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Saiba mais sobre a cirurgia plástica da intimidade feminina

O objetivo da cirurgia íntima é estético e também funcional, com motivos que acarretam prejuízo na qualidade de vida da paciente. Muitas mulheres se queixam do incômodo durante o uso de algumas roupas ou mesmo durante a relação sexual, segundo a cirurgiã plástica Eliane Hwang, da Unidade de Tratamento de Queimaduras do Hospital São Paulo (Unifesp). “É necessário entender como alterações funcionais as situações onde há dor, principalmente na relação sexual ou durante a prática de determinados esportes, como ciclismo, hipismo, dentre outros. Tais irregularidades estéticas são decorrentes, unicamente, do excesso ou insuficiência de volume ou assimetrias na área íntima”, explica. A cirurgia se divide em três tipos: redutoras de volume (como lipoescultura do púbis e correção de hipertrofia de clitóris), flacidez (correção dos pequenos lábios, períneo ou face medial das coxas) e aumento de volume (lipoescultura/lipoenxertia do períneo e púbis). “Cada tipo atenderá a uma necessidade e dependerá do volume dos pequenos lábios, mas a técnica utilizada com maior freqüência é a ‘desepidermização’, quando se retira uma porção da parte excedente dos pequenos lábios e depois a pele é costurada com um fio que é absorvido, sem necessidade de ser retirado. Esta técnica proporciona um resultado estético mais satisfatório, por isso é a que mais utilizo”, conta a médica. Conforme dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2011 foram realizados 9.043 procedimentos deste tipo, o que representa 1% do total de cirurgias plásticas feitas no Brasil.