Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Notícia

Ameaça envolvendo Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, é relatada em súmula de jogo contra o Bahia

Por Thiago Tolentino

Foto: Reprodução / TVE Bahia / YouTube

Uma confusão generalizada marcou o encerramento da partida entre Juazeirense e Bahia, disputada no Estádio Adauto Moraes pela sétima rodada do Baianão 2026. Segundo o relato oficial da arbitragem, membros da comissão técnica, dirigentes e torcedores do Cancão de Fogo protagonizaram uma série de manifestações agressivas após o apito final, o que exigiu a intervenção imediata da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

 

 

De acordo com a súmula, o treinador da Juazeirense, Carlos Fernando Rabelo Barbosa, foi expulso com cartão vermelho logo após o término do jogo. O árbitro relatou que o técnico invadiu o campo e se dirigiu de forma hostil à equipe de arbitragem, fazendo gestos obscenos e proferindo ofensas diretas.

 

"Você não pode fazer isso, você prejudicou nosso time, seu safado. O Bahia não precisa disso, você é um ladrão!", teria gritado o comandante, conforme o documento. Após a manifestação, o treinador precisou ser contido por policiais e integrantes da própria equipe.

 

O relatório aponta ainda que dirigentes e torcedores também invadiram o gramado para protestar. Entre eles, foi identificado o presidente do clube, Roberto Carlos Leal, que passou a intimidar diretamente os árbitros.

 

"Vocês roubaram meu time, você não tem consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandar prender você porque eu sou autoridade!", disparou o dirigente, que também precisou ser contido pelo policiamento.

 

Outro nome citado no documento oficial foi o do diretor de futebol, Sérgio Fernandes dos Santos. Ele teria se aproximado da equipe de arbitragem com palavras ofensivas, afirmando: "Vocês roubaram a gente, seus safados. A gente trabalha a semana toda e você vem aqui fazer isso? Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados". Além dos dirigentes, o clima de insegurança aumentou quando pessoas não identificadas cercaram os árbitros, proferindo ameaças de morte e xingamentos, o que obrigou a polícia a escoltar a equipe de arbitragem para fora do campo.

 

Por fim, o árbitro justificou que os acréscimos aplicados durante a partida ocorreram devido às substituições, aos gols e às paradas técnicas para hidratação. O caso agora deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-BA), com base nas graves acusações relatadas na súmula.

 

Dentro de campo, a partida terminou empatada em 1 a 1, com gols de pênalti marcados por Everaldo, para o Bahia, e Adaílton Bravo, para a Juazeirense.