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SPU: MULHER PODE TER SIDO USADA COMO LARANJA

Por (José Marques)

De funcionária de uma escola para cursos profissionalizantes, moradora de um apartamento quarto e sala alugado, a suposta proprietária de 12 lojas na Galeria Retorta, localizada no bairro da Calçada, e sonegadora de impostos. Foi o que aconteceu com Norma Sacramento Silva, que há dois meses recebeu um mandado de penhora em casa por não ter pago um valor de cerca de R$ 12,7 mil pelo uso de solo da União desde 1984. No entanto, em contato com o programa Acorda Para a Vida, da Rede Tudo FM 102,5, Norma assegurou que nunca teve as propriedades em questão. Disse ter medo, também, de ter sido usada como "laranja". Ela afirma que apenas “teve uma loja na galeria”. Outra suposição é a de que seus dados tenham sido registrados por engano no documento. “Fui à Gerência da União e me disseram que ter colocado o meu nome pode ter sido um ‘erro’. O rapaz que me atendeu checou meus dados e me disse que minhas informações tinham sido colocadas por uma empresa que ‘fez muita besteira dentro da União’”, argumentou em entrevista ao Bahia Notícias. Norma preocupa-se porque agora pode ter que pagar a um advogado para fazer petições e informar à Justiça Federal que não é dona dos imóveis, o que acarretaria em mais custos para ela. A restituição do imposto de renda desse ano foi bloqueada para amortizar uma dívida que, supostamente, a funcionária não possui. Entretanto, fontes da Superintendência de Patrimônio da União (SPU) asseguram que não é necessário custear um advogado para provar que não se tem determinado imóvel.

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