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Salvador é escolhida como destino final da regata transatlântica Mini Transat

Por Redação

Foto: Jefferson Peixoto / Secom

Salvador foi escolhida como cidade brasileira de chegada da Mini Transat, uma das mais tradicionais competições internacionais de vela oceânica. A regata conecta a Europa à América do Sul e, na edição de 2027, reunirá 90 velejadores, que partirão de La Rochelle, na França, com destino à capital baiana, após uma escala nas Ilhas Canárias.

 

A largada está prevista para setembro de 2027. A duração da travessia varia conforme as condições meteorológicas, mas o percurso costuma ser concluído em cerca de quatro semanas, atravessando o Oceano Atlântico em uma das rotas mais desafiadoras da navegação esportiva.

 

À frente da Secretaria Municipal do Mar (Semar), Duda Lomanto destaca que a chegada da Mini Transat reforça a estratégia da cidade de investir no setor náutico e ampliar sua projeção internacional.

 

"Salvador vai sediar uma regata internacional. Isso demonstra o compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento da cultura náutica na cidade, que é o principal desafio da Semar. Vamos receber os competidores do jeito caloroso que só Salvador sabe fazer", afirma.

 

Segundo a secretária, a maioria dos participantes da prova é formada por jovens velejadores amadores, e a Mini Transat é reconhecida no meio esportivo como uma etapa de formação para grandes navegadores, muitos deles futuros nomes da vela oceânica profissional.

 

O local onde as embarcações irão atracar em Salvador ainda está em fase de definição. A Semar avalia tanto a construção de uma nova marina molhada quanto a utilização de estruturas já existentes na cidade.

 

Paralelamente, a Prefeitura pretende transformar a chegada da regata em um evento que vá além do aspecto esportivo. Para isso, a Semar atuará em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) na elaboração de uma programação especial.

 

"O objetivo é desenvolver ações para os competidores, seus familiares e a imprensa local, nacional e internacional que acompanhará a competição. Estamos falando de um evento que vai gerar emprego e renda", aponta.

 

Criada em 1977, a Mini Transat é disputada sempre em anos ímpares e se consolidou como uma das provas mais exigentes da vela mundial. As embarcações da Classe Mini possuem apenas 6,5 metros de comprimento, o que transforma a competição em um verdadeiro teste físico, mental e técnico.

 

Os velejadores competem sozinhos, sem apoio externo, sem roteamento meteorológico e sem comunicação de longa distância via satélite, exceto em situações de emergência.

 

Além do desafio esportivo, a Mini Transat também incorpora metas ambientais. Em alinhamento com a política de sustentabilidade de La Rochelle, a organização assumiu o compromisso de reduzir pela metade a pegada de carbono do evento entre as edições de 2027 e 2029, por meio da diminuição e compensação das emissões de gases de efeito estufa.