Neojiba emociona em encerramento de turnê e entra para a história cantando as Américas na China
O repertório traduz as Américas, a turnê ocorre na China, os músicos são baianos, mas a emoção transcende qualquer idioma. A Orquestra Neojiba encerrou com chave de ouro a turnê, que teve início em Pequim, no dia 29 de abril, e marcou o Ano da Cultura Brasil-China. Na apresentação de cerca de duas horas no Shenzhen Concert Hall, no coração da metrópole chinesa, os 100 jovens mostraram a potência da Bahia na música, na arte e no carisma, deixando uma marca positiva na maior turnê já realizada por uma orquestra brasileira no país asiático.
O corpo musical da Neojiba desembarcou em solo chinês com uma formação robusta, com 23 violinos, 9 violas, 10 violoncelos, 9 contrabaixos, 4 oboés, 5 clarinetas, 7 percussionistas, entre outros. A proposta era ir além das notas para criar um laço transformador na relação entre os dois países, atuando quase como um marco diplomático. Um evento estratégico também pela ligação com a BYD, patrocinadora da turnê, que tem uma fábrica em Camaçari (Bahia) e sede global em Shenzhen.

Quem teve a oportunidade de presenciar uma das quatro apresentações da turnê com certeza saiu transformado da sala de concerto. Mas os impactos também serão sentidos do outro lado do globo. Os jovens baianos tiveram contato com um mundo novo, tecnológico e, culturalmente, quase oposto. Esse intercâmbio consolida o papel relevante do Neojiba na construção de carreiras e pessoas.
Após a grande estreia em Pequim, no Beijing Forbidden City Concert Hall, no dia 29 de abril, a turnê seguiu um roteiro por cidades estratégicas: Xi’an e Tianjin.
O resultado de arrepiar é fruto de um trabalho coletivo (dentro e fora do palco), mas com um líder certo. E nada escapa aos ouvidos atentos do maestro Ricardo Castro, que rege a Orquestra Neojiba como um organismo vivo. O BN Hall teve a oportunidade de acompanhar o ensaio e notar como o maestro praticamente costura as harmonias, fazendo e desfazendo os nós até chegar ao resultado que deseja.
No meio do espetáculo, o maestro fez questão de reverenciar quem esteve ao seu lado na montagem do próprio núcleo: o senador Jaques Wagner, responsável por fundar o Neojiba, em 2007, quando era governador da Bahia.
E, apesar do conceito de "Música das Américas", quem brilhou mesmo foi o Brasil, seja com a composição do brasileiro Heitor Villa-Lobos, ou com clássicos como Corcovado, Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá.
Mas um dos pontos altos da apresentação, com certeza, foi Raysson Lima. Solista de uma composição de Jamberê Cerqueira, levou o berimbau ao palco com uma energia que ia além do instrumento. O figurino, o estilo e a dança complementaram a criação de um espetáculo à parte, incluindo uma interação com a plateia, que comprou a ideia, riu, bateu palmas e o aplaudiu.
A Bahia mostrou, definitivamente, que está no futuro quando o assunto é cultura. A plateia de Shenzhen aplaudiu de pé um projeto do Neojiba que transformou a vida de milhares de jovens baianos e que projeta, da China, os sonhos de novos voos para continuar a ser pioneiro no mundo.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu neste dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
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