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O árbitro Anderson Daronco registrou na súmula da partida entre Botafogo e Flamengo, disputada na noite do último sábado (14), no Estádio Nilton Santos, ofensas proferidas pelo zagueiro Alexander Barboza após ser expulso. O confronto terminou com vitória rubro-negra por 3 a 0, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro Série A.
Segundo o relato do árbitro, Barboza recebeu cartão vermelho após cometer falta no atacante Pedro. Em seguida, o defensor teria se dirigido ao juiz com ofensas ainda dentro de campo.
"Após a expulsão, o atleta correu em minha direção e proferiu as seguintes palavras me ofendendo: "Tu és um desastre, um cagão, não foi falta". O mesmo teve que ser contido pelos seus companheiros. Informo ainda que no intervalo do jogo o mesmo atleta Alexander Barboza ficou esperando a equipe de arbitragem passar pela zona mista do estádio, partindo em nossa direção, sendo contido pelos seguranças do Botafogo, e proferiu as seguintes palavras ofendendo a arbitragem: "A la concha de tu madre (a v... da sua mãe)", descreveu Daronco.
Como ocorre em casos de expulsão em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol, o jogador será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, em data ainda a ser definida. O teor do relato pode resultar em punição por desrespeito à arbitragem.
Na súmula, Daronco também mencionou ofensas de dois dirigentes do Botafogo durante o intervalo da partida: o coordenador de futebol Joel Carli e o diretor de coordenação de futebol Léo Coelho.
"Relato que no intervalo da partida, enquanto a equipe de arbitragem passava pela zona mista, o diretor do Botafogo, o senhor Mauro Joel Carli, partiu em direção da arbitragem e proferiu as seguintes palavras de forma ostensiva, nos ofendendo: "O que tu marcou naquela falta? Só marca para um lado, ladrão". O mesmo teve que ser contido pelos seguranças do Botafogo", informou.
"Informo também que no intervalo da partida, no mesmo momento em que passávamos na zona mista, o diretor do Botafogo, senhor Léo Coelho, partiu para cima da equipe de arbitragem gritando de forma ostensiva nos ofendendo com as seguintes: "O que tu marcou naquela falta? Seu arrogante". O mesmo só não teve acesso físico com a equipe de arbitragem em virtude das grades de proteção da zona mista", relatou.
Assim como o zagueiro Alexander Barboza, os dois dirigentes também deverão ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva quando a audiência for marcada.
Uma confusão generalizada marcou o encerramento da partida entre Juazeirense e Bahia, disputada no Estádio Adauto Moraes pela sétima rodada do Baianão 2026. Segundo o relato oficial da arbitragem, membros da comissão técnica, dirigentes e torcedores do Cancão de Fogo protagonizaram uma série de manifestações agressivas após o apito final, o que exigiu a intervenção imediata da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
:arrow_forward: Ameaça envolvendo Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, é relatada em súmula de jogo contra o Bahia
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 9, 2026
Confira :arrow_heading_down: pic.twitter.com/OGbilShWjH
De acordo com a súmula, o treinador da Juazeirense, Carlos Fernando Rabelo Barbosa, foi expulso com cartão vermelho logo após o término do jogo. O árbitro relatou que o técnico invadiu o campo e se dirigiu de forma hostil à equipe de arbitragem, fazendo gestos obscenos e proferindo ofensas diretas.
"Você não pode fazer isso, você prejudicou nosso time, seu safado. O Bahia não precisa disso, você é um ladrão!", teria gritado o comandante, conforme o documento. Após a manifestação, o treinador precisou ser contido por policiais e integrantes da própria equipe.
O relatório aponta ainda que dirigentes e torcedores também invadiram o gramado para protestar. Entre eles, foi identificado o presidente do clube, Roberto Carlos Leal, que passou a intimidar diretamente os árbitros.
"Vocês roubaram meu time, você não tem consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandar prender você porque eu sou autoridade!", disparou o dirigente, que também precisou ser contido pelo policiamento.
Outro nome citado no documento oficial foi o do diretor de futebol, Sérgio Fernandes dos Santos. Ele teria se aproximado da equipe de arbitragem com palavras ofensivas, afirmando: "Vocês roubaram a gente, seus safados. A gente trabalha a semana toda e você vem aqui fazer isso? Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados". Além dos dirigentes, o clima de insegurança aumentou quando pessoas não identificadas cercaram os árbitros, proferindo ameaças de morte e xingamentos, o que obrigou a polícia a escoltar a equipe de arbitragem para fora do campo.
Por fim, o árbitro justificou que os acréscimos aplicados durante a partida ocorreram devido às substituições, aos gols e às paradas técnicas para hidratação. O caso agora deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-BA), com base nas graves acusações relatadas na súmula.
Dentro de campo, a partida terminou empatada em 1 a 1, com gols de pênalti marcados por Everaldo, para o Bahia, e Adaílton Bravo, para a Juazeirense.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) publicou 43 novas súmulas emanadas da Turma de Uniformização de Jurisprudência das Turmas Recursais do Judiciário baiano.
Entre os novos verbetes destaca-se a súmula nº 30, em que as Turmas Recursais dos Juizados Especiais consolidam o entendimento de que “a usurpação do tempo do consumidor na tentativa de solucionar, extrajudicialmente, problema a que não deu causa, pode caracterizar, a depender das circunstâncias do caso concreto, o denominado ‘desvio produtivo’, do que decorre o dever de indenizar pelo dano causado”.
A decisão unânime ocorreu em sessão ordinária da Turma de Uniformização de Jurisprudência das Turmas Recursais da Bahia no mês de julho, presidida pela desembargadora Ivete Caldas Silva Freitas Muniz e integrada pelos juízes Sandra Sousa do Nascimento Moreno, Maria Lúcia Coelho Matos, Ivana Carvalho Silva Fernandes, Martha Cavalcanti Silva de Oliveira, Rosalvo Augusto Vieira da Silva e Ana Conceição Barbuda Sanches Guimarães Ferreira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Não está no script".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao negar a possibilidade de afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, após citação nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), o petista disse ao Bahia Notícias que nenhum afastamento vai ocorrer “sem motivação concreta”.