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Prontuário eletrônico: 37% dos municípios implantaram; Bahia tem índice de 10,3%

Por Júlia Vigné

Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (14) o balanço do uso do prontuário eletrônico nos municípios brasileiros. De acordo com a pasta, mais de 63% dos municípios ainda não utilizam o sistema para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Somente 2.060 cidades aderiram ao sistema até o momento, de acordo com o balanço divulgado. Na Bahia, de acordo com dados divulgados ao Bahia Notícias pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) (veja aqui), dos 417 municípios do Estado, apenas 43 utilizam algum tipo de prontuário eletrônico em todas as unidades básicas de saúde, totalizando apenas 10,3% de índice de implantação. As principais dificuldades apontadas pelos municípios são relacionadas à informatização, conectividade com a internet e a própria implantação do prontuário, que acarreta em obras de adaptação para instalação de fios, entre outras modificações. Em Salvador, de acordo com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ao Bahia Notícias, os serviços de marcação de consulta, farmácia, laboratório, emissão de cartão do SUS, cadastro, vacina e a sala de administração das unidades já estão informatizadas com o prontuário eletrônico. Já a implantação nos consultórios médicos começaram a ser implantadas neste mês e tem a estimativa de término no final de 2017. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 54,8% dos municípios justificaram para todas as unidades. Apenas 8,2% dos municípios não justificaram. No total, 5.114 municípios, que equivale a 92% dos municípios do Brasil ou implantaram ou justificaram a implantação do prontuário no sistema. O Estado da Bahia ficou acima da média com 93% dos municípios ou implantando ou justificando a não implantação do prontuário. Em nível nacional, 84,9% dos municípios alegaram insuficiência de equipamentos, como computador, impressoras, entre outros; 73,9% alegaram falta de conectividade com a internet; 75% alegaram baixa capacidade dos profissionais para o uso do prontuário e 67,9% alegaram falta de apoio em Tecnologia da Informação (TI). Os 456 municípios que não justificaram a não implantação do sistema deverão ter os recursos destinados ao custeio dos atendimentos na Atenção Básica suspensos pelo Ministério da Saúde. R$ 29,6 milhões foram suspensos em janeiro de 2017. "Gestores que tiverem recursos suspensos, poderão solicitar pagamento retroativo até dois meses depois, desde que implantem Prontuário Eletrônico ou justifiquem", explicou o Ministério. Para implantar os prontuários em todas as unidades, o Ministério irá analisar cada justificativa apresentada pelos municípios, apoiar a aquisição de equipamentos, a conectividade e capacitar profissionais para o uso do prontuário eletrônico.

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