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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

fifa

Nova York e Nova Jersey investigam Fifa por preços ‘impossivelmente altos’ de ingressos da Copa
Foto: Divulgação

A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).

 

Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.

 

A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.

 

"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.

 

A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.

 

Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.

 

A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.

 

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.

BN na Copa: Entenda os contextos políticos dos países-sede durante a preparação para o Mundial de 2026
Fotos: Divulgação/Casa Branca | Governo do México | Governo do Canadá

A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.

 

Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.

 

ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.

 

Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

 

O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.

 

A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.

 

Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.

 

CIDADES-SANTUÁRIO

A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.

 

Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.

 

CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ

Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.


Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.


A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.


Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.


O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.

 

Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.

 

Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.

 

MÉXICO

Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.

 

A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.

 

Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica. 

 

O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.

 

A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL

Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.

 

Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.

 

Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície. 

 

Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.

 

“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”

Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.

 

Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986. 

 

Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.

 

ACERTOS FINAIS

Para os torcedores que seguirão  rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.

 

O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador. 

 

Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos. 

 

Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.



CANADÁ

Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.

 

A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.

 

Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.

 

CONTROLE DE FRONTEIRAS

Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.

 

Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.

 

Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.

 

DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.

 

O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede. 

 

Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.


 

INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE

Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.

 

Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.

 

Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.

 

Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Representantes da Fifa visitam centro de inteligência da SSP e discutem segurança para Copa Feminina na Bahia
Foto: Rafael Rodrigues

Representantes da Fifa conheceram, na manhã desta terça-feira (26), a estrutura do Centro de Operações de Inteligência (COI), da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em Salvador. A visita fez parte das discussões sobre o planejamento de segurança para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

 

O COI, considerado o maior centro de monitoramento da América Latina, deverá ter papel estratégico na operação de segurança durante o torneio. A estrutura será utilizada no acompanhamento de delegações, torcedores, turistas e demais envolvidos na competição.

 

Durante a visita, os representantes da entidade foram acompanhados pelo coronel Maurício Marinho, diretor de planejamento integrado da Superintendência de Gestão Integrada da Ação Policial (SIAP). A comitiva conheceu o funcionamento do Centro Integrado de Comunicações (CICOM), responsável pelos atendimentos ao público pelos números 190, 193 e 197.

 


Foto: Rafael Rodrigues

 

O grupo também teve acesso às operações ligadas aos sistemas de reconhecimento facial e de placas, ferramentas utilizadas pela SSP-BA no monitoramento em tempo real e na emissão de alertas para as forças de segurança.

 

A agenda incluiu ainda uma visita ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), estrutura coordenada por equipes da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom). O espaço funciona como base de suporte para ações integradas entre forças estaduais, federais e municipais em grandes operações.

 

Após conhecer as instalações, representantes da Fifa se reuniram com integrantes da SSP-BA para tratar de pontos ligados à segurança da Copa do Mundo Feminina de 2027. A pauta incluiu análise de ferramentas tecnológicas, aperfeiçoamento de estruturas, revisão de sistemas e protocolos, atuação das tropas e integração com outros órgãos públicos.

 

Também foram discutidas ações de segurança previstas para eventos paralelos ao Mundial, como as edições do Fifa Fan Festival. Entre as medidas avaliadas estão a instalação de portais de abordagem, reforço de patrulhamento e uso do sistema de reconhecimento facial.

 

A visita ocorre dentro do processo de preparação de Salvador para receber a competição. A capital baiana será uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como país anfitrião.

República Democrática do Congo cumprirá isolamento antes da Copa do Mundo por surto de Ebola
Foto: Reprodução/Instagram (@fecofadrc)

A seleção da República Democrática do Congo precisará cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de embarcar para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo. A informação foi confirmada pelo diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, em entrevista à ESPN norte-americana.

 

A delegação congolesa está em preparação na Bélgica e deverá permanecer isolada até a viagem para Houston, marcada para 11 de junho.

 

“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston em 11 de junho. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA”, afirmou o dirigente.

 

A medida ocorre em meio ao monitoramento do surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. A FIFA informou que mantém contato com a federação congolesa e autoridades sanitárias dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde para acompanhar a situação.

 

Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, o surto já provocou 177 mortes e soma cerca de 750 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS afirmou que ainda não há vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelos casos atuais, embora exista expectativa de avanço nos próximos meses.

 

Nesta semana, o CDC, órgão de controle de doenças dos EUA, também adotou restrições para viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e South Sudan. A medida pode impactar torcedores da seleção africana que pretendem acompanhar o Mundial.

 

Apesar das restrições sanitárias, a participação da República Democrática do Congo na competição segue mantida. A equipe integra o Grupo K, ao lado da Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia será diante da seleção portuguesa, liderada por Cristiano Ronaldo, em 17 de junho, em Houston.

Anitta lança música oficial da Copa do Mundo ao lado de Lisa, do BLACKPINK, e Rema; confira
Foto: Divulgação

Anitta estará na Copa do Mundo. Para além da apresentação nos Estados Unidos, a Poderosa foi anunciada como intérprete da música oficial da competição. Ao lado de Lisa, intergante do Blackpink, e do cantor nigeriano Rema, a artista lançou a faixa 'Goals'.

 

A canção integra o álbum oficial da Copa, que conta também com Shakira e Burna Boy na parceria 'Dai Dai', 'Lighter' de Jelly Roll e Carín León e a faixa 'Por Ella' com Los Ángeles Azules e Belinda.

 

A faixa apresentada por Anitta traz uma mistura de pop latino, Afrobeats e K-pop, e tem a produção do vencedor do Grammy Cirkut, conhecido por trabalhos com nomes como The Weeknd e Lady Gaga.

 

"Minha conexão com a Copa do Mundo é profundamente emocional. Sou brasileira, afinal, então tenho memórias maravilhosas ligadas ao torneio. É incrivelmente especial agora contribuir para sua história, colaborando com Lisa e Rema em “Goals”. Sou muito grata por essa oportunidade", celebrou Anitta.

 

A funkeira participará do show de abertura em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 12 de junho. Neste ano, a FIFA fará três cerimônias de abertura do campeonato mundial, para acompanhar as três sedes dos jogos da Copa, EUA, Canadá e México.

 

Além da brasileira, a festa contará com shows de Katy Perry, Lisa, Rema, Future e Tyla.

Iraque tem jogadores sem visto para os EUA e vive impasse antes da Copa do Mundo
Foto: Divulgação

A preparação do Iraque para a Copa do Mundo de 2026 ganhou um problema fora de campo. A menos de um mês da abertura do torneio, jogadores da seleção iraquiana ainda não conseguiram visto de entrada para os Estados Unidos, uma das sedes da competição.

 

A situação foi revelada na noite da última terça-feira (12) por Ghalib Al-Zamili, membro da Federação Iraquiana de Futebol, em declaração à agência iraquiana Shafaq. Segundo o dirigente, cinco atletas seguem sem a autorização necessária para entrar em território norte-americano.

 

"Os jogadores que não receberam vistos de entrada são Ibrahim Bayesh, Muhannad Ali, Zaid Tahseen, Haider Abdul Karim e Ali Al-Hammadi, e até o momento não se sabem os motivos", afirmou o dirigente.

 

A federação pretende acionar a Fifa para tentar acelerar uma solução. Nos bastidores, o tema preocupa porque os jogadores citados integram a base da equipe e são tratados como nomes importantes para a campanha iraquiana no Mundial.

 

O caso amplia as discussões sobre a logística da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A abertura está marcada para o dia 11 de junho, enquanto a final será realizada em 19 de julho.

 

No sorteio da competição, o Iraque ficou no Grupo 9, ao lado de França, Noruega e Senegal.

Nem 48 vagas salvaram: Veja as grandes seleções que estão fora da Copa do Mundo de 2026
Foto: Divulgação / FIFA

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, mas nem mesmo a ampliação de 32 para 48 seleções evitou a ausência de camisas tradicionais no torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Depois de um ciclo de Eliminatórias marcado por repescagens, quedas nos pênaltis, campanhas irregulares e impactos extracampo, o Mundial terá uma lista relevante de seleções conhecidas fora da competição.

 

O caso de maior peso esportivo é o da Itália. Tetracampeã mundial, a Azzurra voltou a fracassar nas Eliminatórias e ficará fora da Copa pela terceira edição consecutiva. Depois de não disputar os Mundiais de 2018 e 2022, a seleção italiana caiu novamente na repescagem europeia, desta vez diante da Bósnia e Herzegovina, após empate por 1 a 1 e derrota por 4 a 1 nos pênaltis. Com o resultado, a Itália se tornou a primeira campeã mundial a ficar fora de três Copas seguidas.

 

A eliminação amplia uma crise que atravessa gerações. Em 2017, a Itália ficou fora da Copa da Rússia após perder a vaga para a Suécia. Quatro anos depois, para o Mundial do Catar, foi surpreendida pela Macedônia do Norte ainda na semifinal da repescagem. Agora, mesmo com um torneio maior e mais vagas disponíveis, voltou a cair no mata-mata classificatório e verá mais uma Copa pela televisão.

 

Outra ausência de grande repercussão é a Rússia. Diferentemente das seleções eliminadas em campo, os russos sequer participaram das Eliminatórias. A seleção e os clubes do país seguem suspensos das competições organizadas por Fifa e Uefa desde 2022, após a invasão da Ucrânia. Com isso, a Rússia ficou fora do processo classificatório para 2026 e não teve chance esportiva de buscar vaga no Mundial.

 

A suspensão russa mantém o futebol do país isolado do circuito competitivo internacional. Em fevereiro de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, chegou a defender publicamente a revisão da punição, mas a Uefa reiterou que a reintegração depende do fim da guerra na Ucrânia. A ausência da Rússia, portanto, continua sendo um dos principais efeitos políticos no cenário da Copa.

 

A Ucrânia, por sua vez, ficou fora dentro de campo, mas em um contexto diretamente atravessado pela guerra. A seleção chegou à repescagem europeia, mas foi eliminada pela Suécia na semifinal, após derrota por 3 a 1. Poucas semanas depois, Serhiy Rebrov deixou o comando técnico da equipe, embora tenha permanecido ligado à federação ucraniana em outra função.

 

A eliminação interrompeu a tentativa ucraniana de voltar ao Mundial depois de duas décadas. A última participação do país em Copas foi em 2006, na Alemanha, quando chegou às quartas de final. Desde então, a seleção acumulou campanhas competitivas, mas sem conseguir transformar boas gerações em uma nova classificação.

 

Na África, a ausência mais simbólica é a Nigéria. Os Super Eagles, que já foram presença frequente em Copas desde os anos 1990, ficarão fora do Mundial pela segunda edição consecutiva. A seleção terminou a fase de grupos das Eliminatórias Africanas atrás da África do Sul e ainda teve uma segunda chance nos playoffs continentais. Depois de vencer Gabão na semifinal, caiu para a República Democrática do Congo nos pênaltis, após empate por 1 a 1.

 

A queda nigeriana tira da Copa nomes de peso do futebol europeu, como Victor Osimhen, e reforça o momento instável de uma seleção que, durante décadas, foi uma das principais representantes do continente africano em Mundiais. A Nigéria disputou as Copas de 1994, 1998, 2002, 2010, 2014 e 2018, mas também ficou fora em 2006, 2022 e agora em 2026.

 

Outra seleção africana tradicional que não estará no torneio é Camarões. Os Leões Indomáveis, presença histórica em Copas e classificados para o Mundial de 2022, também falharam no caminho para 2026. A equipe terminou atrás de Cabo Verde em seu grupo e foi eliminada posteriormente pela própria República Democrática do Congo, que avançou no caminho africano até conquistar vaga.

 

Na Europa, a Dinamarca aparece entre as ausências de maior peso técnico. A seleção dinamarquesa, que esteve no Catar em 2022 e vinha de ciclos recentes competitivos, foi eliminada pela República Tcheca na final da repescagem europeia. Após empate por 2 a 2, os tchecos venceram por 3 a 1 nos pênaltis e garantiram retorno à Copa depois de 20 anos.

 

A derrota dinamarquesa também marca o fim de uma sequência de presença em grandes torneios e deixa fora do Mundial jogadores importantes do futebol europeu. A seleção vinha sendo vista nos últimos anos como uma equipe sólida, com bom nível coletivo, mas não conseguiu confirmar o favoritismo na repescagem.

 

A Polônia também está fora. A seleção de Robert Lewandowski foi eliminada pela Suécia em uma das decisões da repescagem europeia, em derrota por 3 a 2. O resultado tirou do Mundial um dos principais centroavantes da geração e pode ter encerrado as chances do atacante de disputar uma nova Copa.

 

Outras seleções europeias conhecidas também ficaram pelo caminho, como Sérvia, País de Gales, Hungria, Grécia, Finlândia, Irlanda, Romênia e Eslováquia. A ampliação do torneio aumentou o número de vagas para a Uefa, mas a disputa continental continuou marcada por grupos duros e repescagens de alto risco.

 

Na América do Sul, quatro seleções ficaram fora: Chile, Peru, Venezuela e Bolívia. O caso chileno chama atenção pelo peso recente da geração bicampeã da Copa América, em 2015 e 2016, mas que voltou a falhar no caminho mundialista. A Roja não disputa uma Copa desde 2014 e completará três edições consecutivas ausente.

 

A Venezuela, por sua vez, perdeu a chance de disputar a primeira Copa de sua história. Mesmo em um formato ampliado e com maior número de vagas para a América do Sul, a Vinotinto não conseguiu confirmar a classificação direta nem avançar pela repescagem. A Bolívia e o Peru também não conseguiram quebrar seus jejuns.

 

Na Concacaf, o Mundial terá a presença automática de Estados Unidos, México e Canadá, mas seleções tradicionais da região ficaram fora. Costa Rica, Honduras, Jamaica, Trinidad e Tobago, Guatemala e El Salvador estão entre as ausências mais conhecidas. A Costa Rica, que disputou três das últimas quatro Copas, não repetirá a presença de 2022.

 

A Jamaica também tinha expectativa de brigar por uma vaga no torneio, especialmente pela ampliação do Mundial e pelo maior número de oportunidades na Concacaf. Ainda assim, a seleção caribenha ficou pelo caminho e verá outras equipes da região ocuparem o espaço aberto pelo novo formato.

 

Na Ásia, a ausência mais relevante é a China, que novamente não conseguiu transformar investimento e mercado em presença mundialista. A seleção chinesa disputou apenas uma Copa, em 2002, e seguirá fora em 2026. Emirados Árabes Unidos, Omã, Síria, Líbano, Índia, Vietnã e Tailândia também aparecem entre as seleções eliminadas no continente.

 

A Oceania, por sua vez, terá a Nova Zelândia como representante direta, beneficiada pelo novo formato de distribuição de vagas. Seleções como Ilhas Salomão, Taiti, Fiji, Nova Caledônia, Papua-Nova Guiné, Samoa e Vanuatu ficaram fora da disputa.

 

Mesmo com 48 participantes, a Copa de 2026 mostra que a expansão não eliminou o peso das Eliminatórias. Para algumas seleções, a ausência veio nos detalhes de uma disputa de pênaltis. Para outras, foi resultado de campanhas abaixo do esperado. No caso da Rússia, a vaga sequer pôde ser buscada em campo.

 

O novo Mundial terá estreantes, retornos importantes e mais jogos, mas também carregará ausências capazes de moldar a narrativa do torneio antes mesmo da bola rolar. Itália, Rússia, Nigéria, Ucrânia, Dinamarca, Polônia, Camarões e Chile formarão uma espécie de “Copa paralela” de seleções conhecidas que não estarão na maior edição da história.

Aos 78 anos, Dick Advocaat retorna ao comando de Curaçao e disputará a Copa do Mundo de 2026
Foto: Divulgação

Dick Advocaat estará na Copa do Mundo de 2026. Aos 78 anos, o experiente treinador holandês acertou o retorno ao comando da seleção de Curaçao, poucos meses após deixar o cargo para acompanhar o tratamento de saúde da filha. A informação é do jornal holandês De Telegraaf.

 

Em fevereiro deste ano, o treinador anunciou sua saída afirmando que “a família vem antes do futebol”. Durante o período de afastamento, Fred Rutten assumiu o comando da equipe, mas sua permanência foi curta. A pressão de jogadores e patrocinadores pela volta de Advocaat aumentou nas últimas semanas, especialmente após a histórica classificação de Curaçao para o Mundial.

 

Inicialmente, a Federação de Futebol de Curaçao demonstrava intenção de manter Rutten no cargo. O presidente da entidade, Gilbert Martina, chegou a afirmar que a decisão não seria baseada apenas no desejo do elenco. No entanto, diante do desgaste interno, Rutten decidiu deixar o posto, abrindo caminho para o retorno de Advocaat.

 

A curta passagem de Rutten terminou após um torneio amistoso na Austrália, onde a equipe sofreu derrotas para os donos da casa e para a China. A instabilidade tão próxima da Copa gerou desconforto, mas o retorno do antigo comandante promete pacificar o vestiário.

 

Advocaat é o grande arquiteto da campanha caribenha. Em novembro de 2025, ele conduziu Curaçao à sua primeira classificação para uma Copa, transformando o país de 150 mil habitantes na menor nação a disputar um Mundial em todos os tempos.

 

Com o retorno, o holandês quebrará um recorde: aos 78 anos, ele se tornará o técnico mais velho a comandar uma seleção em Copas do Mundo, superando o alemão Otto Rehhagel, que dirigiu a Grécia em 2010 aos 72 anos.

 

Curaçao fará sua estreia histórica na Copa do Mundo FIFA 2026 integrando o Grupo E. A seleção enfrentará Alemanha, Costa do Marfim e Equador na fase de grupos.

Davide Ancelotti confirma Neymar em pré-lista da Seleção, mas evita garantir presença na Copa: "Está melhorando"
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Neymar segue vivo na disputa por uma vaga na Copa do Mundo. O auxiliar técnico da Seleção Brasileira, Davide Ancelotti confirmou que o camisa 10 do Santos integra a pré-lista de 55 jogadores enviada à Fifa, mas ponderou que a presença definitiva no Mundial ainda dependerá dos próximos passos até a convocação final.


Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Davide, o também filho Carlo Ancelotti, comentou a situação física do atacante e reconheceu evolução no processo de recuperação.

 

"Se ele está nessa lista é porque sua condição física está melhorando. Depois, até o dia 18 de maio, faremos a redução até chegar aos 26 que irão para os Estados Unidos", afirmou ao podcast Tripletta.

 

A pré-lista enviada à Fifa é uma exigência obrigatória para todas as seleções classificadas à Copa do Mundo. Cada país precisa encaminhar uma relação preliminar contendo entre 35 e 55 atletas elegíveis para o torneio, incluindo obrigatoriamente quatro goleiros.

 

A presença de Neymar na relação mantém o atacante na disputa por uma vaga entre os convocados definitivos, mas ainda não assegura sua participação no Mundial. Apenas jogadores incluídos nessa primeira lista podem integrar a convocação final.

 

Antes da divulgação oficial dos 26 nomes, Neymar ainda terá dois compromissos pelo Santos. O atacante enfrenta o Coritiba nesta quarta-feira (13), pela Copa do Brasil, e volta a encarar a equipe paranaense no domingo (17), pelo Campeonato Brasileiro.

 

A convocação oficial da Seleção Brasileira está marcada para a próxima segunda-feira, às 17h (de Brasília), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Irã confirma participação na Copa do Mundo e cobra garantias de países-sede
Foto: Divulgação

 

A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou, neste sábado (9), que a seleção disputará a Copa do Mundo FIFA de 2026. Apesar do acerto, a entidade informou que uma série de exigências foram apresentadas aos países-sede (Estados Unidos, México e Canadá), devido ao cenário de tensão no Oriente Médio.

 

O posicionamento da federação ocorre após o Canadá negar, no mês passado, a entrada de Mehdi Taj, presidente da FFIRI, para participar do Congresso da FIFA, em Vancouver. As autoridades canadenses justificaram a decisão pelos vínculos do dirigente com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, classificado como organização terrorista pelo país em 2024.

 

Mehdi afirmou à televisão estatal na sexta-feira que Teerã impôs dez condições para comparecer ao torneio, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.

As exigências incluem a concessão de vistos e o respeito aos membros da seleção, à bandeira e ao hino nacional durante a competição, além de segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos para os estádios.

 

“Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema”, afirmou o presidente.


 

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã participará normalmente do Mundial e disputarão suas partidas nos Estados Unidos. 

 

“Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou durante o 76º Congresso da entidade.

 

A seleção iraniana pretende estabelecer sua base em Tucson e fará sua estreia no dia 15 de junho contra a Seleção da Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois enfrentará a Bélgica e o Egito, ainda pela fase de grupos.

 

“Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações. Estaremos no torneio sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções”, publicou a federação iraniana em seu site oficial.

Anitta é anunciada pela Fifa como atração na abertura da Copa do Mundo em Los Angeles
Foto: Divulgação

Anitta foi anunciada como representante brasileira na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. A Fifa confirmou as atrações que irão agitar os eventos que marcam o início do torneio, três ao todo.

 

A funkeira participará do evento que acontecerá no dia 12 de junho, véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa, em um show que acontecerá em Los Angeles.

 

A ideia de dividir a festa em três momentos é marcar cada país anfitrião. As outras duas apresentações acontecerão na Cidade do Méxco e em Toronto.

 

Para a abertura no México, que acontecerá antes do jogo entre a Seleção Mexicana e o time da África do Sul, participarão do evento Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná eTyla. 

 

Já na abertura do Canadá, o evento contará com a participação de Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream, William Prince e mais.

 

No show de Los Angeles, Anitta dividirá o palco com Katy Perry, Lisa, Future, Rema e Tyla.

 

A Fifa também planeja realizar dois eventos de comemoração pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos, no dia 4 de julho, nas cidades de Houston e Filadélfia.

Fifa defende valores da Copa do Mundo após ingressos da final chegarem a US$ 2,3 milhões
Foto: Divulgação

A polêmica sobre o preço dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo com uma defesa pública de Gianni Infantino na última quinta-feira (7), durante participação na Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills.

 

O presidente da Fifa voltou a justificar a política de valores adotada pela entidade em meio à repercussão de entradas milionárias anunciadas para partidas do torneio, especialmente para a final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.

 

Em abril, quatro ingressos localizados atrás do gol para a decisão chegaram a ser anunciados por cerca de 2,3 milhões de dólares cada em plataforma de revenda. A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá.

 

"Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência", ironizou o italiano.

 

Infantino afirmou que a Fifa precisa levar em conta o funcionamento do mercado norte-americano, onde a revenda de ingressos é permitida em boa parte dos eventos esportivos e culturais.

 

"Nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida. Se vendermos barato demais, os ingressos acabam revendidos por preços ainda maiores", afirmou.

 

Segundo o dirigente, aproximadamente 25% dos ingressos da fase de grupos poderão ser comprados por menos de US$ 300, valor equivalente a cerca de R$ 1,7 mil. Para Infantino, os preços oficiais da entidade estão em linha com grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos.

 

"Isso é comparável ao preço de jogos universitários aqui nos Estados Unidos. E estamos falando de uma Copa do Mundo", acrescentou.

 

A discussão também chegou ao Canadá. A Fifa alterou sua plataforma oficial para impedir que ingressos de partidas em Toronto sejam revendidos acima do valor original, em cumprimento a uma nova legislação aprovada na província de Ontário. Com a mudança, entradas para jogos na cidade canadense só poderão ser revendidas pelo preço de face na plataforma da entidade.

 

A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo. Nos outros locais, a possibilidade de revenda acima do valor original dependerá das leis vigentes em cada jurisdição.

 

A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O torneio será o primeiro com 48 seleções e terá 104 partidas.

Shakira volta à trilha da Copa do Mundo com música oficial de 2026 gravada no Maracanã; assista
Foto: x / @shakira

Poucos dias depois de se apresentar para uma multidão na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Shakira voltou a se conectar com o universo da Copa do Mundo. Nesta quinta-feira (7), a cantora colombiana anunciou "Dai Dai", nova música oficial do Mundial de 2026, em parceria com o nigeriano Burna Boy.

 

A artista divulgou nas redes sociais uma prévia do videoclipe, gravado no Estádio do Maracanã, um dos palcos mais simbólicos do futebol mundial. A faixa será lançada oficialmente na próxima quinta-feira (14). Segundo a imprensa internacional, a canção faz parte da trilha oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026. Assista: 

 

 

 

"Do Estádio Maracaná, aqui está “Dai Dai”, a Música Oficial 2026. Estamos prontos!", escreveu Shakira nas redes sociais.

 

A nova música traz à tona a relação da cantora com a história sonora das Copas. Shakira já emplacou um dos maiores sucessos ligados ao torneio, “Waka Waka (This Time for Africa)”, lançada em 2010, na edição disputada na África do Sul. A faixa foi inspirada na canção camaronesa “Zangalewa”, de 1986, e se tornou uma das músicas mais lembradas da competição.

 

Em março, a Fifa já havia iniciado a divulgação do álbum oficial da Copa de 2026 com "Lighter", parceria entre Jelly Roll, dos Estados Unidos, Carín León, do México, e o produtor canadense Cirkut. A entidade afirmou que a faixa abriu o projeto musical do Mundial, pensado para representar a diversidade cultural dos países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.

 

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. A abertura será no México, enquanto a final acontecerá nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira estreia no dia 13 de junho.

 

Relembre músicas oficiais das Copas do Mundo:

  • 1962 — “El Rock del Mundial” — Los Ramblers
  • 1966 — “World Cup Willie (Where in this World are We Going)” — Lonnie Donegan
  • 1970 — “Futbol México 70” — Los Hermanos Zavala
  • 1974 — “Futbol” — Maryla Rodowicz
  • 1978 — “Anthem” — Buenos Aires Municipal Symphony
  • 1982 — “Musical 82” — Plácido Domingo
  • 1986 — “Hot Hot Hot” — Arrow
  • 1990 — “Un’estate italiana” — Edoardo Bennato e Gianna Nannini
  • 1994 — “Gloryland” — Daryl Hall and Sounds of Blackness
  • 1998 — “La Cour des Grands (Do You Mind If I Play)” — Youssou N’Dour e Axelle Red; “La Copa de la Vida (The Cup of Life)” — Ricky Martin; “Together Now” — Jean Michel Jarre e Tetsuya Komuro
  • 2002 — “Anthem” — Vangelis; “Boom” — Anastacia; “Let’s Get Together Now” — coral da Coreia e do Japão
  • 2006 — “Zeit Dass Sich Was Dreht (Celebrate The Day)” — Herbert Grönemeyer e Amadou & Mariam; “The Time of Our Lives” — Il Divo e Toni Braxton
  • 2010 — “Sign of a Victory” — R. Kelly e Soweto; “Waka Waka” — Shakira e Freshlyground; “As Máscaras (South Africa ’10 to Brasil ’14)” — Claudia Leitte e Lira
  • 2014 — “We Are One” — Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte; “Dar um Jeito (We Will Find a Way)” — Carlos Santana, Wyclef Jean, Avicii e Alexandre Pires; “Tatu Bom de Bola” — Arlindo Cruz; “La, La, La” — Shakira e Carlinhos Brown
  • 2018 — “Live It Up” — Nicky Jam, Will Smith e Era Istrefi; “One World” — RedOne, Adelina e Now United
  • 2022 — “Hayya Hayya (Better Together)” — Trinidad Cardona, Davido e AISHA; “Dreamers” — Jungkook, do BTS
  • 2026 — “Lighter” — Jelly Roll, Carín León e Cirkut; “Dai Dai” — Shakira e Burna Boy
Estádio de Pituaçu abre processo licitatório para nova etapa de intervenções após suspensão de atividades oficiais; entenda
Foto: Divulgação / Neoenergia Oficial

O Estádio Roberto Santos, popularmente conhecido como Estádio de Pituaçu, terá uma nova etapa de reforma e requalificação. A Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), abriu processo licitatório nesta semana para contratar uma empresa de engenharia responsável pela execução de serviços no equipamento esportivo, localizado em Salvador.

 

A concorrência eletrônica tem abertura prevista para o dia 20 de maio de 2026, às 10h.

 

O Bahia Notícias apurou com a Sudesb que a contratação faz parte de uma nova etapa de intervenções em Pituaçu, com o objetivo de garantir segurança, funcionalidade e qualidade ao estádio. O pacote de serviços contempla diferentes áreas do equipamento, incluindo espaços internos, arquibancadas, estruturas metálicas, áreas de circulação, acessibilidade e apoio operacional.

 

Entre os serviços previstos estão a administração da obra, serviços preliminares, reforma do vestiário, implantação de guarita de segurança, implantação e reforma das rotas de fuga da arquibancada, recuperação e pintura da pista de atletismo, requalificação dos assentos e reforma da tribuna de honra.

 

A intervenção também prevê a implantação de plataforma elevatória para pessoas em cadeira de rodas e pessoas com mobilidade reduzida, além de manutenção do sistema de abastecimento, construção de galpão de apoio, construção de almoxarifado, recuperação e pintura das estruturas metálicas, pintura geral interna e externa do estádio e limpeza do piso de circulação.

 

Com isso, a nova etapa amplia o conjunto de intervenções previstas para o equipamento, que já está com atividades oficiais suspensas desde o dia 6 de abril de 2026. A reportagem do Bahia Notícias antecipou que a praça esportiva passará por um processo de modernização para atender às exigências da Fifa visando a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

 

O cronograma prevê que Pituaçu permaneça fechado para intervenções até novembro deste ano. A suspensão das atividades impacta o calendário de clubes que planejavam utilizar o estádio ao longo da temporada.

 

Além das melhorias estruturais e operacionais previstas na nova licitação, a reforma também tem como foco a renovação completa do campo de jogo, incluindo os sistemas de drenagem e irrigação. Segundo Vicente Neto, superintendente da Sudesb, a grama atual do estádio já possui um longo período de utilização, o que motivou a substituição dentro do processo de modernização.

 

A previsão de retomada dos jogos em novembro faz parte da estratégia de manutenção do novo gramado. O uso frequente do campo, após a conclusão da intervenção, auxilia na compactação do solo e na adaptação da grama. A expectativa é que o equipamento esteja disponível para o Campeonato Baiano de 2027.

 

Pituaçu também está inserido no planejamento relacionado à Copa do Mundo Feminina de 2027. Esta reportagem apurou, no entanto, que ainda não há definição sobre qual seleção poderá utilizar o estádio como base de treinamento durante a competição.

 

A escolha dependerá das próprias delegações, por meio de uma plataforma virtual da Fifa. Nesse processo, são avaliados critérios como proximidade de transporte público, acessibilidade e estrutura oferecida pelos equipamentos esportivos disponíveis.

Prestianni pode perder jogos da Copa após punição por ofensa a Vini Jr.
Foto: Reprodução / TNT Sports Brasil

A punição aplicada a Gianluca Prestianni por insultos discriminatórios contra Vinicius Junior ganhou alcance mundial e pode afetar diretamente a participação do atacante argentino na Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal espanhol AS, a Fifa estendeu para todas as competições a sanção imposta ao jogador do Benfica, inicialmente determinada pela Uefa.

 

Com a decisão, Prestianni terá que cumprir suspensão em jogos oficiais reconhecidos pela entidade máxima do futebol. Caso seja convocado por Lionel Scaloni para defender a Argentina no Mundial, o atacante ficará fora das duas primeiras partidas da seleção, contra Argélia e Áustria. Ele só estaria disponível na terceira rodada da fase de grupos, diante da Jordânia.

 

A punição original foi aplicada pela Uefa no fim do mês passado. O órgão disciplinar da entidade enquadrou o caso como comportamento discriminatório e suspendeu o jogador por seis partidas. Desse total, três jogos são de punição efetiva e outros três ficam condicionados a um período probatório de dois anos, ou seja, só serão aplicados caso o atleta volte a cometer infração semelhante.

 

Prestianni já cumpriu um jogo de suspensão de forma provisória. Na prática, restam duas partidas a serem cumpridas, desde que ele não volte a ser punido pelo mesmo tipo de conduta.

 

Inicialmente, o atacante cumpriria a pena na próxima edição da Liga dos Campeões. No entanto, com a extensão determinada pela Fifa, a suspensão passa a valer em competições internacionais, incluindo a Copa do Mundo. Se não for chamado por Scaloni, a punição será cumprida em partidas europeias pelo Benfica.

 

O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, durante o duelo entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Na denúncia, Vinicius Junior afirmou ter sido chamado de “mono”, termo que significa “macaco” em espanhol.

 

Prestianni negou a acusação. Segundo relato de Tchouaméni, o argentino teria dito que chamou Vini Jr. de "maricón", e não de "mono".

 

Após análise preliminar, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa decidiu suspender o jogador de forma provisória por uma partida. Por causa disso, Prestianni ficou fora do jogo de volta contra o Real Madrid. O Benfica voltou a ser derrotado pela equipe espanhola e acabou eliminado da competição.

Com Carlo Ancelotti, Comissão Técnica da Seleção participa de reunião sobre arbitragem para Copa do Mundo
Foto: Luciana Vermell/CBF

Integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira participaram, nesta terça-feira (5), do Refereeing Meeting Fifa World Cup 2026, evento promovido pela Federação Internacional do Futebol (Fifa) para compartilhar com as equipes participantes do Mundial as orientações passadas aos árbitros que atuarão na competição.

 

Participaram do encontro o técnico Carlo Ancelotti, o coordenador executivo geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, o coordenador técnico Juan Santos, o analista de desempenho Bruno Baquete e o presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Cintra.

 

Segundo Cintra, o conteúdo da reunião faz parte de um conjunto de orientações elaboradas pela comissão de arbitragem da federação, liderada por Pierluigi Collina e Massimo Busacca, desde janeiro deste ano. “Não é apenas uma questão de mudança de regras, mas também de posicionamento e comportamento arbitral, para que as equipes estejam preparadas para lidar com essas novas situações”, explicou.

 

Segundo a CBF, as principais mudanças para a Copa do Mundo se concentra em um “pacote” de inovações que visa coibir o antijogo, reduzindo o tempo de pausa nas partidas em situações como arremessos laterais, escanteios, faltas e tiros de meta, ampliando, assim, o tempo de bola em jogo.

Fifa chama Irã para reunião na Suíça em meio a impasse sobre jogos da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.

 

A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.

 

"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.

 

A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.

 

"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.

 

"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.

 

Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.

 

Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.

 

O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.

 

Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".

 

A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.

 

O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.

 

O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.

BN na Copa: Confira dez momentos inusitados que marcaram a história das Copas do Mundo
Foto: Divulgação / Visa

A Copa do Mundo é contada, em geral, por gols, títulos, craques e derrotas históricas. Mas a trajetória do torneio também passa por episódios de bastidores que explicam mudanças e histórias que se aproximam do folclore esportivo.

 

Desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai, até a Copa de 2022, no Catar, a competição acumulou casos que explicam como o futebol se transformou até os dias atuais.

 

Para contar parte desse percurso, a reportagem do Bahia Notícias selecionou dez momentos marcantes que revelam curiosidades e bastidores importantes na trajetória do torneio.

 

1: APITO ANTES DA HORA
A Copa de 1930 teve a participação de Gilberto de Almeida Rego, o primeiro brasileiro a arbitrar em um Mundial. Ele foi bandeirinha no jogo inaugural (França x México) e árbitro principal em três partidas, incluindo Argentina x França.

 


Foto: Divulgação

 

O episódio mais lembrado ocorreu justamente na vitória argentina por 1 a 0: Almeida Rego encerrou a partida quando ainda faltavam seis minutos, orientado de forma equivocada pelo cronometrista. Jogadores argentinos chegaram a ir para o banho antes de a decisão ser revogada e o jogo retomado para completar o tempo regulamentar. O placar não foi alterado.

 

2: A HISTÓRIA DOS PÉS DESCALÇOS 
Uma das curiosidades mais repetidas sobre a Copa de 1950 é a de que a Índia teria desistido de disputar o Mundial porque seus jogadores não poderiam atuar descalços.

 


Foto: Divulgação

 

A história, porém, tem nuances. Embora a Fifa tenha proibido o jogo sem calçados, pesquisadores apontam outros fatores para a desistência: divergências na convocação, falta de preparação e a percepção da federação indiana de que as Olimpíadas eram mais importantes que a Copa na época.

 

3: OS 200 MIL NO MARACANÃ
A final de 1950 entre Brasil e Uruguai consolidou o termo "Maracanazo". Estimativas apontam cerca de 200 mil pessoas no estádio, um recorde histórico.

 

Sem transmissão de TV na época, o rádio foi o meio de quem não estava lá. No Maracanã, o silêncio após o gol de Ghiggia, que deu a vitória por 2 a 1 ao Uruguai, marcou profundamente a memória dos brasileiros.

 


Foto: Divulgação

 

4: A CAMISA CANARINHO
O Brasil jogava de branco até a derrota de 1950. Em 1953, o jornal Correio da Manhã promoveu um concurso para criar um uniforme que utilizasse as cores da bandeira. O vencedor foi o ilustrador Aldyr Garcia Schlee.

 

A estreia do modelo em Copas ocorreu em 1954, na Suíça. O radialista Geraldo José de Almeida foi quem popularizou o apelido "Seleção Canarinho".

 


Foto: Divulgação / CBF

 

5: O ÚNICO GOL OLÍMPICO DAS COPAS
Na Copa de 1962, no Chile, o colombiano Marcos Coll entrou para a história ao marcar diretamente de uma cobrança de escanteio contra a União Soviética. O lance ocorreu no empate por 4 a 4, e a bola passou por ninguém menos que Lev Yashin, o "Aranha Negra". É, até hoje, o único gol olímpico da história dos Mundiais.

 


Foto: Divulgação 

 

6: TAÇA ROUBADA E ENCONTRADA POR UM CACHORRO
Antes da Copa de 1966, a Taça Jules Rimet foi roubada enquanto estava exposta em Londres. O desfecho teve um herói improvável: Pickles, um cachorro que encontrou o troféu enrolado em jornais em um jardim. Pickles e seu dono, David Corbett, tornaram-se celebridades instantâneas na Inglaterra.

 

 

7: O SEGUNDO ROUBO DA JULES RIMET
Após o tri em 1970, o Brasil ficou com a posse definitiva da taça. Porém, em 1983, ela foi roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Diferentemente do caso inglês, o troféu nunca foi recuperado. A versão oficial é de que a peça foi derretida, transformando a Jules Rimet original em uma relíquia perdida.

 


Foto: Divulgação / CBF

 

8: FRANÇA DE VERDE E BRANCO
Na Copa de 1978, França e Hungria chegaram para o jogo com uniformes brancos, gerando conflito visual. Sem um segundo kit disponível, os franceses jogaram com camisas emprestadas do Kimberley, um clube local de Mar del Plata. A França venceu por 3 a 1 vestindo listras verdes e brancas.

 


Foto: Divulgação

 

9: PARALISAÇÃO EM FRANÇA X KUWAIT
Em 1982, o príncipe Fahad Al-Sabah, dirigente do Kuwait, invadiu o campo para contestar um gol francês, alegando que seus jogadores pararam após ouvirem um apito vindo da arquibancada. Surpreendentemente, a arbitragem anulou o gol. No entanto, a França venceu por 4 a 1, e o príncipe foi multado pela FIFA posteriormente.

 


Foto: Divulgação

 

10: RECORDES NA COPA DE 2018
A edição na Rússia foi o marco da tecnologia com a estreia do VAR. Foi a primeira Copa em que todas as seleções marcaram ao menos dois gols. O torneio registrou números recordes até então: 169 gols totais, 29 pênaltis marcados e 12 gols contra. O título ficou com a França após bater a Croácia por 4 a 2.

 


Foto: Divulgação

Fifa amplia venda de ingressos VIP para a Copa e ainda tem pacotes disponíveis para quase todos os jogos
Foto: Divulgação

A Fifa aumentou seus esforços para comercializar ingressos de hospitalidade da próxima Copa do Mundo. Ainda há disponibilidade para 102 das 104 partidas do torneio, com exceção da estreia do México no Grupo A, contra a Coreia do Sul, e de um confronto das oitavas de final que deve envolver a Espanha.

 

Como parte da estratégia, a entidade lançou uma nova categoria de ingressos, chamada "suite essentials". A proposta permite a compra individual de lugares em camarotes VIP — anteriormente vendidos apenas em pacotes fechados para grupos — especialmente em partidas de menor demanda.

 

Informações do jornal The Guardian, repercutidas nesta semana, dão conta de que a iniciativa ocorre após uma revisão para baixo nas projeções de receita com hospitalidade, considerada a área mais lucrativa do torneio. A FIFA, no entanto, afirma que a venda geral de ingressos segue acima do esperado.

 

Os pacotes da nova categoria incluem assento numerado, acesso a camarote VIP, alimentos embalados, bebidas não alcoólicas e um item comemorativo. Os preços partem de US$ 650 (cerca de R$ 3.200), com opções disponíveis para cerca de dez partidas, como Colômbia x República Democrática do Congo e Uruguai x Espanha.

 

Além disso, a entidade mantém ativa a fase final de venda de ingressos, iniciada em abril, com sistema por ordem de chegada. De acordo com o secretário-geral Mattias Grafström, os valores praticados refletem "a realidade de mercado na América do Norte".

 

Outro ponto destacado é o modelo de preços adaptativos adotado pela organização. Nesse sistema, os valores podem ser ajustados conforme a demanda, com decisões tomadas diretamente por executivos da entidade. A FIFA também disponibiliza uma plataforma oficial de revenda, permitindo que torcedores negociem ingressos até o início do torneio.

 

Apesar disso, a política de preços tem sido alvo de críticas. A Football Supporters Europe classificou os valores como "extorsivos" e chegou a formalizar uma denúncia à Comissão Europeia. Ainda assim, o presidente Gianni Infantino sustenta que os preços são consequência direta da alta procura pelo evento.

Gianni Infantino afirma que Irã vai jogar Copa do Mundo nos Estados Unidos: “Temos de nos unir”
Foto: Reprodução/Fifa

 

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Irã está confirmado na Copa do Mundo de 2026 e disputará suas partidas nos Estados Unidos, mesmo diante das tensões recentes envolvendo o país.

 

Durante discurso no 76º Congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, o dirigente reforçou a participação da seleção iraniana e destacou o papel do futebol como instrumento de união.

 

"Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", disse. Em seguida, completou: "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis".

 

A presença do Irã no torneio chegou a ser questionada após a escalada de conflitos envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, iniciada em fevereiro. Ainda assim, Infantino já havia sinalizado anteriormente que a seleção estaria garantida na competição, apesar de declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a segurança dos iranianos em território americano.

 

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos previstos para os Estados Unidos.

 

A estreia iraniana será diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, em 21 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Em caso de classificação, a equipe seguirá atuando exclusivamente em solo norte-americano.

Fifa libera participação de jogadoras afegãs sem aval da federação nacional após sete anos
Foto: Mahmoud Khaled / Fifa

A Fifa decidiu autorizar a participação internacional de jogadoras afegãs mesmo sem o reconhecimento da federação local. A medida foi aprovada na última terça-feira (28), durante reunião do conselho da entidade realizada em Vancouver, no Canadá.

 

A mudança altera o regulamento ao permitir, em caráter excepcional, o registro de seleções ou equipes representativas sem validação da associação nacional. No caso do Afeganistão, a federação não reconhece o futebol feminino por conta das restrições impostas pelo regime do Talibã desde 2021.

 

Com isso, atletas que deixaram o país e hoje vivem em regiões como Europa, Estados Unidos, Austrália e Oriente Médio poderão voltar a disputar partidas oficiais com chancela da entidade. A expectativa é de que a equipe retome atividades competitivas já a partir de junho, após períodos de preparação realizados no exterior.

 

A iniciativa está ligada ao projeto Afghan Women United, grupo formado por jogadoras refugiadas e apoiado pela FIFA desde 2025. A equipe já participou de amistosos e conquistou uma vitória internacional no último ano.

 

Apesar da autorização, a equipe não poderá disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Por outro lado, poderá participar das eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2028. A Fifa também indicou que dará suporte técnico, financeiro e administrativo para a estruturação do grupo.

Câmara aprova projeto que regulamenta a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027
Foto: Divulgação CBF

Em votação simbólica, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (28), o projeto de autoria do governo federal que regulamenta direitos e deveres da União e da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em relação à Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada em 2027 no Brasil. O projeto segue agora para o Senado. 

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. Oito estádios brasileiros receberão jogos da competição: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Fonte Nova (Salvador), Arena Itaquera (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Estádio Nacional (Brasília), Arena Castelão (Fortaleza), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), Arena Pernambuco (Recife).

 

O Mundial sediado pelo Brasil será a décima edição do torneio. Antes de chegar à Austrália e à Nova Zelândia, em 2023, a competição já havia sido sediada por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e França.

 

Na Câmara, o projeto foi relatado pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Segundo o texto, será permitida a propaganda de bebidas alcoólicas nas transmissões dos eventos oficiais do torneio (jogos, treinos, sorteio, etc.) e em emissoras de rádio e TV fora do horário restrito das 22 horas de um dia às 6 horas do dia seguinte.

 

Quanto à venda de bebida alcoólica nos estádios onde serão realizadas as partidas, o projeto permite a comercialização. Entretanto, a proteção aos direitos comerciais e de marketing não implica autorização, dispensa ou flexibilização de normas sanitárias.

 

O projeto também disciplina uma regra para a liberação de imagens a outras emissoras não autorizadas a transmitir integralmente as partidas, cerimônias de abertura e encerramento ou sorteio da competição. Essas imagens liberadas após o fim do evento oficial, classificadas como flagrantes, poderão ser usadas apenas para fins jornalísticos com uso nas 24 horas após o evento, proibida sua associação a qualquer forma de patrocínio, promoção, publicidade ou marketing.

 

O texto elaborado pela deputada Gleisi Hoffmann estabelece regras de exclusividade para a Fifa e seus parceiros econômicos para a realização da Copa no Brasil, envolvendo a titularidade de todos os direitos de exploração comercial relacionados às imagens, sons, símbolos, marcas, slogans, marketing e demais propriedades intelectuais de todos os eventos relacionados à Copa, desde as partidas oficiais até treinos, festas, entrevistas, etc.

 

Uma das novidades em relação às normas da Copa de 2014 é o resguardo dos direitos do governo federal pelo uso de seus próprios slogans, mascotes, denominações, campanhas, personagens, símbolos oficiais e outros existentes ou criados especificamente para uso em publicidade institucional.

 

O texto permite ainda ao Ministério do Esporte pagar um prêmio de R$ 500 mil a cada jogadora da seleção brasileira de futebol feminino participante do Torneio Experimental Fifa realizado na China em 1988.

 

Nesse torneio, o Brasil ficou na terceira colocação e participaram, a convite, 12 seleções das confederações de futebol para avaliar o potencial econômico e de inserção no calendário de um torneio mundial da Fifa em caráter permanente. A relatora incluiu como beneficiárias da premiação as jogadoras participantes da 1º Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino, igualmente realizada na China em 1991. Com isso, o total de jogadoras que podem receber as premiações passa de 18 para 30.

 

A estimativa inicial de impacto orçamentário do governo é de R$ 9 milhões. Caso alguma jogadora já tenha falecido, os sucessores indicados pela Justiça poderão receber o prêmio proporcionalmente à sua cota-parte na sucessão da herança.

 

A premiação não tem data definida para pagamento, mas a vigência desse trecho do projeto ocorrerá a partir de 24 de junho, um ano antes do início da Copa.
 

Jogadores que tamparem a boca na Copa do Mundo poderão ser expulsos; abandono de partida também será punido
Foto: Reprodução/Internet

Em uma reunião especial realizada em Vancouver, no Canadá, nesta terça-feira (28), a IFAB (International Football Association Board) aprovou por unanimidade duas alterações propostas pela FIFA ao regulamento. Segundo a entidade, o objetivo é combater comportamentos discriminatórios e condutas antidesportivas.

 

Conforme acordado na Assembleia Geral Anual (AGM) da IFAB em fevereiro, essas decisões seguem consultas minuciosas lideradas pela FIFA com as principais partes interessadas. Confira as mudanças:

 

  • Cobertura da boca em confrontos: A critério da organização da competição, qualquer jogador que cobrir a boca em uma situação de confronto com um adversário poderá ser punido com cartão vermelho.
  • Abandono de campo em protesto: O árbitro poderá expulsar qualquer jogador que deixe o gramado em protesto contra uma decisão da arbitragem. A regra também se aplica a membros da comissão técnica que incitem os atletas ao abandono.
  • Derrota por WO: Uma equipe que causar o abandono definitivo de uma partida, em princípio, será declarada perdedora por WO.

 

Segundo a FIFA, essas alterações serão comunicadas oficialmente às 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 nas próximas semanas.

 

Contexto e polêmicas
As decisões foram motivadas por episódios recentes. A proibição de tapar a boca surge após o caso envolvendo o atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de ofensas racistas contra o brasileiro Vinícius Jr. na Champions League. 

 

Prestianni teria proferido insultos cobrindo a boca para evitar a leitura labial; ele negou o racismo, alegando ter usado um termo homofóbico ("maricón"), e acabou punido com seis jogos de suspensão.

 

Já a medida contra o abandono de campo é uma resposta ao caos ocorrido na final da Copa Africana de Nações deste ano. Na ocasião, a delegação de Senegal deixou o gramado em Rabat após um pênalti marcado a favor do Marrocos nos acréscimos. 

 

Apesar de ter vencido a partida na prorrogação, Senegal teve o título retirado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em uma decisão anunciada no mês passado.

Fifa avalia zerar cartões após fase de grupos na Copa do Mundo de 2026, aponta emissora
Foto: Divulgação

A Fifa avalia uma mudança na regra de cartões amarelos para a Copa do Mundo de 2026. Informações da emissora BBC deram conta nesta semana de que o tema será discutido nesta terça-feira (28) em reunião do Conselho da entidade, em Vancouver, no Canadá.

 

Atualmente, um jogador é suspenso após receber dois cartões amarelos durante a competição. Os cartões são zerados apenas antes das semifinais, evitando que atletas fiquem fora da final por acúmulo.

 

A proposta em análise prevê que os cartões também sejam reiniciados ao fim da fase de grupos. A alteração considera o novo formato do torneio, que contará com 48 seleções e incluirá uma fase eliminatória adicional — os 32-avos de final.

 

Com mais partidas no calendário, a mudança busca reduzir o risco de suspensões em fases decisivas por acúmulo de cartões.

 

A Copa do Mundo de 2026 será disputada em Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para o dia 11 de junho.

 

Pelo Grupo C, o Brasil fará estreia na Copa no dia 13 de junho, contra o Marrocos às 19h (horário de Brasília). Na sequência, encara o Haiti no dia 19 e encerra a fase de grupos no dia 24, contra a Escócia. 

Palmeiras lidera ranking da Conmebol para Copa do Mundo de Clubes de 2029
Foto: Werner Flister/SE Palmeiras

A Fifa lançou nesta semana uma plataforma para acompanhamento em tempo real do ranking classificatório para a próxima edição da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. A ferramenta será usada para definir parte das vagas do torneio de 2029, além de garantir presença automática aos campeões continentais até lá. Clubes como Flamengo e PSG, por exemplo, já asseguraram classificação por títulos recentes.

 

Entre os clubes da Conmebol, o Palmeiras lidera o ranking com 53 pontos. Na sequência aparece o Flamengo, com 51, já classificado após conquistar a Copa Libertadores da América da última temporada. A LDU ocupa a terceira posição, com 44 pontos. O sistema de pontuação considera o desempenho dos clubes na Libertadores entre 2025 e 2028, levando em conta tanto a fase alcançada quanto o rendimento em campo.

 

O São Paulo é o terceiro brasileiro mais bem colocado, ocupando a sexta posição geral. Outros clubes do país também aparecem no ranking: Botafogo em 10º, Internacional em 15º, Fortaleza em 18º e Bahia em 24º. Também figuram na lista Corinthians, Cruzeiro, Mirassol e Fluminense.

 

Se for mantido o mesmo modelo de distribuição de vagas adotado para a edição de 2025, a América do Sul terá seis representantes no Mundial de 2029. O regulamento também prevê limite de dois clubes por país, exceto nos casos em que mais equipes da mesma nação conquistem títulos continentais no período classificatório.

 

Além das vagas via ranking e títulos, uma cota será destinada ao país-sede. O Brasil aparece entre os candidatos para receber a competição em 2029, o que poderia ampliar a presença de clubes brasileiros no torneio. Espanha, Marrocos e Catar também demonstraram interesse em sediar o evento.

Movimento Verde e Amarelo reúne torcidas de todo Brasil para apoiar Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Foto: Reprodução/Instagram (@movimentoverdeamarelo)

O Movimento Verde e Amarelo (MVA) articula a presença de torcedores organizados de diferentes clubes para apoiar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A iniciativa busca replicar um modelo adotado pela Associação do Futebol Argentino no Mundial de 2022, quando torcedores uniformizados foram mobilizados para fortalecer a presença da Argentina nas arquibancadas.

 

De acordo com o UOL, o movimento conta com apoio da Confederação Brasileira de Futebol, que viabilizará cerca de 500 ingressos por partida. As entradas serão adquiridas junto à FIFA e posteriormente repassadas aos representantes das torcidas pelo mesmo valor.

 

A proposta prevê a convivência de lideranças de grupos historicamente rivais nas arquibancadas, como Gaviões da Fiel e Independente, além de Força Jovem do Vasco e Raça Rubro-Negra.

 

Um dos fundadores do MVA, Luiz Carvalho, comentou a articulação. “A gente está muito feliz por como se encaminhou a conversa. Muito felizes pelo reconhecimento da CBF e por conseguirmos trazer com a gente a galera das organizadas”.

 

Até o momento, diversas torcidas confirmaram participação no projeto, representando clubes de diferentes regiões do país. Entre elas estão Império Alviverde (Coritiba), Os Fanáticos (Athletico-PR), Young Flu (Fluminense), Fúria Jovem do Botafogo (Botafogo), Máfia Azul (Cruzeiro), Galoucura (Atlético-MG), Fúria Jovem (Manaus), Camisa 12 e Guarda Popular (Internacional), Geral do Grêmio (Grêmio), Cearamor (Ceará), Mancha Alviverde (Palmeiras), Dragões da Real(São Paulo), e Gaviões da Fiel, Fiel Macabra, Estopim da Fiel e Camisa 12, além de outras organizadas.

 

Como diretriz do movimento, os participantes deverão vestir apenas camisas da Seleção Brasileira ou do próprio MVA durante os jogos. O uso de uniformes ou faixas que identifiquem clubes específicos não será permitido, em uma tentativa de reforçar a unidade nas arquibancadas.

Ingressos caros afetam procura por jogo de abertura dos EUA na Copa 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais / @FIFAWorldCup

A venda de ingressos para a estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, contra o Paraguai, segue abaixo do esperado, especialmente em comparação com outras partidas realizadas em Los Angeles.

 

De acordo com um documento interno distribuído aos organizadores locais, até o dia 10 de abril haviam sido vendidos 40.934 bilhetes para o confronto marcado para 12 de junho, no SoFi Stadium. O número é inferior ao registrado para o duelo entre Irã e Nova Zelândia, no mesmo estádio, que já soma 50.661 ingressos comercializados.

 

A capacidade oficial do SoFi Stadium para o Mundial será de 69.650 lugares. No entanto, não há confirmação se os números incluem entradas de hospitalidade ou categorias especiais, já que a FIFA e o comitê organizador local não comentaram os dados.

 

Os preços elevados aparecem como principal fator para a procura abaixo das expectativas. Quando colocados à venda, em outubro, os ingressos para Estados Unidos x Paraguai figuravam entre os mais caros do torneio, atrás apenas da final e de uma semifinal. As entradas de categorias 1 e 2, com valores de 2.300 e 1.650 euros, respectivamente, permaneceram disponíveis ao longo das etapas de venda.

 

Diferentemente da maioria das partidas, que tiveram aumento nos preços diante da alta demanda, os valores para este confronto foram mantidos, sendo o único jogo envolvendo seleções anfitriãs que não sofreu reajuste nos últimos meses.

 

Apesar do cenário pontual, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou recentemente que cerca de 5 milhões dos 6,7 milhões de ingressos totais já foram vendidos para o torneio. Segundo ele, parte das entradas foi retida estrategicamente para fases posteriores de comercialização.

Ex-capitã do Brasil, Aline Pellegrino é nomeada diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina de 2027
Foto: Divulgação / CBF

A ex-capitã da Seleção Brasileira Feminina de Futebol, Aline Pellegrino, foi nomeada nesta segunda-feira (20) como diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. O torneio será realizado no Brasil, e a chegada da ex-jogadora completa a equipe de liderança executiva do evento.

 

Vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, Aline tem trajetória consolidada dentro e fora de campo. Atualmente, ela exerce a função de gerente de Competições Femininas da Confederação Brasileira de Futebol, cargo que continuará ocupando paralelamente à nova função na FIFA.

 

Antes disso, a dirigente também atuou como diretora de Futebol Feminino da Federação Paulista de Futebol e como supervisora técnica no Corinthians Audax. Além das funções administrativas, integra o programa FIFA Legends e atua como embaixadora da Conmebol.

 

Ao comentar a nomeação, Aline destacou o impacto que a competição pode gerar para o futebol feminino: "Contribuir para o impacto que este evento pode ter sobre as mulheres no Brasil, na América do Sul e em todo o mundo me dá ainda mais certeza de que a decisão que tomei na minha infância foi a certa", comentou.

 

A dirigente também ressaltou a expectativa de que o torneio deixe um legado duradouro.

 

"Desejo que 2027 seja mais do que apenas um grande evento esportivo. Acredito que será também um marco decisivo na demonstração de apreço e respeito pelas mulheres no futebol", projetou.

 

A equipe executiva do escritório da FIFA no Rio de Janeiro também conta com Gal Barradas (Receitas e Marketing), Thiago Jannuzzi (Operações) e Patricia Hespanha (Administração). Atualmente, a estrutura organizacional do evento reúne 128 profissionais, sendo 70% mulheres.

 

Diretora de Futebol da FIFA, Jill Ellis destacou o impacto da liderança feminina na organização do torneio: "Este torneio criará modelos de referência não apenas em campo, mas em nossas salas de reunião também.”

 

O presidente da CBF, Samir Xaud, também celebrou a nomeação e afirmou que a escolha representa reconhecimento internacional à trajetória da dirigente e ao crescimento do futebol feminino brasileiro.

Fifa inclui hotel na Bahia na lista oficial de centros de treinamento para a Copa do Mundo Feminina
Fotos: Hilda Rodrigues/Assessoria de Imprensa | Divulgação/Fifa

A Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) incluiu, na última terça-feira (15), o Porto Seguro Eco Bahia Hotel, localizado na cidade de Porto Seguro, como um dos 38 centros de treinamento oficiais da Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio será realizado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

 

A entidade também indicou o Estádio Municipal Agnaldo Bento dos Santos, no mesmo município, como estrutura de apoio para treinamentos das seleções participantes. A escolha integra o planejamento logístico da competição, que envolve infraestrutura de hospedagem e preparação esportiva.

 

A lista oficial disponibilizada pela Fifa reúne opções que poderão ser selecionadas pelas delegações após o sorteio final do Mundial, previsto para o final de 2025.

 

De acordo com informações divulgadas pela federação, o Eco Bahia Hotel oferece estrutura com áreas de lazer, piscinas, quadras esportivas e acesso a serviços e praias, elementos considerados relevantes para a preparação das equipes.

 

A localização no Centro Histórico de Porto Seguro também foi destacada como fator estratégico, associando infraestrutura urbana, aspectos culturais e acesso logístico.

 

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Presidente da Fifa explica valores elevados na Copa do Mundo e diz que receita é concentrada na competição; entenda
Foto: Instagram / @gianni_infantino

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou nesta sexta-feira (17) sobre as críticas relacionadas aos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Durante participação no evento Semafor World Economy, em Washington, o dirigente afirmou que há diferentes faixas de valores disponíveis ao público.

 

"Temos uma categoria de ingressos para torcedores mais dedicados a partir de 60 dólares, incluindo a final. Claro, também existem ingressos, como camarotes na final, que podem custar dezenas de milhares de dólares. Então há opções para todos os perfis", declarou.

 

Infantino explicou que a política de preços está diretamente ligada ao modelo de receita da entidade, que depende majoritariamente da realização da Copa do Mundo.

 

"A principal e até agora única fonte de receita da Fifa é a Copa do Mundo. A Copa do Mundo acontece durante um mês a cada quatro anos. Ou seja, geramos receita em um único mês. Nos outros 47 meses até a próxima Copa, gastamos esse dinheiro", afirmou.

 

Apesar dos valores elevados, o dirigente ressaltou que a FIFA opera como uma organização sem fins lucrativos e que os recursos arrecadados são destinados ao desenvolvimento do futebol em escala global.

 

"Mas o que é interessante, e digo isso meio em tom de brincadeira, é algo que muitas pessoas não sabem: embora geremos bilhões com a Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. Isso significa que toda a receita gerada é reinvestida na organização do futebol em 211 países ao redor do mundo", completou.

 

A discussão sobre os preços dos ingressos tem sido recorrente no período prévio ao Mundial, especialmente diante da alta demanda e das diferentes categorias disponíveis para os torcedores.

Governadora critica Fifa após alta de até 775% em trens na Copa: "Não paga um dólar"
Foto: Divulgação / Amtrak

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, fez duras críticas à FIFA após o anúncio de aumento expressivo nas tarifas de trem durante a Copa do Mundo FIFA 2026. Segundo informações do jornal The Athletic, o trajeto entre a Penn Station, em Nova York, e o MetLife Stadium poderá ultrapassar US$ 100 (cerca de R$ 500) ida e volta em dias de jogos.

 

Atualmente, o mesmo percurso custa cerca de US$ 12,90 (R$ 65), o que representa uma elevação de aproximadamente 775% no valor da tarifa.

 

Diante do cenário, Sherrill afirmou que a entidade máxima do futebol não contribui financeiramente para os custos logísticos do evento, mesmo com receitas bilionárias.

 

"Herdamos um acordo em que a Fifa não contribui com um único dólar para o transporte durante a Copa do Mundo. Com isso, a New Jersey Transit fica com uma conta de US$ 48 milhões para transportar com segurança 40.000 torcedores. A Fifa está faturando US$ 11 bilhões com esta Copa do Mundo e cobrando até US$ 10 mil dólares por um único ingresso para a final", declarou.

 

A governadora também criticou o impacto da medida para a população local e afirmou que pretende evitar que os custos sejam repassados aos usuários do sistema.

 

"Não vou deixar os passageiros de Nova Jersey com essa conta pelos próximos anos. Isso não é justo. A Fifa deveria pagar pelas viagens, mas se não o fizer, não vou deixar que os passageiros de Nova Jersey sejam lesados", completou.

 

Além das críticas, Sherrill defendeu que a FIFA participe do financiamento do transporte público durante o torneio, considerando o volume de torcedores esperado e a pressão sobre a infraestrutura local.

 

O MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey, será um dos principais palcos da Copa do Mundo, incluindo jogos decisivos, o que deve intensificar a demanda por transporte entre o estado e Nova York durante o período do torneio.

Vaza imagem da "Adidas Joia", bola oficial da Copa do Mundo Feminina de 2027; design resgata "Brazuca"
Foto: Divulgação / Footy Headlines

A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, teve um dos seus primeiros elementos visuais vazados. Na última quarta-feira (15), imagens da bola oficial do torneio circularam na internet, indicando uma proposta estética inspirada em um modelo histórico.

 

Segundo o site especializado Footy Headlines, o modelo se chamará "Adidas Joia" e terá forte influência da Brazuca, bola utilizada na Copa do Mundo masculina de 2014. A ideia é estabelecer uma conexão visual direta entre os dois grandes torneios da FIFA realizados no país.

 

Fotos: Divulgação / Footy Headline

 

O design mantém o fundo branco tradicional, mas incorpora grafismos coloridos em camadas. As formas curvas presentes no layout remetem ao movimento e dialogam com elementos vibrantes da cultura brasileira.

 

O nome "Joia", de acordo com as informações preliminares, busca associar o torneio à ideia de crescimento e destaque do futebol feminino no cenário internacional. A iniciativa faz parte da estratégia da Adidas de reforçar o vínculo emocional com o público local, resgatando a memória positiva da Brazuca, que teve ampla aceitação mundial.

 

Apesar da repercussão das imagens, o lançamento oficial ainda não ocorreu. A previsão é de que a apresentação formal aconteça apenas no fim de 2026, com ações promocionais nas cidades-sede e campanhas voltadas para engajar o público antes do início do Mundial.

Hotéis reduzem preços para Copa do Mundo nos EUA diante de baixa demanda; entenda
Foto: Divulgação / Fifa

A procura por hospedagem para a próxima Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos está abaixo do esperado, o que levou hotéis a reduzirem significativamente os preços das diárias. Segundo a informação do jornal Financial Times, divulgada nesta semana, as tarifas caíram cerca de um terço em cidades-sede como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e São Francisco, em comparação ao pico registrado no início do ano.

 

De acordo com dados da Lighthouse Intelligence, a retração ocorre em meio a uma demanda internacional mais fraca do que a projetada. Entre os fatores apontados estão os altos preços dos ingressos, o receio de inflação global e questões geopolíticas que impactam o interesse de torcedores estrangeiros.

 

Outro indicativo do cenário foi a decisão da Fifa de cancelar milhares de reservas previamente bloqueadas para equipes técnicas. Embora ajustes sejam comuns nesse tipo de evento, o volume de cancelamentos chamou atenção do setor hoteleiro.

 

Para Lior Sekler, diretor comercial da operadora HRI Hospitality, havia expectativa de grande fluxo de turistas tanto nas cidades-sede quanto em regiões próximas. No entanto, o movimento atual não acompanha essa projeção inicial.

 

Além disso, o contexto internacional também pesa. O custo elevado das passagens aéreas — impulsionado pelo aumento do preço dos combustíveis — e políticas migratórias mais rígidas são citados como possíveis entraves. O ambiente econômico global e tensões no Oriente Médio também contribuem para a cautela de viajantes.

 

Os preços dos ingressos são outro fator relevante. Mesmo com disponibilidade limitada, bilhetes mais acessíveis ainda giram em torno de US$ 530 (cerca de R$ 2,6 mil), enquanto entradas para a final podem chegar a US$ 10.990 (aproximadamente R$ 54,8 mil).

 

Levantamento do grupo Football Supporters Europe aponta que um torcedor que deseje acompanhar sua seleção desde a estreia até a final pode gastar pelo menos US$ 6.900 (cerca de R$ 34 mil), valor significativamente superior ao registrado na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

 

Apesar da expectativa da Fifa de atrair “centenas de milhares” de visitantes, representantes do setor hoteleiro demonstram cautela quanto à concretização desse cenário.

Fifa vira alvo de críticas após mudança em assentos da Copa e preços elevados; entenda
Foto: Divulgação

A Fifa voltou a virar alvo de polêmica envolvendo a Copa do Mundo após torcedores relatarem mudanças na distribuição de assentos dentro dos estádios no decorrer desta semana. A situação ocorre em meio a críticas já existentes sobre os altos valores dos ingressos.

 

Na fase mais recente de vendas, a entidade passou a divulgar mapas detalhados das arenas, com a localização dos lugares. No entanto, compradores afirmam que os assentos indicados não correspondem aos setores originalmente adquiridos.

 

Os ingressos são divididos por categorias de preço, mas, nas etapas iniciais de comercialização, não havia definição exata dos lugares. Com a atualização recente, torcedores passaram a apontar inconsistências na alocação.

 

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Há relatos de fãs que adquiriram entradas de Categoria 1 — a mais cara — e foram direcionados para áreas consideradas menos privilegiadas, como setores atrás dos gols ou nos cantos dos estádios. Em alguns casos, a alocação teria ocorrido até em espaços tradicionalmente destinados a torcidas organizadas.

 

Outro ponto que gerou questionamentos foi a mudança na classificação de determinados setores ao longo das fases de venda. Áreas que anteriormente eram enquadradas como Categoria 2, por exemplo, passaram a ser reclassificadas como Categoria 3 em etapas posteriores, com redução de valor.

 

A divulgação dos mapas também levantou suspeitas sobre a destinação dos melhores lugares. Setores centrais e próximos ao campo aparecem majoritariamente reservados para pacotes de hospitalidade — ingressos mais caros e exclusivos.

 

Esses pacotes têm valores elevados, partindo de cerca de R$ 7 mil e chegando a cifras ainda mais altas. Em partidas da seleção brasileira, por exemplo, os ingressos disponíveis nesse formato superam R$ 14 mil.

 

Diante disso, cresce a percepção entre torcedores de que o público geral foi deslocado para áreas menos privilegiadas, enquanto os melhores espaços foram direcionados ao público VIP.

 

O QUE DIZ A FIFA
A Fifa afirma que os mapas divulgados têm caráter apenas ilustrativo e não garantem a posição exata dos assentos. Segundo a entidade, a definição final pode sofrer alterações, desde que respeite a categoria adquirida ou seja equivalente a uma superior.

 

Nos termos de uso, a organização também prevê a possibilidade de mudanças na localização dos lugares até mesmo no dia da partida.

 

Procurada, a entidade informou que irá analisar o caso internamente e não descarta um posicionamento oficial.

 

VALORES DOS INGRESSOS
A polêmica sobre os assentos se soma a outras controvérsias recentes envolvendo a venda de ingressos para o Mundial.

 

A adoção do modelo de “preço dinâmico”, em que os valores variam conforme a demanda, tem sido um dos principais alvos de críticas. A prática, aliada a uma plataforma oficial de revenda, contribuiu para a disparada dos preços.

 

Ingressos que inicialmente custavam cerca de R$ 300 passaram a ser comercializados por valores muito superiores. Em alguns casos, partidas da fase de grupos da seleção brasileira já superam a faixa dos R$ 8 mil.

 

Para a final da competição, há ofertas que se aproximam de R$ 1 milhão, segundo plataformas de revenda autorizadas.

Conmebol apoia possível reeleição de Gianni Infantino para novo mandato na Fifa: "Obrigado pelo compromisso"
Foto: X / @agdws

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9). 

 

 

"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez. 

 

Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.

 

O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.

 

Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a  função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.

 

O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.

 

A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.

 

A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.

Fifa convoca nove árbitros brasileiros para a Copa do Mundo de 2026; veja lista
Foto: Divulgação

O Brasil será o país com maior número de representantes na arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A FIFA divulgou nesta quinta-feira (9) a lista oficial de profissionais selecionados para o torneio, confirmando nove nomes brasileiros entre árbitros e assistentes.

 

A delegação será composta por três árbitros centrais — Raphael Claus, Ramon Abatti e Wilton Sampaio — além de seis assistentes: Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo, Rafael Alves e Rodolpho Toski.

 

A presença numerosa reforça o protagonismo da arbitragem brasileira no cenário internacional. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o número vai além de uma simples estatística e reflete um processo de evolução técnica e profissionalização da categoria.

 

"Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da FIFA na arbitragem brasileira e evidencia a qualidade técnica, a preparação física e o compromisso dos nossos profissionais com o jogo. Estar nesse cenário, com protagonismo, mostra que o Brasil não apenas forma grandes jogadores, mas também entrega ao mundo árbitros capacitados para atuar nas competições mais exigentes", disse Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF, ao site oficial da entidade brasileira.

 

A entidade também destacou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido nos bastidores da arbitragem nacional. Para o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, o resultado é fruto de um esforço conjunto.

 

"Temos que destacar o trabalho coletivo. Não tem vencedores, existe uma equipe vencedora que trabalha muito para o melhor da arbitragem no futebol brasileiro. E precisamos destacar o trabalho que é desenvolvido. No último final de semana começamos o trabalho com a arbitragem profissional, um marco no nosso futebol, e hoje temos essa noticia fantástica de nove árbitros na Copa do Mundo, o país com mais representantes. Isso fortalece o futebol brasileiro. É o reconhecimento da FIFA pelo trabalhando desenvolvido pela arbitragem brasileira. E não vamos parar por aí. Estamos trabalhando para evoluir ainda mais, seja na parte da tecnologia e também na preparação dos árbitros", afirmou.

 

A Copa do Mundo de 2026 será disputada a partir do dia 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.

Em meio às tensões da guerra, Irã aguarda resposta da Fifa sobre mudança de local na Copa do Mundo
Foto: Federação Iraniana de Futebol

O governo iraniano só baterá o martelo sobre a participação na Copa do Mundo 2026 após a Federação Internacional de Futebol (Fifa) posicionar-se sobre a solicitação das transferência de seus jogos, antes escalados para os Estados Unidos, para o México. A informação foi divulgada pelo ministros do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali.

 

O argumento utilizado para o pedido vem do envolvimento militar norte-americano ao lado de Israel em ataques que provocaram uma guerra contínua na região.

 

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na semana passada, no entanto, que o Irã jogará suas partidas conforme programado. "Nosso pedido à Fifa para transferir os jogos do Irã dos EUA para o México ainda é válido, mas ainda não recebemos uma resposta", disse Donyamali à agência de notícias estatal turca Anadolu em uma entrevista publicada no fim de semana.

 

"Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu. Como ministro dos Esportes, juntamente com a federação de futebol iraniana, manteremos a equipe de futebol pronta para a Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo nosso governo", completou.

 

A Copa do Mundo será realizada nos EUA, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está programado para disputar todos os seus jogos do Grupo G em solo norte-americano.

Fifa investiga Federação Espanhola por cânticos ofensivos em amistoso contra o Egito
Foto: Reprodução / X

A Fifa instaurou, nesta terça-feira (7), um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol após episódios registrados no amistoso entre Espanha e Egito, disputado no último dia 31 de março, durante a Data Fifa. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol Marca.

 

A partida, que terminou empatada em 0 a 0, ficou marcada por manifestações ofensivas vindas das arquibancadas do Estádio Cornellà-El Prat. Logo nos primeiros minutos, torcedores iniciaram um canto com teor discriminatório.

 

 

 

Com cerca de oito minutos de jogo, parte do público começou a entoar a frase "Quem não pula é muçulmano". O coro ganhou adesão ao longo da partida e se espalhou por diferentes setores do estádio.

 

O episódio poderia ter levado à interrupção do confronto, já que situações desse tipo estão previstas no protocolo antirracista da Fifa. No entanto, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o procedimento, nem houve solicitação por parte dos jogadores para a paralisação.

 

Durante o jogo, uma mensagem foi exibida no telão do estádio alertando sobre a possibilidade de punição para práticas discriminatórias. O comunicado também foi reforçado nas redes sociais pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

 

"A RFEF se soma à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios", publicou a entidade.

 

O caso também gerou repercussão entre jogadores da seleção espanhola. Um dos principais nomes da equipe, o atacante Lamine Yamal se manifestou nas redes sociais no dia seguinte ao jogo.

 

"Sou muçulmano, graças a Deus. Sei que o cântico era direcionado ao adversário, mas, ainda assim, é desrespeitoso e intolerável", escreveu.

 

A Fifa não detalhou prazos para a conclusão do processo disciplinar, mas a federação espanhola pode ser punida conforme o regulamento da entidade.

Ranking da Fifa: Brasil cai para sexto lugar e França assume liderança após amistosos; veja Top 10
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A última leva de amistosos antes do ato final de preparação das seleções para a Copa do Mundo causou alterações no ranking da Fifa. A França assumiu a ponta da lista após as vitórias contra o Brasil e a Colômbia, além de ver a antiga líder, Espanha, tropeçar ao empatar em 0 a 0 com o Egito. A Seleção Brasileira caiu da quinta para sexta posição, e para evitar uma queda maior, a Canarinho venceu a Croácia, o que impossibilitou a ultrapassagem da Holanda ou de Marrocos, que estavam na cola.

 

O retrospecto de uma derrota e uma vitória contra França e Croácia, respectivamente, representa a queda de uma posição no ranking em relação a última Data Fifa, realizada em novembro, para o Brasil. Naquele momento, a Seleção terminou na quinta colocação. Depois dos dois últimos amistosos, a equipe de Carlo Ancelotti caiu para a sexta posição ao ser ultrapassada por Portugal, que empatou com o México e ganhou dos Estados Unidos.

 

A vitória por 3 a 1 contra a Croácia evitou uma queda ainda maior do Brasil no ranking de seleções da Fifa. A Seleção, que é seguida por Holanda e Marrocos na lista, havia perdido para a França, na última quinta-feira (26), e com isso, estava ocupando, momentaneamente, a sétima colocação. Uma nova derrota para os croatas resultaria num declínio para a oitava colocação, mas o triunfo, combinado com o empate dos holandeses com o Equador, recuperou o sexto lugar.

Fifa confirma Irã na Copa de 2026, mas mantém local jogos ainda indefinido
Foto: Instagram / @ganni_infantino

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o Irã estará na Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de incertezas políticas envolvendo o país. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), durante um amistoso da seleção iraniana na Turquia.

 

"Estamos felizes porque é uma equipe muito, muito forte", afirmou o dirigente ao assegurar a participação do Irã no torneio.

 

Nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível exclusão da seleção, em meio a pressões internacionais relacionadas a questões políticas e de direitos humanos. A fala de Infantino, porém, afasta esse cenário e reforça a presença iraniana no Mundial.

 

Apesar disso, o principal entrave agora está na definição de onde o Irã disputará suas partidas. Inicialmente, a equipe teria jogos programados nos Estados Unidos, mas a federação do país indicou que pretende evitar atuar em solo americano.

 

O presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, declarou que o país não pretende boicotar a Copa, mas não deseja jogar nos Estados Unidos, citando questões diplomáticas, segurança e dificuldades logísticas.

 

Diante do impasse, a possibilidade de transferir os jogos para o México passou a ser considerada. O governo mexicano já sinalizou que pode receber essas partidas, caso a Fifa opte por alterar o planejamento original. Classificado para o Grupo G, o Irã pode acabar tendo seus jogos deslocados.

Presidente da AFA é acusado de sonegação fiscal e vira alvo da Justiça argentina
Foto: Divulgação

O presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, foi formalmente acusado pela Justiça argentina por crimes ligados à sonegação fiscal e irregularidades em contribuições previdenciárias. A decisão foi divulgada na última segunda-feira (30) e também envolve outros dirigentes da entidade.

 

De acordo com a investigação, Tapia é suspeito de participação em um esquema de retenção indevida de tributos, além de apropriação de recursos destinados à previdência social. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de bens e impôs uma restrição financeira de cerca de 350 milhões de pesos (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

 

O dirigente também está proibido de deixar o país, o que pode impactar sua presença em compromissos internacionais, incluindo a Copa do Mundo de 2026.

 

A própria AFA também foi incluída no processo e teve ativos bloqueados. A decisão foi assinada pelo juiz Diego Amarante, que estendeu as medidas a outros quatro dirigentes, entre eles o tesoureiro Pablo Toviggino, considerado um dos principais aliados de Tapia.

 

O caso teve origem em uma denúncia da Receita Federal argentina (ARCA), que aponta um prejuízo de cerca de 19 bilhões de pesos (R$ 71,5 milhões) aos cofres públicos. Segundo o magistrado, há indícios de um comportamento recorrente com o objetivo de adiar o pagamento de impostos retidos.

 

Em resposta, a AFA nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações são infundadas. A entidade também atribui o avanço do processo a uma suposta pressão do governo de Javier Milei, com quem mantém embates políticos recentes.

 

O cenário de tensão aumentou após o governo defender mudanças estruturais no futebol argentino, como a transformação dos clubes em sociedades anônimas — proposta que enfrenta resistência e não se alinha ao modelo atual da AFA.

 

Em meio ao caso, clubes chegaram a suspender uma rodada do Torneio Apertura em apoio aos dirigentes investigados.

 

Além das acusações fiscais, a entidade também é alvo de apurações relacionadas a possíveis casos de lavagem de dinheiro. No fim do ano passado, a sede da AFA foi alvo de buscas em investigação que envolve relações com instituições financeiras.

 

Tapia, que preside a federação desde 2017, também enfrenta críticas internas por decisões administrativas e pelo formato das competições nacionais. Recentemente, foi vaiado por torcedores antes de um amistoso da seleção argentina em Buenos Aires.

Após lesão em amistoso do Uruguai, Fifa pagará salário de Piquerez no Palmeiras durante recuperação
Foto: Reprodução/ESPN

A ruptura de um ligamento no tornozelo direito do lateral-esquerdo do Palmeiras, Joaquín Piquerez, afetou diretamente o planejamento esportivo do clube. Entretanto, o Alviverde não será impactado financeiramente pela ausência do jogador.

 

Um dos mecanismos de proteção aos clubes com atletas convocados prevê que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) compense a agremiação caso um jogador se lesione durante a Data Fifa. O único requisito é referente ao tempo: o atleta precisa ficar incapacitado por mais de 28 dias consecutivos, o que é o caso de Piquerez.

 

O pagamento é integral e proporcional ao tempo de inatividade a partir do 29º dia. Até o momento, o Palmeiras não divulgou o prazo oficial de recuperação do atleta, que já está sob os cuidados do Núcleo de Saúde e Performance, mas há expectativa de retorno antes da Copa do Mundo.

 

O lateral sofreu a lesão na última sexta-feira (27), em partida amistosa entre Uruguai e Inglaterra, em Wembley. Ele deixou o campo de maca e retornou ao Brasil no dia seguinte; desde então, segue entregue aos cuidados do departamento médico do Palmeiras.

Brasil cai de posição no Ranking da Fifa após derrota para a França; confira
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Com a derrota por 2 a 1 para a França na última quinta-feira (26), o Brasil perdeu uma posição no Ranking da Fifa. Agora, a Seleção Brasileira ocupa a sexta colocação, tendo sido ultrapassada por Portugal.

 

A Seleção retorna à mesma posição em que esteve em setembro, já sob o comando de Ancelotti, quando venceu o Chile e foi derrotada pela Bolívia nas Eliminatórias.

 

Atualmente, a Espanha lidera o ranking, seguida pela França — que assumiu a vice-liderança ao ultrapassar a Argentina após vencer os brasileiros. O Top 5 é completado por Inglaterra (4ª) e Portugal (5ª). Fecham o Top 10 as seleções de Holanda, Marrocos, Bélgica e Alemanha.

 

A atualização do ranking da FIFA acontece agora em tempo real após cada partida. Com isso, os resultados de amistosos têm impacto imediato na classificação, o que aumenta a volatilidade das posições entre as principais seleções do mundo.

 

O Brasil pode voltar a subir na tabela caso vença a Croácia na próxima terça-feira (31). As equipes se enfrentam às 21h (horário de Brasília), em Orlando, no Camping World Stadium, naquele que será o último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026.

Brasil não perdia para a França há 15 anos; veja o retrospecto do confronto
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira voltou a ser derrotada pela França em uma partida oficial. O revés por 2 a 1 no Gillette Stadium, em Boston, na última quinta-feira (26), encerrou um tabu de 15 anos de invencibilidade do Brasil contra os franceses.

 

Antes do jogo em Boston, a última vez que o Brasil havia perdido para os Bleus foi em um amistoso realizado em 2011. Na ocasião, a França venceu por 1 a 0, com gol de Karim Benzema. Aquela partida ficou marcada pela expulsão do meia Hernanes ainda aos 40 minutos da primeira etapa.

 


Foto: Divulação

 

Sob o comando de Mano Menezes, o Brasil jogou com Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Hernanes, Renato Augusto e Elias; Alexandre Pato e Robinho. Já a França, de Laurent Blanc, alinhou Lloris; Sagna, Rami, Mexès e Abidal; Diarra, M’Vila e Gourcuff; Malouda, Ménez e Benzema.

 

Após o tropeço de 2011, o Brasil emplacou duas vitórias expressivas. Confira abaixo: 

 

Brasil 3 x 0 França (2013): Sob o comando de Felipão, o Brasil venceu com gols de Oscar, Hernanes e Lucas Moura.

 

A escalação teve: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

 


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

 

França 1 x 3 Brasil (2015): Já no ciclo pós-Copa de 2014, o time que era comandado por Dunga (em sua segunda passagem) venceu de virada em solo francês. Oscar, Neymar e Luiz Gustavo marcaram para o Brasil, enquanto Varane descontou.

 

A Seleção atuou com: Jefferson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias e Oscar; Willian, Neymar e Roberto Firmino.

 


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

 

O hiato de 15 anos sem derrotas contrasta com o período anterior, entre 1987 e 2011, quando o Brasil amargou um jejum de vitórias contra os franceses (quatro derrotas e dois empates em seis jogos).

 

Já nos primórdios do confronto, entre 1930 e 1987, o retrospecto era amplamente favorável aos brasileiros: em nove partidas, foram cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota.

Nova diretriz do Irã restringe viagens de seleções e pode ameaçar participação na Copa de 2026
Foto: Divulgação / BBC

O governo do Irã passou a seguir uma nova diretriz que restringe a participação de seleções e clubes em países considerados “hostis”. A medida pode impactar diretamente compromissos futuros do país, incluindo a Copa do Mundo de 2026.

 

Segundo informações divulgadas pela CNN, o Ministério dos Esportes iraniano determinou que as equipes nacionais não viajem para locais onde não existam garantias de segurança para atletas e delegações. A decisão surge em meio ao acirramento das tensões políticas entre Irã e Estados Unidos.

 

Um confronto do Tractor FC, pela Liga dos Campeões da Ásia, já entrou em dúvida após a implementação da nova regra, evidenciando os efeitos práticos da medida. Apesar de a diretriz não citar explicitamente o Mundial, o cenário gera incerteza. O Irã já está classificado para a Copa, que terá sedes nos Estados Unidos, Canadá e México — nações que podem se enquadrar nos critérios de "hostilidade" estabelecidos pelo governo de Teerã.

 

A partir de agora, a participação da Seleção no torneio passa a depender, além do desempenho esportivo, também do contexto político e diplomático dos próximos meses. Mesmo com o ambiente, a equipe mantém sua agenda e disputa um amistoso contra a Nigéria nesta sexta-feira (27).

 

A decisão do governo também ocorre após episódios recentes envolvendo a Seleção Feminina do país, onde as jogadoras do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia.

 

Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

BN na Copa: Estádios e cidades, preocupações com segurança e mais: confira curiosidades sobre o México, sede da Copa 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Montagem / Bahia Notícias

O México será um dos três países-sede da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Estados Unidos e Canadá, e entrará para a história como o primeiro a receber o torneio pela terceira vez. O país já havia sediado o Mundial em 1970 e 1986.

 

Na edição de 2026, o território mexicano contará com três cidades-sede — Cidade do México, Guadalajara e Monterrey — e receberá 13 partidas ao longo da competição. Entre elas, está o jogo de abertura, marcado para o Estádio Azteca, palco de momentos históricos do futebol, como o título do Brasil em 1970.

 

ESTÁDIOS DA COPA

  • Estádio Azteca (Cidade do México)
  • Estádio BBVA (Monterrey)
  • Estádio Akron (Guadalajara)

 

Além da importância esportiva, o México também se destaca por sua relevância cultural e histórica. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país é o 11º mais populoso do mundo e possui forte influência indígena e espanhola. Seu território, próximo de 2 milhões de km², apresenta clima diversificado, com temperaturas médias entre 18°C e 30°C — cenário considerado favorável para a realização dos jogos.

 

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Foto: Reprodução / X / @miseleccionmx

 

CONTEXTO POLÍTICO E DESAFIOS
Atualmente governado pela presidente Claudia Sheinbaum, o México vive um período de reformas sociais e tentativas de enfrentamento à desigualdade e ao narcotráfico. Ainda assim, o país lida com desafios estruturais, como a violência ligada ao crime organizado, a desigualdade regional e a pressão migratória.

 

No cenário internacional, o México mantém forte integração econômica com Estados Unidos e Canadá por meio do acordo USMCA. Ao mesmo tempo, enfrenta tensões recorrentes com os EUA em temas como imigração, segurança e políticas de fronteira.

 

Apesar dessas questões, o país não está envolvido em conflitos armados diretos.

 

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Foto: Reprodução / X / @Claudiashein

 

IMPACTOS E PREOCUPAÇÕES PARA A COPA
A preparação para o Mundial também levanta debates. Em resposta a episódios recentes de violência, o governo mexicano anunciou um plano de segurança robusto, com mais de 100 mil agentes mobilizados para o torneio.

 

Outro ponto de atenção envolve direitos trabalhistas. Em 2025, o Sindicato Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (IMB) acusou a Fifa de impedir uma inspeção no Estádio Azteca durante reformas, levantando questionamentos sobre as condições de trabalho.

 

Além disso, especialistas apontam impactos urbanos nas cidades-sede, como processos de gentrificação e aumento no custo de vida. Em algumas regiões, os preços de aluguel já registraram alta de até 40%, impulsionados pela valorização imobiliária e pelo crescimento do aluguel de curto prazo.

 

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Foto: Reprodução / X / @miseleccionmx

 

A SELEÇÃO MEXICANA
A seleção do México, conhecida como “El Tri”, disputará sua 18ª Copa do Mundo e é uma das mais frequentes na história recente do torneio, participando de todas as edições desde 1994.

 

Curiosamente, suas melhores campanhas ocorreram justamente quando sediou o Mundial, chegando às quartas de final em 1970 e 1986. Entre os principais nomes da história da seleção estão Hugo Sánchez, Andrés Guardado, Guillermo Ochoa e Javier Hernández, o “Chicharito”.

 

Um episódio marcante foi o chamado escândalo dos “Cachirules”, que levou à exclusão do México da Copa de 1990 após a utilização irregular de jogadores acima da idade permitida em competições de base.

Fifa é denunciada na Europa por preços de ingressos da Copa e práticas "abusivas"
Foto: Eva Marie Uzcategui / FIFA

A Fifa foi denunciada à Comissão Europeia por entidades de torcedores e consumidores que contestam os preços dos ingressos e os métodos de venda da Copa do Mundo na América do Norte. A Football Supporters Europe (FSE), em parceria com a Euroconsumers, formalizou nesta terça-feira (24) a reclamação alegando que a entidade máxima do futebol estaria abusando de sua posição dominante no mercado.

 

O caso foi apresentado com base no artigo 102 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que trata do abuso de monopólio.

 

Segundo as organizações, a Fifa exerce controle total sobre a comercialização dos ingressos e utilizaria esse poder para impor condições consideradas prejudiciais aos consumidores.

 

MODELO DE VENDA
Entre os principais pontos questionados estão os preços considerados elevados e o uso do modelo de precificação dinâmica, em que os valores variam de acordo com a demanda.

 

Embora ingressos mais baratos sejam anunciados a partir de cerca de US$ 60, as entidades afirmam que essas opções são, na prática, escassas e de difícil acesso.

 

Outro aspecto criticado é o uso de técnicas conhecidas como "dark patterns", que criam sensação de urgência e pressionam o consumidor a finalizar a compra rapidamente.

 

De acordo com a denúncia, esse conjunto de práticas contribui para excluir parte significativa do público. Além disso, taxas de revenda que podem chegar a 15% elevam ainda mais o custo final para os torcedores.

 

 

PRESSÃO POLÍTICA
A denúncia surge em um contexto de crescente pressão sobre a Fifa na Europa. O comissário europeu Glenn Micallef também manifestou preocupação com a organização da Copa de 2026, destacando fatores externos ao futebol.

 

"Como um dos países-sede do maior evento esportivo do mundo está envolvido em uma guerra, é legítimo exigir garantias", afirmou ao site Politico.

 

Micallef ainda criticou a parceria da Fifa com o chamado "Board of Peace", vista por autoridades europeias como uma tentativa de contornar a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

As entidades envolvidas defendem que a venda de ingressos deve seguir regras de concorrência do mercado europeu e citam decisões recentes, como o caso da Superliga, que impuseram limites ao poder de organizações como Fifa e Uefa.

 

Caso a Comissão Europeia avance com a análise, a entidade pode ser alvo de investigação formal e obrigada a adotar medidas como maior transparência nos processos e pos

BN na Copa: Confira curiosidades sobre os Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026
Fotos: Divulgação / Seleção dos Estados Unidos | Fifa

Já é sabido que a Copa do Mundo de 2026 será disputada em um formato inédito, com três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, mas com centralidade operacional e esportiva concentrada em território norte-americano. O país receberá a maior parte dos jogos e das cidades-sede, além de abrigar todas as fases decisivas a partir das quartas de final, incluindo a final do torneio.

 

A competição também marcará a ampliação do Mundial organizado pela Fifa. Pela primeira vez, serão 48 seleções participantes, com um total de 104 partidas previstas entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026. Dentro desse cenário, os Estados Unidos terão papel predominante, com cerca de 78 jogos distribuídos em diferentes regiões do país.

 

A escolha do modelo triplo foi definida em 2018, quando a candidatura conjunta superou a proposta do Marrocos. A decisão estabeleceu uma divisão geográfica do torneio, mas com predominância estrutural dos Estados Unidos, que apresentam maior capacidade logística, rede de estádios já existentes e experiência prévia na organização de grandes eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 1994 — ano em que o Brasil se sagrou tetracampeão mundial. 

 

Diferentemente de outras edições, a organização de 2026 não contou com construção massiva de novas arenas. A estratégia adotada prioriza estádios já utilizados principalmente pela NFL, que passarão por adaptações para atender às exigências da Fifa. Esse modelo reduz custos estruturais e concentra investimentos em ajustes operacionais, como gramados, áreas de imprensa e zonas de hospitalidade.

 

Nos Estados Unidos, 11 cidades foram selecionadas como sedes. A lista inclui:

  • Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium – palco da final)
  • Los Angeles (SoFi Stadium)
  • Dallas (AT&T Stadium)
  • Atlanta (Mercedes-Benz Stadium)
  • Miami (Hard Rock Stadium)
  • Houston (NRG Stadium)
  • Boston/Foxborough (Gillette Stadium)
  • Filadélfia (Lincoln Financial Field)
  • Seattle (Lumen Field)
  • San Francisco/Santa Clara (Levi’s Stadium)
  • Kansas City (Arrowhead Stadium)

 

A final será disputada no MetLife Stadium, localizado em Nova Jérsei, na região metropolitana de Nova York. Já o jogo de abertura acontecerá fora dos Estados Unidos, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

 


MetLife Stadium - Palco da final da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Divulgação / Real Madrid

 

Apesar da divisão entre três países, o papel dos Estados Unidos será determinante na condução logística da Copa. A dimensão territorial do país exige planejamento específico para deslocamentos, já que as sedes estão distribuídas entre costa leste, região central e costa oeste, com diferenças de até três fusos horários. Como resposta, a Fifa deve adotar um modelo regionalizado na fase de grupos, reduzindo viagens longas para Seleções e delegações.

 

A organização também envolve articulação entre diferentes níveis de governo, incluindo autoridades federais, estaduais e municipais. Questões como controle migratório, emissão de vistos, segurança pública e infraestrutura aeroportuária fazem parte do planejamento.

 

CONTEXTO GEOPOLÍTICO
O contexto político também acompanha a preparação do país para o torneio. A realização da Copa ocorre em meio a debates recorrentes sobre políticas migratórias e segurança de fronteiras, temas que podem impactar diretamente a entrada de torcedores estrangeiros. Além disso, há coordenação com os outros países-sede para padronização de procedimentos e circulação entre fronteiras durante o evento.

 

Entre outros aspectos, a preparação para o torneio ocorre em meio a um cenário de tensão internacional. Em 2026, os Estados Unidos se envolveram diretamente em um conflito militar com o Irã, em ações conjuntas com Israel que incluíram ataques a alvos estratégicos em território iraniano. A escalada do conflito representou uma das maiores tensões recentes no Oriente Médio e ampliou o impacto político global às vésperas do Mundial.

 

O contexto geopolítico passou a ter reflexos diretos na organização da Copa. O Irã, que já está classificado para o torneio, colocou em cheque a sua participação diante do cenário de guerra e das relações com o país-sede. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que não haveria condições para disputar a competição, citando questões de segurança e o ambiente político.

 

Ao mesmo tempo, dirigentes do futebol iraniano sinalizaram o desejo de participação sem presença em território norte-americano, sugerindo a transferência de partidas para o México. A hipótese ainda depende de decisão da Fifa, que mantém o calendário original enquanto acompanha a situação .

 

A relação entre Estados Unidos e Irã é marcada por décadas de tensão desde a Revolução Iraniana de 1979 e a ruptura diplomática entre os dois países. Em Copas anteriores, como em 1998 e 2022, confrontos entre as seleções ocorreram sob forte carga simbólica.

 

Mesmo com esse contexto, entidades esportivas e organizadores mantêm a previsão de realização do torneio conforme o planejamento inicial. A Fifa, sob a tutela do presidente Gianni Infantino, afirma monitorar a situação e trabalha para garantir a execução da competição dentro do calendário previsto.

 

No campo esportivo, a Copa de 2026 marca o retorno dos Estados Unidos como sede após mais de três décadas. Em 1994, o país organizou um Mundial com 24 seleções e 52 jogos, estabelecendo recorde de público total.

 

Entre as curiosidades, o torneio também registra marcos históricos. O México se tornará o primeiro país a sediar três edições da Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026), enquanto o Canadá receberá, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino.

 

A realização da Copa no país também dialoga com o crescimento do futebol no mercado norte-americano. A Major League Soccer (MLS) vem ampliando investimentos, presença internacional e média de público, enquanto o país se posiciona como sede frequente de competições internacionais, como a inédita Copa do Mundo de Clubes, realizada em 2025, e amistosos de Seleções. O Brasil, por exemplo, realizará seus últimos amistosos antes da convocação final nos Estados Unidos.

 

Diante desse cenário, a Copa do Mundo de 2026 se apresenta como a maior da história em número de participantes e jogos, com um modelo descentralizado entre países, mas operacionalmente concentrado nos Estados Unidos.

 

SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS
A seleção dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo de 2026 com uma base já consolidada e com poucas vagas em aberto na lista final de convocados. A equipe atuará sob o comando do técnico Mauricio Pochettino, ex-Tottenham e PSG.

 


Foto: Divulgação / Seleção dos Estados Unidos

 

A espinha dorsal da equipe é formada por jogadores que atuam nas principais ligas europeias. O principal nome segue sendo Christian Pulisic, do Milan, que exerce papel de liderança técnica e ofensiva. Ao lado dele, o meio-campo tem como referências Weston McKennie, da Juventus, e Tyler Adams, do Bournemouth, utilizado como peça central na marcação e organização do jogo.

 

No setor ofensivo, a tendência é a presença de Folarin Balogun, do Mônaco, e Ricardo Pepi, do PSV, como opções para a posição de centroavante, enquanto nomes como Gio Reyna, joia do Borussia Dortmund, seguem sendo avaliados pela comissão técnica, especialmente após períodos de irregularidade e questões físicas.

 

Na defesa, a base inclui jogadores como Chris Richards, do Crystal Palace, Tim Ream, do Charlotte, e Sergiño Dest, do PSG — este último ainda sob acompanhamento por conta de lesões recentes. O setor também apresenta variações táticas, com possibilidade de linha de três zagueiros em determinados momentos.

 

Entre os nomes em ascensão, jogadores como Johnny Cardoso, do Atlético de Madrid, Aidan Morris, do Middlesbrough e Patrick Agyemang, do Derby County, vêm ganhando espaço nas últimas convocações e disputam vagas na lista final.

 

A definição do elenco deve seguir até as semanas que antecedem o torneio, com a comissão técnica avaliando principalmente condição física e desempenho recente. A lista final contará com 26 jogadores, e os amistosos preparatórios são tratados como determinantes para a consolidação do grupo que disputará o Mundial em casa. Neste sábado (28), a Seleção Norte-Americana encara a Bélgica, e no dia 31, enfrenta Portugal. 

Fifa exige presença de mulheres nas comissões técnicas e muda regras do futebol feminino
Foto: Lívia Villas Boas / CBF

A Fifa anunciou uma nova medida para ampliar a participação feminina no futebol: a partir desta temporada, todas as equipes em competições femininas organizadas pela entidade deverão ter pelo menos duas mulheres no banco de reservas, sendo uma delas obrigatoriamente técnica principal ou assistente.

 

A decisão foi aprovada durante reunião do Conselho da Fifa, nesta quinta-feira, e já passa a valer nas próximas edições das Copas do Mundo Sub-17 e Sub-20, além do Intercontinental de Clubes. A regra também será aplicada na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil entre junho e julho.

 

A diretora de futebol da Fifa, Jill Ellis, justificou a medida como parte de um esforço para acelerar a presença feminina em cargos técnicos. "Simplesmente não há mulheres suficientes na função de treinadora hoje. Devemos fazer mais para acelerar a mudança, criando caminhos mais claros, expandindo oportunidades e aumentando a visibilidade para as mulheres em nossas linhas laterais", afirmou.

 

A iniciativa integra um plano mais amplo da entidade para acompanhar o crescimento do futebol feminino com maior representatividade fora das quatro linhas. Apesar da expansão global da modalidade, os cargos de treinadores ainda são majoritariamente ocupados por homens.

 

Na última Copa do Mundo Feminina, realizada em 2023, apenas 12 das 32 seleções participantes eram comandadas por mulheres. A Fifa informou que a nova regulamentação será acompanhada por investimentos em formação e desenvolvimento profissional, com o objetivo de preparar mais treinadoras para funções de liderança.

 

A mudança também impacta diretamente seleções como a do Brasil, que precisará se adaptar às novas exigências. Atualmente, a comissão técnica é comandada por Arthur Elias, com Rodrigo Iglesias como auxiliar. Com a nova regra, ao menos um desses postos deverá ser ocupado por uma mulher.

Fifa projeta destinar investimento de R$4,2 bilhões na Copa do Mundo Feminina 2027
Foto: Divulgação

A FIFA anunciou que destinará US$800 milhões (cerca de R$4,2 bilhões) para a realização da Copa do Mundo feminina de 2027, que será disputada no Brasil. Do total, US$344 milhões (aproximadamente R$1,8 bilhão) serão direcionados a iniciativas classificadas como “contribuições ao futebol feminino”.

 

As informações constam no relatório anual divulgado nesta quinta-feira, após reunião do Conselho da entidade, em Zurique.

 

Principal competição da FIFA prevista para o próximo ano, o Mundial feminino será determinante para a projeção de receita da entidade, estimada em US$1,2 bilhão (R$6,3 bilhões) para 2027. O documento também prevê arrecadação de US$70 milhões (R$367 milhões) com licenciamento, o maior valor já registrado na história do torneio.

 

O investimento previsto representa o dobro do aplicado na edição anterior, realizada na Austrália e Nova Zelândia, que marcou a estreia do formato com 32 seleções.

 

Ainda durante a reunião, o Conselho da FIFA definiu que as sedes das próximas duas edições do Mundial feminino serão escolhidas até o fim do ano, em congresso extraordinário a ser convocado.

 

Para 2031, há candidatura única formada por Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica. Já a edição de 2035 deve ocorrer no Reino Unido, com jogos previstos em Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. Ambos os torneios contarão com 48 seleções, número superior ao da edição de 2027, que terá 32 participantes.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Léo Kret

Léo Kret
Foto: Instagram

"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino". 

 

Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 
 

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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