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Salvador vai esgotar alternativas antes de considerar reabrir hospital no Wet

Por Jade Coelho

Salvador vai esgotar alternativas antes de considerar reabrir hospital no Wet
Foto: Reprodução/Twitter

Com o sistema de Saúde sob pressão com uma alta demanda de pacientes com a Covid-19 (leia aqui), a prefeitura de Salvador estuda a possibilidade de abertura de novos leitos. Mas a gestão ainda não considera a remobilização do Hospital de Campanha do Wet’n Wild.

 

A unidade foi ativada em maio de 2020 para tratamento exclusivo de pacientes infectados com a Covid-19, e desativado em novembro. O hospital chegou a ter 70 leitos de UTI e 120 de enfermaria.

 

O prefeito Bruno Reis explicou nesta quarta-feira (17) que a situação é diferente agora, apesar do sistema estar sofrendo mais do que na primeira onda de contaminações. Segundo ele, os hospitais contratados pela prefeitura para receber pacientes com a infecção pelo coronavírus, o Hospital Salvador e o Santa Clara, tem juntos mais leitos que a tenda do Wet. Além desses, a gestão também tem o Hospital Sagrada Família que atende exclusivamente pacientes com Covid-19.

 

“Na primeira onda o Santa Clara tinha sido alugado pelo estado e o Hospital Salvador tinha o funcionamento da Maternidade Climério de Oliveira, que gerou aquela disputada entre a Ufba [Universidade Federal da Bahia] e a prefeitura (leia mais aqui, aqui e aqui). Agora a Climério saiu lá, hoje está todo prefeitura”, ponderou.

 

Ele também argumentou que a mobilização de uma estrutura como do Hospital de Campanha do Wet’n Wild demora para ser viabilizada. “Uma tenda daquela demora 60 dias pra ser montada”, disse ao lembrar que acompanhou as obras no ano passado enquanto ocupada o cargo de vice-prefeito e secretário de Infraestrutura e Obras Pública.

 

De acordo com Bruno, atualmente existem alternativas a montagem da tenda e outros leitos como opção para ampliar a rede de suporte a pacientes vítimas do coronavírus na capital baiana.

 

Os custos dos leitos e o impacto nos cofres da prefeitura também foram citados. O democrata voltou a reclamar do fato de que o governo federal suspendeu o pagamento de leitos de UTI Covid para estados e municípios (lembre aqui).

 

“Um leito de UTI custa R$ 2,4 mil a diária. Antes prefeitura pagava R$ 800 e o governo federal R$ 1,6 mil. Hoje o governo não está botando nada”, disse.