Trabalhadores da construção mobilizam colegas
Por (Rafael Rodrigues)
Imagens: Tiago Melo/Bahia Notícias
Se uma parte dos trabalhadores da construção civil preferiu pegar no batente nesta quarta-feira (10), em vez de aderir à paralisação de 24 horas em protesto pelo acidente que matou nove colegas nesta terça, coube aos revoltosos tentar convencê-los a parar. Pela manhã, cerca de 500 trabalhadores peregrinam pelas obras em andamento na Avenida Tancredo Neves para convocar os colegas a se unir ao grupo, que irá marchar até a Avenida Paralela, onde se reunirá com os trabalhadores das obras daquela região, que estão concentrados em frente ao canteiro de obras do Le Parc, entre o Posto 3 e o Viaduto de Dona Canô. Os manifestantes prometem parar o trânsito. Em entrevista ao Bahia Notícias, trabalhadores que preferiram não se identificar, por temer retaliações, afirmaram que o movimento encontra dificuldade em mobilizar a categoria devido à ameaça dos patrões de descontar o dia não trabalhado do salário. “A gente não vai se render por causa de um dia de salário”, convocou. Os trabalhadores reclamam das condições de trabalho nos canteiros de obra – segundo eles, acidentes com balanças de passageiros (o elevador utilizado nas obras) não são raros, mas a maioria, de menor gravidade, não é noticiado.
