Colégio Anchieta aposta em pensamento crítico para preparar alunos para a era da inteligência artificial
Com o avanço da inteligência artificial e o acesso cada vez mais rápido à informação, as escolas precisam repensar a forma de ensinar. No Colégio Anchieta, da Inspira Rede de Educadores, o desafio é preparar os estudantes não apenas para encontrar respostas, mas também para questionar, interpretar informações e construir conhecimento com autonomia.
O cenário já faz parte da rotina escolar. Segundo a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada dez estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares.
Para Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, a tecnologia amplia o acesso ao conhecimento, mas não substitui o desenvolvimento do pensamento crítico. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes”, afirma.
A proposta da instituição acompanha as mudanças no perfil dos alunos, especialmente da chamada Geração Alpha, que cresceu em contato constante com dispositivos digitais e diferentes formatos de conteúdo. Nesse contexto, competências como criatividade, concentração, comunicação, colaboração e inteligência emocional passam a ter um papel cada vez mais importante na formação.
“A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, pontua Castilho.
No Anchieta, a inteligência artificial é vista como uma ferramenta que pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, desde que utilizada com orientação e objetivos pedagógicos definidos. A mudança também envolve os professores, que precisam acompanhar as transformações tecnológicas e incorporar novas estratégias ao cotidiano escolar.
“Nossa proposta é utilizar ferramentas que possam dinamizar o aprendizado e ampliar as possibilidades de interação dos estudantes com os conteúdos, sempre com intencionalidade pedagógica. Ao mesmo tempo, entendemos que não basta oferecer novas tecnologias aos alunos: é fundamental investir na formação contínua do corpo docente”, destaca o diretor regional.
A aposta é que o uso consciente da tecnologia caminhe ao lado de uma formação que preserve justamente aquilo que a inteligência artificial não substitui: a capacidade de pensar, criar, questionar, tomar decisões e lidar com situações reais.
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