final.
De acordo com a entidade máxima do futebol, os ingressos dessa nova categoria terão preço inicial de US$ 60, valor equivalente a aproximadamente R$ 327 na cotação atual. As entradas estarão disponíveis para todas as partidas do Mundial, sem exceção.
A comercialização desses ingressos, no entanto, será restrita aos torcedores das seleções classificadas para a Copa. A responsabilidade pela distribuição ficará a cargo das federações nacionais participantes, que definirão os critérios de repasse aos seus respectivos públicos.
Do total de ingressos disponibilizados por cada federação, 50% serão destinados às categorias mais econômicas. Desse percentual, 40% correspondem aos ingressos acessíveis para arquibancada, enquanto outros 10% serão reservados à categoria básica de arquibancada. Os 50% restantes serão distribuídos entre os setores de arquibancada padrão e arquibancada preferencial.
O processo de seleção aleatória para a compra dos ingressos já está aberto e seguirá disponível até a próxima terça-feira, 13 de janeiro, às 11h no horário dos Estados Unidos (13h de Brasília). Os torcedores interessados devem se inscrever dentro do prazo estabelecido para participar da etapa de sorteio.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho. O Brasil está no Grupo C e fará sua estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos.
Luis Enrique foi escolhido pela Fifa como o melhor treinador do mundo na temporada 2024/25 e recebeu o prêmio The Best. O técnico do Paris Saint-Germain liderou a votação após comandar o clube francês na conquista inédita da Liga dos Campeões da Europa, alcançada no meio do ano.
No futebol feminino, o reconhecimento ficou com Sarina Wiegman. A treinadora da seleção da Inglaterra foi eleita a melhor da temporada depois de conduzir a equipe ao título da Eurocopa.
Nenhum dos dois premiados compareceu à cerimônia realizada nesta terça-feira, em Doha, no Catar. Luis Enrique, apesar de estar na cidade por conta da final da Copa Intercontinental contra o Flamengo, marcada para quarta-feira, enviou um integrante de sua comissão técnica para receber o troféu. Já Sarina Wiegman participou à distância, por meio de um vídeo gravado, no qual apareceu com a premiação.
Ao todo, sete treinadores disputaram o prêmio no futebol masculino, entre eles Enzo Maresca, campeão da Copa do Mundo de Clubes com o Chelsea. Na categoria feminina, cinco técnicas foram indicadas, incluindo Renée Slegers, responsável pela campanha do Arsenal no título europeu.
No dia da premiação The Best, da Fifa, o PSG foi condenado a pagar 61 milhões de euros (R$390 milhões) a Kylian Mbappé. A Justiça de Trabalho de Paris definiu de forma unânime a punição do clube.
O pagamento do Paris Saint-Germain será de 55 milhões de euros referentes aos três meses de salários e bônus de assinatura do último contrato do jogador francês. A equipe decidiu não realizar os pagamentos por conta da saída conturbada do atleta.
Mbappé havia se comprometido verbalmente com o presidente da equipe, Nasser Al-Khelaïfi, em agosto de 2023. Além da rusga com o dirigente, o PSG também processou Mabppé e pediu 440 milhões de euros.
A Fifa revelou, nesta terça-feira (16), a seleção masculina da temporada 2024/25, durante a cerimônia do prêmio The Best, em Doha, no Catar. Sem brasileiros na equipe, a premiação nomeou em maioria jogadores do Paris Saint-Germain.
As equipes ideais foram eleitas por votação popular, separada do Sindicato Mundial de Jogadores de Futebol. O público completou uma lista de 88 jogadores indicados e, ao final, foram escolhidos um goleiro, três defensores, três meio-campistas e três atacantes.
A avaliação do desempenho dos jogadores foi feita durante o período entre 11 de agosto de 2024 e 2 de agosto de 2025.
Confira a seguir a Seleção da temporada eleita pela Fifa:
GOLEIRO: Donnarumma (ITA/Manchester City)
DEFENSORES: Hakimi (MAR/Paris Saint-Germain), Willian Pacho (EQU/Paris Saint-Germain) e Virgil Van Dijk (HOL/Liverpool)
MEIO-CAMPISTAS: Cole Palmer (ING/Chelsea), Jude Bellingham (ING/Real Madrid), Vitinha (POR/Paris Saint-Germain) e Pedri (ESP/Barcelona)
ATACANTES: Lamine Yamal (ESP/Barcelona) e Ousmane Dembélé (FRA/Paris Saint-Germain)
O Prêmio de The Best da Fifa foi de Ousmane Dembélé nesta terça-feira (16). O atleta superou o espanhol Lamine Yamal e o francês Kyllian Mbappé, que ficaram com o segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Na temporada 2024/25, o Dembélé conquistou com o Paris Saint-Germain os títulos da Copa da França, Ligue 1, Champions League e foi eleito o melhor jogador das duas últimas competições.
Além disso, o jogador também esteve presente durante a campanha do clube francês no Mundial de Clubes da Fifa 2025. Na ocasião, a equipe ficou com o 2º lugar, com a derrota para o Chelsea na final do torneio.
Gianluigi Donnarumma foi eleito o Melhor Goleiro do Mundo no The Best FIFA Football Awards 2025, nesta terça-feira (16), conquistando o prêmio pela primeira vez na carreira. O reconhecimento veio após a temporada 2024/25, marcada por resultados expressivos do italiano à frente do gol do Paris Saint-Germain.
Ao longo do ciclo avaliado pela Fifa, Donnarumma foi peça constante nas principais campanhas do clube francês. O ponto mais relevante foi a final da Liga dos Campeões da UEFA, na qual o PSG venceu a Internazionale por 5 a 0. Titular na decisão, o goleiro não sofreu gols e encerrou o torneio como um dos destaques defensivos da competição. O desempenho na Champions se somou às conquistas nacionais do clube, que terminou a temporada com os títulos da Ligue 1, da Copa da França e da Supercopa.
No cenário internacional, o PSG ainda disputou o Mundial de Clubes da FIFA de 2025, encerrando a participação com o vice-campeonato. Mesmo sem o título, a campanha contou com atuações regulares de Donnarumma, que manteve presença entre os principais nomes da posição ao longo do ano.
Na disputa pelo prêmio, o italiano superou goleiros de diferentes ligas e clubes, entre eles Alisson Becker, Thibaut Courtois, Emiliano Martínez, Manuel Neuer, David Raya, Yann Sommer e Wojciech Szcz?sny. A votação do The Best reúne votos de capitães e treinadores de seleções, jornalistas e torcedores, todos com peso igual na definição do vencedor.
A Fifa anunciará nesta terça-feira (16), em Doha, no Catar, os vencedores da décima edição do prêmio The Best. A cerimônia está marcada para as 14h (horário de Brasília), na véspera da final da Copa Intercontinental de 2025. Serão conhecidos os ganhadores nas categorias de melhor jogador e melhor jogadora do mundo, além de outros reconhecimentos individuais.
Diferentemente da Bola de Ouro, cuja votação é restrita a jornalistas, o The Best reúne quatro grupos de eleitores: capitães e técnicos das seleções nacionais masculinas e femininas, profissionais de imprensa dos países filiados à Fifa e torcedores de todo o mundo. Segundo a entidade, mais de 16 milhões de votos foram registrados até o encerramento da votação, no dia 28 de novembro.
Criado em 2016, o The Best sucedeu o período em que o prêmio de melhor jogador do mundo esteve unificado à Bola de Ouro, entre 2010 e 2015. Antes disso, a Fifa já concedia o troféu de melhor jogador desde 1991 e o de melhor jogadora desde 2001, em formatos distintos.
A votação considera o desempenho de atletas e treinadores no período entre 11 de agosto de 2024 e 2 de agosto de 2025, correspondente à temporada 2024/25. Cada eleitor indica três nomes por categoria, que recebem pontuação de acordo com a posição no voto. Em seguida, os resultados são ranqueados dentro de cada grupo de eleitores, com nova distribuição de pontos, e a soma final define os vencedores.
Ao todo, dez prêmios serão entregues na cerimônia, incluindo os troféus de melhor jogador, melhor jogadora, melhores treinador e treinadora, melhor goleiro e goleira, além do Prêmio Puskás, Prêmio Marta, Fifa Fan Award e Troféu Fair Play.
Entre os homens, o atacante Raphinha, do Barcelona, é o único brasileiro entre os 11 finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo. O francês Ousmane Dembélé, do Paris Saint-Germain, vencedor da última Bola de Ouro, aparece entre os indicados. Na categoria de melhor goleiro, o Brasil é representado por Alisson, do Liverpool, que concorre com outros sete atletas.
No futebol feminino, a lista final conta com 17 jogadoras, sem brasileiras entre as indicadas ao prêmio principal. Clubes como Barcelona, Chelsea, Arsenal e Lyon concentram a maior parte das atletas selecionadas.
O Brasil, no entanto, tem forte presença em outras categorias. Há 11 brasileiros concorrendo a vagas na seleção masculina da temporada, incluindo nomes como Alisson, Thiago Silva, Marquinhos e Raphinha. Dois jogadores disputam o Prêmio Puskás: Alerrandro, pelo Vitória, e Lucas Ribeiro, pelo Mamelodi Sundowns. No futebol feminino, seis brasileiras concorrem à seleção da temporada, e Marta também está indicada ao prêmio que leva seu nome, destinado ao gol mais bonito do ano.
A cerimônia do The Best 2025 será transmitida ao vivo pela plataforma Fifa+.
Irã e Egito comunicaram à Fifa na última terça-feira (9) que não aceitam a proposta de associar o confronto entre as duas seleções, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a ações de apoio à comunidade LGBTQIA+. A partida está marcada para Seattle, uma das cidades-sede do Mundial e conhecida por abrigar uma comunidade LGBTQIA+ numerosa nos Estados Unidos.
A iniciativa, divulgada por veículos internacionais, previa que o duelo do Grupo G — que também conta com Bélgica e Nova Zelândia — fosse identificado como o "Pride Game", medida planejada antes mesmo do sorteio realizado na última sexta-feira, em Washington.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, classificou a proposta como inadequada e afirmou que tanto o Irã quanto o Egito manifestaram oposição.
Segundo a imprensa estatal iraniana, a federação pretende levar o assunto formalmente à Fifa. A legislação do país, baseada na sharia, proíbe relações homoafetivas e prevê punições severas nesses casos, o que influencia diretamente o posicionamento político e esportivo da delegação.
A Associação Egípcia de Futebol informou ter enviado uma carta ao secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, rejeitando qualquer atividade relacionada ao tema durante a realização da partida. A entidade citou os estatutos da federação internacional, que tratam da neutralidade em eventos esportivos, argumentando que competições oficiais não devem ser usadas para promover pautas consideradas "sensíveis".
Embora o Egito não criminalize explicitamente relações entre pessoas do mesmo sexo, autoridades utilizam dispositivos legais amplos, como os que tratam de “depravação”, para punir comportamentos associados a LGBTQIA+.
A Copa de 2026 será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio marcará a sétima participação do Irã em Mundiais. A relação diplomática entre Teerã e Washington permanece suspensa desde 1980, o que interferiu inclusive no processo preparatório: o Irã havia anunciado que não participaria do sorteio devido à recusa americana em conceder vistos a parte da delegação. No fim, o país acabou representado pelo técnico Amir Ghalenoei e poucos dirigentes.
O São Paulo está impedido de registrar reforços após sofrer, nesta quarta-feira (3), um novo transfer ban imposto pela Fifa. A sanção decorre do não pagamento de uma comissão à Bama, empresa que intermediou o retorno de Jonathan Calleri ao clube em 2021. Hoje, o atacante é representado pela AIS Football.
A decisão já consta no sistema da Fifa e permanecerá válida até que o clube comprove ter chegado a um acordo com a empresa. A diretoria tricolor trabalha para quitar o débito, estimado em cerca de US$1 milhão (aproximadamente R$5,3 milhões), ainda nas próximas horas.
Os agentes responsáveis pela volta de Calleri afirmam que “nunca receberam os valores prometidos” pela negociação, o que motivou a cobrança formal à entidade internacional.
Este é o segundo bloqueio imposto ao São Paulo em 2025. Em agosto, o Cerro Porteño acionou o clube por valores pendentes na compra do volante Bobadilla, resultando em uma proibição semelhante. Na ocasião, após um acordo entre as partes, a restrição foi suspensa.
Com o encerramento da temporada, o São Paulo tem cerca de um mês para resolver a nova pendência antes da janela nacional, aberta entre 5 de janeiro e 3 de março, quando pretende inscrever novas contratações.
A Copa do Mundo de 2026 poderá contar com novas utilizações do VAR na competição. A Fifa se reuniu com o International Football Association Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, propôs a extensão do uso da ferramenta para a revisão de lances de escanteios marcados incorretamente.
De acordo com o jornal inglês The Telegraph, existe a possibilidade da regra existir apenas durante a Copa do Mundo de 2026. A IFAB possui o poder de autorizar regras exclusivas para torneios específicos de curta duração.
Além dessa proposta, também foi sugerido a intervenção do VAR em casos de expulsão injusta por um segundo amarelo. No entanto, ainda segundo o portal de notícias inglês, a regra é a menos provável de ser aprovada.
A definição das regras serão definidas no dia 20 de janeiro de 2026, em reunião de negócios do IFAB. Após a discussão, as propostas serão levadas para votação em outra reunião anual, no dia 28 de fevereiro.
A Federação Iraniana de Futebol decidiu boicotar o sorteio da Copa do Mundo de 2026 após a recusa de vistos pelos Estados Unidos a parte de sua delegação. O evento, marcado para o dia 5 de dezembro, será realizado em território americano, mas não contará com nenhum representante do país asiático.
O porta-voz da federação, Amir Mehdi Alavi, confirmou à TV estatal que o Irã comunicou oficialmente à Fifa que não participará.
"Informamos à Fifa que as decisões tomadas não estão relacionadas ao esporte e que nossa delegação não estará presente no sorteio do Mundial", afirmou.
Segundo o jornal Varzesh 3, apenas quatro vistos foram concedidos: o técnico Amir Ghalenoei, o diretor executivo Mehdi Kharati, o diretor de relações internacionais Omid Jamali e o próprio porta-voz. Entre os nomes barrados está o presidente da federação, Mehdi Taj, o que aumentou o mal-estar e motivou a decisão de não viajar.
A federação classificou o episódio como uma interferência política direta e formalizou protesto, dizendo que a situação compromete o protocolo esportivo estabelecido pela Fifa.
O boicote ocorre em meio à piora das relações entre Estados Unidos e Irã, intensificada após ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho. E não é um caso isolado. A Seleção Iraniana de polo já havia sido impedida de disputar um Mundial nos EUA; diplomatas foram barrados de entrar em Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU e o atacante Mehdi Taremi ficou impossibilitado de ir ao Mundial de Clubes devido ao bloqueio aéreo envolvendo Irã e Israel.
Mesmo sem representantes no sorteio, o Irã segue classificado para o Mundial, que será sediado em Estados Unidos, Canadá e México. O país agora aguarda o posicionamento da Fifa diante do boicote e da negativa de vistos.
A Fifa divulgou oficialmente, nesta terça-feira (25), a divisão dos quatro potes para o sorteio da Copa do Mundo de 2026. A Seleção Brasileira foi confirmada no pote 1 como cabeça de chave de um dos 12 grupos do Mundial, que vai estrear o novo formato com 48 equipes.
No total, são quatro potes com 12 seleções cada. O primeiro pote terá o nome das equipes dos países-sede, nesse caso, Canadá, Estados Unidos e México, além das 9 seleções mais bem posicionadas no ranking da Fifa. A lista também foi levada em consideração para os potes 2, 3 e 4.
A definição dos grupos terá como regra reservar apenas uma seleção de cada confederação, com exceção da Uefa, que possui o limite de duas equipes. Além disso, a Fifa definiu que o top-4 do ranking da entidade ficarão em chaves opostas no sorteiro, de forma alternada. O melhor time vai para o lado A, o segundo, para o lado B; o terceiro, para o A e o quarto para o B.
O sorteio oficial dos grupos da Copa do Mundo 2026 vai acontecer no dia 5 de dezembro, a partir das 14h. O evento será transmitido pela TV Globo, Sportv e GeTV.
Confira a seguir como ficou cada pote:
Pote 1: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha;
Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria e Austrália;
Pote 3: Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Catar, Arábia Saudita e África do Sul
Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, Repescagem Europa A, Repescagem Europa B, Repescagem Europa C, Repescagem E
A Fifa definiu, nesta quinta-feira, em sorteio realizado em Zurique, na Suíça, os confrontos da repescagem internacional que distribuirá as duas últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026. As partidas serão disputadas entre 26 e 31 de março, no México, nos estádios de Guadalajara e Monterrey — ambos também sedes do Mundial.
A repescagem terá dois caminhos. No primeiro, a Nova Caledônia enfrenta a Jamaica na semifinal. O vencedor encara a República Democrática do Congo, que, assim como o Iraque, entra diretamente na fase final por ser cabeça de chave, graças às posições no ranking da Fifa (56º e 58º lugares).
No segundo caminho, Bolívia e Suriname medem forças na semifinal. Quem avançar disputará a vaga contra o Iraque no duelo decisivo.
As semifinais estão marcadas para 26 de março de 2026, e as duas finais que valem vaga no Mundial acontecem em 31 de março.
Com 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção mexicana em campo na abertura. A grande final será em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O sorteio geral dos grupos será realizado em 5 de dezembro, em Washington.
Confira a lista atual de países garantidos no Mundial:
América do Norte (países-sede): Canadá, Estados Unidos e México
América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Paraguai
Europa: França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Croácia, Suíça, Áustria, Escócia, Noruega
África: Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Senegal, Costa do Marfim
Ásia: Irã, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Uzbequistão, Jordânia, Catar
Oceania: Nova Zelândia
Concacaf: Panamá, Haiti e Curaçao
A Fifa divulgou, nesta terça-feira (18), a punição imposta sobre o Grêmio referente a uma dívida do clube. O Tricolor sofreu um transfer ban e ficará impedido de registrar atletas por três janelas de transferência.
Até então, ainda não foi revelado o motivo da condenação, no entanto, a cobrança mais recente do clube foi do River Plate, do Uruguai, referente ao empréstimo do centroavante Arezo para o Peñarol. O transfer ban poderá ser encerrado após o pagamento dos valores devidos.
O Grêmio garantiu 50% dos direitos do jogador e por isso, terá de pagar 150 mil euros, o equivalente a R$920,2 mil, ao clube uruguaio. O atraso dos pagamentos do clube foi por conta do patrocinador máster, a Alfa, que tamb?e atrasou o envio do dinheiro da equipe.
O próximo duelo do Tricolor será contra o Vasco, na próxima quarta-feira (19). A partida vai acontecer na Arena do Grêmio, a partir das 21h30, válido pela 34a rodada do Campeonato Brasileiro.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou, nesta quarta-feira (22), sobre o episódio de racismo que aconteceu durante a partida entre Corinthians e Manthiqueira pelo Paulista Sub-12. O dirigente fez uma publicação nas redes sociais e repudiou o caso.

Foto: Reprodução / Instagram
"Estou enojado por saber que um jogador de 12 anos da Academia Desportiva Manthiqueira sofreu ofensas racistas de uma torcedora durante uma partida do Campeonato Paulista Sub-12 contra o SC Corinthians Paulista em São Paulo, Brasil", disse.
Ainda durante o post, o comandante elogiou a atitude do árbitro, que paralisou o duelo e acionou o protocolo antirracista adotado pela Fifa. "Eu continuarei sendo muito direto a esse respeito: o racismo e a discriminação não são apenas erros - são crimes".
O caso aconteceu no último domingo (19), na segunda etapa do jogo. O menino denunciou ter sido vítima de injúrias raciais por ser chamado de "preto", "sem família" e "filho da put*".
Na súmula da partida, o árbitro completou que a criança sentou no campo, chorou e afirmou que as ofensas foram realizadas pelos torcedores do Corinthians. Após a denúncia, uma mulher de 41 anos foi identificada e presa, mas a Justiça concedeu liberdade provisória depois da audiência de custódia.
A menos de dois meses para o sorteio da Copa do Mundo de 2026, o ranking da Fifa foi atualizado e a Seleção Brasileira caiu de posição. A equipe de Carlo Ancelotti foi ultrapassada pela Holanda e agora ocupa a 7ª colocação. Até então, a Espanha segue liderando a tabela.
Os novos números foram revelados pela entidade na última sexta-feira (16). Um dos motivos para a queda do Brasil seria a derrota de virada para o Japão por 3 a 2, na última terça-feira (14).
Os potes de sorteio para a Copa levam em consideração o ranking. Antes da ocasião, que está marcada para o dia 5 de dezembro, acontecerá uma nova atualização em 21 de novembro, após a última Data Fifa de 2025.
Confira a seguir o top10 do ranking oficial da Fifa:
1 - Espanha (1.880,76)
2 - Argentina (1.872,43)
3 - França (1.862,71)
4 - Inglaterra (1.824,3)
5 - Portugal (1.778)
6 - Holanda (1.759,96)
7 - Brasil (1.758,85)
8 - Bélgica (1.740,01)
9 - Itália (1.717,15)
10 - Alemanha (1.713,3)
A Fifa anunciou, nesta sexta-feira (17), que a Copa do Mundo de 2026 já superou a marca de 1 milhão de ingressos vendidos. A competição será disputada pela primeira vez em três países: México, Canadá e Estados Unidos.
“O entusiasmo é impressionante e mostra que a próxima Copa do Mundo está inspirando fãs em todo o planeta”, completou o presidente Gianni Infantino.
A entidade coletou dados e revelou que os maiores volumes de compra, além dos países-sede, foram da Inglaterra, Alemanha, Brasil, Espanha, Colômbia, Argentina e França.
A Copa de 2026 será a primeira a reunir 48 seleções. A competição acontecerá em 104 partidas e será disputada em 16 estádios diferentes na América do Norte.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou, nesta quinta-feira (9), que haverá mudanças para a Copa do Mundo de 2034. Durante a Assembleia-Geral dos clubes europeus, em Roma, o gestor confirmou que a competição deverá ser disputada em janeiro de 2035, com o intuito de evitar os meses de calor extremo na Arábia Saudita, país-sede da edição.
Além disso, a medida também visa evitar o período do Ramadã no local, que ocorre entre novembro e dezembro de 2034.
Em 2022, o Mundial do Catar também foi disputado fora das datas tradicionais, entre junho e julho. A competição realizada entre novembro e dezembro foi criticada por ligas europeias, mas foi considerada um sucesso pela Fifa.
"Se quisermos jogar ao mesmo tempo em todos os lugares, só seria possível em março ou outubro. Em dezembro, não se joga em uma parte do mundo; em julho, não se joga em outra", completou o presidente, de acordo com o jornal The Athletic.
Apesar de ainda não ter confirmado a mudança de data da Copa de 2035, a disputa dos jogos em janeiros é vista como a opção mais viável para evitar o calor no Golfo.
"Talvez precisemos repensar os melhores meses para jogar futebol. Só precisamos manter a mente aberta", finalizou Infantino.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) liberou nesta quinta-feira (9) os áudios do VAR referentes a quatro lances controversos da vitória do Palmeiras sobre o São Paulo por 3 a 2, no último domingo (5), pelo Campeonato Brasileiro. A liberação ocorreu após autorização da Fifa, na última quarta-feira (8).
O foco principal é a conversa entre o árbitro Ramon Abatti Abel e o comandante da cabine de vídeo, Ilbert Estevam da Silva, sobre o suposto pênalti não marcado de Allan, do Palmeiras, em Tapia, do Tricolor.
Segundo o áudio, Estevam da Silva confirma a interpretação do juiz de campo, que entendeu o lance como um escorregão acidental do palmeirense, sem disputa de bola:
"Ramon, é justamente isso que você narra, tá? Tem o jogador do Palmeiras que escorrega, e esse contato com o atleta é acidental. É uma bola saindo da área, tá? E o jogador do Palmeiras claramente tem um escorregão, tá?", disse o árbitro da cabine.
Além do pênalti, a CBF divulgou áudios sobre o pisão de Gustavo Gómez em Tapia. De acordo com a decisão da cabine, foi concluido que o jogador estava desequilibrado, não havendo intenção de agressão.
Sobre a entrada de Andreas Pereira em Marcos Antônio: Andreas recebeu cartão amarelo, após o VAR constatar que o contato com a canela não configurava falta grave.
Suposta cotovelada de Gustavo Gómez em Tapia: segundo a revisão, o contato ocorreu de forma natural ao levantar, sem qualquer intenção de agredir, e, portanto, não houve advertência.
Em todos os casos, a cabine de vídeo concordou com as decisões do árbitro de campo, que não precisou acionar o monitor para revisar os lances. Confira as decisões finais do árbitro:
- Pisão de Gómez: não advertido.
- Pênalti de Allan em Tapia: não marcado.
- Falta de Andreas Pereira: cartão amarelo.
- Cotovelada de Gómez: sem punição.
O Atlético-MG foi condenado pela Fifa a quitar pendências financeiras referentes à contratação do meia Gustavo Scarpa, realizada em dezembro de 2023 junto ao Nottingham Forest, da Inglaterra.
De acordo com a decisão, proferida em 14 de julho, o clube brasileiro deve pagar 500 mil euros (cerca de R$3 milhões) em atraso, referentes à segunda parcela, além de juros de 5%. Também foi incluída a obrigação de quitar a terceira e última parcela, prevista apenas para dezembro de 2025, no valor de 1,5 milhão de euros (aproximadamente R$9,3 milhões), igualmente acrescida de juros de 5%. O Atlético ainda foi condenado ao pagamento de 25 mil dólares em custas processuais.
A punição estabelecida pela Fifa previa a aplicação de transfer ban, proibição de registrar novos atletas, por até três janelas consecutivas em caso de não pagamento. No entanto, o Atlético recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), o que suspende qualquer sanção até o julgamento do recurso. O tribunal aguarda as manifestações do Nottingham Forest e da própria entidade máxima do futebol antes de definir a data da audiência.
O contrato de Scarpa foi firmado por 5 milhões de euros (cerca de R$31 milhões), divididos em três parcelas. A primeira, de 2 milhões de euros, foi paga em janeiro de 2024. A segunda, de 1,5 milhão de euros, deveria ter sido quitada integralmente em janeiro de 2025, mas o Atlético pagou apenas 1 milhão, deixando em aberto 500 mil euros. A terceira, de 1,5 milhão de euros, vence em dezembro deste ano.
RESUMO DAS PARCELAS
Janeiro de 2024: 2 milhões de euro — pago
Janeiro de 2025: 1,5 milhão de euros — pago 1 milhão de euros; em aberto 500 mil euros
Dezembro de 2025: 1,5 milhão de euros — pendente
A Electronic Arts (EA) anunciou nesta segunda-feira (29) que foi vendida por US$ 55 bilhões. O negócio foi fechado com um consórcio formado pelo fundo saudita PIF, a gestora Silver Lake e a Affinity Partners, que adquiriram 100% da companhia.
Os acionistas da EA receberão US$ 210 por ação, valor 25% superior à cotação de US$ 168,32 registrada em 25 de setembro de 2025, último dia de negociação antes do anúncio. O preço também supera o recorde histórico da empresa, de US$ 179,01 em 14 de agosto de 2025. O PIF já possuía 9,9% de participação na EA, incorporada ao acordo.
A operação é considerada a maior transação privada totalmente em dinheiro já realizada no setor, consolidando a retirada da EA da bolsa de valores. O consórcio afirma que a aquisição permitirá acelerar projetos globais, com foco na integração de experiências físicas e digitais e na ampliação de parcerias em jogos, esportes e entretenimento.
Fundada em 1982, a EA é uma das principais produtoras de games esportivos, responsável por franquias como EA FC (antigo FIFA), NBA, Madden NFL, NHL, UFC, PGA Tour, F1, College Football e o recém-anunciado EA Sports Tennis. Além dos títulos esportivos, a empresa também publica séries como The Sims, Battlefield e Apex Legends.
O CEO Andrew Wilson declarou que o acordo representa um reconhecimento ao trabalho da equipe e projetou crescimento em novas áreas. Segundo ele, o objetivo é "ultrapassar os limites do entretenimento, esportes e tecnologia, desbloqueando novas oportunidades em escala global".
Com os novos controladores, a expectativa é de que a EA disponha de mais recursos para expandir suas franquias e desenvolver projetos de maior escala.
A Fifa anunciou neste domingo (28) que a fase decisiva da Copa Intercontinental 2025 será disputada novamente no Catar, país que sediou a última Copa do Mundo. O torneio, que substituiu o antigo Mundial de Clubes anual, terá sua final no dia 17 de dezembro, com o PSG já garantido na decisão.
CAMINHO ATÉ A FINAL
O Estádio Ahmad Bin Ali, em Al-Rayyan, será palco do chamado Dérbi das Américas, no dia 10 de dezembro, colocando frente a frente o campeão da Copa Libertadores e o Cruz Azul, vencedor da Concachampions. Quem vencer encara o Pyramids, do Egito, pela Copa Challenger, em 13 de dezembro, também no Ahmad Bin Ali. O classificado enfrentará o PSG na finalíssima.
- 10 de dezembro: Dérbi das Américas (Campeão da Libertadores x Cruz Azul)
- 13 de dezembro: Copa Challenger (Vencedor do Dérbi x Pyramids)
- 17 de dezembro: Final (PSG x Vencedor da Copa Challenger)
O local da decisão ainda não foi confirmado pela Fifa.
Flamengo e Palmeiras, que disputam as semifinais da Libertadores, ainda podem garantir presença na competição. A possibilidade de um clube brasileiro conquistar o título levou a CBF a alterar o calendário nacional.
O Brasileirão terá término antecipado de 21 para 7 de dezembro, abrindo espaço para a participação de um possível representante do país. Já a Copa do Brasil foi remanejada para encerrar em 21 de dezembro, com semifinais e final após o fim do campeonato de pontos corridos.
As etapas preliminares tiveram como anfitriões o Pyramids, que eliminou o Auckland City no Egito, e o Al-Ahli, que recebeu o duelo da Copa África-Ásia-Pacífico em Jidá, na Arábia Saudita. Segundo a Fifa, a escolha dos mandos dessas fases seguirá um rodízio anual entre as confederações da África e da Ásia.
A Fifa divulgou, nesta quinta-feira (25), os três mascotes da Copa do Mundo de 2026. Cada personagem representa símbolos nacionais dos países sede da próxima edição da competição: Canadá, México e Estados Unidos.
Conoce a Maple, Zayu y Clutch. ¡Las mascotas oficiales de la #CopaMundialFIFA 2026! ???? pic.twitter.com/VRnVHyG0sW
— Copa Mundial FIFA ???? (@fifaworldcup_es) September 24, 2025
O "Maple the Moose", representante do Canadá, é um alce que leva o nome da folha centralizada na bandeira do país. O mascote também representa uma categoria de jogadores: os goleiros.
Já o meio-campista "Clutch the Bald Eagle" é o mascote dos Estados Unidos. A águia careca, como é chamada, leva no nome um termo em inglês que os americanos utilizam para destacar atletas importantes em momentos decisivos de uma partida.
O felino "Zayu The Jaguar" é marcado na cultura mexicana. Por sua velocidade e garra de um Jaguar, o representante é um atacante dentro de campo.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 países. Além disso, também será a primeira vez que a competição mundial contará com três sedes.
O duelo de abertura do torneio será no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A final está marcada para acontecer nos Estados Unidos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho.
Especialistas independentes da ONU fizeram um apelo nesta terça-feira (23), em prol da suspensão de Israel, tanto da Fifa quanto da Uefa, por sua ofensiva em Gaza. Apesar do pedido, também revelaram oposição às sanções contra jogadores do futebol israelense.
"As entidades esportivas não devem ignorar as graves violações dos direitos humanos. Seleções nacionais que representam Estados que cometem violações massivas dos direitos humanos podem e devem ser suspensas, como já aconteceu no passado", afirmaram os relatores e membros do Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos em comunicado.
Além disso, os especialistas consideram que os dirigentes das organizações internacionais esportivas "não podem permanecer neutros diante de um genocídio". Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel de "genocídio" em Gaza pela primeira vez no dia 16 de setembro.
Os relatores ainda explicaram que a situação deveria ter como alvo apenas o Estado, e não jogadores individuais. "Jogadores de futebol não devem ser sancionados com base em sua origem ou nacionalidade", esclareceram.
Caso a Fifa e a Uefa suspendam Israel, a Seleção será excluída das Eliminatórias da Copa de 2026, e a equipe do Maccabi Tel-Aviv será retirado da Liga Europa.
O Real Madrid não estará presente mais uma vez na cerimônia da Bola de Ouro. A 69° edição da premiação organizada pela France Football está marcada para esta segunda-feira (22), no Théâtre du Châtelet, em Paris. Assim como no ano passado, o clube merengue decidiu boicotar o evento, sustentando a posição de que "a Bola de Ouro e a UEFA não respeitam o Real Madrid; e o Real Madrid não existe onde não é respeitado". A informação foi divulgada pelo jornal espanhol AS.
Na edição anterior, o clube se declarou desrespeitado após a derrota de Vinicius Jr. para Rodri, volante do Manchester City, no prêmio de melhor jogador do mundo. Para a diretoria merengue, nem a organização da Bola de Ouro nem a UEFA fizeram reparações ao atacante brasileiro ou ao próprio clube. Mesmo com Vini Jr. novamente entre os 30 finalistas, a avaliação é de que sua indicação é apenas “lógica”, sem representar uma mudança de postura.
Apesar da ausência institucional — sem Florentino Pérez ou Emilio Butragueño, diretor de relações institucionais —, o clube liberou os atletas para comparecerem por conta própria. Entre os indicados, Caroline Weir será a única representante merengue no evento. Vinicius Jr., Bellingham, Mbappé, Thibaut Courtois, Huijsen e Linda Caicedo também estão na disputa em diferentes categorias, mas não irão.
A rejeição do Real à premiação é descrita pelo AS como "sine die" — sem prazo para mudança. Atualmente, o clube mantém relações muito mais próximas com a Fifa do que com a Uefa, postura que ficou clara no último Mundial de Clubes.
A cerimônia começa às 16h (horário de Brasília), com transmissão da TNT Sports Brasil e da HBO Max. No prêmio principal, Raphinha e Vinicius Jr. representam o Brasil no masculino, enquanto Marta e Amanda Gutierres disputam o troféu no feminino.
A Fifa anunciou, nesta terça-feira (16), que ampliará o Programa de Benefícios aos Clubes, incluindo pela primeira vez as equipes que cederam jogadores não apenas para a Copa do Mundo, mas também para as Eliminatórias do Mundial de 2026. O valor a ser repassado ultrapassa US$ 355 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), representando um aumento de quase 70% em relação ao montante distribuído após a Copa de 2022, no Catar.
Até então, apenas os clubes que tiveram atletas convocados para a fase final da Copa recebiam compensações financeiras. Com a mudança, a Fifa pretende tornar o processo mais justo e inclusivo, reconhecendo o papel das equipes também na fase preliminar.
"O novo programa dará um passo a mais e reconhecerá em termos econômicos a imensa contribuição de clubes e jogadores para que se celebre tanto a fase preliminar quanto a fase final do torneio", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
O presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA) e dono do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, também destacou a iniciativa: "Assim se garantirá que mais clubes recebam recompensa por ceder seus jogadores. Os clubes desempenham uma função fundamental no êxito do futebol de seleções, desde a formação até a participação em grandes competições."
Na edição anterior do programa, voltada apenas para a Copa de 2022, foram distribuídos US$ 209 milhões, beneficiando 440 clubes de 51 federações. O novo modelo deve ampliar de forma significativa o número de equipes contempladas.
Na maior janela de transferências da história do futebol mundial, o Brasil foi o terceiro país que mais realizou operações no período. O dado foi revelado nesta quarta-feira (3), pela Fifa, entidade máxima do esporte.
Os brasileiros registraram um gasto de US$241 milhões (R$2,5 bilhões) em contratações e arrecadaram US$460 milhões (R$2,5 bilhões) em vendas. Acima do país sul-americano ficaram apenas Portugal e Inglaterra.
Os dados da entidade máxima do futebol ainda revelaram que os mercados que mais forneceram atletas ao Brasil foram Portugal, com 74 operações, Argentina, que cederam 26 jogadores e Colômbia, com 21 transferências.
Já no movimento contrário, os países que mais receberam jogadores brasileiros foram Portugal com 111 operações, Malta com 34 operações e Indonésia com 22.
Nesta janela de transferências, a compra do Botafogo pelo volante Danilo foi a mais cara do futebol brasileiro. Após uma passagem satisfatória pelo Nottingham Forest, o atleta foi para o Botafogo por 23 milhões de euros, ou seja, R$146,1 milhões. Além da maior contratação desse período, foi a maior compra da história do clube.
De forma geral, a janela de transferências, que teve início no dia 1 de junho e terminou na última terça-feira (2), movimentou cerca de US$9,76 bilhões, ou seja, R$53,3 bilhões, o maior valor já registrado na história do esporte.
O São Paulo apareceu nesta segunda-feira (25) na lista de clubes punidos pela Fifa com transfer ban em razão de uma dívida com o Cerro Porteño, referente à contratação do volante Damián Bobadilla. A sanção impediria o time de registrar reforços por três janelas de transferências.
De acordo com apuração da ESPN, a situação já foi encaminhada. O departamento jurídico tricolor entrou em acordo com o clube paraguaio e acertou o pagamento das parcelas em aberto. Agora, a liberação depende apenas da confirmação do recebimento pelo Cerro, que precisa comunicar a Fifa para que a punição seja retirada automaticamente.
O presidente Julio Casares confirmou a resolução do caso.
"Tivemos um desacordo no entendimento do pagamento das parcelas, mas regularizamos toda a situação”, disse o mandatário.
A notícia é positiva para o São Paulo, que deve buscar um atacante no mercado após a lesão ligamentar sofrida por André Silva. O centroavante deve ficar afastado por longo período.
Atualmente, Hernán Crespo conta apenas com Juan Dinenno e Jonathan Calleri Tapia como opções para o setor ofensivo, enquanto o departamento médico segue cheio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Quem bate o martelo é o governador".
Disse senador Jaques Wagner (PT) ao recuar do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.