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Prefeitura de Salvador considera mobilizar leitos Covid-19 em ginásios de esportes

Por Jade Coelho

Foto: Divulgação

Tendo em vista a alta demanda por leitos Covid-19 em Salvador, existe possibilidade da gestão municipal mobilizar vagas para pacientes nos ginásios de esportes da capital baiana. Essa é uma das alternativas que estão sob análise e no radar do prefeito Bruno Reis (DEM).

 

O prefeito foi mais uma vez pressionado e questionado sobre a remobilização das tendas do Hospital de Campanha do Wet’n Wild nesta segunda-feira (22). Ele argumentou sobre a dificuldade de reativar uma estrutura deste tipo e que a prefeitura segue buscando outras alternativas.

 

“Ginásio de esportes que podem ser alternativas do ponto de vista econômico, mais barato que montar uma tenda e mais rápido”, analisou o gestor durante coletiva de imprensa.

 

Na semana passada ele já tinha afirmado que ainda não considera a remobilização do Hospital de Campanha do Wet’n Wild e que vai esgotar todas as alternativas antes de adotar essa possibilidade (lembre aqui).

 

A unidade foi ativada em maio de 2020 para tratamento exclusivo de pacientes infectados com a Covid-19, e desativado em novembro. O hospital chegou a ter 70 leitos de UTI e 120 de enfermaria.

 

“Para substitui o [hospital do] Wet vamos para o terceiro hospital de campanha. No Sagrada Família aumentamos 40 leitos, Santa Clara que é todo contratado pela prefeitura são 30 leitos, só esses dois já superam o Wet. E agora mais 20 no Hospital Salvador. Enquanto tiver alternativa do ponto de vista econômico vamos seguir essas alternativas”, justificou Bruno Reis ao comentar sobre as vagas para Tratamento Intensivo.

 

Também nessa segunda-feira (22) a gestão municipal anunciou que vai assumir completamente o Hospital Salvador. A unidade será exclusiva para tratamento de pacientes com a infecção pela Covid-19 e se tornará um hospital de campanha com 40 leitos de UTI e 120 vagas de enfermaria (entenda melhor aqui).

 

ALÉM DE INSUMOS E ESTRUTURA

Outro ponto destacado pelo prefeito é de que além da estrutura e dos insumos, Salvador enfrenta dificuldade na contratação de recursos humanos.

 

“Tenho ainda outras alternativas, mas não é só estrutura física, são respiradores, monitores, bombas de infusão, e principalmente profissionais que estamos com dificuldade de contratar”, disse.

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