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turne neojiba
A Orquestra Neojiba terminou de forma emocionante a sua décima turnê internacional, deixando marcos importantes para a música e para os músicos. Mas o maestro Ricardo Castro admite: não só não está surpreso com os resultados como tem planos ambiciosos para os jovens da Bahia. Após passar por grandes teatros e casas de concerto na China, ele sonha com a mesma estrutura disponível para os artistas baianos.
"É levar equipamento dessa qualidade para a Bahia e para Salvador. Eles só precisam disso para crescer e, inclusive, para ficar na Bahia. Os nossos jovens hoje são obrigados a sair da Bahia. Se não fosse o Neojiba, não teríamos grandes músicos dessa área na Bahia. Então a gente precisa oferecer [estrutura]. Porque é importante ficar perto da família, perto do seu povo, e criar na Bahia e levar para o mundo. Então é investir na Bahia e nos melhores equipamentos para a nossa juventude", sugeriu o maestro, em entrevista ao BN Hall.
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E o sonho ganha ainda mais força depois dessa temporada em solo chinês. O local que recebeu o show de encerramento nesta terça-feira (5), o Shenzhen Concert Hall, é um espetáculo à parte. O teto de madeira do hall de entrada parece uma obra de arte, enquanto o espaço interno tem um projeto arquitetônico bem peculiar. O projeto é do famoso arquiteto japonês Arata Isozaki, que tem uma área construída de mais de 41 mil metros quadrados. Especificamente construído para espetáculos musicais, o local tem 1.680 lugares em sua sala principal e utiliza tecnologia para garantir uma experiência acústica impressionante.
Por isso, após experimentar ao vivo espaços detalhadamente pensados para privilegiar a música, Ricardo Castro não poderia esperar algo diferente para os jovens que ajuda a moldar na profissão e na vida em sociedade.
"A China tem uma história milenar, e eles já foram potência durante muitos anos, tiveram seus problemas e mostraram que é possível recuperar. Nós, pelo contrário, ainda não somos, mas podemos aprender e estamos aprendendo nessa viagem, inclusive, uma lição muito forte: de que é possível você guardar a tradição, investir em tecnologia, trazer o moderno e o antigo juntos... Ou seja, respeitar a história do país, cuidar da beleza e da natureza e, ao mesmo tempo, se desenvolver. É um banho de civilização que os chineses estão dando para o planeta, e foi uma grande oportunidade trazer esses jovens, porque eles são o nosso futuro. Espero que um desses meninos seja presidente do Brasil e que eles possam se inspirar nessas histórias", resume.
Um dos responsáveis pela fundação dos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, Castro revelou, inclusive, que investe "todas as moedas" nos jovens que compõem o projeto e avaliou que o sucesso nacional e internacional são fruto da dedicação e da consistência do trabalho.
"Eu não estou surpreso. Porque eu sou baiano, eu fiz isso e agora tenho mais 100 pessoas comigo no palco. E não são só 100, já foram 42 mil pessoas impactadas que receberam os benefícios e as belezas do Neojiba. Ou seja: a gente está mudando a paisagem musical na Bahia e acredita que tem muita coisa para fazer ainda", concluiu.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu neste dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
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O repertório traduz as Américas, a turnê ocorre na China, os músicos são baianos, mas a emoção transcende qualquer idioma. A Orquestra Neojiba encerrou com chave de ouro a turnê, que teve início em Pequim, no dia 29 de abril, e marcou o Ano da Cultura Brasil-China. Na apresentação de cerca de duas horas no Shenzhen Concert Hall, no coração da metrópole chinesa, os 100 jovens mostraram a potência da Bahia na música, na arte e no carisma, deixando uma marca positiva na maior turnê já realizada por uma orquestra brasileira no país asiático.
O corpo musical da Neojiba desembarcou em solo chinês com uma formação robusta, com 23 violinos, 9 violas, 10 violoncelos, 9 contrabaixos, 4 oboés, 5 clarinetas, 7 percussionistas, entre outros. A proposta era ir além das notas para criar um laço transformador na relação entre os dois países, atuando quase como um marco diplomático. Um evento estratégico também pela ligação com a BYD, patrocinadora da turnê, que tem uma fábrica em Camaçari (Bahia) e sede global em Shenzhen.

Quem teve a oportunidade de presenciar uma das quatro apresentações da turnê com certeza saiu transformado da sala de concerto. Mas os impactos também serão sentidos do outro lado do globo. Os jovens baianos tiveram contato com um mundo novo, tecnológico e, culturalmente, quase oposto. Esse intercâmbio consolida o papel relevante do Neojiba na construção de carreiras e pessoas.
Após a grande estreia em Pequim, no Beijing Forbidden City Concert Hall, no dia 29 de abril, a turnê seguiu um roteiro por cidades estratégicas: Xi’an e Tianjin.
O resultado de arrepiar é fruto de um trabalho coletivo (dentro e fora do palco), mas com um líder certo. E nada escapa aos ouvidos atentos do maestro Ricardo Castro, que rege a Orquestra Neojiba como um organismo vivo. O BN Hall teve a oportunidade de acompanhar o ensaio e notar como o maestro praticamente costura as harmonias, fazendo e desfazendo os nós até chegar ao resultado que deseja.
No meio do espetáculo, o maestro fez questão de reverenciar quem esteve ao seu lado na montagem do próprio núcleo: o senador Jaques Wagner, responsável por fundar o Neojiba, em 2007, quando era governador da Bahia.
E, apesar do conceito de "Música das Américas", quem brilhou mesmo foi o Brasil, seja com a composição do brasileiro Heitor Villa-Lobos, ou com clássicos como Corcovado, Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá.
Mas um dos pontos altos da apresentação, com certeza, foi Raysson Lima. Solista de uma composição de Jamberê Cerqueira, levou o berimbau ao palco com uma energia que ia além do instrumento. O figurino, o estilo e a dança complementaram a criação de um espetáculo à parte, incluindo uma interação com a plateia, que comprou a ideia, riu, bateu palmas e o aplaudiu.
A Bahia mostrou, definitivamente, que está no futuro quando o assunto é cultura. A plateia de Shenzhen aplaudiu de pé um projeto do Neojiba que transformou a vida de milhares de jovens baianos e que projeta, da China, os sonhos de novos voos para continuar a ser pioneiro no mundo.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu neste dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.