BA: Número de presos que trabalham quintuplica
Em apenas três meses, o número de presos que trabalham dentro ou fora de penitenciárias no estado da Bahia aumentou em cerca de cinco vezes. Enquanto em maio, apenas 160 detentos possuíam uma ocupação, em julho deste ano o número chegou a 780. Por conta do programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Começar de Novo, criado em 2009, fábricas de vassouras, sacos plásticos, blocos pré-moldados, e até mesmo padarias têm absorvido a mão-de-obra especial. A construção civil também contrata parte da oferta. Somente no primeiro semestre deste ano, 778 detentos fizeram cursos profissionalizantes de diversas especializações, como pedreiro, camareira, informática e mais 43 ofícios. “A determinação é colocar todo mundo dentro de programas de ressocialização”, explica o secretário estadual da Administração Penitenciária, Nestor Duarte. De acordo com os idealizadores do programa, o número só não é maior por conta do preconceito. Atualmente, apenas 35 empresas são parceiras, enquanto outras 10 aguardam a conclusão do cadastro. A vantagem para o empresário é pagar apenas 75% do salário mínimo e não ter que recolher direitos trabalhistas. Informações da edição desta terça-feira (9), do jornal A Tarde.
