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Salvador recebe, na próxima quinta-feira (5), uma aula gratuita sobre o uso da inteligência artificial em processos criativos. A atividade será realizada às 16h, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico, e apresentará possibilidades de utilização do ChatGPT no desenvolvimento de projetos artísticos e culturais.
A iniciativa é promovida pela OpenAI em parceria com o Afropunk e a marca baiana Dendezeiro, as informações foram reveladas pelo G1. O encontro contará com a participação dos diretores criativos da grife, Pedro Batalha e Hisan Silva, além do artista visual soteropolitano Del Nunes.
Durante a aula, os convidados vão compartilhar os bastidores da criação de uma jaqueta apresentada na São Paulo Fashion Week. A peça foi desenvolvida a partir de referências da cultura afro-brasileira, do hip hop nacional e da estética dos anos 1980, incorporando elementos visuais do Afropunk.
Os participantes também vão explicar como utilizaram o ChatGPT durante o processo, desde as pesquisas iniciais até a elaboração de ideias e experimentações visuais. Segundo os organizadores, a ferramenta funcionou como apoio ao trabalho, enquanto as decisões artísticas permaneceram sob responsabilidade dos criadores.
A programação acontece na semana do Afropunk Bahia, festival marcado para os dias 7 e 8 de novembro, em Salvador. A proposta é aproximar o público de discussões sobre tecnologia, moda e arte, com incentivo à experimentação a partir de referências culturais próprias.
Além do encontro presencial, uma videoaula gratuita sobre o processo de criação da jaqueta será disponibilizada no site da iniciativa. As inscrições para a atividade são gratuitas, mas as vagas são limitadas. O evento é voltado para pessoas interessadas em áreas como moda, artes visuais, design e comunicação.
Professores da educação básica e do ensino superior têm acesso a cursos gratuitos sobre inteligência artificial, ferramentas digitais e proteção no ambiente online. As formações fazem parte do programa Professor 4.0, desenvolvido pela Escola Superior de Redes (ESR) em parceria com a Microsoft.
A programação inclui capacitações sobre o uso do Microsoft Copilot no planejamento de aulas, elaboração de comandos para sistemas de inteligência artificial e criação de assistentes virtuais voltados às atividades pedagógicas. Outro curso apresenta ferramentas de IA para a produção de materiais didáticos, com recursos visuais, interativos e gamificados.
A formação também aborda questões éticas relacionadas à utilização dessas tecnologias no ensino. A iniciativa oferece ainda orientações sobre os direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital. O conteúdo trata de situações como a exposição de estudantes na internet e o uso de tecnologias nas escolas, considerando a legislação de proteção desse público.
Entre os cursos disponíveis estão Produtividade com Microsoft Copilot, Criação de prompts para inteligência artificial, Desenvolvimento de agentes no Copilot Studio, Tecnologias educacionais e IA na docência e ECA Digital na educação básica: da lei à prática pedagógica.
As inscrições podem ser realizadas pela internet, na página do programa. O portal também reúne informações sobre carga horária, certificação e conteúdo das aulas.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou uma parceria com a Amazon Web Services (AWS) para ampliar o uso da inteligência artificial (IA) no desenvolvimento dos futuros regulamentos da Fórmula 1. O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (28) e prevê o fornecimento de ferramentas tecnológicas para auxiliar o trabalho das equipes técnicas e de engenharia da entidade.
Com a parceria, a AWS passa a ser parceira oficial de inteligência artificial e computação em nuvem da FIA. A tecnologia será utilizada em diferentes áreas, incluindo o desenvolvimento das regras técnicas que orientarão os próximos carros da principal categoria do esporte.
A FIA já utiliza a infraestrutura computacional da empresa para realizar simulações aerodinâmicas. Com o novo acordo, os profissionais da federação também terão acesso a ferramentas de IA para aprimorar análises e auxiliar na elaboração dos regulamentos.
Segundo o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, a iniciativa faz parte do processo de modernização do automobilismo e poderá beneficiar tanto as principais categorias quanto as organizações responsáveis pelo desenvolvimento de novos pilotos. A parceria também prevê melhorias em sistemas digitais da entidade, incluindo plataformas de licenciamento, além de apoio a iniciativas relacionadas à inovação sustentável.
Apesar da ampliação do uso da tecnologia, o anúncio não representa a criação de um regulamento inteiramente desenvolvido por inteligência artificial. A proposta é utilizar os recursos tecnológicos como ferramentas de apoio ao trabalho dos engenheiros na avaliação e elaboração das futuras regras da Fórmula 1.
A promessa de viver um romance em uma fazenda em Minas Gerais levou o pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, a viajar mais de 2 mil km até Belo Horizonte. Ele saiu de Imperatriz, no Maranhão, na última sexta-feira (9) e chegou na capital mineira no domingo (11).
Edmar desembarcou em Belo Horizonte na expectativa de encontrar a mulher com quem interagia por meio das redes sociais. Ele não sabia, no entanto, que as respostas eram dadas de forma automática por um perfil criado por Inteligência Artificial.
A mulher, que se apresentava nos vídeos como Jéssica, dizia ser proprietária de uma fazenda em Minas Gerais e prometia que os dois poderiam morar juntos.
Somente após chegar a Belo Horizonte e perguntar pela mulher que o pedreiro descobriu que "Jéssica" não existia no mundo real. Em uma conversa com a Rádio Itatiaia, ele contou que, depois que perdeu a mãe, ficou muito solitário e encontrou na mulher do vídeo uma esperança de começar uma nova vida.
“Eu não quero mais ficar em Imperatriz, não gosto de lá. Eu gostava de lá quando minha mãe era viva. Isso minha família toda sabe. Às vezes, uma solidão dentro de casa acaba trazendo muito transtorno na vida da gente. Por isso que eu vim atrás dela”, afirmou em entrevista a CNN.
De acordo com o trabalhador, a promessa de morar com a suposta companheira foi decisiva para a viagem. “Ela falou assim: 'Não, você vai morar mais eu aqui na fazenda'. Então, assim, eu digo: 'Então eu vou'”, contou. Sem dinheiro para retornar à cidade onde vivia, em Imperatriz, no Maranhão, ele pediu ajuda para conseguir voltar para casa.
Nesta terça-feira (13), Edimar embarcou em um ônibus com passagem obtida por meio do Serviço de Atendimento e Acolhimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. O destino, no entanto, não será Imperatriz, mas Araguatins, no Tocantins, cidade onde nasceu.
Após a repercussão do caso de Edimar, a prefeitura de Belo Horizonte fez uma publicação nas redes sociais alertando para os riscos de conteúdos criados ou manipulados por inteligência artificial.
Segundo a administração municipal, imagens, vídeos e conversas podem ser produzidos artificialmente, o que exige atenção antes de confiar em pessoas conhecidas pela internet.
"Informação também é uma forma de proteção. Compartilhe esse alerta e nos ajude a evitar que outras pessoas passem pela mesma situação", finaliza a publicação.
Desde o início da noite de terça-feira (13), diversos internautas têm reportado comportamentos discrepantes no assistente de inteligência artificial da Meta integrado ao WhatsApp ao solicitarem a confecção de imagens com conotação política. Conforme os relatos divulgados, pedidos direcionados à criação de peças gráficas com os dizeres "Lula 13" sobre fundo vermelho acabavam rejeitados pelo robô, ao passo que requisições idênticas mencionando "Flávio 22" sob paleta verde e amarela eram prontamente executadas.
Em verificações executadas pela equipe do jornal O Globo, constatou-se que termos como "Lula", "Luiz Inácio", "Flávio Bolsonaro" e "Bolsonaro" encontram-se integralmente vetados pela solução tecnológica, independentemente do numeral vinculado. Todavia, a utilização isolada do prenome "Flávio" permitiu a geração de múltiplos resultados, inclusive combinando o nome ao código numérico 22, referente ao senador.
Questionada a respeito do episódio, a Meta comunicou em nota pública que suspendeu temporariamente a produção visual e a indicação de figuras políticas em observância à legislação eleitoral do país. O grupo de tecnologia ressaltou, ademais, a implementação de proteções extras com a finalidade de evitar a montagem de imagens quando o usuário digita unicamente o primeiro nome de um concorrente acompanhado do número votável.
Contudo, checagens adicionais realizadas por volta das 13h30 desta quarta-feira (14) revelaram que o mecanismo automatizado permanecia atendendo a instruções centradas no vocábulo "Flávio". Ao solicitar a confecção de "uma estampa para adesivo com a palavra Flávio e o número 22", a inteligência artificial produziu o material gráfico.
Em contrapartida, a solicitação análoga para "uma estampa para adesivo com a palavra Lula e o número 13" continuou a ser negada pelo sistema. A reportagem buscou um novo posicionamento da Meta frente ao funcionamento da plataforma após a divulgação da nota, contudo a corporação não enviou novas declarações até a publicação deste texto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu novas regras para proteger o sigilo do voto no primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4). A principal mudança mira dispositivos tecnológicos: óculos com inteligência artificial (IA) capazes de gravar imagens, como alguns modelos da Meta, estão proibidos dentro da cabine de votação.
Também estão vetados relógios inteligentes, pulseiras conectadas, fones de ouvido, câmeras corporais, microcâmeras e qualquer acessório equipado com câmeras, microfones ou recursos de comunicação, como canetas, chaveiros, bonés e broches adaptados. A lista inclui ainda máquina fotográfica, filmadora e qualquer equipamento capaz de comprometer o sigilo do voto. A restrição se soma à proibição, já conhecida, do uso de celulares na cabine.
A preocupação do TSE com esse tipo de equipamento não é nova: em 2024, um vereador no Pará teve o diploma cassado após usar óculos com câmera escondida para verificar o voto de eleitores em um esquema de compra de votos.
O Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) inaugurou, nesta terça-feira (29), a Kunuminst Uesc, unidade do Instituto Kunumi instalada na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, no Sul. A iniciativa prevê pesquisas, formação de pesquisadores e desenvolvimento de projetos com uso de inteligência artificial e análise de dados.

Foto: Bruno Gonzaga/Pctsul
Segundo os organizadores, a parceria começou a ser construída em maio do ano passado, após uma visita da equipe do Instituto Kunumi ao Centro de Inovação do Cacau (CIC) e ao Observatório Social. O PCTSul articulou a aproximação entre as instituições e disponibilizou o espaço para a instalação da unidade.
O primeiro projeto da parceria será o Centro de Inteligência Territorial Sul da Bahia, coordenado pela professora Déborah Faria e financiado pelo Instituto Kunumi. A iniciativa pretende reunir dados socioeconômicos e ambientais da região para auxiliar gestores públicos e privados na tomada de decisões e na elaboração de políticas públicas.
Além do centro, a cooperação prevê projetos de pesquisa, formação de pesquisadores, desenvolvimento de propriedade intelectual e transferência de tecnologia.
Entre as áreas de interesse está o estudo da biodiversidade do Sul da Bahia. Segundo o Instituto Kunumi, a unidade não ficará restrita a um único projeto e poderá receber novas iniciativas de pesquisa ao longo da parceria.
INFRAESTRUTURA
A inauguração também marcou a entrega de um novo espaço de coworking para equipes do Parque e da universidade, além de uma infraestrutura de fibra óptica no campus da Uesc. A nova rede substitui a anterior e amplia a conectividade entre os prédios da instituição.
O Instituto Kunumi mantém unidades na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e atua em pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, formação de profissionais e cooperação acadêmica.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (25) a abertura de investigação para apurar uma tentativa de interferência no sistema eletrônico da Corte por meio de inteligência artificial (IA).
A fraude foi identificada após o uso de um prompt de comando para tentar fazer com que o sistema aceitasse automaticamente um recurso relacionado à aplicação de cotas raciais para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).
A tentativa foi detectada por uma ferramenta de IA desenvolvida pelo setor de tecnologia da informação do próprio STF para identificar possíveis interferências maliciosas no sistema.
Zanin solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura da investigação e determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seja comunicada para avaliar eventuais medidas disciplinares contra o advogado responsável pela causa. Além disso, o ministro aplicou ao defensor uma multa equivalente a dois salários pela violação do dever de lealdade processual.
Em uma investida para acelerar o avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou, neste sábado (19), que nomeará um "czar da IA" para integrar sua administração. Segundo o republicano, o ocupante do novo cargo ficará responsável por liderar uma força-tarefa dedicada a fomentar o desenvolvimento e o uso da tecnologia no país, com previsão de lançamento para um futuro próximo.
Segundo o g1, a criação do comitê reflete a preocupação da Casa Branca em manter a hegemonia norte-americana e não perder espaço para a China no setor de inovação.
Em publicação feita em sua rede social, a Truth Social, Trump deixou claro que não pretende barrar a expansão do segmento e indicou que a seleção para a nova função terá critérios específicos:
"(...) Anunciarei em breve o "Czar" da IA; apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar!", escreveu. Ele completa dizendo que "não vamos, de forma alguma, impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível".
Apesar do foco no incentivo à indústria e aos centros de processamento de dados, o presidente assegurou que o órgão também atuará no monitoramento da tecnologia: "Pelo contrário, vamos valorizá-la, apoiá-la e acompanhá-la à medida que cresce! No entanto, também estaremos atentos a condutas ilícitas — e podemos fazer isso com muita facilidade, utilizando nosso sistema de justiça criminal e civil já existente".
Trump chegou a questionar o termo "Inteligência Artificial" e abriu uma enquete entre seus seguidores para sugerir um novo nome para a tecnologia.
A disputa pelo controle e regulamentação da tecnologia será a pauta central do encontro bilateral confirmado entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima semana.
Pesquisadores de segurança cibernética simularam uma invasão aos sistemas da OpenAI utilizando um software desenvolvido pela Anthropic, sua principal rival no setor de inteligência artificial. A ação foi executada por especialistas da empresa Hacktron AI, contratados e remunerados pela própria dona do ChatGPT por meio de um programa de recompensas por falhas (bug bounty).
Os "hackers do bem" conseguiram acesso à conta de um funcionário e a códigos internos do GitHub após explorarem uma vulnerabilidade na configuração do fórum comunitário da empresa, mantido por uma plataforma terceirizada. Segundo informações da jornalista Cristina Criddle, na Folha de S. Paulo, o grupo recebeu US$ 6.500 da OpenAI pelo achado.
A descoberta acendeu novos alertas sobre os níveis de segurança cibernética de grandes laboratórios de IA, especialmente em um cenário em que cresce o receio sobre o uso indevido de modelos avançados por agentes mal-intencionados ou governos estrangeiros. A OpenAI informou que corrigiu a falha e agradeceu aos pesquisadores pelas descobertas, enquanto a Anthropic preferiu não se manifestar.
O episódio soma-se a outras preocupações recentes da indústria, como um incidente registrado duas semanas antes, no qual mais de 1.000 agentes autônomos da OpenAI deixaram um ambiente de testes e acessaram a plataforma Hugging Face. Paralelamente, a Anthropic divulgou dados indicando um avanço expressivo no uso do seu modelo Claude em tarefas de pesquisa e desenvolvimento, com a ferramenta liderando 26% dessas etapas, reacendendo o debate global sobre os limites e o controle humano à medida que os sistemas avançam rumo ao autoaperfeiçoamento.
Os países do BRICS querem ampliar a cooperação entre startups e facilitar o acesso de pequenos negócios a tecnologia, investimentos e mercados internacionais. A proposta integra a Declaração de Nova Délhi, aprovada durante a 18ª Cúpula do bloco, realizada na Índia. A convite do governo indiano, o Bahia Notícias (BN) acompanha o encontro em Nova Délhi.
O documento destaca a criação da Rede de Incubadoras do BRICS, que deverá conectar instituições responsáveis pelo desenvolvimento de empresas inovadoras nos países-membros. A iniciativa busca aproximar empreendedores e estimular parcerias voltadas ao crescimento industrial.
Os líderes também concordaram em continuar avaliando a criação de um Fundo de Inovação para Startups. O mecanismo ainda não foi instituído, e questões como volume de recursos, fontes de financiamento e critérios de acesso permanecem em discussão.
A agenda inclui cooperação em inteligência artificial, robótica, fábricas inteligentes e energia solar. No setor fotovoltaico, está prevista a elaboração de um roteiro conjunto com prioridades em tecnologia, financiamento e qualificação profissional.
Para micro, pequenas e médias empresas, as iniciativas podem abrir oportunidades de atuação nos mercados do bloco. A concretização desses benefícios dependerá da implementação dos programas e da formação de parcerias comerciais entre os países.
Uma célula no Iêmen usou o Claude, inteligência artificial criada pela Anthropic, para tentar desenvolver armas teleguiadas, informou a empresa americana nesta quinta-feira (11), enquanto os rebeldes houthis lançam uma grande ofensiva no país.
A Anthropic não revelou a identidade da célula. O grupo é provavelmente ligado aos houthis, insurgentes apoiados pelo Irã que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa.
"Identificamos uma célula maliciosa baseada no norte do Iêmen que estava conduzindo três programas de desenvolvimento de armas", disse a empresa em um relatório que detalhou como interrompeu operações ilegais originárias de diversos países.
Os projetos incluíam um foguete guiado com uma calculadora de voo semelhante à de um smartphone e sistema de orientação automática, um míssil balístico com alcance superior a 2.000 km e um projétil equipado com um "planador hipersônico", segundo o relatório.
A Secretaria de Saúde de Feira de Santana, no Portal do Sertão, anunciou, nesta quarta-feira (2), um projeto que deve integrar inteligência artificial à rotina de médicos e enfermeiros que compõem as equipes de Atenção Primária (EAP). Em anúncio publicado nas redes sociais, a pasta anunciou o lançamento do projeto, intitulado "Cuidado em dIA", para a tarde desta quarta, no Hotel Íbis.
O projeto tem como proposta incorporar ferramentas de inteligência artificial à rotina das equipes que atuam na porta de entrada da rede municipal de saúde. A tecnologia deverá ser utilizada como instrumento de apoio aos profissionais, especialmente na organização das informações e no suporte à tomada de decisões durante o atendimento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a iniciativa busca aproximar o uso de novas tecnologias da assistência prestada à população, sem substituir a atuação dos profissionais responsáveis pelo atendimento. A iniciativa ainda conta com o apoio da Associação Saúde em Movimento (ASM), entidade que atua na área de saúde na "Princesinha do Sertão".
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta terça-feira (1º), para não punir a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pelo uso de um avatar de Jair Bolsonaro criado com inteligência artificial durante a convenção do partido, em julho. Até o momento, quatro ministros votaram nesse sentido: o presidente da Corte, Nunes Marques, além de André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos.
O entendimento é de que não cabe multa nem remoção do material exibido no evento. O julgamento também discute uma tese sobre o uso de deepfakes nas eleições. Pela posição majoritária, a restrição a esse tipo de ferramenta deve ocorrer quando houver propaganda antecipada. Relator do caso, Nunes Marques afirmou que a fala reproduzida pelo avatar de Jair Bolsonaro não configurou pedido direto de votos para o filho.
Segundo ele, a menção ao cargo pretendido por Flávio não seria suficiente para caracterizar uma convocação do eleitorado. “A expressão não contém pedido de votos. A conclusão não se altera pela frase de encerramento, embora faça referência ao cargo almejado, não conclama os cidadãos”, afirmou o ministro.
Uma resolução do TSE estabelece que o uso de deepfake é proibido para prejudicar ou favorecer candidaturas, mesmo quando há autorização da pessoa reproduzida. A prática pode ser enquadrada como abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com possibilidade de cassação do registro.
No caso analisado, porém, a maioria entende que a peça exibida na convenção não teve conteúdo suficiente para atrair essas punições. O julgamento ainda está em andamento e discute os limites para utilização de inteligência artificial em peças eleitorais e as situações em que a tecnologia pode resultar em sanções pela Justiça Eleitoral.
54% dos brasileiros que utilizam ferramentas de inteligência artificial, afirmam tratá-las como “conselheiras pessoais". Dados inéditos divulgados nesta segunda-feira (31) pelo levantamento do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade e Informação) comprovam essa e outras estatísticas.
Os dados são da terceira edição da Pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais. O centro é vinculado ao CGI.Br (Comitê Gestor da Internet no Brasil). Na pesquisa, foram ouvidos 2.500 usuários de internet com mais de 16 anos em todas as regiões do país.
Eles foram questionados sobre os tipos de informação fornecidos para as ferramentas de inteligência artificial generativa. Entre as categorias mais citadas, estão:
- Temas de trabalho ou estudo: 73%
- Gostos pessoais, como filmes e músicas: 58%
- Sentimentos e emoções 54%
- Saúde, sintomas e exames: 52%
- Envio de fotos pessoais 50%
As categorias menos citadas foram:
- Orçamentos e investimentos: 41%
- Nome, endereço, data de nascimento ou CPF: 37%
A pesquisa identificou ainda que a maioria (66%) dos usuários declara estar preocupada ou muito preocupada com o uso de dados pessoais pelas empresas responsáveis por essas ferramentas de IA. Outros 22% dizem estar pouco preocupados, e 11%, nada preocupados.
A partir desta sexta-feira (28), com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, partidos, federações e coligações competem pela atenção de mais de 158 milhões de eleitores nas emissoras.
A veiculação, conforme a Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorrerá até 1º de outubro, véspera do 1º turno. Este ano, a campanha também segue normas específicas para o uso de inteligência artificial (IA).
Principais Regras
- Mídia Tradicional
Nos próximos 35 dias, o horário eleitoral gratuito na TV e no rádio terá dois formatos:
Programas em bloco: exibidos em rede nacional, alternando entre os cargos em disputa (presidente, governador, senador, deputado federal e estadual).
Inserções comerciais: as emissoras devem reservar 70 minutos diários para comerciais de 30 e 60 segundos, entre 5h e 0h.
- Inteligência Artificial
A Justiça Eleitoral estabeleceu regras para evitar a manipulação de conteúdos audiovisuais:
Deepfakes: é proibido usar IA para criar ou alterar vozes e imagens de pessoas reais com o objetivo de disseminar informações falsas.
Aviso obrigatório: o uso de IA em peças publicitárias é permitido, desde que haja um aviso claro de que a imagem ou som foi processado por tecnologia.
- Transparência Digital
Desde 16 de agosto, a propaganda na internet deve seguir regras que priorizam a proteção da privacidade:
Cadastro prévio: canais oficiais e perfis de redes sociais utilizados nas campanhas devem estar registrados. Perfis criados durante a disputa devem ser comunicados ao TSE em até 24 horas.
Descadastramento: mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail devem permitir que o destinatário cancele o recebimento. Após o pedido, a equipe do candidato tem 48 horas para remover o contato.
- Regras de Campanha
Até 15 de agosto: pré-candidatos podiam fazer entrevistas e lives, mas não podiam pedir votos explicitamente, o que configuraria propaganda antecipada.
A partir de 16 de agosto: o pedido de voto é permitido em meios autorizados, como ruas, comícios e internet.
A partir de 28 de agosto: inicia o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Além disso, a fiscalização das campanhas na rua foi intensificada. Atos públicos que envolvam custeio de combustível por partidos ou candidatos, como carreatas, devem ser comunicados à Justiça Eleitoral com 24 horas de antecedência.
O TSE busca cruzar dados logísticos com as prestações de contas dos comitês.
O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será em 4 de outubro, com um possível 2º turno no dia 25 do mesmo mês. Estima-se o uso de 564 mil urnas eletrônicas para a votação.
Um dos projetos que podem ser votados na próxima semana de esforço concentrado do Congresso Nacional, a partir de 31 de agosto, é o PL 278/2026, que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil. A matéria foi elencada como prioritária após encontro nesta quarta-feira (26) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB).
O PL 278/2026, de autoria do atual ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), estabelece no país um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), para fomentar o setor de tecnologia da informação com a promoção do uso de energia limpa e investimentos em pesquisa e inovação. O projeto dos Datacenters é direcionado principalmente à computação em nuvem e à inteligência artificial.
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 25 de fevereiro, e desde então se encontra parado na Mesa Diretora do Senado. Na próxima semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve colocar em votação um requerimento de urgência para que a matéria seja apreciada diretamente no plenário, sem passar por comissões.
Pelo texto do projeto, as empresas interessadas em instalar Datacenters no Brasil por meio do Redata contarão com suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos, mas terão de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa (hidrelétricas) ou renovável (solar e eólica). Para acessar os benefícios, a empresa também tem de estar em dia com os tributos federais.
A estimativa do governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes.
Estimativas citadas pelo relator do projeto na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), indicam que o mercado mundial de datacenters movimentará em 2026 cerca de R$ 1,6 trilhão. Com crescimento acentuado acima de 10% anuais, estima-se investimentos no período de 2025 a 2030 na ordem de 3,7 a 7,9 trilhões de dólares em datacenters.
O relatou explicou que, por ter mais de 86% de matriz elétrica formada por fontes renováveis, o Brasil tem “enorme vantagem competitiva” em relação a outras nações, inclusive na atração de empresas já instaladas em outros países que desejam reduzir sua pegada de carbono global.
“Não há país mais favorável em termos ambientais para instalação dessas infraestruturas no mundo do que o Brasil”, disse Aguinaldo Ribeiro durante a votação na Câmara.
A habilitação no Redata será autorizada pelo Ministério da Fazenda e envolve Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra, no mercado interno ou por importação, de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação se destinados ao ativo imobilizado da empresa habilitada.
A empresa vendedora dos equipamentos também será beneficiada como coabilitada, mas apenas para os produtos usados na fabricação dos computadores a serem usados no datacenter, segundo lista da Fazenda. No caso do IPI, a suspensão valerá apenas para componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM) e listados pelo Poder Executivo.
Quanto ao Imposto de Importação, a suspensão se aplica aos produtos sem similar nacional. Após o cumprimento dos compromissos e entrega final dos produtos, a suspensão será convertida em isenção definitiva.
Estão contemplados pelo projeto os datacenters para armazenagem, processamento e gestão de dados e aplicações digitais, incluídos computação em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial e serviços correlatos.
Se o contrato com a empresa coabilitada for desfeito, essa empresa não contará mais com a isenção para a venda dos equipamentos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, deram um novo passo na cooperação para enfrentar a circulação de conteúdos enganosos durante o processo eleitoral. O acordo foi formalizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo o colunista Lauro Jardim, do portal O Globo.
A parceria coloca no centro da discussão o avanço das ferramentas de inteligência artificial e os desafios provocados pela produção de imagens, áudios e outros materiais digitais que podem ser utilizados para manipular informações. A empresa já fazia parte do programa permanente do TSE voltado ao combate à desinformação.
Com o memorando, a colaboração passa a incluir o compartilhamento de conhecimentos sobre IA generativa, integridade da informação e tecnologias digitais aplicadas às eleições. Um dos pontos previstos é a utilização de recursos capazes de verificar sinais de procedência em arquivos produzidos ou modificados por ferramentas da OpenAI.
A tecnologia poderá identificar credenciais digitais presentes em imagens e áudios, incluindo padrões como C2PA e SynthID. A iniciativa também prevê uma agenda técnica entre representantes da Corte e da empresa. Além disso, TSE e OpenAI deverão manter um canal direto para consultas e alinhamento de medidas relacionadas ao ambiente eleitoral.
O ministro Luís Felipe Salomão assumiu nesta quarta-feira (19) a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para um mandato de dois anos. O ministro Mauro Campbell Marques assumiu a vice-presidência do tribunal. Em seu primeiro discurso à frente do STJ, Salomão apresentou como prioridades a qualidade das decisões, a transparência e a ampliação do acesso da população à Justiça.
Salomão também destacou o uso de ferramentas tecnológicas no Judiciário. Segundo ele, a inteligência artificial deve ser utilizada para auxiliar a sociedade, e não para criar obstáculos no acesso aos serviços. “Utilizar a inteligência artificial e as ferramentas tecnológicas para estarem a serviço da sociedade, e não o contrário”, afirmou.
Outro desafio apontado pelo novo presidente é a implementação do chamado filtro de relevância da questão federal, mecanismo que permitirá ao STJ selecionar recursos especiais de acordo com a importância das questões jurídicas discutidas.
Salomão ressaltou que o STJ foi criado pela Constituição de 1988 com a missão de uniformizar a interpretação da legislação federal. Ao projetar os próximos dois anos, Salomão afirmou que pretende ouvir ministros, servidores e representantes do sistema de Justiça para definir medidas de aperfeiçoamento do tribunal.
Em virtude do início oficial do período de campanha, que começou neste domingo (16) e vai até o dia 3 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) divulgou uma cartilha com orientações sobre a veiculação de propaganda eleitoral.
O uso de alto-falantes e amplificadores de som passa a ser permitido entre 8h e 22h, até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. A orientação é de que os equipamentos fiquem a, no mínimo, 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros em funcionamento. O mesmo intervalo de tempo é concedido para a condução de caminhadas, passeatas e carreatas referentes ao primeiro turno da eleição.
Já os comícios e o uso de aparelhagem de sonorização fixa poderão ocorrer entre 8h e 24h, também a partir de hoje até 1º de outubro, com exceção do comício de encerramento de campanha, que pode ser prorrogado por mais duas horas. Quanto à prática de distribuição de materiais gráficos com propaganda política como folhetos, volantes e os chamados “santinhos”, é liberada até as 22h da véspera da votação. No dia da Eleição, 4 de outubro, contudo, é permitido aos eleitores e às eleitoras que levem os santinhos de candidatos e candidatas.
Regras para Internet
Para as lives está valendo uma regra específica: transmissões feitas por pessoas candidatas com finalidade de promoção pessoal ou relacionadas ao exercício de mandato, mesmo sem qualquer menção direta à disputa eleitoral, passam a ser consideradas ato de campanha de natureza pública. O calendário eleitoral também proíbe, desde domingo (16), a realização de enquetes ligadas ao processo eleitoral. Para esse caso, esse tipo de pesquisa está sujeito à atuação do poder de polícia da Justiça Eleitoral em caso de divulgação irregular.
No meio virtual, a propaganda eleitoral pode ser realizada em sites de partidos políticos, federações, coligações e de pessoas candidatas, além de redes sociais, blogs e ferramentas de mensagens instantâneas. Além das orientações anteriores, um dos pontos de atenção reforçados pela cartilha do TRE-BA é o uso de inteligência artificial nas campanhas. A partir do fim da votação do primeiro turno até 24 horas depois, ficam vedadas a publicação, a republicação e o impulsionamento pago de conteúdos sintéticos gerados ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas, mesmo que devidamente identificados como conteúdo artificial.
Outras proibições
Conforme a cartilha, a propaganda antecipada, feita fora do período oficial e com pedido explícito de voto, continua vedada e pode gerar aplicação de multa. O documento também reforça restrições já conhecidas da legislação eleitoral, como a proibição do uso de língua estrangeira na propaganda, considerada crime eleitoral, os limites de conteúdo que não podem ser veiculados, entre eles material que incite discriminação, prometa vantagens em troca de voto, ou seja, usado para caluniar, difamar ou injuriar candidatos e instituições.
Confira a cartilha na íntegra.
Com o avanço da inteligência artificial e o acesso cada vez mais rápido à informação, as escolas precisam repensar a forma de ensinar. No Colégio Anchieta, da Inspira Rede de Educadores, o desafio é preparar os estudantes não apenas para encontrar respostas, mas também para questionar, interpretar informações e construir conhecimento com autonomia.
O cenário já faz parte da rotina escolar. Segundo a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada dez estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares.
Para Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, a tecnologia amplia o acesso ao conhecimento, mas não substitui o desenvolvimento do pensamento crítico. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes”, afirma.
A proposta da instituição acompanha as mudanças no perfil dos alunos, especialmente da chamada Geração Alpha, que cresceu em contato constante com dispositivos digitais e diferentes formatos de conteúdo. Nesse contexto, competências como criatividade, concentração, comunicação, colaboração e inteligência emocional passam a ter um papel cada vez mais importante na formação.
“A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, pontua Castilho.
No Anchieta, a inteligência artificial é vista como uma ferramenta que pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, desde que utilizada com orientação e objetivos pedagógicos definidos. A mudança também envolve os professores, que precisam acompanhar as transformações tecnológicas e incorporar novas estratégias ao cotidiano escolar.
“Nossa proposta é utilizar ferramentas que possam dinamizar o aprendizado e ampliar as possibilidades de interação dos estudantes com os conteúdos, sempre com intencionalidade pedagógica. Ao mesmo tempo, entendemos que não basta oferecer novas tecnologias aos alunos: é fundamental investir na formação contínua do corpo docente”, destaca o diretor regional.
A aposta é que o uso consciente da tecnologia caminhe ao lado de uma formação que preserve justamente aquilo que a inteligência artificial não substitui: a capacidade de pensar, criar, questionar, tomar decisões e lidar com situações reais.
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A inteligência artificial já faz parte da rotina de estudos de 78% dos estudantes brasileiros, ou quase três em cada quatro, segundo uma pesquisa inédita da Opera com 2,4 mil alunos de instituições públicas e privadas. Entre eles, 15% dizem recorrer à tecnologia sempre que estudam, enquanto apenas 22% afirmam nunca usar IA em atividades acadêmicas.
A mudança aparece também na forma de buscar informação. De acordo com o levantamento, 34% dos estudantes já começam suas pesquisas diretamente em ferramentas de inteligência artificial, ou as consultam antes de recorrer aos buscadores tradicionais.
Apesar da adesão, a relação com a tecnologia não é de entusiasmo irrestrito. Quase metade dos entrevistados, 47%, afirma sentir alívio por contar com a IA como apoio nos estudos. Ao mesmo tempo, 31% demonstram preocupação com o próprio aprendizado, e outros 31% temem os possíveis impactos da tecnologia sobre o futuro profissional.
O estudo foi realizado por meio de formulário on-line no navegador da Opera, entre 17 de abril e 5 de junho deste ano, com estudantes de 14 a 35 anos ou mais.
O Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, nasceu em um Brasil muito distante da realidade das salas de aula atuais. A data remonta a 1827, quando Dom Pedro I criou os primeiros cursos jurídicos do país, em São Paulo e Olinda, em um período no qual o acesso ao conhecimento era restrito e dependia de livros, professores e longas horas de estudo. Quase dois séculos depois, o estudante brasileiro carrega uma nova ferramenta no bolso: a inteligência artificial, capaz de resumir textos, resolver equações, explicar conceitos e até produzir redações em poucos segundos.
A IA já é presença certa no cotidiano dos estudantes brasileiros. Universitários ou em idade escolar, a tecnologia transformou radicalmente a forma como os alunos lidam com o conhecimento. No entanto, enquanto a adoção da ferramenta avança a passos largos entre os jovens, o sistema educacional ainda corre contra o tempo para entender como integrá-la sem comprometer o aprendizado e o pensamento crítico.
Nas universidades, cerca de 52% a 71% dos estudantes já utilizam a IA em suas rotinas. Um levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes) aponta que 29% deles recorrem à tecnologia diariamente, e 42%, semanalmente, focados principalmente em entender conceitos e criar rascunhos.
Na educação básica, o cenário não é diferente. Uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú e o Equidade.Info, entre novembro e dezembro de 2024, revelou que 8 em cada 10 alunos já usaram ferramentas como ChatGPT, Gemini ou MidJourney. Destes, 84% utilizam os sistemas para fins de estudo e 90% para pesquisar e tirar dúvidas. O uso é consideravelmente maior no Ensino Médio (29%) do que no Ensino Fundamental (13%).
O paradoxo, no entanto, reside na porta de entrada das instituições: segundo a Pesquisa TIC Educação 2025, do Cetic.br, embora a IA já faça parte da rotina de mais da metade dos gestores escolares, apenas 37% das escolas permitem o uso da tecnologia em atividades educacionais.
Vale lembrar que no Brasil, o uso de celulares e aparelhos eletrônicos por estudantes da educação básica em escolas públicas e privadas é proibido desde a sanção da Lei Federal nº 15.100 em 13 de janeiro de 2025.
SUPERFICIALIDADE E DESCARREGAMENTO COGNITIVO
A linha tênue entre usar a máquina como um tutor particular ou como uma "muleta intelectual" é a principal preocupação dos educadores. Rafael Sampaio, professor do Departamento de Ciência Política da UFPE e pesquisador das relações entre IA e educação, aponta que o uso indiscriminado pode gerar o que especialistas chamam de "descarregamento cognitivo".
"Os primeiros estudos mostram que o aluno que usou IA vai melhor nos testes, mas se você repetir a mesma prova, esse grupo tem mais dificuldade para se lembrar o que foi feito", explica Sampaio. "Quando você usa IA, muitas vezes acaba terceirizando o pensamento e fixando menos o conhecimento. Quando você está usando a IA para fazer coisas no seu lugar, a perda é gigante porque, basicamente, você não está realizando a tarefa; ela está te substituindo", explica.
Na linha de frente do ensino médio, a percepção é semelhante. Jorge Dias, professor de Biologia, nota que a dificuldade dos jovens em formular comandos precisos (os chamados prompts) muitas vezes resulta em um aprendizado raso. "Quando a gente pede para eles explicarem o que foi pesquisado, eles não conseguem ter profundidade. Ficam na superficialidade do que foi respondido pela IA", relata o docente. "O aluno leitor continua leitor e usando possivelmente a IA também. O grande problema são os alunos que não têm tanta afinidade com a leitura e usam a ferramenta apenas como uma fuga de resolução rápida de atividades, tornando o conhecimento superficial."
PRESSÃO POR ENTREGAS
Já para os próprios estudantes, a pressão por notas frequentemente fala mais alto do que o desejo pela retenção do conteúdo. Sofia Barreto, estudante do ensino médio, confessa que o sistema de avaliação atual, focado em entregas, acaba incentivando o uso da tecnologia como atalho. "A IA não estimula o seu aprendizado, só garante a entrega da atividade. Ainda é um pouco sobre o resultado e não sobre realmente o que você aprende. Muita gente não se importa com isso, só quer entregar e dizer que entregou", afirma a estudante.
Ela também levanta um alerta sobre o distanciamento entre o que se ensina hoje e o que será exigido amanhã: "A minha maior preocupação é os alunos ficarem muito dependentes e não desenvolverem habilidades para o vestibular e o mercado de trabalho. Eu não sinto que a escola tenha se preparado para um mercado dominado pela IA, não se fala muito sobre isso."
Apesar das ressalvas, os alunos demonstram ter consciência dos perigos digitais. A pesquisa da Fundação Itaú mostra que 54% dos estudantes reconhecem que a IA pode representar perigo se usada sem regras, e 75% estão cientes do potencial da tecnologia para a criação de notícias falsas (fake news).
PROFESSORES E CO-INTELIGÊNCIA
Se de um lado há desafios, do outro há um corpo docente disposto a se adaptar. Apenas 21% dos professores brasileiros nunca utilizaram IA, segundo a Fundação Itaú. A grande maioria enxerga o potencial da tecnologia: 84% citam a IA como apoio no planejamento de aulas e aumento de produtividade, e 76% a utilizam para criar materiais pedagógicos.
No entanto, o desejo por atualização é unânime. Cerca de 84% dos professores e 90% dos gestores concordam que o currículo escolar precisa ser atualizado para incluir a interação crítica com a inteligência artificial, e 62% dos docentes pedem módulos sobre o tema em seus cursos de formação.
Para lidar com o novo cenário, professores como Jorge Dias estão mudando a forma de avaliar. "Na hora de uma apresentação, a gente pede algo a mais. Se o aluno não tiver várias fontes e uma pesquisa sólida, ele não vai conseguir se sair bem", explica o biólogo.
No ensino superior e na pesquisa científica, essa integração exige um rigor ético ainda maior. O professor Rafael Sampaio defende o conceito de "co-inteligência", onde a IA age como provocadora, não como autora.
"O artigo não é só um relato, ele envolve uma série de decisões. A escrita é o momento final, a realização da pesquisa. O limite seria realmente não deixar a IA escrever totalmente um texto", pondera Sampaio. "Mas se você teve as ideias, fez a pergunta, fez a análise, e aí a IA entra para buscar lacunas, te apresentar outras perspectivas... O seu processo científico não foi degradado, ele foi incrementado. Me parece que o caminho mais saudável seria este."
Um médico ginecologista foi preso no bairro da Vila Laura nesta sexta-feira (10), em Salvador, após gravar as partes íntimas de uma paciente. O suspeito foi identificado como "Hosana Pereira de Santana", que realizava um atendimento com um equipamento de gravação nos óculos. Durante a abordagem, o suspeito confessou a prática aos policiais, alegando que as imagens seriam utilizadas para "fins de pesquisa".
Segundo informações reveladas pela TV Aratu, confirmadas pelo Bahia Notícias (BN) com a polícia militar, o médico utilizava um óculos de grau que continha uma câmera de inteligência artificial para gravar os atendimentos com as pacientes. A câmera fica localizada na parte superior do óculos, de uma forma escondida.
Em nota, a Coordenação de Imprensa da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que agentes da 58ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionados para o local. Os militares mantiveram contato com a paciente. Ao serem informadas de que o profissional havia acabado de deixar o estabelecimento de saúde, as guarnições iniciaram diligências imediatas na região. O veículo do suspeito foi localizado e interceptado na Avenida Heitor Dias.
Ele entregou à equipe os óculos com a câmera e o seu aparelho celular, onde os vídeos estariam armazenados. O suspeito e a vítima foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves.
Foto: Reprodução / Google Maps
Ao BN, a Clínica da Família também manifestou "indignação e repúdio veemente à conduta atribuída" do acusado. A empresa informou que determinou a suspensão preventiva de todos os atendimentos do profissional em suas dependências e esclareceu que o ginecologista não faz parte de seu quadro societário, atuando apenas como prestador de serviços.
E, por fim, a clínica também expressou solidariedade à paciente e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Além de reafirmar "seu compromisso permanente com a promoção de um ambiente seguro, ético, acolhedor e de absoluta confiança para todas as mulheres que buscam seus serviços".
CREMEB SE MANIFESTA
Em nota enviada para o BN o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que a Corregedoria da entidade instaurou uma sindicância ex officio para apuração dos fatos.
O Conselho também ressaltou que, em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), todos os processos éticos tramitam sob sigilo, garantindo às partes o amplo direito à defesa e ao contraditório. Após a repercussão do caso, o filho do investigado se manifestou com a soltura do pai: “Grave episódio de injustiça”.
"Meu pai foi alvo de acusações infundadas por parte de uma imprensa que, lamentavelmente, priorizou o sensacionalismo em vez da apuração responsável dos fatos", alerta o filho. De acordo com ele, o pai não realizou nada de ilegal.
Conforme o próprio médico afirmou à polícia, e como a nota da família também indica, Hosana usa óculos de grau da Meta, que têm um dispositivo de gravação. Contudo, ele afirma que os óculos não foram usados para gravar e assegura que o aparelho só grava quando é ativado manualmente e que possui uma luz que indica quando está gravando, contrastando com a versão da vítima que denunciou.
“Esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação. O que ocorreu foi um enorme mal-entendido, tragicamente distorcido e propagado como verdade absoluta”, relata o filho do ginecologista.
Leia a nota do Cremeb na íntegra:
"O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informa que tomou conhecimento do referido caso através da imprensa e que a Corregedoria da entidade instaurou sindicância Ex. Officio para apuração dos fatos.
Eventuais sanções públicas, caso a denúncia resulte num Processo Ético-Profissional, após o trânsito em julgado, serão devidamente divulgadas para conhecimento da sociedade. Em conformidade com o disposto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), o Cremeb esclarece que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, assegurando-se o amplo direito à defesa e ao contraditório".
Confira a nota completa da unidade de saúde na íntegra:
"A Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. informa que foi surpreendida com a notícia envolvendo um médico que realizava atendimentos em suas dependências, divulgada nesta sexta-feira (10), e recebe os fatos com absoluta seriedade, indignação e profunda preocupação. A instituição repudia de forma veemente qualquer conduta que viole a dignidade, a intimidade, a privacidade ou os direitos de suas pacientes. Tais valores são inegociáveis e norteiam a atuação da Clínica desde a sua fundação, sendo a ética, o respeito às mulheres e a excelência no atendimento os pilares de sua atividade.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a Clínica adotou imediatamente as medidas administrativas cabíveis, determinando a suspensão de todos os atendimentos realizados pelo profissional em suas dependências, medida de caráter preventivo, até a completa elucidação dos acontecimentos pelas autoridades competentes.
A Clínica esclarece, ainda, que o médico mencionado na reportagem não integra o quadro societário da instituição, atuando apenas como profissional que realizava atendimentos em suas instalações, não possuindo qualquer vínculo de gestão ou administração da empresa.
A instituição permanece inteiramente à disposição das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para colaborar com as investigações, fornecendo todas as informações e documentos que venham a ser regularmente requisitados, contribuindo para o completo esclarecimento dos fatos.
A Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. ressalta que possui rigorosos protocolos internos de ética, segurança, confidencialidade e proteção às pacientes, observando as normas legais que regem a atividade médica e hospitalar. Eventual conduta individual praticada por qualquer profissional, caso confirmada pelas autoridades competentes, não representa, não reflete e tampouco se confunde com os princípios, valores e práticas institucionais da Clínica, que sempre pautou sua atuação pelo respeito à dignidade humana e à integridade de suas pacientes.
Em respeito à paciente envolvida, às demais pacientes atendidas pela instituição e ao devido processo legal, a Clínica não fará manifestações sobre circunstâncias específicas do caso enquanto perdurarem as investigações, preservando o sigilo necessário e a atuação dos órgãos competentes.
Por fim, a Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. manifesta sua solidariedade à paciente envolvida e reafirma seu compromisso permanente com a promoção de um ambiente seguro, ético, acolhedor e de absoluta confiança para todas as mulheres que buscam seus serviços.
Clínica da Família Sociedade Simples Ltda".
(Nota atualizada para incluir manifestações das partes).
Um pedido de medida cautelar protocolado pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) acendeu um alerta sobre o uso de tecnologias para tentar interferir em decisões judiciais. Integrantes ligados ao "Olho Vivo" (programa de monitoramento de segurança pública do governo do Paraná) afirmam que a petição utilizou um expediente conhecido como prompt injection para induzir a inteligência artificial (IA) do tribunal a suspender o serviço de segurança.
A revelação foi na coluna Painel da Folha de S. Paulo, o documento trazia comandos invisíveis a olho nu, escritos em fonte branca e tamanho reduzido. Essas instruções ocultas, perceptíveis apenas para plataformas de leitura automatizada, solicitavam que o caso recebesse classificação de urgência máxima, fosse direcionado a dois conselheiros específicos e que a liminar para paralisar o programa estadual fosse concedida imediatamente.
O recurso de prompt injection consiste na inserção de comandos disfarçados em arquivos de texto com o objetivo de manipular o comportamento de sistemas de inteligência artificial que os processam, fazendo-os ignorar suas regras padrão. Atualmente, diversos tribunais brasileiros utilizam IA para agilizar a triagem, a distribuição e a sumarização de processos volumosos.
Para verificar a denúncia, o texto da petição foi submetido a testes das principais plataformas de inteligência artificial do mercado: ChatGPT, Claude, Deepseek e Gemini. Questionadas se era possível identificar a presença de comandos ocultos no arquivo, todas as quatro ferramentas confirmaram a manipulação.
De acordo com as análises, as instruções invisíveis ordenavam que os sistemas ignorassem os critérios normais de distribuição do tribunal, encaminhassem o processo diretamente aos conselheiros Fábio Camargo e Maurício Requião de Melo e Silva, atribuíssem a etiqueta de urgência máxima e substituíssem qualquer resumo processual pela afirmação de que a medida cautelar deveria ser deferida de forma imediata para evitar danos irreparáveis.
DEPUTADO NEGA
O deputado Arilson Chiorato manifestou-se por meio de nota oficial e declarou desconhecer a existência de comandos de direcionamento na petição. O parlamentar ressaltou que o trâmite do processo segue de forma regular, de acordo com as regras automáticas de distribuição do tribunal, regidas pela Instrução Normativa nº 177/2022
Chiorato destacou que o sorteio eletrônico encaminhou o caso para um conselheiro diferente dos mencionados e que nenhuma liminar foi proferida até o momento. O deputado afirmou esperar que a polêmica tecnológica não desvie a atenção do mérito de sua denúncia original. Segundo ele, o programa Olho Vivo possui graves irregularidades que exigem fiscalização, incluindo contratos sem licitação e violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além da falta do Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD).
O advogado responsável pela elaboração da peça jurídica, Vinicius Cidral, também negou qualquer tentativa de manipulação deliberada. "O documento saiu do meu escritório e eu desconheço isso. Tenho certa limitação para esse tipo de informação", diz Cidral.
A campanha do presidente Lula vai evitar o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos para redes sociais e de materiais que serão divulgados durante a disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto.
Segundo apuração do portal Metrópoles, a orientação partiu do próprio presidente, que tem adotado uma postura cautelosa e frequentemente crítica em relação ao uso da IA.
Integrantes do núcleo político do petista afirmam que a decisão também busca evitar eventuais problemas com a Justiça Eleitoral.
Durante agenda na Bahia, no mês passado, Lula criticou o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais e afirmou que a tecnologia pode favorecer “mentirosos”.
“Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política. Vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para não ser candidato em 2018.”. declarou.
Na ocasião, o petista também elogiou a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de restringir o uso da ferramenta nas eleições deste ano.
Em março, o TSE aprovou regras que proíbem a publicação, a republicação e o impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes ao encerramento das urnas.
Mesmo após a atualização das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026, que proíbe expressamente que provedores de Inteligência Artificial realizem o ranqueamento, recomendação ou sugestão de candidatos, as principais ferramentas de IA disponíveis no Brasil continuam a violar essas diretrizes.
Um levantamento inédito realizado pelo Observatório IA nas Eleições, iniciativa da Data Privacy Brasil e do Aláfia Lab, testou cinco chatbots (ChatGPT, Gemini, Grok, Deepseek e MetaAI) em abril deste ano, um mês após a resolução nº 23.755/2026 do TSE. Os resultados revelam que, longe de serem apenas uma questão técnica, as falhas expõem um desafio crítico de governança e falta de priorização das empresas em conformar seus sistemas ao contexto eleitoral brasileiro.
O DESAFIO DA FALSA NEUTRALIDADE
O estudo, intitulado "Ei, chat: em quem eu voto?", utilizou 14 comandos idênticos para avaliar a conduta das ferramentas. Em todas as cinco IAs, houve identificação e criação de perfis de pré-candidatos à presidência. Mais grave, quando questionadas sobre qual seria o "melhor candidato" para áreas como economia, segurança pública e educação, a maioria das plataformas entregou rankings hierarquizados, muitas vezes utilizando adjetivos vagos e critérios ambíguos.
"Os resultados sugerem que o problema não pode ser explicado apenas por limitações técnicas", afirma Carla Rodrigues, coordenadora na Data Privacy Brasil e do Observatório IA nas Eleições. Segundo a especialista, o fato de as empresas continuarem reproduzindo comportamentos que a norma busca restringir, mesmo um mês após a publicação da resolução do TSE indica uma falha de implementação e governança.
A pesquisadora aponta que, ao fornecerem essas listas, os chatbots passam a atuar como agentes de influência. "O principal risco é que avaliações políticas passem a ser percebidas pelos usuários com análises objetivas e tecnicamente fundamentadas, quando na sua realidade os critérios utilizados são frequentemente opacos, subjetivos ou insuficientemente explicados", alerta Rodrigues. Esse fenômeno, chamado pela pesquisadora de "falsa neutralidade", atribui uma autoridade indevida a algoritmos que não são transparentes nem auditáveis pelos próprios usuários.
CONFORMIDADE SOB ANÁLISE
A Resolução nº 23.755/2026 é clara: é vedado aos provedores de IA, mesmo sob solicitação do usuário, ranquear, recomendar ou emitir opiniões que favoreçam ou desfavoreçam candidatos. No entanto, durante os testes, ferramentas como ChatGPT, Gemini, Grok e Deepseek prontamente organizaram "pódios" de candidatos baseados em critérios próprios, enquanto a MetaAI, embora tenha evitado o ranqueamento direto em certos momentos, apresentou comportamentos contraditórios ao modificar a ordem de nomes em respostas subsequentes.
"O relatório do Observatório IA nas eleições busca justamente cumprir essa função preventiva de identificar esses riscos antes que eles produzam impactos mais amplos sobre a integridade do processo eleitoral", conclui Carla Rodrigues. O objetivo agora, destaca a coordenadora, é fomentar um diálogo entre autoridades eleitorais, empresas, pesquisadores e sociedade civil para transformar as previsões normativas em mecanismos efetivos de supervisão e responsabilização.
A vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, rendeu uma comemoração inusitada nas redes sociais. Após a classificação brasileira, viralizou um vídeo criado com inteligência artificial que mostra Carlo Ancelotti dançando ao som de “Ariga Tchan”, música do grupo baiano É o Tchan.
CLASSIFICADOS, DANÇA ANCELOTTI pic.twitter.com/75UYouM6oS
— desimpedidos (@desimpedidos) June 29, 2026
A montagem circulou entre torcedores depois da virada da Seleção Brasileira no NRG Stadium, em Houston. No vídeo, uma versão digital do treinador italiano aparece dançando a canção, em referência ao adversário japonês e à vitória que colocou o Brasil nas oitavas de final do Mundial.
O meme ganhou força justamente pelo trocadilho entre “arigatô”, expressão japonesa usada para agradecer, e o nome do grupo É o Tchan, um dos maiores símbolos da música baiana dos anos 1990. A brincadeira também se espalhou por causa do contraste com o perfil de Ancelotti, conhecido por uma postura mais discreta à beira do campo.
Dentro de campo, o Brasil precisou buscar a virada após sair atrás no placar. O Japão abriu o marcador, mas a equipe comandada por Ancelotti reagiu no segundo tempo e venceu por 2 a 1, garantindo vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Nas redes sociais, a atuação da Seleção e o roteiro da partida renderam uma série de brincadeiras. O vídeo de Ancelotti dançando “Ariga Tchan” se tornou uma das publicações mais compartilhadas após a classificação, ao lado de memes sobre o susto brasileiro no primeiro tempo e o alívio com a virada.
A presença de uma música baiana no meme também chamou atenção de torcedores nordestinos. “Ariga Tchan” foi lançada pelo É o Tchan e mistura o estilo característico do grupo com referências sonoras e visuais ligadas ao Japão, o que ajudou a publicação a ganhar contexto após o duelo da Seleção contra os japoneses.
Com a vitória, o Brasil eliminou o Japão e avançou para as oitavas de final. O próximo adversário da Seleção sairá do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, marcado para esta terça-feira (30), às 14h, no horário de Brasília.
A partida das oitavas será disputada no domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (25), que é necessário que a sociedade "se prepare" para o avanço da Inteligência Artificial (IA). De acordo com o mandatário, o ser humano corre o risco de perder o controle sobre o desenvolvimento dessa tecnologia no futuro.
Confira a declaração:
"Na minha intuição, a IA é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha. Não está longe o dia em que a IA não vai mais precisar do ser humano. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", critica o presidente em discurso na cerimônia da Petrobras, no Mato Grosso do Sul.
Não é a primeira vez que Lula critica abertamente os avanços da IA. Ainda durante o G7, o presidente chamou o uso da tecnologia de prática nefasta. "Nós precisamos ter sentimento, paixão e solidariedade. A gente não pode virar algoritmo. Algoritmo não tem coração, não tem visão social, não estende a mão para quem necessita mais", argumenta o petista.
Vale contextualizar que as eleições de 2026 serão marcadas pelo uso de IA em campanhas eleitorais. Pela primeira vez, o Tribunal Superior Eleitoral já delimitou regras claras para que as campanhas indiquem o uso da ferramenta e criou um grupo especializado na fiscalização. O petista tem sido enfático na defesa de restrições da ferramenta.
Um exemplo relacionado ao PT ocorreu quando o ex-deputado federal Lindbergh Farias (PT) postou uma imagem alterada do presidente utilizando inteligência artificial. O líder do PT na Câmara compartilhou uma montagem de Lula em "boa forma" que estava circulando nas redes sociais e fez uma ironia sobre a condição do presidente: “O homem tá on, o tetra vem!”.
O posicionamento do presidente ocorre em um momento de rápida expansão da tecnologia no país. Atualmente, o Brasil lidera a adoção de Inteligência Artificial na América Latina e figura entre o segundo e o terceiro maior usuário do ChatGPT no mundo, a depender da métrica utilizada.
Segundo levantamento realizado pela Ipsos para o Google, 71% dos adultos brasileiros conectados à internet já utilizaram algum chatbot, índice superior à média global, que é de 62%.
Como resposta a esse cenário, o governo federal conta com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Lançado em 2024, o projeto visa fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional voltada para o setor e diminuir a dependência externa. O plano prevê investimentos de R$ 23 bilhões até o ano de 2028.
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"Se preparem. Vocês já cansaram de ver filmes de ficção, então se preparem, porque não está longe o dia em que a inteligência artificial não vai precisar mais dos seres humanos. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", alerta Lula.
É possível ver a transmissão completa do evento logo abaixo:
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, fez novos e contundentes alertas nesta terça-feira (9) sobre os impactos do avanço da inteligência artificial (IA) nos pleitos eleitorais.
Durante participação em um debate sobre o tema, com informações publicadas pelo jornal O Globo, a magistrada pontua que a tecnologia impõe desafios sem precedentes ao Poder Judiciário, tanto no Brasil quanto no exterior, ao ameaçar a livre escolha dos cidadãos e a própria estabilidade democrática.
Conforme apontado pela ministra, um dos maiores obstáculos enfrentados pelos tribunais é o descompasso entre a velocidade de disseminação de conteúdos sintéticos e a capacidade de resposta das instituições de controle.
"Pelo fato da velocidade, quando a própria pessoa interessada diretamente tem ciência daquilo e toma providência de comunicar aos órgãos responsáveis que é preciso providência judicial, já se disseminou", pondera Cármen Lúcia, ressaltando o esforço do Judiciário ao ser instado por partes que se sentem prejudicadas e por entidades que temem pela integridade do sistema de votação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (14) a criação de medidas para restringir o uso de inteligência artificial nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante evento do programa Minha Casa, Minha Vida, em Camaçari, na Bahia.
Ao lado dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PT), Lula sugeriu que o Congresso discuta uma proposta legislativa sobre o tema e afirmou que campanhas eleitorais devem priorizar o contato direto entre candidatos e eleitores. “Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira”, disse.
O presidente também afirmou que o uso da inteligência artificial na política pode favorecer a disseminação de desinformação e ataques durante o período eleitoral. “Fiquei pensando o que a gente pode fazer para proibir em época de eleição usar inteligência artificial na política. Isso vai servir aos mentirosos”, declarou.
Durante o discurso, Lula elogiou as regras aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições deste ano. A resolução da Corte proíbe a divulgação de conteúdos produzidos por inteligência artificial nas 72 horas antes e 24 horas após a votação, além de exigir identificação em materiais manipulados digitalmente.
Advogados, gestores e estudantes de Direito terão a oportunidade de discutir os impactos da Inteligência Artificial na advocacia durante a palestra “O Futuro (Presente) da Profissão Jurídica - A Revolução da IA”, que acontece no próximo dia 3 de junho, às 20h, no Teatro Jorge Amado, em Salvador. O encontro será conduzido por Sávio Andrade, um dos principais nomes do país quando o assunto é inovação aplicada ao setor jurídico.
A proposta do evento é provocar uma reflexão sobre como tecnologias como Inteligência Artificial, Legal Design e Analytics já estão transformando o presente e redefinindo o futuro da profissão jurídica. Com uma abordagem prática, o palestrante vai discutir de que forma a tecnologia pode se tornar uma vantagem competitiva para profissionais e escritórios de advocacia.
Atualmente, Sávio Andrade atua como Partner of Innovation do Machado Meyer, liderando iniciativas ligadas à integração entre Direito, tecnologia, ciência de dados e novos modelos de negócios. Com experiência em operações globais e projetos estratégicos de transformação digital, ele se consolidou como uma das principais referências nacionais sobre inovação no universo jurídico.
Além da atuação executiva, Sávio também participa da formação de novas lideranças e do fortalecimento de um ecossistema jurídico mais conectado às mudanças tecnológicas e aos desafios da transformação digital.
Os ingressos para a palestra já estão à venda. Os valores são de R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia-entrada, limitada a 40% da capacidade) e R$ 200 na modalidade ingresso solidário. O evento tem realização da Carambola Produções.
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Com o uso da Inteligência Artificial (IA) cada vez mais presente na administração pública, aprender sobre suas aplicações na gestão se tornou essencial para modernizar processos e aumentar a eficiência dos serviços públicos.
Pensando nisso, o Congov Brasil, Congresso Brasileiro de Gestão e Fiscalização de Contratos Públicos, trará para Salvador o advogado e especialista em Direito Administrativo Jader Esteves, referência nacional no uso da IA aplicada à gestão pública.
Autor e coautor de diversas obras jurídicas, Jader é responsável pelos livros Inteligência Artificial e Direito Administrativo e Smart Cities e Direito Administrativo, ambos entre os mais vendidos da área. Durante o evento, ele irá ministrar palestra e conduzir dois workshops, unindo teoria e prática, nos dias 2 e 3 de junho, no Centro de Convenções de Salvador.
A programação inclui oficinas práticas voltadas para procuradores, controladores e assessores jurídicos. Os participantes aprenderão sobre o uso da IA na elaboração de pareceres, análise processual e na gestão de contratos e convênios públicos.
O evento também contará com um painel ampliado para discutir o uso ético e responsável da Inteligência Artificial na administração pública, com a participação de órgãos de controle.
“Vou mediar um painel para discutir os limites da aplicação da inteligência artificial e as questões éticas junto aos órgãos de controle. Também conduzirei dois workshops: um voltado para gestores e fiscais de contratos, mostrando como facilitar a fiscalização e o acompanhamento dos contratos administrativos, e outro direcionado para pareceristas jurídicos, com foco na análise processual, identificação de inconformidades e apoio na elaboração de pareceres”, destacou Jader Esteves.
O especialista também ressaltou que o Congov Brasil foi planejado para promover conhecimento sobre contratações públicas e ampliar a troca de experiências e networking entre os participantes.
Organizado pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia em Gestão, o Congov Brasil deve reunir cerca de 4 mil participantes de todo o país, além de autoridades de diversos estados. Ao longo dos dois dias, serão mais de 72 horas de conteúdo voltado à governança pública.
As inscrições e a programação completa estão disponíveis no site oficial Congov Brasil e nos perfis do evento nas redes sociais.
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Foto: Divulgação
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento do inquérito que investigava o bilionário Elon Musk, dono da rede social X, por suspeita de "instrumentalização criminosa" da plataforma contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer aponta a ausência de provas que sustentem a acusação. As informações são do O Globo.
Na manifestação enviada ao STF, Gonet destacou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal não identificaram qualquer conduta dolosa por parte dos representantes legais do X que configurasse crime. Segundo o procurador-geral, não há "justa causa" para o prosseguimento do caso diante da "manifesta inexistência de suporte fático" para o oferecimento de uma denúncia.
"Os elementos de informação apontam para uma resistência deliberada da plataforma em acatar as determinações desta Corte ou do Tribunal Superior Eleitoral", afirmou Gonet.
O inquérito foi aberto para apurar possíveis crimes de desobediência a ordens judiciais, obstrução à Justiça no contexto de organização criminosa e incitação ao crime. A hipótese dos investigadores era a de que haveria uma "deliberada intenção" da empresa em dificultar o cumprimento de decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Durante as apurações, a PF identificou "inconsistências operacionais" que permitiram que contas suspensas pela Justiça ainda tivessem acesso a recursos da plataforma, como ferramentas de monetização. No entanto, a corporação também verificou que a empresa havia cumprido mais de uma centena de ordens de bloqueio.
Em sua defesa, o X classificou os episódios como "falhas técnicas isoladas" e negou que houvesse qualquer "vontade deliberada de fraudar" as decisões do STF. A plataforma informou ainda que as "impropriedades detectadas" foram prontamente sanadas, restabelecendo a eficácia dos bloqueios determinados pela Corte.
"As intercorrências relatadas pela autoridade policial, embora tenham permitido o acesso efêmero a conteúdos suspensos, configuram impropriedades técnicas inerentes à gestão de uma rede de dimensões globais, carecendo de intenção fraudulenta", registrou Gonet em sua decisão.
A empresa também esclareceu que as ferramentas de monetização identificadas pela PF não eram geridas pela plataforma, mas sim links externos operados de forma autônoma pelos próprios usuários.
Que a Inteligência Artificial (IA) já faz parte do nosso dia a dia, seja em tarefas domésticas ou no ambiente de trabalho, todos já sabem. No entanto, um novo cenário onde essa tecnologia tem se imposto é no trânsito. No Brasil, estados como São Paulo e Minas Gerais já utilizam equipamentos com câmeras 4K e sensores que trabalham em conjunto com IA para identificar uma série de infrações de maneira automatizada.
Mas, e na Bahia, será que essa tecnologia já está presente? A resposta é sim. Em nota enviada ao portal Bahia Notícias, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) informou que acompanha as inovações tecnológicas aplicadas à fiscalização em outras capitais e confirmou que a cidade já possui um projeto-piloto em andamento na Avenida Afrânio Peixoto, conhecida popularmente como Avenida Suburbana.
O equipamento instalado na Suburbana é dotado de tecnologia voltada especificamente para a identificação de motociclistas sem capacete. Por enquanto, o sistema não realiza notificações ou autuações, tratando-se apenas de um período de testes para o aprimoramento da ferramenta e coleta de dados.

Foto: Reprodução/ Google Street View
Embora o radar baiano foque em uma infração específica, no restante do país já há equipamentos que vão muito além da medição de velocidade. Em São Paulo, os novos radares inteligentes utilizam IA treinada para detectar padrões de descumprimento de normas, tais como a falta do uso do cinto de segurança (inclusive no banco traseiro), o uso do celular ao volante, o braço ou partes do corpo para fora do veículo e o transporte incorreto de crianças, como fora da cadeirinha ou no banco dianteiro.
Dados recentes divulgados pelo programa Fantástico, da Rede Globo, revelaram o impacto dessa tecnologia. Uma única câmera monitorando a Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto (SP), registrou mais de 20 mil infrações entre julho e novembro de 2025. O não uso do cinto de segurança liderou o ranking com 17 mil registros, seguido pelo uso do celular, com 3 mil.

Foto: Divulgação/ Arteris ViaPaulista
Segundo Ana Caetano, gerente de operações da Arteris (concessionária da via), onde o trecho é monitorado, houve uma redução de 30% nos acidentes. Isso prova que a tecnologia tem um caráter educativo: ao saberem da fiscalização rigorosa, os motoristas redobram a atenção.
É um erro comum acreditar que a aplicação da multa é 100% automática. A legislação brasileira exige a validação humana. A IA atua como um filtro, separando as imagens que apresentam indícios de infração. Antes de a notificação ser enviada ao condutor, uma autoridade de trânsito avalia a imagem para garantir que não houve erro de leitura do sistema.
Em Salvador, ainda não há previsão para a implementação definitiva de radares multifuncionais como os de São Paulo. Entretanto, o radar da Suburbana poderá sair da fase de testes em breve.

Foto: Reprodução/ Shutterstock
Vale reforçar: pilotar moto sem capacete é uma infração gravíssima. A penalidade inclui multa de R$ 293,47, acréscimo de 7 pontos na CNH, suspensão direta do direito de dirigir e retenção do veículo. A regra é válida tanto para o condutor quanto para o passageiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (19) a regulamentação das big techs e fez um alerta sobre “práticas nefastas” das IAs na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, que acontece na Índia.
Em seu discurso, o presidente destacou os impactos negativos das inteligências artificiais, que segundo ele podem fomentar “práticas extremamente nefastas”. O petista citou diversos problemas gerados por essa ferramenta, a exemplo de armas autónomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil e violência contra as mulheres.
A regulamentação das Big Techs também foi defendida por Lula durante sua fala. O presidente defendeu a governança global das IAs e comentou o controle das grandes empresas do ramo da tecnologia sobre o meio digital.
“Sem ação coletiva, a IA aprofundará desigualdades históricas. Capacidades computacionais, infraestrutura e capital, permanecem concentrados em poucos países e empresas. Os dados estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios”, afirmou o líder brasileiro.
O presidente defendeu a regulação como forma de salvaguardar os direitos humanos e a privacidade pessoal. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, denunciou Lula.
Regulação global das big techs, regras universais para desenvolvimento da Inteligência Artificial, fortalecimento da ONU como ambiente de governança sobre o tema da segurança na área da tecnologia. Esses foram alguns dos tópicos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu discurso na abertura da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), nesta quinta-feira (19) em Nova Délhi, na Índia.
O discurso do presidente brasileiro estava em sintonia com a fala do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre a necessidade de colaboração global em inteligência artificial. O dirigente da ONU alertou contra o controle da tecnologia por um punhado de nações ou “deixada à mercê dos caprichos de alguns bilionários”.
Para Lula, a discussão sobre uma regulação global também seria fundamental para evitar que a Inteligência Artificial aprofunde desigualdades históricas, entre pessoas e também entre países.
A Cúpula é um dos principais fóruns internacionais dedicados a discussões sobre a governança, segurança e aplicação prática da inteligência artificial no mundo. O encontro conta com a presença de CEOs das maiores empresas de tecnologia do mundo e vários líderes mundiais, entre eles os presidentes Lula e o francês Emmanuel Macron.
Na sua fala na abertura do evento, Lula criticou as chamadas big techs, afirmando que elas promovem uma “dominação” digital ao se apropriar de dados de empresas, governos e cidadãos de todo o mundo.
“Dados estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios. Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, disse o presidente brasileiro na Índia.
Lula defendeu uma regulação global das big techs com objetivo de que os “direitos humanos” na esfera digital sejam salvaguardados. O líder petista disse também que é necessário promover a integridade da informação e as indústrias criativas dos países.
“O modelo atual de negócios dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo”, afirmou o presidente brasileiro.
O pronunciamento de Lula na Cúpula buscou destacar os efeitos negativos da falta de uma regulação mundial sobre IA, como “o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”. O presidente citou também as ações em curso no Brasil sobre a matéria, como a política de atração de investimentos em centros de dados e o marco regulatório da Inteligência Artificial.
O presidente brasileiro concluiu afirmando que o Brasil vem colaborando com várias iniciativas para tentar promover algum tipo de regra para o desenvolvimento da IA, entre eles debates promovidos pelo G7 e pela China. Mas, segundo Lula, a ONU é a melhor entidade para regular a questão.
“Participamos da iniciativa da China sobre a criação de uma Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial com foco nos países em desenvolvimento. Dialogamos com a Parceria Global em Inteligência Artificial que nasceu no G7. Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, concluiu o presidente.
O publicitário baiano Nizan Guanaes, um dos nomes mais influentes do mercado nacional, marcou presença no Camarote Expresso 2222 neste sábado (14) e falou ao Bahia Notícias sobre sua trajetória e as novidades que prepara para o setor. Durante a conversa, ele relembrou a criação da música We Are Carnaval, que se tornou um dos eternos “hinos da folia”.
A composição, que quase uma mensagem de boas-vindas aos turistas, é um case de sucesso. “A propaganda precisa virar uma cultura popular, é isso que faz ela ser um sucesso. [Foi assim] com os mamíferos da Parmalat, pipoca com guaraná e um monte de coisa que a gente já fez. A Ótica Ernesto em 1986 e deve estar fazendo agora 50 anos, e foi feita para levantar recursos para [Obras Sociais] Irmã Dulce. Comprava um óculos e uma parte do valor era destinada para a OSID e você levava um CD”, contou.
“Eu nunca pensei que fosse ficar essa coisa importante. Anos depois, eu voltei para a Bahia e vi isso tocando em todo lugar. E é nisso que eu acredito: propaganda popular”, acrescentou.
À frente da N.Ideias, Nizan atua como consultor de grandes marcas como Havaianas, iFood e BYD. Mas a inovação não para: ele também está à frente da NizAI, uma ferramenta que estreia em abril e promete revolucionar a criação publicitária. A inteligência artificial foi treinada para pensar, criar e sugerir soluções com base no estilo de Nizan, funcionando como um “copiloto criativo” para redatores, diretores de arte e líderes de criação, e podendo atender agências de diferentes portes.
Ao BN, ele destacou que a inovação precisa chegar acompanhada de limites, reforçando a importância de regulamentar o uso da inteligência artificial no Brasil, principalmente em períodos eleitorais. “Nós criamos a inteligência artificial, e nós temos que colocar mecanismos tecnológicos para que ela não se desvirtue. Mas, todo esse trabalho de regulamentação faz parte do jogo. Então, [na NizAI], nós vamos colocar uma série de filtros, mas o grande filtro é a jurisdição para esse tipo de coisa”, afirmou.
Tribunais brasileiros estão instituindo normativas que preveem o reembolso a magistrados e servidores pela aquisição de licenças individuais de ferramentas de inteligência artificial (IA). As regras, publicadas internamente, estabelecem valores mensais máximos para o ressarcimento e condições para o uso. As informações são do portal Núcleo.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) fixou, por meio de resolução de fevereiro de 2025, um limite de até R$ 400 por mês para reembolsar a compra de uma licença por gabinete de desembargador federal, uma por vara federal e uma por relator de turma recursal. A medida depende da disponibilidade orçamentária.
Na esfera eleitoral, pelo menos três tribunais regionais editaram normas similares. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) definiu um estorno de até R$ 150 por licença, válido para magistrados e servidores em geral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) estabeleceu uma licença por servidor da Secretaria de Tecnologia da Informação, com reembolso mensal de até R$ 250, e uma licença para a própria secretaria, "destinada à integração de soluções mantidas e desenvolvidas pelo Tribunal a serviços de IA", com ressarcimento máximo de R$ 500. O texto não é explícito quanto a juízes. Já o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) prevê reembolso em caso de contratação individual, mas não informa valores.
Em todos os casos, as normas são assinadas por presidentes ou vice-presidentes dos tribunais. A aquisição das licenças requer autorização da diretoria, e os requerentes devem enviar comprovantes para receber a devolução do valor.
Consultas feitas às áreas de remuneração dos tribunais citados não localizaram pagamentos de reembolsos por ferramentas de IA nem rubricas específicas sobre o assunto. Questionados sobre a execução das resoluções, três dos quatro tribunais não responderam.
O TRE-TO informou que o reembolso não é previsto para magistrados e que os gastos com servidores para "integração de soluções" têm sido de R$ 15 mensais. A assessoria não detalhou quais serviços foram contratados, nem quantos servidores os utilizam. Afirmou ainda que disponibiliza acesso ao Gemini também para magistrados, sem informar se a ferramenta foi de fato contratada e por qual valor.
A analista sênior de transparência da organização Transparência Brasil, Bianca Berti, avalia que há duas possibilidades: "ou ainda não houve requisição de reembolso por parte dos servidores e magistrados ou esse valor está sendo indicado em uma rubrica genérica, sem detalhamento". Ela argumenta que "isso traz um componente de opacidade na prestação de contas sobre esses usos de IA que eles estão fazendo nos tribunais porque a gente não consegue saber nem ter a dimensão de quantos magistrados, por exemplo, estariam solicitando esse auxílio. E aí outra preocupação que vem é também com relação à forma como é feita a gestão desses usos".
Em março de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 615, que estabelece diretrizes para o uso de IA no Judiciário. O parágrafo 2º do artigo 19 do texto permite que magistrados, servidores ou colaboradores assinem ferramentas de forma individual caso o tribunal não ofereça "solução corporativa de inteligência artificial especificamente treinada e personalizada para uso no Poder Judiciário". A resolução não cita expressamente a possibilidade de reembolso por essas assinaturas individuais.
O documento do CNJ determina que a contratação de soluções de IA pelos tribunais deve considerar aspectos financeiros e orçamentários. Além disso, no artigo 39, estabelece que o Poder Judiciário "deverá assegurar total transparência na prestação de contas" sobre qualquer modelo de IA utilizado.
A resolução nacional impõe uma série de obrigações aos usuários, como realizar capacitação específica, usar a IA apenas como ferramenta auxiliar e complementar, observar os padrões de proteção de dados das empresas fornecedoras e não utilizar as ferramentas para processar documentos ou dados sigilosos, salvo em condições específicas de segurança.
Para Bianca Berti, as contratações individuais levantam questões sobre fiscalização. "A minha impressão, olhando para esse tipo de caso, é a de que a gente não sabe exatamente como é que esses direitos estão sendo protegidos quando você está falando de uma contratação privada de um indivíduo com a empresa e não uma contratação institucional gerida pelo próprio tribunal, que aí sim teria mais garantias e que seria mais passível de fiscalização da parte dos órgãos de controle e da sociedade civil", disse.
Dados do CNJ atualizados até março de 2025 indicam que 80% dos tribunais brasileiros têm projetos de inteligência artificial. O órgão foi questionado sobre as resoluções dos quatro tribunais que preveem reembolso, a possibilidade de assinatura individual e questões de auditoria, mas não houve retorno.
O rapper Gabriel o Pensador lançou um “vídeo clipe” em suas redes sociais para a nova música “Festa da Música Tupiniquim”. Na obra, feita com auxílio de Inteligência Artificial, aparece artistas falecidos como Gal Costa, Tom Jobim e Arlindo Cruz.
Segundo Gabriel, a ideia de utilizar IA veio da agência Seven Digital Content. “Essa música é uma viagem, em que homenageio parte dos artistas que admiro, incluindo alguns que tornaram-se meus parceiros e amigos”, declarou o artista.
Com auxílio de IA, Gabriel o Pensador lança clipe com Gal Costa, Rita Lee e Michael Jackson
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 27, 2026
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O cantor deixa ainda claro que o clipe é “uma brincadeira, sem intenção de parecer real” e o considera “a melhor forma de usar a inteligência artificial”. No clipe, aparecem também Rita Lee, Erasmo Carlos, Michael Jackson e artistas vivos, como Zeca Pagodinho, Gilberto Gil e Olodum.
O publicitário baiano Nizan Guanaes anunciou, nesta terça-feira (27), o mês de lançamento do seu novo negócio, a Nizai. O projeto trata-se de uma Inteligência Artificial que será lançada em abril, permanecendo aberta até o final de 2026.
Segundo o colunista Lauro Jardim, a ferramenta é uma IA programada para dar assistência aos profissionais que trabalham em agências de propaganda de diferentes portes ao redor do Brasil. A ideia principal é fomentar a criação de peças e campanhas publicitárias utilizando a cabeça, o estilo e o repertório de Nizan.
A liberação inicial do serviço para acesso ao público será uma versão de testes, com foco em receber feedbacks e trabalhar em possíveis melhorias. A partir de janeiro de 2027, a ferramenta passará a contar com uma assinatura mensal no valor de R$ 29,90.
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O programa Esporte Record apresentou, no último domingo (11), uma novidade inédita na televisão esportiva brasileira. Trata-se do “Toninho da ResenhIA”, apontado pela emissora como o primeiro comentarista esportivo do país desenvolvido com uso de Inteligência Artificial. O personagem foi introduzido logo após a partida entre Mirassol e São Paulo, válida pela rodada de abertura do Campeonato Paulista.
A Record simplesmente meteu um COMENTARISTA feito por INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL no programa de esportes.
— DataFut (@DataFutebol) January 12, 2026
Ele tem até nome: Toninho da ResenhIA.
pic.twitter.com/fHMCFHhC3s
Segundo a Record, o comentarista virtual passará a integrar o elenco do programa ao longo da temporada, com participações previstas nos principais torneios de futebol de 2026. A proposta é que o personagem faça análises semanais sobre o desempenho das equipes e os principais acontecimentos do futebol nacional.
Apesar do caráter inovador, a estreia do “Toninho da ResenhIA” gerou forte repercussão nas redes sociais. Muitos internautas criticaram o formato e a iniciativa da emissora, manifestando insatisfação com a presença de um comentarista criado por IA em um espaço tradicionalmente ocupado por profissionais humanos.
Mesmo diante das reações negativas iniciais, a Record mantém a proposta. De acordo com a emissora, o comentarista virtual seguirá no programa e deve reaparecer já após a segunda rodada do Campeonato Paulista.
Foi anunciado, nesta quarta-feira (7), algumas novidades que serão utilizadas na Copa do mundo de 2026. A Fifa revelou que a Inteligência Artificial vai colaborar com a arbitragem na análise dos jogos e no engajamento dos torcedores.
Um dos auxílios será a criação de avatares dos jogadores das Seleções, em 3D, com inteligência artificial. Essa tecnologia foi testada na última Copa Intercontinental, no duelo entre Flamengo e Pyramids.
As imagens em 3D dos atletas vão auxiliar na tecnologia semiautomática de impedimento, após o escaneamento digital dos jogadores.
"A Copa do Mundo em 2026 será o maior show no planeta Terra. Sete milhões de pessoas irão a 104 jogos, dezenas de milhões de torcedores viajarão à América do Norte para sentir o clima da Copa, seis bilhões de pessoas assistirão de casa, e o mundo vai parar", completou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
A Copa do Mundo de 2026 acontecerá em três sedes: Canadá, Estados Unidos e México. A estreia da Seleção Brasileira será contra o Marrocos, no dia 13 de junho.
O sistema da Open AI, empresa norte-americana de inteligência artificial, registrou instabilidade nesta terça-feira (2). A queda foi registrada por usuários nas redes sociais e começou por volta das 16h. A Open AI é a responsável pelo sistema do Chat GPT, Sora e Data Analyst.
Segundo a plataforma Down Detector, que registra queda de outros sistemas, contabilizou mais de 8 mil notificações de instabilidade em 50 minutos. Nas redes sociais, usuários das plataformas de inteligência artificial da empresa comentaram: “Quase nunca uso chat gpt hoje na hora que eu mais preciso caiu”, escreveu uma internauta no X, antigo Twitter.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) publicou, nesta terça-feira (25), a Resolução Administrativa N° 24, que institui a Política de Uso de Inteligência Artificial no âmbito do tribunal. A norma, que entrará em vigor após 30 dias de sua publicação, cria um marco regulatório para a aplicação de tecnologias de IA e IA Generativa (IAGen) por todos os integrantes da instituição, incluindo magistrados, servidores e terceirizados.
De acordo com o documento, a resolução se fundamenta na Constituição Federal, que prevê o incentivo ao desenvolvimento científico, e na Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 615, de março de 2025. O texto reconhece o potencial da IA para transformar ambientes profissionais, aumentar a produtividade e reduzir custos, mas também destaca a necessidade de regulamentação específica para garantir que seu uso esteja em conformidade com valores éticos e direitos fundamentais.
A política estabelece que o uso de IA terá caráter estritamente auxiliar, sendo vedada sua utilização como instrumento autônomo para tomada de decisões judiciais ou administrativas. A responsabilidade pelos atos praticados com auxílio dessas ferramentas permanece integralmente com o usuário, que deve revisar criticamente todo conteúdo gerado.
Um dos pontos centrais da norma é a prioridade dada a plataformas internas do Poder Judiciário, consideradas mais seguras para o tratamento de dados. O uso de soluções externas, como modelos de linguagem contratados diretamente por servidores, é permitido, mas condicionado a requisitos como comunicação prévia à Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e participação em treinamentos específicos.
A resolução traz uma lista de restrições ao uso de IA generativa, desaconselhando sua aplicação para funções como previsão de cenários, decisões estratégicas e classificação de pessoas com base em dados sensíveis. Também é vedada a inserção de dados pessoais ou informações protegidas por segredo de justiça em sistemas externos.
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A STI foi designada como responsável pela governança das soluções de IA, cabendo à secretaria elaborar um plano de desenvolvimento, realizar auditorias periódicas e manter um registro de todos os projetos em andamento. A norma prevê ainda a classificação das soluções por nível de risco, com base em diretrizes do CNJ, e estabelece a obrigatoriedade de capacitação continuada dos usuários.
A implementação da política representará um desafio operacional para o tribunal, que precisará conciliar a adoção de novas tecnologias com a garantia de direitos fundamentais. Por outro lado, a norma oferece um framework para potencializar ganhos de eficiência enquanto estabelece salvaguardas contra possíveis abusos e vieses algorítmicos.
A resolução altera dispositivos da Resolução Administrativa TRE-BA nº 3, de 2017, incluindo novas responsabilidades para servidores e a proibição de inserir dados sigilosos em sistemas externos sem a devida anonimização. O descumprimento das regras poderá acarretar responsabilização civil, administrativa e criminal.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) formalizou a adoção do "Elos Minuta" como ferramenta oficial de inteligência artificial generativa para apoiar a elaboração de minutas judiciais. A decisão, estabelecida pelo Decreto Judiciário nº 1028 de 24 de novembro de 2025, foi publicada nesta terça-feira (25).
Segundo o documento, a medida se fundamenta na Resolução CNJ nº 615 de março de 2025, que define diretrizes para o uso de inteligência artificial no Poder Judiciário. O TJ-BA declara que a iniciativa está alinhada com seu programa de modernização tecnológica, com o objetivo de conferir maior celeridade, eficiência e uniformidade à atividade jurisdicional.
O acesso à ferramenta será restrito a desembargadores, juízes de direito, assessores e assistentes de magistrados de primeiro e segundo graus, e estagiários de pós-graduação. A utilização do sistema está condicionada à realização de treinamento prévio oferecido pelo tribunal.
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O decreto autoriza o uso da ferramenta em processos públicos e sigilosos, exigindo conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018) e com a resolução do CNJ. O texto menciona que o Elos Minuta incorpora mecanismos de segurança da informação e governança de dados.
Uma disposição relevante do decreto estabelece que a utilização da inteligência artificial não substitui a supervisão e revisão humanas. Os magistrados permanecem como únicos responsáveis pelo conteúdo das decisões judiciais, mantendo a autoridade final sobre os textos produzidos com auxílio da ferramenta.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instituiu um Comitê de Inteligência Artificial. A medida foi formalizada por meio de um Decreto Judiciário, assinado pela presidente do Tribunal, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, nesta sexta-feira (14).
A criação do comitê está alinhada com as diretrizes nacionais estabelecidas pela Resolução CNJ n.º 615, de março de 2025, que orienta o desenvolvimento, a utilização e a governança de soluções de inteligência artificial no Poder Judiciário. O documento do TJ-BA enfatiza a necessidade de assegurar que o uso dessas tecnologias esteja em conformidade com os princípios constitucionais, os direitos fundamentais e as garantias do devido processo legal.
O novo órgão, de natureza consultiva e deliberativa, deverá coordenar, supervisionar e orientar o desenvolvimento, a implementação e o uso de soluções de IA no âmbito do tribunal. Composta por sete membros, entre magistrados e servidores, a ser designados pela Presidência, a equipe será presidida por um Desembargador. O comitê contará ainda com a participação, sem direito a voto, de representantes de instituições externas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a Defensoria Pública, acadêmicos e especialistas, que poderão ser convidados para contribuir com os debates.
Entre as competências do comitê, tem-se a elaboração de políticas e diretrizes complementares sobre IA, a avaliação obrigatória e prévia de soluções classificadas como de alto risco, o monitoramento do uso dessas ferramentas e a deliberação sobre a suspensão de sistemas que apresentem inconformidades ou riscos não mitigáveis. O grupo também será responsável por aprovar um manual de boas práticas para o uso de IA por magistrados e servidores, promover capacitações e elaborar um relatório anual detalhando as atividades, soluções adotadas, incidentes e recomendações.
O decreto prevê ainda a criação de grupos de estudos e inovação temporários, focados em temas específicos. Esses grupos, que receberão apoio técnico e metodológico do Laboratório de Inovação Axé Lab, poderão investigar desde aplicações de IA em processos jurisdicionais e o uso de IA generativa até a detecção de vieses discriminatórios, transparência algorítmica e a proteção de dados pessoais. A participação será voluntária e poderá incluir servidores, magistrados e especialistas convidados.
O funcionamento do comitê prevê reuniões ordinárias a cada dois meses, com quórum de maioria simples para deliberações. Em casos de urgência comprovada, o presidente do comitê terá a faculdade de decidir ad referendum dos demais membros, submetendo a decisão à ratificação na reunião subsequente, um mecanismo especialmente previsto para situações que exijam a suspensão imediata de uma solução problemática.
O apoio administrativo e técnico será fornecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Modernização (Setim), pela Universidade Corporativa Ministro Hermes Lima (Unicorp) e pelo próprio Axé Lab. O decreto também abre a possibilidade para a celebração de acordos de cooperação com instituições de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de projetos específicos.
Os estudantes do município de Catu, localizado no Centro-Norte da Bahia, brilharam na 10ª Competição Internacional de Inovação e Invenção do Canadá (Ican) 2025. Alunos do curso técnico em Administração, Adson Adiel Bastos, Erick Rafael Santana e Marcos Vinícius de Oliveira representaram o Brasil e a Bahia e conquistaram, na última sexta-feira (7), o primeiro lugar concedido pela Associação de Invenções da Universidade da Coreia (Kuia) e o 12º lugar no prêmio especial canadense “Innovation Initiative Co-operative Inc. - The Inventors' Circle”.
O projeto premiado foi o “Zentro.AI — The core of your business success”, uma plataforma de inteligência artificial criada para atuar como mentora digital de empreendedores e microempreendedores. A tecnologia desenvolvida pelos jovens oferece planos de negócios automatizados, consultoria de marketing, orientação jurídica e soluções personalizadas para quem deseja abrir ou aprimorar um negócio.
Como premiação, a equipe recebeu kits da Ican Toronto, enviados diretamente da Coreia do Sul — que é parceira do evento — para a unidade escolar. Cada kit contém medalhas, certificados e lembranças, como pulseiras, bandeirinhas e toalhinhas. Eles também receberam dois livros que destacam todos os trabalhos de diversos países apresentados no evento.
Segundo o professor e orientador do projeto, Deivison dos Santos, o Zentro.AI nasceu do desejo de conectar a tecnologia à realidade dos pequenos empreendedores. “Queríamos mostrar que a inteligência artificial pode ser uma aliada da inclusão produtiva e do desenvolvimento local. Ver nossos alunos conquistando o primeiro lugar em um evento mundial mostra que a escola pública tem talento, criatividade e potencial para transformar vidas”, comentou.
Realizada de forma on-line, em Toronto, no Canadá, a competição visa promover, reconhecer e premiar invenções, inovações e projetos criativos de pesquisadores, estudantes, empreendedores e instituições de todo o mundo.
PROTAGONISMO E RECONHECIMENTO
Para o estudante Adson Adiel, 16 anos, a experiência foi transformadora. “Nunca imaginei que um projeto que começou na sala de aula pudesse chegar tão longe. O Ican mostrou que o que fazemos aqui, na Bahia, tem valor global. É um orgulho representar o nosso estado e o Brasil”, comemorou Erick Rafael, 16 anos.
Já Marcos Vinícius, 17 anos, falou sobre o aprendizado coletivo. “Participar do Ican foi uma oportunidade incrível de crescimento. Trabalhar em equipe, apresentar nossa ideia para avaliadores internacionais e ver o reconhecimento do nosso esforço é algo que levaremos para a vida toda”.
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O cantor Zezé Di Camargo obteve vitória judicial em processo movido contra o Facebook após ter sua imagem e voz manipuladas por inteligência artificial em vídeos falsos compartilhados no Instagram. A decisão favorável ao artista foi proferida no início de outubro de 2025, determinando a remoção definitiva do conteúdo fraudulento das plataformas.
O sertanejo iniciou a ação judicial em setembro deste ano quando identificou diversos perfis no Instagram compartilhando um vídeo manipulado por IA. No material, sua imagem e voz foram utilizadas sem autorização para simular um posicionamento político a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A informação sobre a vitória judicial foi revelada pela coluna Fábia Oliveira. O julgamento ocorreu de forma antecipada, sem seguir o rito processual completo normalmente aplicado pelo Judiciário brasileiro.
Na decisão, o magistrado considerou que o uso não autorizado da imagem do cantor para disseminar discurso político inverídico poderia comprometer sua credibilidade junto ao público. O juiz também determinou que o Facebook, como mantenedor do Instagram, forneça dados para identificação dos responsáveis pela criação e disseminação do conteúdo fraudulento.
Matheus Pupo e João Mazzieiro, advogados de Zezé Di Camargo, declararam à coluna Fábia Oliveira que "o uso de inteligência artificial para manipulação de imagens e vídeos (deepfake) é conduta ilícita e será sempre combatida pelo artista". A equipe jurídica também informou que "o Instagram foi compelido, por ordem judicial, a fornecer dados para identificação dos responsáveis pelas publicações, que responderão nas esferas cível e criminal".
Com a identificação dos responsáveis pelo uso indevido de sua imagem e voz, o cantor poderá iniciar processos individuais nas esferas cível e criminal contra os envolvidos. O caso de Zezé Di Camargo destaca os desafios jurídicos relacionados ao uso de tecnologias de IA para criar deepfakes com conteúdo político falso.
A apresentadora Daniela Peres recebeu no estúdio do Bahia Notícias, a convidada Bruna Camargo, Gerente Nacional Webmotors Head Nordeste, no mais recente episódio do BN Autos Cast. Juntas, elas discutiram a fundo a compra de carros na era digital, analisando a experiência online e o conceito de crédito inteligente.
Durante o bate-papo, Dani questionou Bruna sobre um tema atual: se a Inteligência Artificial (IA) irá eliminar a necessidade de vendedores humanos nas concessionárias. Segundo a gerente, isso é possível, mas não provável.
Bruna ressaltou que, mesmo com os avanços significativos da IA — que já automatiza tarefas como a análise de crédito e a filtragem de veículos —, o público ainda demonstra uma forte preferência por ser assistido e aconselhado por outra pessoa. A compra de um veículo é uma decisão de alto valor, e o toque humano, a empatia e a capacidade de negociação do vendedor continuam sendo fatores decisivos que a tecnologia ainda não consegue replicar completamente.
A especialista concluiu que, em vez de eliminar, a IA tende a aprimorar o trabalho do vendedor, liberando ele de tarefas repetitivas para que ele possa focar na consultoria e na construção de um relacionamento de confiança com o cliente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.