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Artigos

Moacy Neves
Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige
Foto: Acervo pessoal

Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige

O debate provocado nos últimos dias sobre a extensão constitucional do sigilo da fonte escancarou uma questão incômoda, que recoloca uma questão que o Brasil precisa enfrentar com serenidade e profundidade: afinal, quem é jornalista? Qual o papel da formação profissional em Jornalismo?

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

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A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

fifa

Fifa promove workshop da Copa Feminina 2027 e Bahia participa com representantes
Fotos: Ascom SPM

Com Salvador escalada para receber sete jogos da Copa do Mundo Feminina 2027, representantes do Governo do Estado, Prefeitura e da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, participaram do Workshop das Cidades-Sedes, realizado pela Federação Internacional do Futebol (Fifa), organizadora do torneio, no Rio de Janeiro.

 

O encontro teve inicio a última segunda-feira (24) e contou com a presença de representantes das oito cidades-sede (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Entre as pautas debatidas estão o alinhamento estratégico das áreas funcionais da Fifa, incluindo Transporte, Segurança, Proteção de Marca, Tour do Troféu, FIFA Fan Festival, Marketing e Comunicação, Ticketing, Voluntariado, Sustentabilidade, Infraestrutura e Legados. O workshop será finalizado nesta quarta (26).

 

REPRESENTANTES BAIANOS
Estão presentes no Rio de Janeiro a a secretária de Políticas para as Mulheres do Estado, Camilla Batista, e o coordenador técnico de preparação do evento, professor Ney Campello.

 

Segundo Campello, o encontro representa uma etapa importante na preparação da Bahia para receber o mundial. "Estamos avançando no atendimento aos requisitos e compromissos estabelecidos pela FIFA, ao mesmo tempo em que fortalecemos o planejamento do Estado da Bahia para que a realização desse grande evento deixe um legado permanente para a sociedade", afirma.

 

Durante a agenda, a delegação baiana dará destaque ao “Elas em Campo”, programa do Estado voltado para a Copa Feminina, com foco principal na construção de legados sociais, esportivos e de equidade de gênero. De acordo com a secretária, o objetivo é que o legado da Copa se estenda para além das quatro linhas. "É uma oportunidade de fortalecer o futebol feminino, ampliar direitos, gerar emprego e renda, promover a sustentabilidade e construir novas possibilidades para meninas e mulheres na Bahia”, destaca Camilla.


Entre as partidas sediadas na capital baiana, estão seis jogos na fase de grupos e um nas oitavas de final. O Sorteio Final da Copa do Mundo Feminina será realizado no dia 11 de dezembro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro sediará sorteio da Copa do Mundo Feminina de 2027 em dezembro

O sorteio final da Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), em 11 de dezembro de 2026. O evento definirá os grupos e os caminhos das seleções na competição. A cerimônia reunirá representantes das equipes classificadas e das nações que ainda disputarão o Torneio de Play-Off, previsto para fevereiro de 2027.

 

Mais de 1 mil convidados são esperados, entre autoridades, parceiros comerciais e profissionais da imprensa. O local, com vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, foi escolhido como referência ao conceito de “futebol arte”, associado à criatividade dentro de campo.

 

Após o sorteio, a Fifa deverá divulgar uma versão atualizada da tabela da competição, com os confrontos da fase de grupos distribuídos entre as cidades-sede e os horários das partidas definidos.

 

 

Essa será a primeira edição do torneio realizada na América do Sul. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 partidas em oito cidades brasileiras. Segundo a Fifa, mais de 800 mil pessoas já demonstraram interesse em ingressos, enquanto mais de 95 mil manifestaram interesse em participar do programa de voluntariado do Mundial.

Presidente da Uefa nega interesse em disputar eleição da Fifa contra Infantino
Foto: Divulgação/Uefa

Em meio a boicote à Federação Internacional de Futebol (Fifa), o presidente da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), Aleksander Ceferin afirmou não ter interesse em disputar a presidência da entidade mundial nas eleições de março de 2027. O anuncio foi feito em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics.

 

Ceferin está a frente da Uefa desde 2016 e tem crescido como um dos principais opositores do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, que tem tido o cargo precionado desde o fracasso da criação de uma empresa com capital privado para competições da entidade.

 

"Não estou interessado" na presidência da Fifa, declarou Ceferin. "Gosto da Uefa e do trabalho que realizo nela [...]. Minha credibilidade [como opositor de Infantino] é ainda maior se eu não estiver interessado nesse cargo", explicou.

 

O dirigente ainda afirmou que quer "aproveitar a vida", mas manteve suspense sobre a intenção de se candidatar novamente ou não à presidência da Uefa. O mandato de Aleksander Ceferin termina em 2027.

 

Sob a gestão do esloveno, a confederação europeia anunciou que boicotaria todas as competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, uma ameaça reiterada mesmo após a retirada do projeto de Infantino, que a entidade europeia combateu abertamente desde o início.

 

"A primeira opção é que ele perceba que não tem os apoios [necessários para a reeleição]. A outra opção é que ele participe da eleição, mas, nesse caso, acredito que teremos um candidato contra ele. Não sei ainda quem", explicou Ceferin, que afirma não ter conversado com Infantino, ex-secretário-geral da Uefa, desde o início desta crise.

Dirigentes africanos sondam secretário-geral da Fifa para enfrentar Infantino em eleição
Foto: FIFA

A disputa pelo comando da Fifa pode ganhar um novo capítulo nos bastidores do futebol mundial. Segundo o jornal The Guardian, figuras importantes do futebol africano sondaram Mattias Grafström, secretário-geral da entidade, sobre a possibilidade de concorrer contra Gianni Infantino na eleição presidencial marcada para o próximo ano.

 

De acordo com a publicação, até 15 federações africanas estariam dispostas a retirar apoio de Infantino, apesar de a Confederação Africana de Futebol (CAF) afirmar que seu comitê executivo “reafirmou por unanimidade” apoio ao atual presidente da Fifa.

 

O movimento ocorre em meio ao desgaste envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A proposta foi abandonada, mas provocou críticas internas e aumentou a pressão sobre Infantino.

 

Inicialmente, Grafström se distanciou do plano. Em memorando enviado a funcionários três dias após o recuo da Fifa, o secretário-geral afirmou que “indivíduos, momentos de instabilidade e episódios infelizes vêm e vão”. Pouco depois, no entanto, ele assinou uma carta de “total apoio” a Infantino e informou, por e-mail, a demissão do diretor de operações Kevin Lamour, que havia criticado duramente a proposta.

 

Ainda assim, a postura inicial de Grafström teria chamado atenção de opositores de Infantino no futebol africano. Segundo o The Guardian, dois presidentes de federações do continente conversaram separadamente com o dirigente sueco por telefone na última semana. Ele teria se mostrado surpreso com a abordagem e, por enquanto, evasivo sobre uma possível candidatura.

 

“Eles acham que Matthias pode reunir todos os continentes e então seguir em frente”, disse ao jornal uma fonte ligada ao comitê executivo. “Não sei qual é a posição dele agora, mas se ele conseguir unir todas essas pessoas, ele terá algum apoio. Matthias é um cara muito aberto e sempre ouve o que pensamos.”

Grafström foi nomeado secretário-geral permanente da Fifa em maio de 2024, após período interino no cargo. Nos últimos dois anos, ele trabalhou de forma próxima à CAF e a algumas federações africanas, mas ainda não há definição sobre uma eventual entrada na disputa presidencial.

 

A África é considerada peça importante em qualquer tentativa de derrotar Infantino. O continente reúne 54 das 211 federações filiadas à Fifa, e um adversário precisaria alcançar ao menos 106 votos para vencer a eleição.

 

Historicamente, a CAF tem sido uma base de apoio relevante para Infantino. No entanto, segundo o jornal, o descontentamento cresceu após a decisão de realizar a Copa Africana de Nações a cada quatro anos, em vez de a cada dois. A mudança é vista por parte das federações como uma imposição da Fifa.

 

Fontes ouvidas pelo The Guardian afirmam que, na última reunião do comitê executivo da CAF, em 7 de agosto, apenas quatro dos 21 membros declararam publicamente apoio a Infantino. Entre eles estavam o presidente da entidade, Patrice Motsepe, e o vice-presidente Fouzi Lekjaa, do Marrocos.

 

“Os demais permaneceram em silêncio”, disse uma pessoa que participou da reunião. “As pessoas não querem expressar suas opiniões publicamente porque estão esperando para ver o que acontece.”

 

Outro nome citado nos bastidores é o xeque Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol. Ele já disputou a presidência da Fifa contra Infantino em 2015 e ainda teria apoio em parte da África, especialmente em um cenário de aliança com UEFA e CONCACAF.

 

“Se Salman for eleito, com certeza será”, afirmou uma fonte ao jornal. “Se a Europa lhe der apoio, ele receberá apoio da Ásia, da CONCACAF e também da África. Com certeza, de 10 a 15 pessoas votarão em Salman.”

 

Apesar do desgaste, qualquer adversário de Infantino precisará apresentar uma proposta concreta para o futebol africano. A expectativa em torno do FFE era de que cada associação recebesse cerca de US$ 20 milhões por ano, valor considerado importante para países com menor estrutura.

 

“Se a UEFA ou qualquer outra entidade tiver algo melhor, deve apresentar essa proposta. Se alguém tiver algo melhor do que Infantino, as pessoas votarão nessa pessoa”, disse um membro do comitê executivo. “Se alguém vier e disser: ‘OK, vamos fazer um acordo com a UEFA que signifique apoiar países pobres para que possamos construir boas infraestruturas lá’, então eles o apoiarão.”

UEFA e CONCACAF discutem Liga das Nações conjunta em meio a tensão com a FIFA, diz jornal
Foto: Reprodução / UEFA / CONCACAF

UEFA e CONCACAF discutem a criação de uma Liga das Nações conjunta, que poderia reunir as 96 seleções das duas confederações a partir de 2028. O projeto ainda está em fase inicial, mas surge em meio a um cenário de crescente tensão política com a FIFA e o presidente da entidade, Gianni Infantino.

 

Segundo o jornal The Guardian, a proposta é adaptar o formato das atuais Ligas das Nações da Europa e da CONCACAF. As seleções seriam divididas em diferentes ligas, com uma fase final em formato eliminatório e uma Final Four para definir o campeão.

 

A principal novidade seria a possibilidade de confrontos regulares entre seleções europeias e equipes da América do Norte, Central e Caribe. A competição seria encaixada nas janelas internacionais já existentes, em setembro, outubro e novembro. Os play-offs aconteceriam em março, enquanto a fase final ficaria prevista para junho.

 

Além do aspecto esportivo, a nova competição teria peso financeiro. A expectativa é que boa parte das receitas seja compartilhada entre os participantes, o que poderia ampliar os ganhos de federações menores.

 

O debate ocorre em um momento de alinhamento entre UEFA e CONCACAF contra algumas decisões da FIFA. As duas confederações têm demonstrado insatisfação com a condução de projetos recentes da entidade, incluindo o FIFA Forward Enterprise, e já trabalhariam em uma alternativa para a eleição presidencial da FIFA, marcada para março do próximo ano.

 

A possível Liga das Nações conjunta, portanto, vai além da criação de mais uma competição no calendário internacional. O movimento também é visto como parte de uma disputa por influência no futebol mundial.

 

A proposta ainda pode abrir espaço para outras confederações no futuro. A AFC, responsável pelo futebol asiático, já teria demonstrado interesse em uma Liga das Nações com dimensão global. Neste primeiro momento, porém, o projeto envolve apenas Europa e América do Norte, Central e Caribe.

Paredes recebe 10 jogos de suspensão por briga no final da Copa; confira todas punições
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou, nesta sexta-feira (21), as punições para os jogadores que brigaram na final da Copa do Mundo 2026. O confronto entre Espanha e Argentina ficou marcado por uma confusão generalizada após o apito final. Leandro Paredes, volante argentinio, recebeu a maior punição com 10 jogos de suspensão e multa de US$ 90 mil, aproximadamente R$ 465 mil.

 

Outros atletas da Albiceleste também foram punidos. Sendo eles Nahuel Molina, com sete jogos de suspensão e multa de US$ 90 mil (R$ 465 mil), e o meia-atacante Thiago Almada, com um jogo e US$ 30 mil (R$ 155 mil) de multa. 

 

Além dos jogadores, o auxiliar técnico da comissão argentina, Roberto Ayala, também foi punido com três jogos de suspensão e multa de US$ 30 mil (R$ 155 mil). Do lado espanhol, apenas Gavi recebeu uma sansção. Sendo ele suspendso por um jogo e multa de US$ 30 mil (R$ 155 mil).

 

De acordo com Código Disciplinar da Fifa, as punições serão cumpridas nos próximos jogos das respectivas seleções.

 

OUTRAS PUNIÇÕES
A Federação máxima do futebol ainda puniu a Associação de Futebol Argentina (AFA), com multa de US$ 321 mil (R$ 1.658 milhão), por outras questões envolvendo a Copa do Mundo.

 

Entre os motivos estão cantos e gestos discriminatórios e racistas de torcedores argentinos, conduta inadequada da equipe, questões relacionadas à ordem e segurança das partidas e o uso de um evento esportivo para manifestações de caráter não esportivo, sendo esta última fazendo referência a exibição da faixa "Malvinas são argentinas" na classificação para a final sob a Inglaterra.

 

Com isso, a Argentina terá que disputar os dois próximos jogos como mandante com público limitado a 50% da capacidade. Além disso, a Fifa determinou que US$ 100 mil (R$ 516,63 mil) da multa sejam destinados a um plano de combate à discriminação.

Copa e Dois de Julho: Semob planeja integrar Mundial Feminino em 2027 à maior festa cívica da Bahia
Foto: Rafa Caribé / Bahia Notícias | David Campbell

Uma data marcada pela presença de mulheres na luta pela liberdade da Bahia também terá mulheres de diferentes partes do mundo como protagonistas em Salvador. No dia 2 de julho de 2027, enquanto a capital baiana celebra os 204 anos da consolidação da Independência do Brasil na Bahia, a Arena Fonte Nova receberá uma partida da Copa do Mundo Feminina.

 

O encontro das duas agendas foi confirmado nesta quinta-feira (20), com a divulgação do calendário do Mundial pela Fifa.

 

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A coincidência entre os dois grandes eventos já mobiliza a Prefeitura, que estuda estratégias para integrar a tradicional celebração cívica à movimentação de torcedores e visitantes durante o Mundial.

 

Em entrevista concedida ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, destacou que o Município enxerga a coincidência de datas como uma oportunidade de potencializar tanto o Dois de Julho quanto a presença do futebol feminino na cidade. Segundo ele, a definição do horário da partida pela Fifa será fundamental para avançar no planejamento.

 

"É uma grande oportunidade para a gente. Estamos aguardando apenas a Fifa confirmar o horário do jogo para que a gente possa aproveitar a celebração dessa data, que é tão importante para a nossa cidade, e promover, inclusive, o futebol feminino. A gente tem uma campanha de mulheres no volante e tem feito diversas iniciativas da Prefeitura para estimular a participação feminina nas mais diversas áreas. Queremos estimular a população de Salvador e os visitantes a também estarem presentes na Copa do Mundo Feminina, especialmente no Dois de Julho", explicou. 

 

A partida será válida pela fase de grupos da competição. As seleções que estarão em campo ainda não são conhecidas, já que dependem da definição das classificadas e do sorteio dos grupos. Salvador terá, ao todo, sete partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada entre 24 de junho e 25 de julho.

 

Segundo o secretário, a Prefeitura já trabalha na elaboração de um planejamento específico para o Mundial, em conjunto com outros órgãos municipais, o Governo do Estado e as forças de segurança.

 

"A Prefeitura prontamente tem se organizado. Nós temos um plano especialmente para a Copa do Mundo Feminina, que estamos desenvolvendo com o apoio do Governo do Estado, das forças policiais, da Transalvador e da Guarda Municipal. É um trabalho em conjunto", revelou.

 

A proposta, segundo ele, é aproveitar a proximidade entre os espaços ocupados pelas celebrações do Dois de Julho e a Fonte Nova para pensar também em deslocamentos a pé e em uma programação que conecte os dois acontecimentos.

 

"Esse plano certamente vai espelhar essa integração e essa data especial que é o Dois de Julho, além das possibilidades de promovermos a caminhabilidade para o jogo, de fazermos um dia de celebração e um dia especial. É a maior data de celebração do nosso estado e uma das mais especiais do nosso país", concluiu.

 

 

Apesar de Salvador receber partidas do Grupo A, chave da Seleção Brasileira, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2027. O calendário divulgado pela Fifa definiu os três compromissos da equipe no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. A estreia será no Maracanã, em 24 de junho, seguida por um jogo em São Paulo, no dia 29, e pelo encerramento da primeira fase em Brasília, em 4 de julho.

 

A partida do Grupo A marcada para Salvador, também no dia 4 de julho, envolverá as outras duas seleções da chave, enquanto o Brasil estará em campo simultaneamente na capital federal. Dessa forma, a presença da Seleção na Fonte Nova dependerá de um eventual cruzamento no mata-mata, de acordo com a campanha brasileira e o chaveamento da competição.

 


A última vez que a Seleção pisou em Salvador foi em 2024. Na ocasião, as brasileiras venceram a Jamaica por 4 a 0 em amistoso preparatório para a Olimpíadas de París | Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

 

MULHERES NA HISTÓRIA DO DOIS DE JULHO
Celebrado anualmente, o Dois de Julho relembra a saída definitiva das tropas portuguesas de Salvador, em 1823, após as batalhas travadas pela Independência do Brasil na Bahia. O tradicional cortejo percorre regiões como Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande e é registrado como patrimônio cultural do estado.

 

Entre os personagens associados às lutas pela Independência estão justamente mulheres que se tornaram símbolos da história baiana, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Maria Quitéria participou diretamente dos combates; Maria Felipa é lembrada pela resistência na Ilha de Itaparica; e Joana Angélica se tornou símbolo da resistência após ser morta durante a invasão do Convento da Lapa.

 

O protagonismo dessas mulheres permanece incorporado às celebrações. Em diferentes edições do cortejo, as heroínas da Independência são homenageadas por meio de manifestações culturais e representações populares.

 

DO CORTEJO PARA A FONTE NOVA
Em 2027, a celebração ganhará uma circunstância inédita. Horas antes ou depois de acompanhar os Caboclos pelas ruas de Salvador, baianos e turistas poderão se deslocar para a Fonte Nova para assistir a uma partida da primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

 

A relação entre os dois acontecimentos, apesar de simbólica, não possui indicativos de que a Fifa tenha escolhido a data do jogo em Salvador por causa do Dois de Julho. Ainda assim, o calendário cria uma oportunidade para que as histórias se encontrem.

 

Além do aspecto histórico, a coincidência deverá representar um desafio para a organização da cidade. O cortejo do Dois de Julho tradicionalmente movimenta Lapinha, Barbalho, Centro Histórico, Avenida Sete e Campo Grande, enquanto a partida do Mundial levará milhares de torcedores à Arena Fonte Nova, também localizada na região central de Salvador.

 

A data também deve se transformar em uma vitrine da cultura baiana para visitantes estrangeiros. Aos que vierem para acompanhar uma partida da Copa do Mundo, também podem ter contato justamente com uma das principais manifestações cívicas e populares do estado.

 

COPA INÉDITA NA AMÉRICA DO SUL
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e será disputada em oito cidades brasileiras: Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Será a primeira edição da competição realizada na América do Sul.

 

A estreia de Salvador no Mundial acontecerá logo no segundo dia da competição, no dia 25 de junho, com uma partida do Grupo A. Depois, a Fonte Nova terá jogos nos dias 27 e 29 de junho e 2 e 7 de julho, completando a participação da capital baiana na primeira fase. Confira os jogos da Copa, em Salvador:

 

  • 25 de junho – Jogo 2 – Grupo A
  • 27 de junho – Jogo 11 – Grupo F
  • 29 de junho – Jogo 16 – Grupo H
  • 2 de julho – Jogo 26 – Grupo E
  • 7 de julho – Jogo 43 – Grupo F
  • 13 de julho – Oitavas de final
  • 18 de julho – Quartas de final
Com Salvador fora da rota, Brasil conhece cidades onde jogará na fase de grupos da Copa Feminina de 2027; confira
Foto: Lívia Villas Boas / CBF

O caminho do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo Feminina de 2027 já tem três paradas definidas. A Seleção Brasileira jogará no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília durante a fase de grupos do Mundial, que será disputado no país entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil fará justamente a partida de abertura da competição.

 

A estreia acontecerá no dia 24 de junho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de número 1 da Copa. O adversário ainda será conhecido posteriormente, com a definição das seleções classificadas e o sorteio da fase de grupos.

 

Cinco dias depois, no dia 29 de junho, o Brasil volta a campo. A segunda partida será realizada na Neo Química Arena, em São Paulo, e corresponde ao jogo 18 do calendário divulgado para a competição.

 

O fechamento da primeira fase está marcado para 4 de julho, no Estádio Mané Garrincha. O confronto da Seleção será o jogo 34 do Mundial e acontecerá no mesmo dia da outra partida da última rodada do Grupo A, que será disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador.

 

Apesar de Salvador também receber dois jogos do Grupo A, incluindo o jogo 33 na última rodada da chave, o Brasil não atuará na Arena Fonte Nova durante a primeira fase. Na mesma data, a Seleção estará em Brasília disputando o jogo 34.

 

A possibilidade de uma partida brasileira em Salvador, portanto, dependerá do chaveamento do mata-mata e da campanha da Seleção. A capital baiana está confirmada entre as sedes que receberão jogos da fase eliminatória.

 

O Brasil já está garantido na Copa por ser o país-sede. A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul, com 32 seleções.

Salvador receberá sete jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027; veja datas
Foto: Divulgação

Salvador já sabe o tamanho de sua participação no primeiro Mundial feminino disputado na América do Sul. A Fifa divulgou nesta quinta-feira (20) o calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027 e definiu que a Arena Fonte Nova receberá sete partidas da competição, entre 25 de junho e 18 de julho. Serão cinco confrontos pela fase de grupos, um pelas oitavas de final e outro pelas quartas de final. A competição será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

 

A estreia de Salvador no Mundial acontecerá logo no segundo dia da competição, no dia 25 de junho, com uma partida do Grupo A. Depois, a Fonte Nova terá jogos nos dias 27 e 29 de junho e 2 e 7 de julho, completando a participação da capital baiana na primeira fase. Confira os jogos da Copa, em Salvador:

 

  • 25 de junho – Jogo 2 – Grupo A
  • 27 de junho – Jogo 11 – Grupo F
  • 29 de junho – Jogo 16 – Grupo H
  • 2 de julho – Jogo 26 – Grupo E
  • 7 de julho – Jogo 43 – Grupo F
  • 13 de julho – Oitavas de final
  • 18 de julho – Quartas de final

 

Os adversários ainda não estão definidos. A composição completa dos grupos dependerá da conclusão das Eliminatórias e do sorteio do Mundial. Ao todo, a competição reunirá 32 seleções e terá 64 partidas distribuídas por oito cidades-sede: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Porto Alegre.

 

BRASIL NÃO JOGARÁ EM SALVADOR
A divulgação também encerrou a expectativa de a Fonte Nova receber a Seleção Brasileira logo na primeira fase. O Brasil, cabeça de chave do Grupo A, fará a abertura da Copa no Maracanã, em 24 de junho. Depois, jogará em São Paulo, no dia 29, e Brasília, em 4 de julho.

 

Apesar de Salvador receber uma partida do Grupo A, no dia seguinte à abertura, o confronto será entre outras duas seleções da chave. Portanto, a Seleção não passará pela capital baiana na fase de grupos.

 

O caminho previamente estabelecido para o Brasil no mata-mata também não passa por Salvador. Caso termine em primeiro no Grupo A, a Seleção jogará as oitavas em Fortaleza, as quartas em Belo Horizonte e uma eventual semifinal em São Paulo. Se avançar em segundo, passará por Belo Horizonte nas oitavas, Fortaleza nas quartas e Rio de Janeiro na semifinal.

 

FONTE NOVA VOLTA A RECEBER UMA PARTIDA DE COPA
A Fonte Nova volta a um circuito de Copa do Mundo 13 anos depois do Mundial masculino de 2014. Naquela ocasião, o estádio baiano recebeu seis partidas, incluindo Bélgica x Estados Unidos pelas oitavas e Holanda x Costa Rica pelas quartas de final. Salvador também foi utilizada no futebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Em 2027, serão sete jogos, um a mais do que na Copa masculina de 2014, e novamente a cidade receberá confrontos até as quartas de final.

 

A abertura e a decisão da Copa Feminina ficarão com o Maracanã. O primeiro jogo será realizado em 24 de junho, enquanto a campeã mundial será conhecida no dia 25 de julho de 2027.

Fifa divulgará calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027 na próxima quinta-feira
Foto: Buda Mendes / Fifa

A Copa do Mundo Feminina de 2027 começará a ganhar forma na próxima quinta-feira (20). A Fifa anunciou que divulgará o calendário de jogos da competição, que será realizada no Brasil, durante o sorteio da fase preliminar do torneio de repescagem. O evento acontecerá na sede da entidade, em Zurique, às 14h no horário local e 9h de Brasília.

 

A publicação da tabela é um dos principais passos ainda pendentes na organização do Mundial. A competição já tem datas definidas: será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com 32 seleções e 64 partidas.

 

Primeira edição da Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul, o torneio terá jogos em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 

Com a divulgação do calendário, será possível conhecer como as partidas serão distribuídas entre as sedes e ao longo da competição, mesmo antes da definição das 32 seleções classificadas.

 

Além da tabela do Mundial, a Fifa realizará na quinta-feira o sorteio da fase preliminar da repescagem internacional, responsável por definir as três últimas vagas na Copa do Mundo.

 

Dez seleções participarão da disputa, que será dividida em duas etapas. Na primeira, prevista para novembro e dezembro de 2026, seis equipes jogarão em uma sede centralizada. As participantes serão ordenadas de acordo com o Ranking Mundial Feminino da Fifa utilizado antes do sorteio, e duas avançarão.

 

As duas classificadas se juntarão, em fevereiro de 2027, a outras quatro seleções que entrarão diretamente na etapa decisiva: duas da Concacaf, uma da Conmebol e uma da Uefa.

 

As seis equipes serão distribuídas em três caminhos eliminatórios, cada um valendo uma vaga no Mundial. Seleções pertencentes à mesma confederação não poderão integrar o mesmo caminho.

 

A repescagem contará, ao todo, com duas seleções da Ásia, duas da África, duas da Concacaf, duas da América do Sul, uma da Oceania e uma da Europa.

 

O Brasil não participa da disputa por classificação. Como país-sede, a Seleção Brasileira já tem presença assegurada no torneio. A Conmebol possui ainda outras duas vagas diretas, além de duas possibilidades de classificação por meio da repescagem.

 

Trump defende Infantino em meio à crise na Fifa: "Erro terrível substituir seu presidente"
Foto: The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política que atinge a Fifa. Na última segunda-feira (10), o norte-americano afirmou que a entidade cometeria um 'erro terrível' caso cogitasse substituir o dirigente suíço-italiano.

 

A manifestação foi publicada por Trump na plataforma Truth Social. O presidente dos Estados Unidos classificou Infantino como 'formidável' e reforçou apoio ao mandatário da Fifa, pressionado após o fracasso do plano que abriria parte dos ativos comerciais da entidade a investidores privados.

 


Foto: Divulgação / Truth Social

 

"A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.

 

A fala ocorre em um momento de forte desgaste para Infantino. A crise ganhou novo capítulo também nesta segunda, quando Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras à condução da Fifa.

 

O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.

 

Na carta, as entidades afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma 'profunda falha de julgamento' e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.

 

O plano, já retirado pela Fifa, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que ficaria responsável pela gestão comercial de competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A proposta abria espaço para investimento privado em parte dessa operação.

 

A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para Uefa, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.

 

"Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro", diz trecho da carta.

 

As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.

 

"A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter — ou exigir — o poder para si próprio", afirmaram as entidades.

 

No sábado (8), a Fifa já havia reagido às pressões e afirmou haver um 'esforço orquestrado e contínuo' de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não conteve a ampliação da crise.

 

Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da Fifa, especialmente pela força do mercado norte-americano.

 

Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão por sua permanência no cargo. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.

Ednaldo Rodrigues sai em defesa de Infantino em meio a polêmicas da Fifa: “Não se pode esquecer do legado”
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues saiu em defesa do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, em meio às polêmicas envolvendo uma possível venda de participações em competições para investidores privados. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-dirigente afirmou que, apesar de possivelmente ter a melhor das intenções, as ações deveriam ter sido conversadas com as associações filiadas.

 

“Eu tenho acompanhado todo o processo. Entendo que, em uma instituição, a informação tem que ser dividida com as associações filiadas. Entendo que ele [Infantino] talvez tenha procurado fazer ali o melhor para poder dar mais suporte às federações-membro, mas de uma forma que não foi conversada com todos”, afirmou Ednaldo durante o lançamento do Intermunicipal 2026, neste sábado (8), na sede do BEPE, em Salvador.

 

Apesar da ressalva, o gestor afirmou que a ação não deve apagar o legado construído por Infantino durante os pouco mais de 10 anos à frente da Fifa.

 

“O momento não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente, a pessoa não pode esquecer. As pessoas às vezes esquecem porque vem um momento ruim e aí esquecem tudo do passado. Ele continua sendo um presidente inovador, um presidente que quer o melhor para as suas filiadas e que quer fazer com que o futebol seja desenvolvido em todo o mundo”, pontuou.

 

Ednaldo ainda destacou as ações do presidente para além do futebol masculino.

 

“Também no futebol feminino ele incentiva para que possa ter competições das minorias, como futebol de amputados, futebol de cegos... Enfim, eu acho que a pessoa não pode esquecer de um legado que ele tem construído junto à Fifa. Um momento ruim não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente”, finalizou.

 

FIFA FORWARD ENTERPRISE
A crise envolvendo Gianni Infantino iniciou após o anúncio da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que adquiriria participações minoritárias nas competições realizadas pela Federação, como a Copa do Mundo.

 

Pressionado por dirigentes, confederações e federações nacionais, o dirigente suíço reconheceu erros na condução do processo, pediu desculpas formalmente às 211 associações filiadas e, por ora, garantiu sua permanência na presidência da entidade.

EDNALDO RODRIGUES E INFANTINO
Durante os quase quatro anos em que esteve à frente da CBF, Ednaldo Rodrigues construiu com Gianni Infantino uma forte proximidade institucional, parceria em projetos globais e alinhamento político no esporte. Entre os pontos de destaque está a entrada de Ednaldo no Conselho da Fifa em 2023, além do apoio mútuo em pautas como o combate ao racismo e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.

Confederação Africana declara apoio a Infantino em meio à pressão por saída do presidente da Fifa
Foto: Divulgação / Gianni Infantino

Gianni Infantino ganhou um apoio importante em meio à crise política que atinge a Fifa. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou respaldo ao presidente da entidade nesta quinta-feira (6), dias depois do recuo no projeto FIFA Forward Enterprise.

 

O apoio foi confirmado pelo Comitê Executivo da CAF, que se posicionou de forma unânime a favor de Infantino. A entidade africana também agradeceu ao dirigente pelo apoio dado ao futebol do continente nos últimos anos.

 

A manifestação ocorre em um momento de forte desgaste para o presidente da Fifa. Infantino passou a enfrentar pressão internacional após a tentativa de criar uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O projeto, batizado de FIFA Forward Enterprise, previa abrir parte da operação a investidores privados. A proposta provocou reação negativa de federações, confederações e dirigentes, especialmente na Europa, e acabou sendo retirada pela Fifa.

 

A CAF, no entanto, adotou uma postura diferente. Em comunicado, a confederação afirmou que apoia a atualização conjunta divulgada por Infantino e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, após a crise.

 

Presidente da CAF, Patrice Motsepe defendeu a continuidade do trabalho conjunto com a Fifa, mas também destacou a importância de governança, transparência e respeito aos processos internos do futebol mundial.

 

A posição africana tem peso político. A CAF reúne 54 das 211 associações filiadas à Fifa e forma um dos blocos eleitorais mais relevantes da entidade. O apoio pode dar fôlego a Infantino em meio à pressão de outras regiões.

 

O gesto também contrasta com o movimento de parte do futebol europeu. A Uefa tem sido uma das principais forças de oposição ao plano comercial de Infantino e passou a ampliar a pressão sobre a permanência do dirigente no comando da Fifa.

 

Infantino busca se manter no cargo em eleição marcada para março de 2027. O pleito será realizado em Rabat, no Marrocos, justamente em território africano, o que aumenta o peso simbólico e político do apoio da CAF.

 

Desde que chegou à presidência da Fifa, em 2016, Infantino construiu relação próxima com federações africanas. O dirigente costuma destacar investimentos do programa FIFA Forward e a ampliação de recursos para associações nacionais como marcas de sua gestão.

Conmebol celebra recuo da Fifa em projeto que venderia direitos comerciais da Copa do Mundo e comenta impacto nas eleições
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) recuou e pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A atitude gerou uma reação da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que parabenizou a entidade pela retirada da proposta.

 

“Diante dos acontecimentos que afetam a família do futebol, o Conselho da Conmebol, reunido nesta data, celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta Fifa Forward Enterprise”, escreveu a entidade em nota divulgada nesta quinta-feira (6).

 

Segundo a Conmebol, o Conselho manifestou, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação.

 

Complementando, a Conmebol afirmou que, há mais de dez anos, a Fifa promoveu uma ampla reforma de seus Estatutos com o objetivo de fortalecer a institucionalidade, a transparência e a boa governança, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para solucionar controvérsias que possam surgir no âmbito da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito às normas que regem a organização.

 

“Esse marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos. Quando esses princípios são deixados de lado, perde o futebol e perdemos todos”, argumentou.

 

IMPACTO NAS ELEIÇÕES
Declarando que “o futebol é de todos”, a entidade continental relembrou o dia 18 de novembro de 2026, prazo final para a apresentação de candidaturas à presidência da Fifa. Posteriormente, o Congresso da Fifa elegerá, por meio do voto de suas 211 associações-membro, a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização no próximo mandato, incluindo a realização da Copa do Mundo Centenária da Fifa 2030.

 

A entidade afirmou que não apoiará qualquer atuação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais.

 

“O Conselho da Conmebol faz um chamado à preservação da unidade da família do futebol, à atuação com responsabilidade institucional, ao fortalecimento do diálogo e ao pleno respeito aos mecanismos de governança. Porque, acima de qualquer diferença, o futebol vem em primeiro lugar”, finalizou.

Em comunicado, Fifa pede desculpas por plano que venderia participações da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade a investidores privados.

 

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de crise realizada em Rabat, no Marrocos, com a presença do presidente Gianni Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de integrantes da cúpula da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria. O plano incluía a venda de 20% da nova operação a investidores privados.

 

A ideia enfrentou forte resistência no futebol internacional. Federações, confederações e ligas criticaram a falta de consulta prévia e apontaram risco de transferência de parte do controle comercial da Copa do Mundo para o mercado financeiro.

 

No comunicado, a Fifa reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma. A entidade informou que uma carta foi enviada aos membros do Conselho da Fifa e às 211 associações filiadas com pedido de desculpas pelos erros cometidos.

 

A cúpula da entidade também afirmou apoio a Infantino, que enfrenta um dos momentos mais delicados desde que assumiu a presidência, em 2016. O dirigente tenta preservar força política em meio à pressão por sua saída e à movimentação contra sua candidatura à reeleição.

 

O projeto foi retirado após uma reação coordenada de diferentes setores do futebol. A Uefa foi uma das entidades mais duras nas críticas e chegou a sinalizar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

A crise também provocou desgaste dentro da própria entidade. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra a proposta. Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, afirmou que funcionários foram “enganados” no processo.

 

A Reuters informou que o plano previa levantar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de participação na nova estrutura comercial. A proposta também gerou questionamentos por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Mesmo com o recuo, o caso abriu uma crise de governança na Fifa. Ligas europeias passaram a cobrar reformas internas e criticaram decisões unilaterais da entidade sobre temas que afetam clubes, atletas, torcedores e competições internacionais.

 

A eleição da Fifa está marcada para março de 2027, também no Marrocos. Infantino busca um novo mandato, mas o episódio enfraqueceu parte do apoio que sustentava sua permanência no comando do futebol mundial.

CBF confirma parada obrigatória no futebol brasileiro durante Copa do Mundo Feminina de 2027
Foto: Lívia Villas Boas / CBF

O futebol brasileiro terá uma pausa obrigatória durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. A CBF comunicou aos clubes, na última terça-feira (4), que o calendário nacional será paralisado entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, período de realização do torneio no Brasil.

 

A medida valerá tanto para o futebol feminino quanto para o masculino. Com isso, competições nacionais organizadas pela entidade precisarão ser ajustadas para que não haja conflito com o Mundial, que será realizado pela primeira vez no país.

 

A CBF ainda trabalha na montagem do calendário de 2027 e não detalhou como a paralisação será absorvida pelas competições. O período, no entanto, já passa a ser tratado como bloqueado para o futebol brasileiro.

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e 64 jogos. Oito cidades foram escolhidas pela Fifa entre 12 candidaturas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre.

 

A pausa também terá impacto direto nos clubes que utilizam estádios escolhidos para a competição. Muitas das arenas fazem parte da rotina de equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e ficarão à disposição da Fifa com antecedência para adequações, operações e preparação do evento.

 

Em Salvador, a Arena Fonte Nova será uma das sedes do Mundial. O estádio, casa do Bahia, terá período de exclusividade da Fifa antes e durante a competição, o que obrigará o Tricolor a se adaptar ao calendário e à utilização de sua principal praça esportiva no meio da temporada de 2027.

 

A organização do torneio trabalha com expectativa alta de público. Diretor de operações da Copa de 2027 da Fifa, Thiago Jannuzzi afirmou que a meta é superar os números da edição de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia.

 

"Hoje nós já temos mais de 730 mil pessoas inscritas para adquirir ingresso. Metade brasileiro, metade de estrangeiros. Com muita procura do México, EUA, Argentina e Colômbia", citou Jannuzzi.

 

A última Copa do Mundo Feminina registrou mais de 2 milhões de torcedores nos estádios e média superior a 33 mil pessoas por partida. A Fifa quer superar essa marca no Brasil, impulsionada pelo interesse internacional e pela presença do torneio em grandes capitais.

 

Com jogos em oito cidades, a competição será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul. 

Uefa e clubes europeus discutem boicote ao Mundial de Clubes em nova ofensiva contra Infantino
Fotos: Toya Sarno Jordan / FIFA | Instagram / @gianni_infantino

A crise política entre Uefa e Fifa pode atingir diretamente o Mundial de Clubes de 2029. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, e Nasser Al Khelaïfi, presidente da Associação Europeia de Clubes, têm uma reunião marcada em Salzburgo para discutir nesta semana os próximos passos da oposição à gestão de Gianni Infantino.

 

Segundo a rádio britânica talkSPORT, um dos pontos em debate será a possibilidade de os principais clubes europeus abandonarem a próxima edição do Mundial de Clubes. A medida, se avançar, representaria um golpe esportivo e comercial para a Fifa, já que as equipes do continente concentram parte importante do apelo global da competição.

 

Nos bastidores, a discussão ainda não é tratada como decisão formal. De acordo com o jornal espanhol AS, ainda não existe um acordo fechado entre a Fifa e a entidade que representa os clubes europeus para a realização do Mundial de Clubes de 2029. Por isso, a ideia de boicote permanece, neste momento, no campo da pressão política e da especulação.

 

O ambiente, porém, é de desgaste crescente. Clubes europeus têm procurado a associação para reclamar de pendências relacionadas ao Mundial de Clubes de 2025, especialmente sobre pagamentos de participação e valores do mecanismo de solidariedade. A demora aumentou a insatisfação com a Fifa e fortaleceu o discurso de que a entidade precisa dar mais transparência às receitas e repasses do torneio.

 

A tensão ganhou força depois da tentativa de Infantino de criar uma nova estrutura comercial para administrar ativos da Fifa. O projeto, chamado FIFA Forward Enterprise, previa transferir direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria para uma subsidiária que poderia receber investimento privado.

 

A proposta incluía a venda de 20% da nova operação para a Thrive Capital, empresa comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano gerou reação imediata de dirigentes, federações e confederações, que acusaram a Fifa de tentar transformar a Copa do Mundo e outros torneios em produtos controlados parcialmente por investidores.

 

Diante da pressão, Infantino recuou e retirou a proposta. O desgaste, no entanto, não terminou com o fim do projeto. A crise passou a atingir diretamente a liderança do presidente da Fifa, que busca a reeleição em 2027.

 

A Uefa assumiu a linha de frente da resistência. As 55 federações europeias aprovaram posição unânime de boicote a competições organizadas pela Fifa caso a proposta de venda dos ativos comerciais avançasse. A reação expôs o isolamento de Infantino dentro do futebol europeu e abriu caminho para uma articulação mais ampla contra sua permanência no cargo.

 

O movimento também chegou às federações nacionais. País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia aparecem entre as associações que já sinalizaram que não apoiarão Infantino na próxima eleição. A Alemanha também demonstrou resistência, enquanto a Noruega é apontada como outra federação inclinada a votar contra o dirigente.

 

A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino já afirmou que pretende disputar a reeleição, mas a crise envolvendo o FIFA Forward Enterprise transformou o processo em uma disputa mais aberta do que se imaginava meses atrás.

 

Nesse contexto, a aproximação entre Uefa e clubes europeus tem peso estratégico. Uma oposição apenas das federações já cria desgaste político. Uma eventual adesão dos clubes, porém, teria potencial de afetar a viabilidade esportiva e comercial do Mundial de Clubes.

 

O torneio de 2025 foi tratado por Infantino como um dos principais projetos de sua gestão. A competição reuniu 32 equipes e abriu caminho para a tentativa de transformar o Mundial em um produto global mais rentável. Sem os principais clubes europeus, a edição de 2029 perderia força de mercado, audiência e relevância técnica.

Em meio a boicotes, Infantino expõe apoio de federações com pouca tradição no futebol
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Pressionado por todas as confederações continentais de futebol, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), utilizou o Instagram nesta segunda-feira (2) para expor seis federações que contrariam suas entidades máximas para se colocarem a favor do mandatário, que vê sua posição ameaçada após anunciar o plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

Entre os apoiadores, não se destaca nenhum país com grande relevância no meio do futebol. As federações que se opuseram à Uefa e à Concacaf, que encabeçam o boicote às competições da FIFA, são: Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka.

 

Dos listados, apenas Marrocos possui tradição no futebol. A seleção masculina ocupa o sexto lugar no ranking e se organiza para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, além de sediar o Congresso da FIFA do ano que vem.

 

O Catar foi o país-sede da Copa de 2022, mas sua seleção é a 59ª do mundo. Todos os outros países que apoiaram Infantino publicamente possuem seleções masculinas ainda menos expressivas. A dos Emirados Árabes é apenas a 68ª, seguida por Kuwait (133º), Sri Lanka (187º) e Butão (192º).

 

BUSCA DE APOIO NOS EUA
Apesar da participação da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) na oposição, segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da FIFA buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar a força política no cargo.

 

QUEDA DA FIFA FORWARD ENTERPRISE
Ainda segundo a publicação do jornal norte-americano, Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.

 

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.

Sob pressão na Fifa, Infantino busca apoio no governo Trump após crise por plano bilionário, diz jornal
Foto: Instagram / @gianni_infantino

A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.

 

A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.

 

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.

 

Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.

 

A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.

 

A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.

 

O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.

 

A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.

 

Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.

 

O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.

 

A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.

Lateral francês leiloa réplica da taça conquistada na Copa do Mundo de 2018 e rebate críticas: "Faço o que quiser"
Foto: Instagram / @benmendy23

Campeão do mundo com a França em 2018, Benjamin Mendy colocou à venda um dos itens mais simbólicos de sua carreira. O lateral decidiu leiloar a réplica oficial personalizada do troféu da Copa do Mundo, peça entregue aos jogadores campeões do torneio.

 

O item foi negociado por 54 mil euros, cerca de R$ 316,9 mil. A réplica acompanha certificado de autenticidade e faz parte do acervo individual recebido por atletas que conquistam o Mundial.

 

A decisão provocou críticas de torcedores e repercutiu na imprensa internacional. Parte das reações questionou a escolha de Mendy de se desfazer de um objeto ligado ao título mais importante de sua trajetória no futebol.

 

O francês, no entanto, respondeu de forma direta. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a taça pertence a ele e que, por isso, pode decidir o destino da peça.

 

"Mas a taça é minha ou é de vocês? De qualquer forma, é minha. É a minha taça, faço o que quiser com ela", escreveu.

 

Mendy ainda ironizou a importância prática do item no dia a dia e disse que a réplica ocupava espaço em casa.

 

"E, além disso, estava ocupando muito espaço no armário", completou.

 

A réplica colocada em leilão não é o troféu original da Copa do Mundo, que permanece sob propriedade da Fifa. Pela regra da entidade, a taça original é usada nas cerimônias e devolvida após a celebração. As seleções campeãs e jogadores recebem versões oficiais ou personalizadas como lembrança da conquista.

 

Benjamin Mendy fez parte do elenco da França campeã mundial em 2018, na Rússia. Na final, a seleção francesa venceu a Croácia por 4 a 2 e conquistou o segundo título de sua história.

 

Depois do auge esportivo com a França e com o Manchester City, a carreira do jogador passou por uma forte queda. Em 2021, Mendy foi acusado de crimes sexuais na Inglaterra e acabou afastado do clube inglês. Em 2023, foi absolvido pela Justiça britânica das acusações de estupro e tentativa de estupro.

 

Atualmente, o lateral defende o Pogon Szczecin, da Polônia, após passagens por Lorient e FC Zurich desde a saída do Manchester City.

Após pressão das confederações, Infantino recua e encerra plano de abrir torneios da Fifa a investidores
Foto: Instagram / @gianni_infantino

Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

 

A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.

 

Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.

 

O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.

 

"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.

 

A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.

 

O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.

 

Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.

 

A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.

 

"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.

 

Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino: 

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.

 

Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.

 

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.

 

Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."

“Em primeiro lugar está o futebol”: Conmebol se pronuncia sobre proposta da Fifa de vender direitos comerciais
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Após quase dois dias sem se manifestar, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quebrou o silêncio sobre a proposta da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições – entre elas, as Copas do Mundo Feminina e Masculina. A Conmebol era a última confederação continental a se pronunciar sobre o assunto.

 

Em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (31), a entidade afirmou que a prioridade da organização sempre será o futebol, desde os valores até a paixão que o torna o “esporte mais popular do mundo”.

 

A Conmebol explicou que, após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), seguindo os procedimentos institucionais, iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho.

 

Sem divulgar o resultado do encontro, a entidade anunciou que solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do FFE.

 

Segundo a Conmebol, entende-se que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, escreveu.

 

“A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança”, finalizou.

 

OUTRAS CONFEDERAÇÕES SE PRONUNCIARAM
Até a noite desta quinta-feira (30), a Conmebol era a única entidade continental que ainda não havia se manifestado sobre a pauta.

 

A Uefa (Europa) promoveu um boicote aos torneios da Fifa enquanto o plano não for abolido. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) rejeitou totalmente a proposta. A AFC (Ásia) criticou o processo pela ausência de consulta prévia. Já a CAF (África) e a OFC (Oceania) convocaram reuniões para avaliação, sem ter divulgado os resultados finais até o momento.

 

CONFIRA A NOTA DA CONMEBOL NA ÍNTEGRA
"A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, seu pessoal e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo.

 

Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência.

 

O futebol vem sempre em primeiro lugar.

 

Após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto FFE, e em conformidade com seus procedimentos institucionais, a Conmebol iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que o assunto exige.

 

Com esse objetivo, a Conmebol solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do projeto FFE.

 

A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança.

 

A Conmebol apela à união em toda a família do futebol e a que o futebol seja sempre colocado acima de qualquer outro interesse."

Assessor de Infantino deixa Fifa em protesto contra plano de vender fatia da Copa: "Não vou permanecer de braços cruzados"
Foto: Tia Dufour / DHS

A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.

 

Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.

 

A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.

 

Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.

 

"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.

 

No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.

 

A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.

 

Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.

 

A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.

 

A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.

 

O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.

Fifa reage à pressão de Uefa e Concacaf e nega venda da Copa do Mundo: "Ninguém está vendendo o futebol"
Foto: Divulgação

A Fifa se pronunciou oficialmente na última quinta-feira (30) para responder às críticas que surgiram após a apresentação do projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), nova empresa proposta para administrar os ativos comerciais das principais competições organizadas pela entidade. Em comunicado oficial, a organização negou que esteja negociando o controle do futebol mundial e reforçou que a iniciativa não representa uma privatização de seus torneios.

 

 

Segundo a Fifa, a repercussão em torno do projeto foi marcada por interpretações equivocadas, o que teria prejudicado o processo de consulta às 211 federações nacionais filiadas. Por isso, a entidade informou que ampliará o debate antes de submeter a proposta à votação.

 

"Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa cogitaria", afirmou a entidade.

 

A organização também destacou que nenhuma instituição pode falar em nome de todas as federações e defendeu que cada associação tenha autonomia para analisar o projeto, sugerir alterações ou rejeitá-lo antes da decisão final.

 

A resistência ao projeto ganhou força nos últimos dias. A Uefa aprovou, por unanimidade entre suas 55 federações filiadas, uma posição de boicote às competições organizadas pela Fifa caso a entidade mantenha o plano de criar a FIFA Forward Enterprise nos moldes atuais. A confederação europeia considera que a proposta representa uma comercialização indevida da Copa do Mundo e critica a falta de transparência no processo de discussão.

 

A Concacaf, por sua vez, também manifestou oposição ao projeto e fez críticas ao modelo apresentado pela Fifa, cobrando maior participação das confederações na tomada de decisões. Diferentemente da Uefa, porém, a entidade que reúne as federações da América do Norte, Central e Caribe não aderiu ao boicote e, até o momento, limita-se à contestação política da proposta.

 

COMO FUNCIONARIA A NOVA EMPRESA DA FIFA
Pela proposta apresentada, a FIFA Forward Enterprise seria criada como uma subsidiária integralmente controlada pela própria Fifa. A nova estrutura passaria a administrar as operações comerciais e a organização de eventos como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes e outras competições da entidade.

 

Apesar da criação da empresa, a Fifa garante que manterá permanentemente o controle sobre seus ativos, torneios e modelo de governança.

 

O plano prevê ainda a venda de uma participação minoritária da FFE para investidores privados. A expectativa da entidade é captar cerca de US$ 4,2 bilhões, em uma operação que avalia a nova empresa em aproximadamente US$ 20 bilhões.

 

RECURSOS PARA AS FEDERAÇÕES
A Fifa afirma que a nova estrutura permitirá ampliar os investimentos destinados às associações nacionais. De acordo com a proposta, cada uma das 211 federações receberia US$ 20 milhões por meio do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030, independentemente do posicionamento adotado durante a discussão.

 

Além disso, a entidade apresentou o programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário de mais US$ 20 milhões por federação. Segundo a organização, esse investimento adicional seria financiado por investidores externos, sem qualquer mudança no controle da Fifa ou em sua estrutura administrativa.

 

A criação da FIFA Forward Enterprise ainda está longe de ser definitiva. A entidade reforçou que a proposta só será implementada caso seja aprovada pela maioria das 211 associações nacionais filiadas.

 

Caso não obtenha apoio suficiente, toda a estrutura comercial da Fifa permanecerá inalterada. Enquanto isso, a entidade afirma que continuará debatendo o projeto com as federações antes da votação que definirá o futuro da iniciativa.

Concacaf se junta à Uefa e vai contra a Fifa em proposta de venda de direitos comerciais
Foto: Divulgação

A Concacaf se juntou à UEFA e se posicionou contra a proposta da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Em comunicado oficial divulgado na tarde desta quinta-feira (30), a entidade máxima do futebol norte-americano, central e caribenho afirmou que o futebol deve vir em primeiro lugar.

 

“A Concacaf é uma confederação unida pelo amor ao nosso esporte, na qual o futebol vem em primeiro lugar. Guiados por essa filosofia, ao longo dos últimos dez anos construímos, desde a base, uma organização fundada no serviço, na governança transparente e na gestão responsável do futebol a longo prazo”, escreveu.

 

 

Segundo a organização, a história mostrou à Fifa e à família do futebol o que acontece quando os responsáveis pelo esporte perdem de vista esses valores.

 

A decisão de rejeitar a proposta foi definida após uma reunião dos presidentes de suas 41 associações-membro, juntamente com seu presidente, membros do Conselho e integrantes do Conselho da Fifa, para discutir o projeto desenvolvido e apresentado pelo presidente da entidade para estabelecer a Fifa Forward Enterprise.

 

“Durante a reunião, os membros expressaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos de governança relevantes da Fifa. Além disso, questionou-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar os programas FIFA Forward, novos e existentes, após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história”, explicou.

 

Segundo a Concacaf, a discussão reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada. “A Concacaf reafirma que o futuro do futebol, e seu maior patrimônio, deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol”, finalizou.

 

Apesar de se posicionar contra, a Concacaf não afirmou que irá boicotar as competições da Fifa, como fez a Uefa.

 

Apesar disso, recomendou que os membros da entidade que integram o Conselho da Fifa dialoguem com a Federação e que instruam Gianni Infantino, presidente da organização, a seguir os processos de governança adequados, por meio da equipe e do Conselho, seguindo os Estatutos da Fifa.

 

Na última quarta-feira (29), Infantino defendeu a proposta e afirmou que o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.

 

Segundo o presidente, a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.

 

UEFA PUXOU O BOICOTE
A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) foi a primeira entidade a se posicionar contra a proposta de Infantino. Nesta quinta-feira, a organização anunciou que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.

Uefa anuncia boicote a competições da Fifa até que proposta de venda de ações seja cancelada
Foto: Reprodução/Instagram (@uefa)

A Uefa anunciou nesta quinta-feira (30) que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela Fifa caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.

 

A decisão foi tomada após uma reunião virtual entre os integrantes da confederação europeia e formalizada em um comunicado oficial. "Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas permanecerem em pauta, a menos que a ideia seja totalmente abandonada e haja garantias vinculantes".

 

Se mantido, o posicionamento da Uefa poderá afetar diretamente competições organizadas pela Fifa, entre elas a Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ser disputada no Brasil.

 

O projeto foi apresentado pela Fifa na última terça-feira (28). A proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão comercial e pela organização de todas as competições promovidas pela entidade.

 

Além da Uefa, a iniciativa enfrenta resistência da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, as três confederações reúnem 143 das 211 associações nacionais filiadas à Fifa.

 

Na quarta-feira (29), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, divulgou um vídeo defendendo a proposta. Segundo o dirigente, o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.

 

Infantino afirmou ainda que a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.

Fifa cria empresa para gerenciar direitos comerciais avaliada em R$ 102,5 bilhões
Fotos: Reprodução / FIFA

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta terça-feira (28) um plano para criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. O novo programa comercial pode ser avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões.

 

Batizada de Fifa Forward Enterprise (FFE), a estrutura consolidaria eventos e operações comerciais da entidade, que manteria o controle da subsidiária e autoridade exclusiva sobre governança, calendário e decisões esportivas e regulatórias, conforme informou O Estado de S. Paulo. Por meio da FFE, a Fifa venderia participações minoritárias a investidores privados, sem ceder domínio sobre a nova entidade.

 

Para viabilizar a aprovação do plano pelas 211 federações nacionais, a Fifa oferece um pacote de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões). Cada Associação Membro também receberia, de forma opcional, US$ 20 milhões destinados a projetos especiais do Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).

 

O plano prevê ainda crescimento progressivo nos repasses às federações. No ciclo 2027-2030, cada federação receberia US$ 20 milhões, ante os US$ 8 milhões atuais. Os valores subiriam para US$ 22 milhões no período 2031-2034 e para US$ 24 milhões entre 2035 e 2038.

 

Caso a FFE seja criada, a Fifa projeta captar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) ainda em 2026 para financiar o FFFP. A entidade descreveu o processo como uma "seleção criteriosa de investidores" de longo prazo. Os lucros líquidos da subsidiária seriam reinvestidos no desenvolvimento do futebol no mundo.

 

A Fifa condicionou o lançamento da estrutura ao respaldo da maioria das federações-membros. "Em pleno respeito aos princípios de governança e democráticos da Fifa, o lançamento dessa nova estrutura está condicionado ao apoio da maioria das federações-membros e às aprovações relevantes do Conselho da Fifa", diz a entidade.

Sidny Cabral vence prêmio da Fifa de gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Instagram (@sidnylc)

A Fifa anunciou nesta segunda-feira (27) o vencedor da votação popular que definiu o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026. O prêmio ficou com o lateral-esquerdo Sidny Cabral, de Cabo Verde, pelo gol marcado diante da Argentina na fase de 16 avos de final do torneio.

 

 

O lance aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Após receber a bola pela esquerda, Sidny puxou para o meio e finalizou de pé direito no ângulo do goleiro Emiliano Martínez, sem chances de defesa.

 

A partida foi marcada pelo equilíbrio. Lionel Messi abriu o placar para a Argentina ainda no primeiro tempo, mas Duarte empatou para Cabo Verde na etapa final e levou o confronto para a prorrogação. Já no tempo extra, Lisandro Martínez recolocou os argentinos em vantagem antes do golaço de Sidny Cabral. No entanto, Romero marcou de cabeça nos minutos finais e garantiu a vitória argentina, eliminando a seleção africana.

 

Na votação promovida pela Fifa, Eldor Shomurodov, do Uzbequistão, ficou em segundo lugar com o gol de cobertura marcado contra a República Democrática do Congo, pela terceira rodada da fase de grupos. A terceira colocação foi de Wilson Isidor, do Haiti, autor de um dos gols da derrota por 4 a 2 para Marrocos, também na fase de grupos.

 

Com a conquista, Sidny Cabral passa a integrar a lista de vencedores do prêmio de gol mais bonito da Copa do Mundo, que inclui Maxi Rodríguez (2006), Diego Forlán (2010), James Rodríguez (2014), Benjamin Pavard (2018) e Richarlison (2022).

Federação Norueguesa levará caso Balogun ao Comitê de Ética da Fifa: "Tem que ser reconhecido como erro"
Foto: Reprodução/Instagram (@balogun)

A Federação Norueguesa de Futebol anunciou que apresentará uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa contra a decisão que anulou a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pela presidente da entidade, Lisa Klaveness.

 

Em entrevista ao jornal britânico The Times, Klaveness criticou a mudança na punição aplicada ao jogador e afirmou que o episódio representa um risco à credibilidade do futebol.

 

"Quando uma regra como essa é contornada, entra-se em uma espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Questionar suas regras fundamentais constitui uma ameaça a este esporte", declarou.

 

A dirigente também questionou a condução do processo e apontou possível influência externa na decisão. "Em primeiro lugar, isso nunca deveria ter acontecido. Agora é essencial ter uma comunicação honesta a respeito. Todos sabemos que este veredito foi influenciado por forças externas e que não seguiu o procedimento adequado”, pontuou.

 

Klaveness ainda defendeu que a Fifa reconheça o erro. "Precisamos que o dirigente da Fifa reconheça que se trata de um erro”, acrescentou.

 

Segundo a presidente da federação norueguesa, houve falta de transparência por parte da entidade máxima do futebol, especialmente pela ausência da divulgação integral da decisão que justificou a revisão da punição. Ela afirmou estar "decepcionada, mas não necessariamente surpresa" com a postura adotada pela Fifa.

 

Balogun havia sido expulso no duelo contra a Bósnia e Herzegovina, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Inicialmente suspenso, o atacante teve a punição convertida pelo Comitê Disciplinar da Fifa para "uma suspensão de um jogo com um período probatório de um ano", o que permitiu sua participação na partida seguinte.

 

A revisão ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma reavaliação do cartão vermelho aplicado ao jogador. Na ocasião, Infantino declarou que os órgãos responsáveis pelas decisões disciplinares da entidade atuavam de forma independente.

 

Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos foram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e acabaram eliminados da competição.

Com Vozinha no gol e sem brasileiros, Fifa divulga seleção ideal da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Fifa anunciou nesta quarta-feira (22) a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026, definida por meio de votação dos torcedores. O principal destaque da equipe escolhida pelo público é o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que recebeu 39,6% dos votos e terminou como o mais votado da posição.

 

A equipe eleita não conta com jogadores brasileiros. Campeã do torneio, a Espanha foi o país com mais representantes na seleção, com três atletas: os laterais Marc Cucurella e Pedro Porro, além do volante Rodri. O meio-campista também foi eleito pela Fifa como o melhor jogador da competição.

 

A escolha de Vozinha chamou atenção por superar nomes de maior destaque durante o Mundial, como o espanhol Unai Simón, premiado anteriormente como o melhor goleiro da Copa.

 

Vice-campeã, a Argentina colocou dois jogadores entre os escolhidos: o zagueiro Lisandro Martínez e o atacante Lionel Messi. A Inglaterra foi representada pelo meio-campista Jude Bellingham.

 

A França teve três atletas selecionados: o zagueiro Dayot Upamecano, o meia-atacante Michael Olise e o atacante Kylian Mbappé, artilheiro da competição com 10 gols marcados. O centroavante Erling Haaland, da Noruega, completou a equipe escolhida pelos torcedores.

 

Seleção ideal da Copa do Mundo de futebol masculino 2026:

Vozinha (Cabo Verde); Pedro Porro (Espanha), Dayot Upamecano (França), Lisandro Martínez (Argentina) e Marc Cucurella (Espanha); Rodri (Espanha), Jude Bellingham (Inglaterra) e Michel Olise (França); Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França) e Erling Haaland (Noruega).

 

Fifa abre votação para escolher o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução/Instagram (@erling)

A Fifa iniciou nesta semana a votação que definirá o gol mais bonito da Copa do Mundo de 2026. A entidade selecionou 12 tentos marcantes do torneio, encerrado no último domingo (19), e abriu a escolha ao público por meio de seu site oficial.

 

Os torcedores poderão registrar seus votos até o próximo dia 27 de julho. Entre os concorrentes está o atacante Ferran Torres, da Espanha. O jogador foi indicado pelo gol marcado na prorrogação da final contra a Argentina, lance que garantiu o título mundial para a seleção espanhola.

 

Outro nome presente na disputa é o de Erling Haaland. O atacante da Noruega concorre com o gol que marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, pelas oitavas de final da competição.

 

Vice-campeã do torneio, a Argentina é a única seleção com dois representantes na lista. Os gols de Julián Álvarez e Lionel Messi também foram incluídos entre os candidatos ao prêmio de melhor gol da Copa do Mundo de 2026.

 

Confira a lista dos indicados a gol mais bonito da Copa:

Kerim Alajbegovic (Bósnia e Herzegovina) - Bósnia 3 x 1 Catar, fase de grupos

Julián Álvarez (Argentina) - Argentina 3 x 1 Suíça, quartas de final

Jude Bellingham (Inglaterra) - França 4 x 6 Inglaterra, disputa do terceiro lugar

Erling Haaland (Noruega) - Brasil 0 x 2 Noruega, oitavas de final

Wilson Isidor (Haiti) - Marrocos 4 x 2 Haiti, fase de grupos

Elijah Just (Nova Zelândia) - Irã 2 x 2 Nova Zelândia, fase de grupos

Sidny Lopes Cabral (Cabo Verde) - Argentina 3 x 2 Cabo Verde, segunda fase

Daizen Maeda (Japão) - Japão 1 x 1 Suécia, fase de grupos

Kylian Mbappé (França ) - França 3 x 1 Senegal, fase de grupos

Lionel Messi (Argentina) - Argentina 3 x 0 Argélia, fase de grupos

Eldor Shomurodov (Uzbequistão) - RD Congo 3 x 1 Uzbequistão, fase de grupos

Ferran Torres (Espanha) - Espanha 1 x 0 Argentina, final

Fifa pune São Paulo com transfer ban por dívida na compra de Marcos Antônio
Foto: Divulgação/São Paulo FC

O São Paulo foi punido pela Fifa e está temporariamente impedido de registrar novos jogadores. A sanção foi aplicada em razão do não pagamento da primeira parcela referente à compra em definitivo do volante Marcos Antônio junto à Lazio, da Itália.

 

O valor em aberto é de 1,05 milhão de euros (cerca de R$ 6,08 milhões na cotação atual), quantia que integra o acordo firmado entre os clubes para a transferência do atleta, negociada em quatro parcelas.

 

Em março deste ano, o Tricolor acertou a permanência de Marcos Antônio em definitivo e assinou contrato com o jogador até 2030. O novo vínculo substituiu o empréstimo que se estendia até meados de 2026. No acordo, foram estabelecidas multas rescisórias de 100 milhões de euros para transferências internacionais e de R$ 900 milhões para clubes brasileiros.

 

Considerado peça importante da equipe comandada por Dorival Júnior, o volante recebeu valorização salarial após a conclusão da negociação. Nas últimas janelas de transferências, o atleta também despertou interesse do Flamengo, mas permaneceu no elenco são-paulino.

 

Apesar da punição, o São Paulo informou que os reforços Newton, Aurélio Buta e Victor Sá estão regularmente inscritos e aptos a atuar no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. Os registros de Buta e Victor Sá foram publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nesta terça-feira, mesma data em que a sanção da Fifa foi divulgada.

 

Segundo o clube, os pedidos de inscrição dos jogadores foram protocolados antes da comunicação oficial da entidade máxima do futebol.

 

Outro nome próximo de reforçar o elenco é o zagueiro Domingos Duarte, que ainda não foi anunciado oficialmente, mas tem negociações em estágio avançado com a diretoria tricolor.

VÍDEO: Ronaldo Fenômeno leva taça da Copa do Mundo para Donald Trump tocar 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida. 

 

 

 

Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida. 

 

 

Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas. 

 

No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea. 

Rodri é eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 após título da Espanha
Foto: Reprodução/TV Globo

Campeão mundial com a Espanha, o volante Rodri foi escolhido pela Fifa como o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 e recebeu a Bola de Ouro da competição. O meio-campista superou concorrentes como Lionel Messi e Kylian Mbappé na votação do prêmio individual.

 

Destaque da seleção espanhola ao longo do torneio, Rodri atuou nas oito partidas da campanha e foi titular em todos os jogos. Mesmo sem registrar gols ou assistências, o jogador teve papel central na organização do meio de campo da equipe que conquistou o título mundial.

 

O reconhecimento amplia a lista de conquistas individuais do atleta do Manchester City. Em 2024, ele já havia sido agraciado com a Bola de Ouro da revista France Football, concedida ao melhor jogador do mundo na temporada.

 

A Espanha também dominou outras premiações da Copa. Unai Simón foi eleito o melhor goleiro do torneio, enquanto o zagueiro Pau Cubarsí recebeu o prêmio de melhor jovem jogador. Rodri se tornou ainda o primeiro espanhol a conquistar a Bola de Ouro da Copa do Mundo, prêmio concedido oficialmente pela Fifa desde a edição de 1982.

Confira as escalações de Espanha x Argentina pela grande final da Copa do Mundo de 2026
Foto: Divulgação

Argentina e Espanha decidem neste domingo (19) quem será a campeã da Copa do Mundo de 2026. Às 16h, no horário de Brasília, as seleções se enfrentam no MetLife Stadiun, em Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, na grande final do torneio.

 

A decisão coloca frente a frente a atual campeã mundial e sul-americana contra a atual campeã europeia. De um lado, a Argentina tenta conquistar o quarto título de sua história e levantar a taça pela segunda edição consecutiva. Do outro, a Espanha busca o bicampeonato mundial e tenta voltar ao topo pela primeira vez desde 2010.

 

Além de garantir a taça da Copa do Mundo, quem sair vencedor receberá as medalhas de ouro e entrará para a história como o primeiro campeão da edição com 48 seleções. A final também marcará o encerramento do Mundial realizado em Estados Unidos, México e Canadá.

 

A Argentina chega à decisão após eliminar a Inglaterra na semifinal, com vitória por 2 a 1. Antes disso, a equipe comandada por Lionel Scaloni passou pela Suíça nas quartas de final, pelo Egito nas oitavas e por Cabo Verde nos 16 avos.

 

A Espanha garantiu vaga na final ao vencer a França por 2 a 0 na semifinal. No mata-mata, a seleção espanhola também passou por Bélgica, Portugal e Áustria até chegar à decisão.

 

Ambas as Seleções já foram escaladas pelos seus respectivos treinadores. Confira abaixo:

Luis de La Fuente segue para o embate sem mudanças, e vai mandar a campo o que tem de melhor. La Roja está escalada com Unai Simón; Pedro Porro, Laporte, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal.

 

Já Lionel Scaloni vem com mudança na escalação. Nico González entra na equipe titular para se juntar aos seus dez companheiros restantes e Paredes vai para o banco. A Seleção Argentina foi montada com Emiliano Martínez; Montiel, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; De Paul, Mac Allister, Enzo Fernandez e Gonázalez; Lionel Messi e Julian Álvarez. 

Final da Copa deve ter tempo favorável após fumaça e alerta de tempestades em Nova Jersey
Foto: Divulgação

Depois de dias de atenção com a fumaça provocada por incêndios florestais e com alertas de tempestades em Nova Jersey, a final da Copa do Mundo de 2026 deve ser disputada em condições climáticas mais favoráveis neste domingo (19).

 

Argentina e Espanha decidem o título no MetLife Stadium, em East Rutherford, às 15h no horário local, 16h no horário de Brasília. A previsão para a região indica céu predominantemente ensolarado e temperatura máxima próxima dos 28°C no dia da partida.

 

A melhora ocorre após uma sequência de alertas meteorológicos no nordeste dos Estados Unidos. Ao longo do sábado (18), autoridades monitoraram risco de tempestades fortes, enchentes repentinas e má qualidade do ar por causa da fumaça de incêndios florestais.

 

Segundo meteorologistas ouvidos pela Associated Press, as tempestades ajudaram a dispersar parte da fumaça que atingia a região de Nova York e Nova Jersey. A expectativa é de que, no momento da final, a qualidade do ar esteja melhor, com apenas possibilidade de névoa leve.

 

A situação também reduz o risco de atrasos ou paralisações por causa do clima. Durante a Copa do Mundo, partidas em estádios abertos nos Estados Unidos seguiram protocolos de segurança em caso de raios. Quando há descargas elétricas em raio considerado perigoso próximo ao estádio, o jogo pode ser interrompido e retomado apenas após um período mínimo sem novos registros.

 

O protocolo já provocou paralisações no Mundial. Em 22 de junho, o jogo entre França e Iraque ficou parado por mais de duas horas devido à aproximação de tempestades.

 

Além da chuva forte, meteorologistas chamaram atenção para a chamada “dirty rain”, ou “chuva suja”. O fenômeno acontece quando gotas de chuva carregam partículas de fumaça suspensas na atmosfera e depositam resíduos em superfícies como carros, janelas e calçadas após a evaporação da água.

 

Apesar do nome, o efeito é comum em áreas atingidas por fumaça de incêndios florestais e ajuda a limpar o ar. No caso da final, a chuva na véspera é vista como fator importante para melhorar as condições no entorno do estádio.

 

A preocupação com o ar afetou também a preparação das seleções. A Espanha teve atividade impactada por causa das condições atmosféricas, enquanto a Argentina também precisou lidar com ajustes na programação antes da decisão.

Infantino diz que a Copa “não teria sido um sucesso tão incrível” sem Trump
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.

 

Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.

 

A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.

 

Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

Final da Copa do Mundo terá show no intervalo e levanta debate sobre duração da pausa
Foto: Divulgação/Fifa

 

No domingo (19), os olhos do mundo do futebol estarão totalmente focados na final da Copa do Mundo de 2026, mas um feito inédito tem chamado a atenção. Em um formato inspirado no Super Bowl, esta será a primeira vez que a competição realizará um show no intervalo, e questões relacionadas ao tempo de paralisação foram levantadas.

 

A decisão entre Espanha e Argentina ocorrerá no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, e deve ter um intervalo entre 20 e 25 minutos, segundo a BBC. Até o momento, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora do evento, informou que as apresentações durarão 11 minutos, com a participação de Madonna, Shakira, BTS, Justin Bieber e outros artistas.

 

A entidade acredita que apenas seis minutos serão necessários para montar e desmontar o palco, além de preparar o gramado para o reinício da partida, totalizando 17 minutos de intervalo, nada mais. Segundo a imprensa argentina e espanhola, essa questão foi comunicada às federações.

 

De acordo com a International Football Association Board (Ifab), responsável por criar as leis do jogo, o intervalo entre os dois tempos de uma partida não deve ultrapassar 15 minutos. Mas no ano passado, em julho de 2025, a final do Mundial de Clubes, também organizado pela Fifa e realizado no MetLife Stadium, teve um intervalo total de 24 minutos devido a um show com Coldplay, J Balvin, Doja Cat, Tems e Emmanuel Kelly.

 

Além do show do intervalo, outros artistas realizarão a tradicional apresentação antes da partida. Estão confirmados Post Malone, Robbie Williams, Laura Pausini, Nicole Scherzinger e Jennifer Hudson, que interpretará o hino dos Estados Unidos. O ator Tom Cruise e o influenciador IShowSpeed também participarão da celebração.

 

FINAL DA COPA DO MUNDO 2026
A bola rola para Argentina e Espanha às 16h (horário de Brasília), mas a cerimônia de encerramento está marcada para as 14h30 (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos, com transmissão da CazéTV, SBT, TV Globo, SporTV e Globoplay.

Governo da Bahia cria grupo executivo para coordenar ações da Copa do Mundo Feminina 2027
Foto: Divulgação

O Governo da Bahia instituiu o Grupo Executivo para Planejamento e Coordenação da Copa do Mundo Fifa Feminina 2027, denominado GECOPA Bahia 2027. A criação foi oficializada por meio do Decreto nº 24.670, de 16 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17).

 

O grupo ficará sob coordenação da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). A medida tem como objetivo organizar, articular, monitorar e avaliar as ações interinstitucionais necessárias para a realização do Mundial no estado.

 

A Bahia terá Salvador como cidade-sede da competição, com jogos previstos para a Arena Fonte Nova. O estádio é tratado no decreto como a principal praça esportiva do estado para o evento. O texto também cita que o equipamento pertence ao Estado e está concedido à iniciativa privada até 2028.

 

Entre as atribuições do GECOPA Bahia 2027 estão a definição de diretrizes e estratégias para a organização do evento, a coordenação de planos de trabalho entre secretarias e órgãos envolvidos, o acompanhamento de projetos ligados à Copa e a compatibilização das ações com as exigências da Fifa e de demais órgãos reguladores.

 

O decreto também prevê atenção específica à Arena Fonte Nova, incluindo aspectos operacionais, logística de jogos, eventos relacionados e eventuais necessidades de aquisição de bens e serviços para adequação e modernização do equipamento.

 

O grupo ainda terá a função de articular ações com entidades federais, municipais, privadas e com a própria Fifa, quando necessário. Outro ponto previsto é a comunicação entre os órgãos envolvidos, além da adoção de estratégias de informação voltadas à população e à imprensa.

 

O GECOPA Bahia 2027 será formado por representantes titulares e suplentes da Setre, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Secretaria da Saúde (Sesab), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

 

Representantes de outros órgãos e entidades públicas ou privadas também poderão ser convidados para reuniões específicas, sem direito a voto.

 

De acordo com o decreto, o grupo se reunirá ordinariamente uma vez por mês e, de forma extraordinária, sempre que for convocado pelo presidente. A participação será considerada de relevante interesse público e não terá remuneração.

 

A Setre ficará responsável pelo apoio técnico-administrativo necessário ao funcionamento do GECOPA Bahia 2027. O grupo também deverá apresentar relatórios periódicos de suas atividades ao Gabinete do Governador.

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada no Brasil entre os dias 24 de junho e 25 de julho. Salvador está entre as oito cidades-sede confirmadas para a competição, ao lado de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Campeões da Copa do Mundo receberão anéis exclusivos pela primeira vez; confira premiação
Foto: Divulgação / Fifa

Além da taça e das medalhas de ouro, os campeões da Copa do Mundo de 2026 receberão uma premiação inédita na história do torneio. A Fifa entregará anéis comemorativos exclusivos aos vencedores da final entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), no Estádio de Nova Iorque.

 

A novidade segue uma tradição comum no esporte dos Estados Unidos, especialmente em ligas como NFL, NBA e MLB, nas quais os campeões recebem anéis personalizados para marcar a conquista. Agora, o modelo será incorporado pela primeira vez ao protocolo de premiação da Copa do Mundo.

 

Os anéis fazem parte de uma edição limitada de 2026 peças, todas numeradas individualmente em referência ao ano do torneio. Desse total, 30 serão destinadas aos integrantes da seleção campeã.

 

As outras 1.996 unidades serão comercializadas como produto oficial licenciado da Copa do Mundo da Fifa de 2026, ficando disponíveis para torcedores de diferentes países.

 

Cada peça terá o Troféu da Copa do Mundo da Fifa em um dos lados. O outro lado será personalizado de acordo com a identidade da seleção campeã, que será definida após a decisão entre Argentina e Espanha.

 

Os anéis também serão confeccionados sob medida, numerados individualmente e acompanhados de certificado de autenticidade.

 

No momento da premiação, o capitão e o técnico da seleção campeã receberão anéis provisórios, apenas para marcar simbolicamente a conquista logo após a final. As 30 peças definitivas, personalizadas para os vencedores, serão entregues em uma data posterior.

 

A iniciativa amplia a presença de elementos ligados à cultura esportiva norte-americana na Copa de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A criação dos anéis, no entanto, também gerou críticas entre torcedores, que apontaram uma aproximação do Mundial com modelos tradicionais de premiação dos esportes dos Estados Unidos.

 

Antes da nova entrega, o protocolo da Fifa para a final seguirá com a cerimônia tradicional. Jogadores da Argentina ou da Espanha receberão as medalhas de ouro e levantarão a Taça Fifa após a decisão.

Madonna compartilha vídeo com IA que recria clipe usando jogadores da Argentina
Fotos: Reprodução/Instagram/@madonna/@nosoytutanka

A cantora Madonna compartilhou, nos stories do Instagram nesta quinta-feira (16), um vídeo criado com inteligência artificial que recria o clipe da música "Danceteria" com jogadores da seleção argentina. A montagem, produzida por um usuário nas redes sociais após a classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026, viralizou e acabou sendo publicada pela própria artista.

 

Na versão criada com IA, atores e dançarinos do videoclipe original são substituídos por atletas e integrantes da comissão técnica da seleção argentina. Entre os personagens retratados estão Lionel Messi, Dibu Martínez, o técnico Lionel Scaloni, o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), e o presidente da Federação Internacional do Futebol (Fifa), Gianni Infantino.

 

Uma das cenas que mais repercutiu mostra os atacantes Julián Álvarez e Enzo Fernández trocando um beijo. A sequência aparece por poucos segundos, mas rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. Outros jogadores também participam da montagem, como Lo Celso e Lautaro Martínez. Confira o momento abaixo:

 

 

O vídeo faz referência ao clipe oficial de "Danceteria", faixa do álbum Confessions II, lançado por Madonna neste ano. Na produção original, a cantora divide cena com artistas e celebridades como Julia Garner, Sabrina Carpenter, Kate Moss, Benedict Cumberbatch, Gwendoline Christie e Richard E. Grant.

 

O atacante brasileiro João Pedro, do Chelsea, também integra o elenco do videoclipe oficial. Na montagem feita com inteligência artificial, no entanto, ele é substituído por jogadores da seleção argentina.

Donald Trump confirma presença na final da Copa do Mundo de 2026
Foto: Joyce N. Boghosian/Official White House

O presidente dos Estados Unidos, principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, Donald Trump, confirmou presença na final do torneio, marcada para o domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela Casa Branca.

 

O mandatário passará primeiro pela cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) na Trump Tower, antes da partida.

 

"Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, seguida de sua presença, no domingo, na final da Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana", finalizou.

 

Esta edição do Mundial é a primeira a ocorrer em mais de um país, sendo sediada em conjunto com o México e o Canadá. Até o momento, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não confirmou presença na final do Mundial.

 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também não confirmou presença, mas já declarou anteriormente que não comparecerá a nenhuma partida do torneio. Em solidariedade à população mexicana, ela abriu mão de seus ingressos.

Fifa transforma coletiva da final em atração paga e volta a gerar críticas dos torcedores
Foto: Reprodução/Instagram/@gianni_infantino

A poucos dias da final da Copa do Mundo de 2026, a Fifa voltou a ser alvo de críticas por novas ações comerciais ligadas ao torneio. Desta vez, a entidade decidiu permitir que torcedores paguem para acompanhar presencialmente a entrevista coletiva oficial da decisão entre Argentina e Espanha.

 

O evento está marcado para sexta-feira (17), em Nova York, e será realizado dentro do Fanatics Fest, festival voltado a torcedores no Javits Center. A coletiva reunirá representantes das duas seleções finalistas e também contará com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino.

 

Diferentemente do modelo tradicional, em que coletivas oficiais são restritas à imprensa credenciada e profissionais envolvidos na cobertura do torneio, parte do público poderá acompanhar o evento mediante pagamento. O ingresso para o festival custa US$ 80, cerca de R$ 406.

 

Em comunicado, a organização do Fanatics Fest divulgou a ação como uma oportunidade rara para que torcedores vejam de perto integrantes das duas seleções antes da maior partida do futebol mundial. A final entre Argentina e Espanha será disputada no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

 

A coletiva da final, no entanto, não será a única atração comercial do evento. O festival também terá participações de ex-jogadores, atletas de outras modalidades e celebridades. O inglês Rio Ferdinand, embaixador da Fifa, participará de sessões de fotos com torcedores por US$ 168,95, aproximadamente R$ 858.

 

Já uma foto com o ex-jogador de beisebol Alex Rodriguez custará US$ 321, cerca de R$ 1.631. Segundo o jornal britânico The Times, David Beckham também deverá participar de um dos painéis promovidos durante o festival.

 

A venda de acesso à coletiva reforça a estratégia de monetização adotada pela Fifa durante a Copa de 2026. Ao longo do torneio, a entidade já havia sido criticada pela transformação das pausas para hidratação em janelas comerciais, o que abriu espaço para que emissoras norte-americanas ampliassem a venda de publicidade durante as partidas.

 

De acordo com a imprensa inglesa, a Fox Sports recuperou mais da metade dos US$ 485 milhões investidos nos direitos de transmissão da Copa apenas com a comercialização desses espaços publicitários.

 

Outro ponto de desgaste foi o preço dos ingressos para a decisão. Segundo a imprensa americana, o valor médio das entradas para Argentina x Espanha chegou a US$ 11 mil, cerca de R$ 55,9 mil, colocando a final entre os eventos esportivos mais caros já realizados nos Estados Unidos.

 

A Fifa também pretende comercializar pedaços do gramado utilizado na final. Cada unidade deverá custar US$ 450, aproximadamente R$ 2.286. Caso todas as peças sejam vendidas, a expectativa é de arrecadação próxima de US$ 11 milhões, o equivalente a R$ 55,9 milhões.

Argentina pode ser punida pela Fifa após exibir faixa sobre as Malvinas
Foto: X / @updatecultura

A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 pode render problemas. Após a vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, os jogadores argentinos celebraram diante da torcida exibindo uma faixa com a frase "Las Malvinas son argentinas" ("As Malvinas são argentinas"), tema considerado político pela Fifa.

 

A mensagem foi estendida no gramado logo após o apito final e rapidamente ganhou repercussão internacional por fazer referência à disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, conhecidas pelos britânicos como Falklands.

 

O gesto, porém, contraria o Código Disciplinar da Fifa, que proíbe manifestações de cunho político, ideológico ou religioso em competições organizadas pela entidade. O regulamento estabelece que federações e clubes podem ser responsabilizados por mensagens consideradas incompatíveis com o ambiente esportivo.

 

Entre as punições previstas estão advertências, multas, devolução de premiações e, em situações mais graves, até a retirada de títulos conquistados em competições oficiais.

 

Além da faixa exibida após a partida, a seleção argentina também pode ser analisada por outro episódio ocorrido antes da bola rolar. Durante a execução do hino inglês, torcedores argentinos presentes no estádio cantaram músicas para abafar a cerimônia, incluindo o tradicional coro "quem não pula é inglês".

 

De acordo com o regulamento disciplinar da Fifa, comportamentos que interfiram na execução dos hinos nacionais também podem resultar em sanções financeiras para as associações envolvidas.

 

A possível investigação acontece justamente às vésperas da decisão do Mundial. A Argentina enfrenta a Espanha no próximo domingo, às 18h, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em busca do tetracampeonato mundial.

 

Caso conquiste o título, a equipe comandada por Lionel Scaloni poderá alcançar um feito que não acontece há mais de seis décadas: vencer duas Copas do Mundo consecutivas.

 

ENTENDA A HISTÓRIA
A frase exibida pelos jogadores remete à disputa territorial entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. O arquipélago está sob controle britânico desde 1833, mas continua sendo reivindicado pelo governo argentino.

 

A tensão atingiu seu ponto máximo em 1982, quando os dois países entraram em guerra pelo território. O conflito durou 74 dias e terminou com a vitória britânica. Ao todo, morreram 907 pessoas, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis que viviam nas ilhas.

 

Mais de quatro décadas depois, a soberania das Malvinas segue sendo um dos temas mais sensíveis da política externa argentina, motivo pelo qual manifestações relacionadas ao assunto costumam ser tratadas pela Fifa como mensagens de caráter político.

De virada, Argentina vence a Inglaterra e enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo
Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion

Lautaro Martínez saiu do banco de reservas para selar a grande virada da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira (15), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. Gordon abriu o placar para os Three Lions, mas a seleção sul-americana buscou uma reação espetacular na reta final do confronto, adiando por mais quatro anos o sonho inglês de levar o futebol de volta para casa.

 

O futebol bem jogado foi um detalhe na primeira etapa do aguardado duelo desta tarde. A primeira finalização, sem grande perigo, saiu apenas aos 32 minutos, em um cabeceio para fora do zagueiro Stones, da Inglaterra, após cobrança de falta na área.

 

Se faltou emoção com a bola rolando, sobrou rispidez nas divididas. Foram sete faltas cometidas pelos ingleses e 12 pelos argentinos. O primeiro tempo terminou sem nenhum chute no alvo e com apenas três tentativas de finalização no total: duas da Argentina e uma da Inglaterra.

 

Toda a emoção reservada para os 45 minutos finais da partida acabou definindo os rumos das duas seleções no Mundial de forma dramática. A Argentina começou bem o segundo tempo, mas a melhora foi interrompida por um longo lançamento pela lateral para Rogers, que deu o passe para Gordon abrir o placar.

 

Mas os argentinos não se acomodaram e cercaram a área da Inglaterra. Foram algumas chances até o empate. A bola chegou aos pés de Enzo Fernández e, na sobra do escanteio, o meio-campista mandou um chutaço direto para o fundo da rede.

 

Com um futebol irresistível, os alvicelestes pressionaram até conquistar a virada. Lionel Messi apareceu para mandar a bola para Lautaro Martínez. Um 2 a 1 que transformou Atlanta em Buenos Aires.

 

Com o resultado positivo, a Argentina vai à sua segunda final de Copa do Mundo seguida e sonha em conquistar a quarta estrela. A equipe entra em campo contra a Espanha para disputar a grande final da Copa do Mundo no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília).

Árbitro cortado da Copa do Mundo por acusação de abuso sexual morre aos 38 anos
Foto: Reprodução/Instagram (@knvb)

O árbitro holandês Rob Dieperink morreu aos 38 anos, informou a Real Federação Holandesa de Futebol (KNVB). A entidade não divulgou a causa da morte.

 

Inicialmente selecionado para integrar a equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026, Dieperink foi retirado da relação após ser alvo de uma investigação por suspeita de abuso sexual contra um adolescente de 17 anos. O inquérito, entretanto, foi posteriormente arquivado por falta de provas.

 

Em abril, o árbitro chegou a ser preso em Londres depois de atuar na partida entre Crystal Palace e Fiorentina, válida pela Liga Conferência. O episódio levou a Fifa a excluí-lo da lista de árbitros do Mundial.

 

Após o encerramento da investigação, Dieperink afirmou que colaborou com as autoridades durante todo o processo e manifestou insatisfação com a decisão da Fifa de mantê-lo fora da Copa do Mundo, mesmo após o arquivamento do caso.

 

Em nota oficial, a KNVB lamentou a morte do árbitro e destacou que ele era um profissional respeitado e um colega dedicado.

Claus agradece apoio “nos momentos de alegria e nos desafios” após polêmicas do caso Balogun
Foto: Carmen Mandato/Fifa

Um dos representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2026, Raphael Claus agradeceu as mensagens de apoio após as polêmicas do caso Balogun. Por meio das redes sociais, nesta terça-feira (14), o juiz enfatizou que atuar no torneio é a concretização de um sonho e ressaltou a honra em representar as instituições, agradecendo "pela confiança e apoio".

 

"Sou muito grato a Deus por me permitir viver, mais uma vez, esse sonho. Minha gratidão às instituições que tenho a honra de representar pela confiança e pelo apoio. À minha família, que é meu alicerce, minha força e meu porto seguro. Obrigado a todos que dedicaram um tempo para me enviar uma mensagem tanto nos momentos de alegria quanto nos desafios. Meu muito obrigado!", escreveu o árbitro.

 

 

ENTENDA O CASO
Durante a fase eliminatória do Mundial, Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina se enfrentaram nos 16 avos de final. Na partida, o atacante americano Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro depois de pisar no calcanhar do adversário Tarik Muharemovi?.

 

Com a suspensão automática prevista no regulamento, o jogador não deveria ter entrado em campo contra a Bélgica nas oitavas de final, mas a decisão foi revertida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), o que gerou protestos e falas acaloradas de Trump a favor da revogação da punição.

 

“Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: 'Isso é muito grave.' Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso”, afirmou Trump.

 

O que mais atiçou a torcida brasileira foi o presidente norte-americano afirmar que Claus seria um árbitro “um pouco suspeito”.

 

“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, declarou.

 

Trump ainda chegou a afirmar que havia feito o pedido de revisão diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

 

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, disse.

 

Em comunicado, Infantino confirmou a conversa com Trump, mas tentou desvincular a decisão do comitê da influência do presidente americano. A Fifa também divulgou um posicionamento oficial em defesa do árbitro brasileiro. Em nota, a entidade reconheceu Claus como "um dos principais árbitros profissionais do mundo" e disse manter "total confiança" em seu trabalho.

Conmebol anuncia novas regras do futebol que serão adotadas pela entidade; “Lei Vini Jr.” foi descartada
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou, nesta terça-feira (14), as novas regras do futebol que serão adotadas pela entidade a partir de julho, quando as competições voltarem a ser disputadas. As mudanças foram aprovadas em fevereiro pela International Football Association Board (IFAB), organização que escreve as leis do futebol há mais de 140 anos.

 

Entretanto, a Conmebol, assim como a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), anunciou que a norma que pune com expulsão os jogadores que tapam a boca em discussões com adversários, popularmente conhecida como "Lei Vini Jr.", não será implementada. A regra não é obrigatória em todas as competições.

 

A ideia das novas regras é combater a cera e deixar o jogo mais dinâmico. As novidades já entraram em campo nos amistosos pré-Copa e estão em vigor em todos os jogos do Mundial. Além disso, vão entrar em prática na maioria dos torneios pelo mundo a partir de julho.

 

No âmbito da Conmebol, as medidas atingem as competições organizadas pela entidade, como as Copas Libertadores e Sul-Americana.

 

CONFIRA AS MUDANÇAS ABAIXO
1. Cinco segundos para cobrar o lateral

Quando o árbitro perceber que uma cobrança de lateral está sendo atrasada propositalmente, ele deverá apitar e abrir uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão. Se o tempo se esgotar e o arremesso não for executado, a posse de bola passa para o adversário

 

2. Cinco segundos para cobrar o tiro de meta
Seguindo a ideia descrita acima, quando o árbitro perceber que uma cobrança de tiro de meta está sendo propositalmente atrasada, ele deverá apitar e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão.Caso o jogador não realize a cobrança, o lance será revertido em escanteio para o time adversário.

 

3. Dez segundos para sair de campo na substituição
O jogador a ser substituído terá 10 segundos para deixar o campo após o quarto árbitro erguer a placa que indica a alteração. O árbitro irá indicar a contagem dos últimos cinco segundos com a mão levantada. Em caso de atraso do substituído, o jogador substituto deverá aguardar um minuto para entrar em campo, deixando o time infrator com um jogador a menos durante esse tempo. A exceção se aplica ao jogador lesionado que claramente não tenha condições de sair de campo

 

4. Um minuto fora de campo em caso de atendimento médico
Os jogadores que passarem por atendimento médico fora do campo precisarão aguardar pelo menos 60 segundos para voltar a campo, deixando o time com um a menos durante esse tempo.

 

5. VAR com mais poder de ação
Até a Copa do Mundo, o VAR só poderia intervir na partida em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o poder de ação foi ampliado, podendo intervir quando um escanteio for marcado de forma incorreta e quando o árbitro aplica por engano um segundo cartão amarelo que expulsaria o jogador. Dessa forma, o árbitro agirá diretamente com o juíz do campo, sem que ele precise revisar o lance no monitor à beira do campo. 

Balogun admite que polêmica com Fifa e Trump afetou clima dos EUA antes da eliminação na Copa do Mundo
Foto: Instagram / @balogun

A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.

 

Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.

 

"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.

 

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.

 

A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.

 

Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.

 

"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.

 

Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.

 

A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.

 

O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.

 

"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.

 

A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente. 

Fifa fará minuto de silêncio antes de França x Espanha em homenagem às vítimas de atentado em Nice
Foto: Divulgação

A semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre França e Espanha terá um minuto de silêncio antes de a bola rolar. Segundo informações do correspondente do Bahia Notícias nos Estados Unidos, Leonardo Baran, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, atendeu a um pedido do presidente francês Emmanuel Macron para que a homenagem fosse realizada.

 

A partida será disputada nesta terça-feira (14), às 16h, no horário de Brasília, e vale uma vaga na final do Mundial. O gesto antes do jogo será dedicado às vítimas do atentado de Nice, que completa dez anos nesta terça.

 

O ataque aconteceu em 14 de julho de 2016, durante as comemorações do Dia Nacional da França, também conhecido como Dia da Queda da Bastilha. Na ocasião, um caminhão avançou contra a multidão que celebrava a data na Promenade des Anglais, em Nice.

 

Ao todo, 86 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. O atentado marcou uma das maiores tragédias recentes da França e voltou a ser lembrado no dia em que a seleção francesa entra em campo por uma vaga na decisão da Copa.

 

A França enfrenta a Espanha pela primeira semifinal do torneio. Quem vencer avança para a final e enfrentará o classificado do duelo entre Inglaterra e Argentina, marcado para quarta-feira (15).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Ricardo Stuckert

"Eu vou continuar governando ao lado do presidente Lula. Vamos ter dois senadores, Rui Costa e Jaques Wagner, além de Otto que já está lá. Quero aproveitar e falar a notícia em primeira mão: Lula acabou de falar comigo, agora pouco, e confirmou a vinda nesta sexta-feira (28) para Salvador". 

 

Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao confirmar a presença do presidente Lula em um ato político em Salvador nesta sexta-feira (28). O anúncio foi feito durante entrevista a uma emissora da capital nesta terça-feira (25). 

Podcast

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